{"id":57875,"date":"2017-01-16T12:30:32","date_gmt":"2017-01-16T15:30:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=57875"},"modified":"2017-01-15T21:41:03","modified_gmt":"2017-01-16T00:41:03","slug":"nova-estrategia-da-casa-branca-prepara-a-terra-para-possiveis-quedas-de-asteroides","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nova-estrategia-da-casa-branca-prepara-a-terra-para-possiveis-quedas-de-asteroides\/","title":{"rendered":"Nova estrat\u00e9gia da Casa Branca prepara a Terra para poss\u00edveis quedas de asteroides"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=57876\" rel=\"attachment wp-att-57876\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-57876\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/meteorito-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/meteorito-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/meteorito.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que grandes encrenqueiros pairam pelo cosmos. Sabemos que asteroides e cometas inesperados podem resultar em um dia ruim aqui na Terra, uma vez que nosso planeta j\u00e1 recebeu muitos invasores inconvenientes h\u00e1 muitos anos e ainda tem as crateras para provar. Tamb\u00e9m houve o barulhento alerta recente quando um meteorito explodiu no c\u00e9u pr\u00f3ximo a Cheliabinsk, R\u00fassia, no in\u00edcio de 2013, causando danos em propriedades e ferimentos significativos. O fato \u00e9 que nosso mundo est\u00e1 na mira de objetos pr\u00f3ximos \u00e0 Terra (NEOs, na sigla em ingl\u00eas). Mas o que fazer quanto a esses dem\u00f4nios c\u00f3smicos \u00e9 outra quest\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nos dias finais da administra\u00e7\u00e3o do presidente Barack Obama, o Departamento de Pol\u00edticas de Ci\u00eancia e Tecnologia da Casa Branca (OSTP) lan\u00e7ou \u00a0uma \u201cEstrat\u00e9gia Nacional de Preparo para Objetos Pr\u00f3ximos \u00e0 Terra\u201d (chamados de NEOs, em ingl\u00eas) na semana passada. A estrat\u00e9gia estabelece os principais objetivos que o pa\u00eds precisar\u00e1 alcan\u00e7ar para se preparar para uma amea\u00e7a de NEOs, mostrando que alguns l\u00edderes est\u00e3o levando o perigo mais a s\u00e9rio. Se o governo dos EUA est\u00e1 disposto a direcionar financiamentos significativos para esses esfor\u00e7os, no entanto, ainda \u00e9 mist\u00e9rio. \u201cEssa \u00e9 uma quest\u00e3o que, por alguns anos, foi algo mais ou menos ris\u00edvel,\u201d afirma William Ailor, membro da Corpora\u00e7\u00e3o Aeroespacial. O relat\u00f3rio da Casa Branca mostra que existe um interesse de alto n\u00edvel na amea\u00e7a de NEOs, e que mesmo que NEOs n\u00e3o estejam entre as maiores amea\u00e7as que enfrentamos, as consequ\u00eancias de um impacto poderiam ser terr\u00edveis. \u201c\u00c9 importante manter os olhos abertos,\u201d Ailor afirma, e o novo relat\u00f3rio \u201cnos faz colocar os p\u00e9s no ch\u00e3o.\u201d<br class=\"kix-line-break\" \/><strong><br class=\"kix-line-break\" \/>Estrat\u00e9gia Skyfall<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">O relat\u00f3rio de 19 p\u00e1ginas, produto de uma fac\u00e7\u00e3o de especialistas de v\u00e1rias ag\u00eancias chamado de grupo de trabalho DAMIEN (da sigla em ingl\u00eas Detec\u00e7\u00e3o e Atenua\u00e7\u00e3o do Impacto de Objetos Pr\u00f3ximos \u00e0 Terra), foi publicado dia 3 de janeiro. De uma maneira geral, o grupo acredita que os EUA precisam de mais ferramentas para monitorar as rochas espaciais, e que uma maior coopera\u00e7\u00e3o internacional \u00e9 necess\u00e1ria. Especificamente, o relat\u00f3rio delimita v\u00e1rios objetivos, incluindo aumentar a habilidade dos EUA e de outros pa\u00edses de detectarem os NEOs mais rapidamente, al\u00e9m de monitorarem seus movimentos e caracterizarem os objetos de maneira mais completa. Tamb\u00e9m aponta que mais pesquisas s\u00e3o necess\u00e1rias para estudar como melhor desviar \u00a0uma rocha espacial que possa estar em rota de colis\u00e3o com a Terra. Al\u00e9m disso, a estrat\u00e9gia pede por um modelo melhor e mais integrado das trajet\u00f3rias dos NEOs para reduzir as incertezas de suas \u00f3rbitas e poss\u00edveis efeitos de impactos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Se, de fato, uma colis\u00e3o de NEOs ocorrer, a estrat\u00e9gia tamb\u00e9m busca desenvolver procedimentos de emerg\u00eancia nacionais e internacionais coerentes para diferentes cen\u00e1rios de impacto, como impactos no oceano, numa regi\u00e3o costeira ou uma enorme por\u00e7\u00e3o de terra. Precisamos estar preparados para responder e para nos recuperarmos de um evento assim de maneira ordenada e no tempo apropriado, afirma o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Por \u00faltimo, os objetivos estrat\u00e9gicos do documento destacam a necessidade de fazer com que todas as na\u00e7\u00f5es concordem que o risco de impacto de um NEO na Terra \u00e9 um desafio global, que exige coopera\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Protocolos e limiares para a\u00e7\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios n\u00e3o apenas nos EUA, mas internacionalmente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Um novo passo a frente<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">O grupo de trabalho representa um importante avan\u00e7o no comportamento relacionado \u00e0 amea\u00e7a de NEOs, afirma Lindley Johnson, oficial de defesa planet\u00e1ria da Nasa do Diret\u00f3rio de Miss\u00f5es Cient\u00edficas da Ag\u00eancia e co-presidente do projeto DAMIEN. O esfor\u00e7o foi \u201ca primeira vez em que sentamos e realizamos uma abordagem \u2018governamental\u2019\u201d, ele diz, \u201cpara fazer o que precisa ser feito para nos prepararmos para responder a descoberta de um poss\u00edvel impacto de asteroide apropriadamente.\u201d Johnson diz que possuir uma estrat\u00e9gia aprovada \u201c\u00e9 um enorme primeiro passo,\u201d mas detalhes de como cumprir esses objetivos vir\u00e3o mais tarde, atrav\u00e9s de um plano e a\u00e7\u00e3o a ser determinado. \u201cEnt\u00e3o os departamentos e ag\u00eancias relevantes precisar\u00e3o dar os passos necess\u00e1rios para cumprir o plano de a\u00e7\u00e3o,\u201d afirma ele.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Definir o plano de a\u00e7\u00e3o \u00e9 o pr\u00f3ximo passo para o DAMIEN, assim que o OSTP do presidente eleito, Donald Trump, se estabelecer. \u201cN\u00f3s rascunhamos algumas coisas, mas ainda precisamos escrever. Isso levar\u00e1 mais um ano, se continuarmos nesse caminho.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Por um lado, especialistas em NEOs sentem-se encorajados pelo documento do OSTP. Mas, como sempre, estrat\u00e9gias no papel precisam ser apoiadas, em algum momento, por investimentos. Ray Williamson, um membro facultativo da Universidade Espacial Internacional, em Estrasburgo, Fran\u00e7a, sauda o relat\u00f3rio da Casa Branca. Como ex-astr\u00f4nomo e membro da Equipe de A\u00e7\u00e3o 14 das Na\u00e7\u00f5es Unidas, que focou por anos nos perigos dos NEOs, ele acredita que o documento diz \u201ctodas as coisas certas e pede pelas abordagens corretas\u201d para atenuar o perigo de um asteroide. Mas, como acontece com a maioria dos eventos de alto impacto e baixa probabilidade, \u201cmotivar as v\u00e1rias ag\u00eancias federais a seguirem os bons conselhos desse relat\u00f3rio ser\u00e1 um enorme desafio,\u201d ele acrescenta. O fato da estrat\u00e9gia da Casa Branca envolver coopera\u00e7\u00e3o com entidades estrangeiras torna o trabalho ainda mais apaixonante. \u201cAg\u00eancias federais, aqui e no exterior, geralmente sentem que mal possuem financiamento suficiente para cumprir suas miss\u00f5es prim\u00e1rias e podem hesitar em devotar recursos para tal esfor\u00e7o,\u201d diz Williamson. \u201cFazer essa estrat\u00e9gia funcionar exigir\u00e1 uma aten\u00e7\u00e3o significativa para fornecer o financiamento necess\u00e1rio para a implanta\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Caso em quest\u00e3o: mais cedo neste m\u00eas, a Nasa aprovou que duas novas miss\u00f5es de naves espaciais, de uma lista de cinco, fossem adiante. Uma viagem para a comitiva de asteroides troianos de J\u00fapiter e uma sonda para um asteroide de metal gigante conhecido como 16 Psyche ganharam de uma proposta para uma C\u00e2mera de NEOs (NEOCam). Esse telesc\u00f3pio ficaria na Terra e identificaria e observaria asteroides e cometas n\u00e3o catalogados que representassem amea\u00e7a para a Terra. Ainda que a NEOCam n\u00e3o tenha sido selecionada, a Nasa concedeu um financiamento maior para que estudos relacionados ao conceito da NEOCam continuem por mais um ano. Mas ainda n\u00e3o se sabe se essa miss\u00e3o sair\u00e1 do papel. \u201cAinda n\u00e3o sei o que faremos pela NEOCam \u2014 mas estamos trabalhando nela\u201d diz Johnson.<\/p>\n<p><strong>Trabalho internacional a frente<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">O esfor\u00e7o por coopera\u00e7\u00e3o internacional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 amea\u00e7a dos NEOs \u00e9 essencial, afirma Detlef Koschny, chefe do segmento dos NEOs no programa Consci\u00eancia Situacional do Espa\u00e7o, da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA). \u201cDentro da ESA, estamos trabalhando em passos parecidos para estarmos preparados,\u201d diz Koschny. \u201cEspecificamente, continuaremos a dar total apoio \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o internacional, que j\u00e1 est\u00e1 bem encaminhada.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O encontro de 2017 da Academia Internacional de Astron\u00e1utica sobre defesa planet\u00e1ria, que acontecer\u00e1 em maio em T\u00f3quio, realizar\u00e1 um \u201cexerc\u00edcio de decis\u00e3o\u201d envolvendo um impacto de asteroide fict\u00edcio na Terra. O ensaio ajudar\u00e1 avaliar as rea\u00e7\u00f5es das lideran\u00e7as, requisitos de informa\u00e7\u00e3o, rea\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 gest\u00e3o de emerg\u00eancias \u2014 incluindo planejamento de rotas de evacua\u00e7\u00e3o \u2014 em resposta \u00e0 situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica. Ailor, da Corpora\u00e7\u00e3o Aeroespacial, presidir\u00e1 o encontro e j\u00e1 coordenou exerc\u00edcios similares nos \u00faltimos anos com participantes da Nasa e dos departamentos de Defesa, Estado e Seguran\u00e7a Interna dos EUA (incluindo sua Ag\u00eancia Nacional de Gest\u00e3o de Emerg\u00eancias, ou FEMA, na sigla em ingl\u00eas), junto com a Casa Branca e outros. A \u00faltima simula\u00e7\u00e3o ocorreu no dia 25 de outubro de 2016, em El Segundo, Calif. \u201cMuito trabalho precisa ser feito em n\u00edvel internacional,\u201d ele afirma, \u201cpara que pessoas ao redor do mundo entendam que esse \u00e9 um problema global.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que grandes encrenqueiros pairam pelo cosmos. 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