{"id":57646,"date":"2017-01-13T09:10:44","date_gmt":"2017-01-13T12:10:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=57646"},"modified":"2017-01-13T09:10:45","modified_gmt":"2017-01-13T12:10:45","slug":"apos-quase-2-seculos-cientistas-solucionam-misterio-de-criatura-estranha-que-viveu-ha-500-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/apos-quase-2-seculos-cientistas-solucionam-misterio-de-criatura-estranha-que-viveu-ha-500-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s quase 2 s\u00e9culos, cientistas solucionam mist\u00e9rio de criatura estranha que viveu h\u00e1 500 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/apos-quase-2-seculos-cientistas-solucionam-misterio-de-criatura-estranha-que-viveu-ha-500-milhoes-de-anos\/animal_estranho\/\" rel=\"attachment wp-att-57647\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-57647\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um estranho animal que viveu no fundo do oceano h\u00e1 500 milh\u00f5es de anos finalmente achou seu lugar entre as esp\u00e9cies, resolvendo um mist\u00e9rio de longa data.<\/p>\n<p>A criatura tem escapado \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica desde a descoberta, h\u00e1 175 anos, do primeiro f\u00f3ssil.<\/p>\n<p>O hyolitha, como foi chamado, tem uma concha em forma de cone, tent\u00e1culos para alimenta\u00e7\u00e3o e ap\u00eandices que agiam como &#8220;p\u00e9s&#8221;. Ele foi descrito na m\u00eddia como sendo parecido a &#8220;um sorvete com tent\u00e1culos&#8221;.<\/p>\n<p>Pertence a um grupo de invertebrados que inclui animais como os do filo phoronida, metazo\u00e1rios encontrados no mar, dizem os cientistas.<img src=\"https:\/\/t.dynad.net\/pc\/?dc=5550001892;ord=1484308913519\" \/><img src=\"https:\/\/t.dynad.net\/pc\/?dc=5550001580;ord=1484308928525\" \/><\/p>\n<p>Joseph Moysiuk, da Universidade de Toronto, fez a descoberta ap\u00f3s analisar mais de 1.500 esp\u00e9cimes escavados de rochas no Canad\u00e1 e nos EUA.&#8221;Os hyolithas s\u00e3o pequenos animais em forma de cone que habitam os mares, conhecidos de todo o mundo, principalmente pelos f\u00f3sseis de suas conchas&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;Eles aparecem no registro f\u00f3ssil cerca de 530 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s e sobreviveram at\u00e9 cerca de 250 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>&#8220;Mas a quest\u00e3o sobre onde os hyolithas cabem realmente na \u00e1rvore da vida foi um mist\u00e9rio nos \u00faltimos 175 anos, desde que foram descritos primeiramente.&#8221;<\/p>\n<p>A pesquisa, publicada na revista Nature, analisou os tecidos moles preservados em &#8220;f\u00f3sseis muito especiais&#8221; de um local no Canad\u00e1 conhecido como Burgess Shale.<\/p>\n<p>No passado, os hyolithas foram ligados ao filo dos moluscos, que s\u00e3o comuns hoje e incluem as lulas e os carac\u00f3is.<\/p>\n<p>A nova pesquisa sugere que os animais est\u00e3o, de fato, mais intimamente relacionados a um grupo diferente de organismos portadores de conchas, conhecidos como lophophorata, que inclui os braqui\u00f3podes (conchas em formato de l\u00e2mpada), entre outros.<\/p>\n<h3>Mares antigos<\/h3>\n<p>Hyolithas estavam presentes desde o in\u00edcio do per\u00edodo Cambriano, h\u00e1 cerca de 540 milh\u00f5es de anos, durante uma r\u00e1pida explos\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o que deu origem \u00e0 maioria dos principais grupos de animais.<\/p>\n<p>&#8220;Podendo coloc\u00e1-los na \u00e1rvore da vida, se resolve esse longo mist\u00e9rio paleontol\u00f3gico sobre o que s\u00e3o essas criaturas&#8221;, disse Joseph Moysiuk.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s pudemos descobrir algumas caracter\u00edsticas novas de um grupo muito velho de animais f\u00f3sseis, e isso permitiu-nos revelar a hist\u00f3ria evolutiva deste grupo de animais e onde exatamente eles ficam na \u00e1rvore da vida.&#8221;<\/p>\n<p>Martin Smith, da Universidade de Durham, no Reino Unido, tamb\u00e9m trabalhou nos f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>Ele disse que, ao colocar os hyolithas em sua casa leg\u00edtima, compreendendo como eles viveram, os cientistas agora t\u00eam uma melhor imagem da vida nos mares antigos.<\/p>\n<p>Isto d\u00e1 uma vis\u00e3o sobre o impacto de eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa, como a extin\u00e7\u00e3o em massa do Permiano-Tri\u00e1ssico, que aniquilou a maior parte da vida animal, incluindo os hyolithas.<\/p>\n<p>&#8220;Compreendendo os efeitos de tais extin\u00e7\u00f5es em massa na ecologia e na diversidade \u00e9 particularmente importante \u00e0 medida que procuramos avaliar e mitigar as implica\u00e7\u00f5es do atual evento de extin\u00e7\u00e3o em massa provocado pela atividade humana&#8221;, disse Smith.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estranho animal que viveu no fundo do oceano h\u00e1 500 milh\u00f5es de anos finalmente<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":57647,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/animal_estranho.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um 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