{"id":57933,"date":"2017-01-17T10:00:11","date_gmt":"2017-01-17T13:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=57933"},"modified":"2017-01-16T19:15:16","modified_gmt":"2017-01-16T22:15:16","slug":"por-que-as-pesquisas-relacionadas-a-cura-do-alzheimer-estao-falhando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/por-que-as-pesquisas-relacionadas-a-cura-do-alzheimer-estao-falhando\/","title":{"rendered":"Por que as pesquisas relacionadas \u00e0 cura do Alzheimer est\u00e3o falhando?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=57934\" rel=\"attachment wp-att-57934\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-57934\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Segundo um artigo escrito pela pesquisadora Karen Marshall, da Universidade de Sussex, no Reino Unido, e publicado originalmente no <a href=\"https:\/\/theconversation.com\/us\" target=\"_blank\"><em>The Conversation<\/em><\/a>, desde que foi descrito pela primeira vez, por Alois Alzheimer em 1901, como uma \u201c<em>doen\u00e7a peculiar grave<\/em>\u201d, estudos sobre a dem\u00eancia t\u00eam aumentado em um ritmo surpreendente.<\/p>\n<p>Logo, conforme aumentam os casos, mais necess\u00e1rios s\u00e3o os tratamentos e maior compreens\u00e3o sobre a doen\u00e7a. Embora tenham havido investimentos significativos, as terapias ainda s\u00e3o limitadas, e as vezes contradit\u00f3rias.<\/p>\n<p>No entanto, diferente de outras doen\u00e7as, encontrar tratamentos para a doen\u00e7a de Alzheimer tem sido algo de grande dificuldade para a Ci\u00eancia, a come\u00e7ar pelo dinheiro e tempo investidos em pesquisas, falta de um cronograma de preven\u00e7\u00e3o de descobertas e os casos que s\u00e3o diferentes uns dos outros. Ent\u00e3o, a que pode ser atribu\u00eddo o fracasso das pesquisas associadas a cura da doen\u00e7a?<\/p>\n<p>H\u00e1 quem diga que a culpa possa ser do financiamento. Pesquisas sobre a dem\u00eancia s\u00e3o indiscutivelmente subfinanciadas. No entanto, a causa pode ser ainda mais importante do que a quest\u00e3o monet\u00e1ria.\u00a0Ao contr\u00e1rio do C\u00e2ncer e HIV, as consequ\u00eancias do Alzheimer s\u00e3o vistas no c\u00e9rebro, a partir de mudan\u00e7as que levam \u00e0 disfun\u00e7\u00e3o. As pesquisas t\u00eam tentado apontar a causa do surgimento da doen\u00e7a, mas ainda divergem muito sobre as possibilidades, o que aumenta ainda mais o desafio. Logo, a falta de dinheiro aqui pode n\u00e3o ser suficiente para explicar tal fracasso.<\/p>\n<p>O Alzheimer \u00e9 considerado algo dif\u00edcil de ser estudado, diagnosticado e tratado. Diferente de um tumor, realizar uma bi\u00f3psia de um \u00f3rg\u00e3o particularmente inacess\u00edvel \u00e9 uma forma muito invasiva de se estudar uma doen\u00e7a. Ainda, embora nenhuma droga modificadora da condi\u00e7\u00e3o tenha sido aprovada, h\u00e1 v\u00e1rios tratamentos sintom\u00e1ticos dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Investiga\u00e7\u00f5es mais recentes descobriram uma potencial promessa de cura ao identificar uma prote\u00edna beta amiloide que pode ser respons\u00e1vel pela doen\u00e7a. Atualmente ela se tornou alvo de diversos estudos e interven\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas, mas nenhuma passou efetivamente por ensaios cl\u00ednicos.<\/p>\n<p>Logo, podemos considerar que h\u00e1 uma s\u00e9rie de raz\u00f5es para a falta de sucesso em tratamentos, a come\u00e7ar pelo alvo a ser alcan\u00e7ado e se ele de fato \u00e9 o correto. Mas, independentemente da Ci\u00eancia envolvida, esses estudos conseguiram gerar desacordo e criar ainda mais confus\u00e3o em um campo j\u00e1 problem\u00e1tico. Ainda, assimilar as quantidades maci\u00e7as de dados publicados sobre doen\u00e7a de Alzheimer \u00e9 imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Esses conflitos n\u00e3o permanecem em isolamento acad\u00eamico. A crescente incid\u00eancia da doen\u00e7a fez com que a m\u00eddia divulgasse e discutisse constantemente o resultado de pesquisas. Logo, a exposi\u00e7\u00e3o aumentou e isso pode ser considerado positivo em alguns aspectos, porque fornece informa\u00e7\u00f5es ao p\u00fablico, ajuda a monitorar os cientistas respons\u00e1veis e ainda estimula um importante debate. Por outro lado, tamb\u00e9m \u00e9 negativo, porque pode causar rea\u00e7\u00f5es n\u00e3o muito positivas entre a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Grande parte das pesquisas liberadas para o p\u00fablico s\u00e3o consideradas contradit\u00f3rias, e por vezes, e provavelmente de forma n\u00e3o intencional, inflamat\u00f3rias. Por exemplo, manchetes que descrevem a doen\u00e7a como possivelmente transmiss\u00edvel s\u00e3o ao mesmo tempo fascinantes e preocupantes. Ainda, nem todas as informa\u00e7\u00f5es e advert\u00eancias contidas em uma pesquisa s\u00e3o publicadas pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Em suma, o conhecimento ajuda a formar opini\u00f5es, mas nem sempre fornece uma vers\u00e3o cristalina de um caso.<\/p>\n<p>Independentemente do imenso esfor\u00e7o dedicado, investiga\u00e7\u00f5es sobre a doen\u00e7a de Alzheimer devem continuar. A possibilidade de uma descoberta \u00e9 intelectualmente atraente para os cientistas, o que cria um ambiente competitivo. O progresso \u00e9, sem d\u00favida, inevit\u00e1vel, apesar da complexidade desconcertante da doen\u00e7a. Por\u00e9m, os pesquisadores planejam continuar a concordar, discordar, colaborar e discutir uns com os outros, mas tudo em nome de um bem maior, que \u00e9 revelar os mist\u00e9rios por tr\u00e1s de uma condi\u00e7\u00e3o t\u00e3o devastadora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo um artigo escrito pela pesquisadora Karen Marshall, da Universidade de Sussex, no Reino Unido,<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":57934,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/cura.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Segundo um artigo escrito pela pesquisadora Karen Marshall, da Universidade de Sussex, no Reino Unido,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57933"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57933"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57933\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57934"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57933"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57933"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57933"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}