{"id":57615,"date":"2017-01-12T12:30:30","date_gmt":"2017-01-12T15:30:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=57615"},"modified":"2017-01-12T09:11:13","modified_gmt":"2017-01-12T12:11:13","slug":"poluicao-saiba-o-que-o-brasil-deve-aprender-com-a-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/poluicao-saiba-o-que-o-brasil-deve-aprender-com-a-china\/","title":{"rendered":"Polui\u00e7\u00e3o: saiba o que o Brasil deve aprender com a China"},"content":{"rendered":"<p><strong><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=57616\" rel=\"attachment wp-att-57616\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-57616\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Liliane Rocha*<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Em meados de 2015 o mundo come\u00e7ou a ficar alarmado com as manchetes de jornais que diziam \u201cPolui\u00e7\u00e3o do ar segue alarmante na China\u201d ou \u201c10 Cidades chinesas decretam estado de emerg\u00eancia\u201d ou ainda \u201cpassar um dia em Pequim equivale a fumar 40 cigarros\u201d. Al\u00e9m de impressionada, devido aos trabalhos de ecoefici\u00eancia, com an\u00e1lises de emiss\u00f5es de carbono, pegada h\u00eddrica, gest\u00e3o de res\u00edduos e energia que tenho realizado junto a grandes empresas no Brasil, n\u00e3o pude deixar de refletir um pouco mais sobre o tema. A frase mais latente em meus pensamentos \u00e9 de \u00a0Sheryl Crow \u00a0que diz \u201cO melhor tipo de energia alternativa \u00e9 aquela que nem sequer \u00e9 usada.\u201d, mas seria isso poss\u00edvel?<\/p>\n<p>Segundo 3\u00ba Relat\u00f3rio Global da ONU sobre o assunto, lan\u00e7ado em 2016, \u201ca polui\u00e7\u00e3o do ar representa o maior risco ambiental \u00e0 sa\u00fade. Ela \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 3 milh\u00f5es de mortes prematuras no mundo todos os anos.\u201d O mesmo estudo afirma tamb\u00e9m que o Brasil n\u00e3o \u00e9 dos piores pa\u00edses no ranking, mas poderia estar melhor.<\/p>\n<p>Em contraponto, a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas pelo Clima (COP 21) de 2015 listou o Brasil entre os 10 pa\u00edses mais poluidores do mundo. No estudo Global Top 10 Greenhouse Gas Emitters, o pa\u00eds apareceu como o s\u00e9timo maior emissor do mundo. No mesmo per\u00edodo o\u00a0 Brasil firmou acordo clim\u00e1tico bilateral com os Estados Unidos, que incluiu \u201cmetas como 20% na inclus\u00e3o de fontes renov\u00e1veis na matriz energ\u00e9tica brasileira e fim do desmatamento ilegal. Iniciativas para mitigar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o fundamentais, uma vez que o pa\u00eds pode deixar de apresentar o bom desempenho na redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es que vinha mostrando at\u00e9 agora.\u201d No entanto, qual ser\u00e1 a postura do governo brasileiro frente as novas medidas menos sustent\u00e1veis que possivelmente ser\u00e3o propostas pelo novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.<\/p>\n<p>Convenhamos que a problem\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 simples. A energia nas suas mais diversas formas, \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie humana. E mais do que sobreviver, o homem procurou sempre evoluir, descobrindo fontes e maneiras alternativas de adapta\u00e7\u00e3o ao ambiente em que vive e de atendimento \u00e0s suas necessidades. Como preparar alimentos sem fog\u00e3o e conserv\u00e1-los sem usar a geladeira? A lavagem de roupas \u00e9 muito mais f\u00e1cil e r\u00e1pida usando-se m\u00e1quinas de lavar, a limpeza da casa \u00e9 mais bem feita com o uso do aspirador. E os meios de transporte, os carros, os \u00f4nibus, que tanto facilitam a vida do trabalhador?<\/p>\n<div id=\"attachment_198701\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-198701\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/poluicao-chinacpa.jpg\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/poluicao-chinacpa.jpg 768w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/poluicao-chinacpa-300x200.jpg 300w\" width=\"560\" height=\"374\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">A\u00a0polui\u00e7\u00e3o do ar representa o maior risco ambiental \u00e0 sa\u00fade. Foto: Shutterstock<\/p>\n<\/div>\n<p>Como imaginar uma f\u00e1brica dependendo apenas d o trabalho manual dos oper\u00e1rios? Ou a abertura de uma estrada sem tratores ou m\u00e1quinas de terraplanagem? Ou ainda a constru\u00e7\u00e3o sem guindastes, as sider\u00fargicas sem fornos e as fazendas sem m\u00e1quinas agr\u00edcolas? Dif\u00edcil n\u00e3o \u00e9 mesmo? No entanto o nosso dilema realmente se intensifica quando pensamos que em sua grande maioria as fontes de energias tradicionais como petr\u00f3leo, carv\u00e3o mineral e g\u00e1s natural s\u00e3o poluentes e n\u00e3o-renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>No Brasil, mais de 80% da popula\u00e7\u00e3o vive na zona urbana. A grande maioria desse contingente est\u00e1 na periferia dos grandes centros urbanos, onde as condi\u00e7\u00f5es de infra-estrutura s\u00e3o deficit\u00e1rias. \u00a0Apesar da grande extens\u00e3o territorial do pa\u00eds e da abund\u00e2ncia de recursos energ\u00e9ticos, h\u00e1 uma grande diversidade regional e uma forte concentra\u00e7\u00e3o de pessoas e atividades econ\u00f4micas em regi\u00f5es com problemas de suprimento energ\u00e9tico.<\/p>\n<p>As emiss\u00f5es brasileiras, ao contr\u00e1rio dos l\u00edderes do ranking, est\u00e3o divididas quase igualmente entre os setores de energia, com 469.7 Mt CO\u2082e, e agricultura, com 444.4 Mt CO\u2082e. Ind\u00fastria e res\u00edduos tamb\u00e9m s\u00e3o fontes de emiss\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>Lembremos que ao contr\u00e1rio do que acontece em muitos outros pa\u00edses, no Brasil a maior fonte de energia s\u00e3o as hidrel\u00e9tricas. Embora esse cen\u00e1rio venha mudando, vale lembrar que no Brasil em 1994, as usinas hidrel\u00e9tricas produziam 91% da energia el\u00e9trica do pa\u00eds, o consumo de energia proveniente dessa fonte cresceu ao longo dos anos, com a constru\u00e7\u00e3o de usinas gigantescas como a de Itaipu e Tucuru\u00ed. E quem mais recentemente n\u00e3o acompanhou os impasses de Belo Monte?<\/p>\n<p>Parte significativa dos recursos energ\u00e9ticos est\u00e1 dispon\u00edvel em regi\u00f5es pouco desenvolvidas e distantes dos grandes centros urbanos, sujeitos a restri\u00e7\u00f5es ambientais e movimentos sociais, ambos leg\u00edtimos. Portanto, \u00e9 essencial que tenhamos o conhecimento dos recursos energ\u00e9ticos dispon\u00edveis, das tecnologias, de como podemos aproveitar e reaproveitar energia e quais s\u00e3o as demandas setoriais e regionais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na atualidade, entre trancos e barrancos o Brasil tem buscado se destacar positivamente. Segundo o Minist\u00e9rio de Minas e Energia quando considerada a oferta interna de energia brasileira \u2013 toda a energia necess\u00e1ria para movimentar a economia \u2013 a estimativa para 2016 foi que as renov\u00e1veis iriam contribuir com 43,5%, indicador superior aos 41,2% verificados em 2015. Nas previs\u00f5es, a fonte hidr\u00e1ulica destacava-se, elevando sua participa\u00e7\u00e3o de 64% (2015) para 69,5% (2016) na matriz de oferta de energia el\u00e9trica, e de 11,3% para 12,5% na matriz de oferta interna de energia. At\u00e9 abril de 2016, a oferta hidr\u00e1ulica apresenta crescimento de 7,7%.\u201d<\/p>\n<p>A energia e\u00f3lica \u00e9 uma das mais importantes fontes de energia renov\u00e1vel, o que a torna a grande esperan\u00e7a para um futuro promissor do mix energ\u00e9tico que atender\u00e1 \u00e0 demanda do Brasil. Pesquisas recentes afirmam que o Brasil tem um potencial t\u00e9cnico vi\u00e1vel de gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica de 60 mil MW, no fi\u00adnal de 2010 haviam, 1.400 MW instalados \u2013 pou\u00adco acima de 2% do potencial e\u00f3lico do pa\u00eds. Entretanto as oportunidades para o desenvolvimento de projetos de gera\u00e7\u00e3o a partir de energia e\u00f3lica s\u00e3o imensas e j\u00e1 come\u00e7am a ganhar volume significativo. Algumas regi\u00f5es est\u00e3o sendo objeto de estudos e me\u00addi\u00e7\u00f5es para instala\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos as localidades onde o aproveitamento dos ventos \u00e9 favor\u00e1vel, como toda a costa do Nordeste brasileiro e os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>O fator de capacidade para os ventos do Brasil chega, em certas localidades, a 45%, enquanto em alguns pa\u00edses que j\u00e1 possuem plantas e\u00f3licas instaladas esse \u00edndice \u00e9 inferior a 35%. Outra importante fonte de energia sustent\u00e1vel \u00e9 a co-gera\u00e7\u00e3o a partir de res\u00edduos org\u00e2nicos. Novas tecnologias de co-gera\u00e7\u00e3o tornaram o processo 30% mais eficiente do que m\u00e9todos convencionais. Al\u00e9m disso, a queima de lascas de eucalipto e baga\u00e7o de cana-de-a\u00e7\u00facar viabiliza a autossufici\u00eancia energ\u00e9tica para muitas ind\u00fastrias de setores, como papel e celulose e sucroalcooleiro. E a energia solar, mesmo em pequen\u00edssimas escalas, tamb\u00e9m tem ganhado destaque.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos nem devemos repetir os caminhos da China. Nesse sentido, existe a necessidade urgente de questionarmos e revermos os principais fatores que contribuem para a crescente demanda por energia, com destaque para as atividades econ\u00f4micas, o sistema de urbaniza\u00e7\u00e3o e o estilo de vida. Afinal, somente atrav\u00e9s de mudan\u00e7as substanciais nessas \u00e1reas nos permitir\u00e3o uma maior utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias mais limpas e fontes renov\u00e1veis, hoje ainda insuficientes e\/ou n\u00e3o t\u00e3o eficientes para atenderem nossos altos padr\u00f5es de consumo, dado que ainda existem limitantes t\u00e9cnicos e\/ou econ\u00f4micos para sua maior dissemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os desafios para continuar expandindo o setor energ\u00e9tico com menores efeitos aos Quatro Princ\u00edpios de Sustentabilidade (biodiversidade, solos vivos, cadeias alimentares, Ciclos biogeoqu\u00edmicos) s\u00e3o grandes, sabendo-se que \u00e9 praticamente imposs\u00edvel eliminar totalmente os impactos, para qualquer que seja o sistema energ\u00e9tico. Entretanto, existem alternativas diferenciadas que se destacam especialmente por n\u00e3o liberar (ou liberar pouco) gases ou res\u00edduos que contribuem para o aquecimento global na produ\u00e7\u00e3o e\/ou consumo, as chamadas \u201cenergias limpas\u201d. \u00c9 fundamental termos um maior compromisso e esfor\u00e7o por parte dos setores p\u00fablico e privado para trilhar um caminho mais sustent\u00e1vel. <em>(#Envolverde)<\/em><\/p>\n<p><em>* <strong>Liliane Rocha<\/strong> \u00e9 diretora Executiva da empresa Gest\u00e3o Kair\u00f3s (<a href=\"http:\/\/www.gestaokairos.com.br\/\">www.gestaokairos.com.br<\/a>), mestranda em Pol\u00edticas P\u00fablicas pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, MBA Executivo em Gest\u00e3o da Sustentabilidade na FGV, Extens\u00e3o de Gest\u00e3o Respons\u00e1vel para Sustentabilidade pela Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral, graduada em Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas na C\u00e1sper L\u00edbero. Gestora com 11 anos de experi\u00eancia na \u00e1rea de Responsabilidade Social tendo trabalhado em empresas de grande porte \u2013 tais como Philips, Banco Real-Santander, Walmart e Grupo Votorantim. Escreve mensalmente para a Envolverde sobre Diversidade.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Liliane Rocha* Em meados de 2015 o mundo come\u00e7ou a ficar alarmado com as<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":57616,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/poluicao_china.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Liliane Rocha* Em meados de 2015 o mundo come\u00e7ou a ficar alarmado com as","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57615"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57615"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57615\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57616"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}