{"id":57925,"date":"2017-01-17T09:00:44","date_gmt":"2017-01-17T12:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=57925"},"modified":"2017-01-16T18:21:49","modified_gmt":"2017-01-16T21:21:49","slug":"brasil-perde-r-120-bilhoes-por-ano-ao-nao-reciclar-lixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasil-perde-r-120-bilhoes-por-ano-ao-nao-reciclar-lixo\/","title":{"rendered":"Brasil perde R$ 120 bilh\u00f5es por ano ao n\u00e3o reciclar seu lixo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=57926\" rel=\"attachment wp-att-57926\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-57926\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A economia brasileira perde cerca de R$ 120 bilh\u00f5es por ano em produtos que poderiam ser reciclados, mas s\u00e3o deixados no lixo. \u201cGeramos no pa\u00eds quase 80 milh\u00f5es de toneladas de rejeitos por ano, e reciclamos apenas 3%\u201d, diz o especialista em economia circular e sustentabilidade e coordenador do grupo de res\u00edduos s\u00f3lidos da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq), Paulo Da Pieve.<\/p>\n<p>Em Belo Horizonte, a reciclagem atinge 1,5% do lixo gerado, segundo o empres\u00e1rio Ronaldo Carvalho, da Tecscan, que produz equipamentos para processamento de res\u00edduos s\u00f3lidos. Esse \u00e9 um dos desafios que as empresas brasileiras enfrentam para se tornarem mais sustent\u00e1veis ambientalmente. \u201cFalta investimento na ind\u00fastria de reciclagem. A oferta pequena acaba encarecendo o produto\u201d, diz Da Pieve.<\/p>\n<p>Outro problema \u00e9 a queda do pre\u00e7o do petr\u00f3leo no mundo, o que faz com que a mat\u00e9ria prima nova fique t\u00e3o ou mais barata que o produto reciclado. \u201cA dispers\u00e3o dos materiais p\u00f3s-consumo onera a etapa de log\u00edstica reversa, prejudicando ainda mais a competitividade desses materiais. Para piorar, os pl\u00e1sticos derivados de insumos petroqu\u00edmicos ficaram mais competitivos com a queda do pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo, o que torna menos vantajoso o uso de material reciclado\u201d, explica o gerente de sustentabilidade da Natura, Keyvan Macedo.<\/p>\n<p>Em outros pa\u00edses, como a Alemanha \u2013 que desde 2010 j\u00e1 recicla mais de 50% do seu lixo \u2013, existem subs\u00eddios para as empresas que utilizam material reciclado. \u201cNo Brasil n\u00e3o tem incentivo. Pelo contr\u00e1rio, tem uma tributa\u00e7\u00e3o que o encarece. O imposto incide no produto quando ele \u00e9 mat\u00e9ria prima e depois, quando \u00e9 reciclado\u201d, diz Da Pieve. Segundo Carvalho, no caso do pl\u00e1stico, chegam a incidir oito impostos. \u201cN\u00e3o existe o incentivo fiscal necess\u00e1rio para estimular o desenvolvimento dessa cadeia de materiais\u201d, diz Macedo. A alta dos custos atinge tamb\u00e9m o papel reciclado, que chega a custar at\u00e9 tr\u00eas vezes mais do que o convencional.<\/p>\n<p>Para Da Pieve, o consumidor brasileiro ainda tem pouca consci\u00eancia da import\u00e2ncia ambiental de consumir produtos com material reciclado e acaba focando apenas no pre\u00e7o. O diretor comercial da Fleurity, que produz coletores menstruais, Carlos Dieter, concorda. \u201cUma parte dos consumidores busca o coletor por causa da quest\u00e3o ambiental, mas a grande maioria quer economizar\u201d, afirma Dieter. Um coletor menstrual, comparado com o uso do absorvente convencional, se paga em cerca de seis meses e reduz, em um ano, at\u00e9 4 kg de lixo gerado por uma \u00fanica pessoa.<\/p>\n<p>O gerente da Natura, por\u00e9m, pondera. \u201cO consumidor brasileiro est\u00e1 cada vez mais atento \u00e0 origem dos materiais e aos modos de produ\u00e7\u00e3o daquilo que consome\u201d, diz o gerente.<\/p>\n<h3>N\u00fameros<\/h3>\n<p><strong>US$ 102,5<\/strong> custo m\u00e9dio da tonelada na coleta seletiva<\/p>\n<p><strong>US$ 25<\/strong> custo m\u00e9dio da tonelada de lixo regular, diz o Cempre<\/p>\n<div id=\"infografico\">\n<div id=\"artigo\" class=\"centered economia\"><img loading=\"lazy\" class=\"image\" src=\"http:\/\/www.otempo.com.br\/polopoly_fs\/1.1423631.1484513816%21image\/image.JPG\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"540\" \/><\/div>\n<\/div>\n<h3>Ind\u00fastria<\/h3>\n<h2>Reciclagem \u00e9 mais dif\u00edcil com lix\u00f5es<\/h2>\n<p>O desrespeito \u00e0 Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos (lei n\u00ba 12.305\/10), que prev\u00ea o fim dos lix\u00f5es nos munic\u00edpios, dificulta o desenvolvimento da ind\u00fastria de reciclados no Brasil. \u201cHoje, apenas metade do lixo produzido no Brasil vai para aterros sanit\u00e1rios\u201d, conta o empres\u00e1rio Ronaldo Carvalho, da empresa de equipamentos de tritura\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos Tecscan.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o dos aterros sanit\u00e1rios facilita a reciclagem do produto descartado. Por\u00e9m, muitas prefeituras n\u00e3o se adaptaram \u00e0 lei, que previa o descarte de todo o lixo do pa\u00eds em aterros sanit\u00e1rios at\u00e9 2014. Com isso, o Senado, em 2015, prorrogou o prazo de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 lei. Os munic\u00edpios passaram a ter de 2018 a 2021 para se adequarem \u00e0 lei, de acordo com o seu tamanho.<\/p>\n<p>\u201cNa Europa, muitos pa\u00edses proibiram a constru\u00e7\u00e3o de novos aterros sanit\u00e1rios porque reciclam at\u00e9 90% do seu res\u00edduo. N\u00f3s ainda n\u00e3o conseguimos a ado\u00e7\u00e3o deles\u201d, diz Carvalho.<\/p>\n<h3>Alternativas<\/h3>\n<h2>Embalagem reduzida corta custos<\/h2>\n<p>Para garantir a responsabilidade ambiental, a Natura busca diminuir as embalagens. \u201cDentro do processo de desenvolvimento de produtos, reduzimos o consumo de materiais de embalagens e incorporamos o material reciclado p\u00f3s-consumo\u201d, conta o gerente de sustentabilidade da companhia, Keyvan Macedo.<\/p>\n<p>Outras solu\u00e7\u00f5es envolvem a negocia\u00e7\u00e3o com fornecedores e o uso de refil. \u201cBuscamos melhorar os custos das embalagens que utilizam material reciclado trabalhando em parceria com nossos fornecedores para construir cadeias de fornecimento. Tamb\u00e9m disponibilizamos refil desde 1983. Com isso, o consumidor tem acesso a produtos com custo mais acess\u00edvel, j\u00e1 que o refil utiliza menos material de embalagem\u201d, conclui.<\/p>\n<div class=\"hide-for-small\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A economia brasileira perde cerca de R$ 120 bilh\u00f5es por ano em produtos que poderiam<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":57926,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/reciclagem.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A economia brasileira perde cerca de R$ 120 bilh\u00f5es por ano em produtos que poderiam","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57925"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57925"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57925\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57926"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}