{"id":57766,"date":"2017-01-14T12:30:18","date_gmt":"2017-01-14T15:30:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=57766"},"modified":"2017-01-14T10:35:58","modified_gmt":"2017-01-14T13:35:58","slug":"cientistas-testam-salmonela-geneticamente-modificada-para-destruir-tumores-cerebrais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-testam-salmonela-geneticamente-modificada-para-destruir-tumores-cerebrais\/","title":{"rendered":"Cientistas testam salmonela geneticamente modificada para destruir tumores cerebrais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=57767\" rel=\"attachment wp-att-57767\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-57767\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As salmonelas s\u00e3o um g\u00eanero de bact\u00e9rias comumente associadas a febres e intoxica\u00e7\u00f5es alimentares e por isso, de modo geral, n\u00e3o s\u00e3o bem aceitas pelo corpo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, cientistas da Universidade de Duke, nos EUA, pareceram encontrar uma exce\u00e7\u00e3o para essa afirma\u00e7\u00e3o ao manipularem geneticamente salmonelas para que elas destru\u00edssem tumores cerebrais, de acordo com informa\u00e7\u00f5es da <a href=\"http:\/\/www.sciencealert.com\/\" target=\"_blank\"><em>Science Alert<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>Quando modificadas, ao inv\u00e9s de procurarem o intestino humano, onde geralmente causam danos, v\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o a tumores cerebrais. Logo, a inovadora t\u00e9cnica poderia levar \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de tratamentos direcionados na luta contra um dos piores tipos de c\u00e2ncer que existe.\u00a0Para o estudo, publicado em <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2372770516300572\" target=\"_blank\"><em>Molecular Therapy Oncolytics<\/em><\/a>, os pesquisadores deram o tratamento a ratos com uma forma agressiva de glioblastoma. Ent\u00e3o, viram aumento significativo na expectativa de vida dos animais, com 20% deles sobrevivendo de 100 dias a mais em compara\u00e7\u00e3o ao grupo de controle \u2013 o equivalente a 10 anos em termos humanos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_19323\" class=\"wp-caption aligncenter\"><\/figure>\n<figure id=\"attachment_19323\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\"><figcaption class=\"wp-caption-text\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-19323 \" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonella_01.jpg\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonella_01-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonella_01-300x300.jpg 300w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonella_01.jpg 700w\" alt=\"salmonella_01\" width=\"639\" height=\"639\" \/>As bact\u00e9rias (rosa) e c\u00e9lulas do c\u00e2ncer (azul)<\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com um dos membros da equipe, Johnathan Lyon, uma vez que o glioblastoma \u00e9 uma forma de c\u00e2ncer agressiva e dif\u00edcil de ser tratada, qualquer mudan\u00e7a na taxa m\u00e9dia de sobreviv\u00eancia j\u00e1 \u00e9 um grande passo. \u201c<em>Uma vez que poucos sobrevivem ap\u00f3s o diagn\u00f3stico, uma taxa de cura eficaz de 20% \u00e9 algo fenomenal e muito encorajador<\/em>\u201d, disse.<\/p>\n<p>Apenas cerca de 30% dos doentes com glioblastoma costumam viver mais de dois anos ap\u00f3s o diagn\u00f3stico. Parte do que torna o tratamento algo t\u00e3o dif\u00edcil de ser feito \u00e9 o fato de que os tumores se escondem atr\u00e1s da barreira hematoencef\u00e1lica (BHE), que divide o sangue circulante do l\u00edquido cerebral.<\/p>\n<p>Porque os f\u00e1rmacos convencionais n\u00e3o conseguem chegar facilmente \u00e0 essa membrana, de fato \u00e9 necess\u00e1ria uma abordagem mais direcionada para impedir o crescimento do tumor. Ent\u00e3o, para conseguir isso, os pesquisadores usam uma forma geneticamente manipulada e desintoxicada de uma bact\u00e9ria chamada <em>Salmonella typhimurium<\/em>, modificada para ser deficiente em uma enzima crucial chamada purina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma vez que os glioblastomas s\u00e3o fontes abundantes de purina, as bact\u00e9rias s\u00e3o induzidas a procur\u00e1-las nas c\u00e9lulas cancerosas, o que significa que poderiam destruir o tumor no processo.\u00a0Ainda, quando atingem o tumor, mais dois ajustes gen\u00e9ticos entram em a\u00e7\u00e3o. Como as c\u00e9lulas cancerosas se multiplicam facilmente, o oxig\u00eanio (O<sub>2<\/sub>) \u00e9 escasso dentro e ao redor dos tumores. Com isso em mente, cientistas codificaram as bact\u00e9rias para produzirem dois compostos, Azurin e p53. Ambos capazes de instruir as c\u00e9lulas cancerosas \u00e0 autodestrui\u00e7\u00e3o, de modo que o resultado \u00e9 como o de um m\u00edssil guiado e geneticamente modificado para procurar e destruir tumores.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, a t\u00e9cnica \u00e9 muito mais precisa do que uma cirurgia e, uma vez que as salmonelas passam por um m\u00e9todo de desintoxica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o devem haver efeitos colaterais prejudiciais aos pacientes.\u00a0No entanto, devemos considerar que os testes foram realizados apenas em ratos e n\u00e3o h\u00e1 garantias de que possa ser replicado em seres humanos. Contudo, os cientistas acreditam que a t\u00e9cnica tem o potencial para ser melhor desenvolvida e tratar pacientes no futuro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As salmonelas s\u00e3o um g\u00eanero de bact\u00e9rias comumente associadas a febres e intoxica\u00e7\u00f5es alimentares e<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":57767,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/salmonela.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As salmonelas s\u00e3o um g\u00eanero de bact\u00e9rias comumente associadas a febres e intoxica\u00e7\u00f5es alimentares e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57766"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57766"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57766\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57767"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57766"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57766"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57766"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}