{"id":57893,"date":"2017-01-16T06:00:24","date_gmt":"2017-01-16T09:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=57893"},"modified":"2017-01-15T21:50:54","modified_gmt":"2017-01-16T00:50:54","slug":"barreiras-ecologicas-explicam-por-que-pequeno-primata-amazonico-vive-em-area-delimitada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/barreiras-ecologicas-explicam-por-que-pequeno-primata-amazonico-vive-em-area-delimitada\/","title":{"rendered":"Barreiras ecol\u00f3gicas explicam por qu\u00ea pequeno primata amaz\u00f4nico vive em \u00e1rea delimitada"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=57894\" rel=\"attachment wp-att-57894\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-57894\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Estudo feito por pesquisadores do Instituto Mamirau\u00e1 aponta que oferta de alimentos e variedade de esp\u00e9cies de \u00e1rvores no chavascal da Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Mamirau\u00e1 explica raz\u00e3o para o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Saimiri_sciureus\" target=\"_blank\">macaco-de-cheiro da cabe\u00e7a preta<\/a> se limitar a uma pequena regi\u00e3o da floresta. &#8220;O que separa a distribui\u00e7\u00e3o deles n\u00e3o s\u00e3o os rios, mas as diferen\u00e7as na estrutura de floresta e oferta de recursos necess\u00e1rios para a <strong>sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie<\/strong>&#8220;, diz a pesquisadora Fernanda Paim.<\/p>\n<p>A Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Mamirau\u00e1 \u00e9 a casa do macaco-de-cheiro da cabe\u00e7a preta (Saimiri vanzolinii). Ali\u00e1s, esse primata somente \u00e9 encontrado neste ambiente, em uma pequena \u00e1rea da unidade de conserva\u00e7\u00e3o, de 870 km\u00b2. Mas os pesquisadores acreditam que o local de ocorr\u00eancia da esp\u00e9cie vem sendo reduzido ao longo dos anos e pode, no futuro, levar \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estudos desenvolvidos na reserva desvendaram que as barreiras para a dispers\u00e3o desses macacos para outras regi\u00f5es s\u00e3o ecol\u00f3gicas. Uma das explica\u00e7\u00f5es \u00e9 relacionada \u00e0 diferen\u00e7a na estrutura de floresta e disponibilidade de recursos utilizados para a alimenta\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. A pesquisadora do Instituto Mamirau\u00e1, Fernanda Paim, explica que h\u00e1 outras duas esp\u00e9cies disputando o habitat do macaco-de-cheiro da cabe\u00e7a preta e, por ocorrerem em maior abund\u00e2ncia, podem estar pressionado os primatas em menor quantidade.<\/p>\n<p>&#8220;Em algum momento da hist\u00f3ria evolutiva dessas esp\u00e9cies, os animais entraram na v\u00e1rzea da Reserva Mamirau\u00e1 e eu acredito que, de alguma forma, eles est\u00e3o pressionando os\u00a0Saimiri vanzolinii, o que, a longo prazo, pode comprometer o tamanho de sua \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, podendo levar a esp\u00e9cie \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 uma hip\u00f3tese, mas seria um caso de extin\u00e7\u00e3o natural&#8221;, afirmou a pesquisadora.<\/p>\n<p>Durante a pesquisa, as tr\u00eas esp\u00e9cies vivem em \u00e1reas claramente delimitadas na Reserva Mamirau\u00e1. Os pesquisadores imaginavam que os rios atuariam como barreiras geogr\u00e1ficas, separando os limites de distribui\u00e7\u00e3o de cada esp\u00e9cie, mas outros fatores se apresentam como mais relevantes para a distribui\u00e7\u00e3o. A principal \u00e9 a quest\u00e3o ecol\u00f3gica, como aponta Fernanda Paim.<\/p>\n<p>A pesquisadora ressalta que a \u00e1rea de ocorr\u00eancia de uma esp\u00e9cie \u00e9 um dado importante para tra\u00e7ar estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o. O macaco-de-cheiro da cabe\u00e7a preta \u00e9 classificado como vulner\u00e1vel pela Uni\u00e3o Internacional pela Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN, na sigla em ingl\u00eas). Como a \u00e1rea de ocorr\u00eancia dessa esp\u00e9cie \u00e9 limitada a uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o, a partir de informa\u00e7\u00f5es como a dieta e a ecologia desses s\u00edmios, poderiam ser sugeridas adequa\u00e7\u00f5es ao plano de manejo da \u00e1rea.<\/p>\n<p>&#8220;Essa unidade de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 um s\u00edtio biogeogr\u00e1fico muito importante para os macacos de cheiro. \u00c9 um local especial, porque tr\u00eas esp\u00e9cies [das sete conhecidas] conseguiram se adaptar e viverem juntas nessas \u00e1reas&#8221;, contou Fernanda.<\/p>\n<p>As esp\u00e9cies, por\u00e9m, vivem em habitats diferentes da Reserva Mamirau\u00e1: v\u00e1rzea alta, v\u00e1rzea baixa e chavascal. Os macacos-de-cheiro da cabe\u00e7a preta t\u00eam prefer\u00eancia por esta \u00faltima regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Os chavascais da \u00e1rea possuem uma maior riqueza de esp\u00e9cies de \u00e1rvores, quando compado ao mesmo tipo florestal das outras esp\u00e9cies. H\u00e1 um tipo de cip\u00f3 muito comum nessa \u00e1rea, chamado liana, que eles usam na alimenta\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, de alguma forma, essa regi\u00e3o onde a esp\u00e9cie est\u00e1 restrita, apesar de ser t\u00e3o pequena, oferece o que \u00e9 necess\u00e1rio para ele viver. O que separa a distribui\u00e7\u00e3o deles n\u00e3o s\u00e3o os rios, mas as diferen\u00e7as na estrutura de floresta e oferta de recursos necess\u00e1rios para a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie&#8221;, disse a pesquisadora do Instituto Mamirau\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo feito por pesquisadores do Instituto Mamirau\u00e1 aponta que oferta de alimentos e variedade de<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":57894,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/primatas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo feito por pesquisadores do Instituto Mamirau\u00e1 aponta que oferta de alimentos e variedade de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57893"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57893"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57893\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57894"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57893"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57893"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57893"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}