{"id":57400,"date":"2017-01-08T23:06:14","date_gmt":"2017-01-09T02:06:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=57400"},"modified":"2017-01-08T23:06:14","modified_gmt":"2017-01-09T02:06:14","slug":"o-avanco-dos-desertos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-avanco-dos-desertos-2\/","title":{"rendered":"O avan\u00e7o dos desertos"},"content":{"rendered":"<p>Se o atual ritmo de desertifica\u00e7\u00e3o prosseguir, a ONU calcula que at\u00e9 2050 a Terra perder\u00e1 uma \u00e1rea cultiv\u00e1vel equivalente \u00e0 do Brasil. Aqui, a preocupa\u00e7\u00e3o maior est\u00e1 no Nordeste<\/p>\n<div class=\"td-post-content\">\n<div class=\"td-post-featured-image\">\n<figure><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto1.jpg\" data-caption=\"Areal no Rio Grande do Sul: problema agravado pelo uso inadequado do solo\"><img loading=\"lazy\" class=\"entry-thumb td-animation-stack-type0-2\" title=\"9_PL519_Deserto1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto1-696x464.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"425\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Areal no Rio Grande do Sul: problema agravado pelo uso inadequado do solo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Em sil\u00eancio, a desertifica\u00e7\u00e3o vem causando mais estragos do que o aquecimento global e desastres naturais como terremotos e furac\u00f5es. Considerado um dos maiores problemas socioecon\u00f4micos contempor\u00e2neos, o fen\u00f4meno transforma terras cultiv\u00e1veis em desertos a um ritmo de 120 mil quil\u00f4metros quadrados (12 milh\u00f5es de hectares, ou quase tr\u00eas estados do Rio de Janeiro) por ano. Se mantida essa velocidade, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) calcula que at\u00e9 2050 o mundo perder\u00e1 8,49 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados de solo produtivo, \u00e1rea equivalente \u00e0 do Brasil. No pa\u00eds, as \u00e1reas suscet\u00edveis de desertifica\u00e7\u00e3o (ASD) somam 1,34 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados, ou 16% do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Embora haja desertos naturais no planeta h\u00e1 milh\u00f5es de anos, as \u00e1reas que o homem degradou e tornou improdutivas s\u00e3o mais recentes. Elas come\u00e7aram a surgir com a inven\u00e7\u00e3o da agricultura e do pastoreio e o uso das florestas para fazer lenha, a partir de 10.000 a.C. Processo lento, a desertifica\u00e7\u00e3o s\u00f3 come\u00e7ou a chamar aten\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo 20, gra\u00e7as a acontecimentos dram\u00e1ticos como a seca de tr\u00eas anos que ocorreu no Meio-Oeste americano nos anos 1930. O clima semi\u00e1rido e a degrada\u00e7\u00e3o da terra na regi\u00e3o agravaram o fen\u00f4meno, estimulando os cientistas a iniciar pesquisas voltadas ao conhecimento dos processos de desertifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra seca, esta no Sahel (a faixa de terra situada ao sul do Saara, na \u00c1frica), entre 1968 e 1973, levou 500 mil pessoas \u00e0 morte e foi um alerta ainda mais vigoroso para a gravidade do problema. A partir de ent\u00e3o, a comunidade internacional come\u00e7ou a se mobilizar para combat\u00ea-lo. Em 1977, ocorreu em Nair\u00f3bi, no Qu\u00eania, a Confer\u00eancia Internacional das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o, que definiu o fen\u00f4meno como \u201ca degrada\u00e7\u00e3o da terra nas zonas \u00e1ridas, semi\u00e1ridas e sub\u00famidas secas resultantes de fatores diversos tais como as varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e as atividades humanas\u201d.<\/p>\n<h3><strong>Linhas de combate<\/strong><\/h3>\n<p>Um dos principais resultados da confer\u00eancia foi a cria\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o (UNCCD, na sigla em ingl\u00eas), em 17 de junho de 1994, data que se transformou no Dia Mundial de Luta Contra a Desertifica\u00e7\u00e3o. Ela estabelece as diretrizes para o combate ao problema em n\u00edvel global. Em vigor desde 26 de dezembro de 1996, a UNCCD j\u00e1 foi assinada por mais de 190 pa\u00edses e \u00e9, hoje, a maior refer\u00eancia para planejar a\u00e7\u00f5es de controle do fen\u00f4meno. O Brasil a ratificou em 12 de junho de 1997.<\/p>\n<figure id=\"attachment_7454\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 649px;\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-7454 td-animation-stack-type0-2\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto2.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto2.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto2-150x100.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto2-768x512.jpg 768w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto2-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto2-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto2-630x420.jpg 630w\" alt=\"Mulher da \u00c1frica Subsaariana, regi\u00e3o que despertou o mundo para a gravidade do problema\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Mulher da \u00c1frica Subsaariana, regi\u00e3o que despertou o mundo para a gravidade do problema<\/figcaption><\/figure>\n<p>Apesar desse esfor\u00e7o, o problema vem se agravando. \u201cCerca de 41% da superf\u00edcie do planeta \u00e9 coberta por terras secas, das quais de 10% a 20% est\u00e3o sofrendo processos de degrada\u00e7\u00e3o e desertifica\u00e7\u00e3o\u201d, diz a bi\u00f3loga Rita Marcia da Silva Pinto Vieira, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). \u201cHoje, 44% das \u00e1reas agr\u00edcolas do mundo e cerca de 2 bilh\u00f5es de pessoas est\u00e3o localizadas sobre essas terras, e a maioria (90%) corresponde a pa\u00ed\u00adses em desenvolvimento.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Ana Maria Heuminski de Avila, diretora do Centro de Pesquisas Meteorol\u00f3gicas e Clim\u00e1ticas Aplicadas em Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a desertifica\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es semi\u00e1ridas brasileiras foi formalmente identificada ainda nos anos 1970. \u201cUm estudo pioneiro, realizado pelo ec\u00f3logo pernambucano Jo\u00e3o Vasconcelos Sobrinho, informava que ali estaria a surgir \u2018um grande deserto com todas as caracter\u00edsticas ecol\u00f3gicas que conduziriam \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos outros grandes hoje existentes em outras regi\u00f5es do globo\u2019\u201d, conta. \u201cO deserto que ali vinha se formando seria \u2018at\u00edpico, diferenciado do t\u00edpico deserto saariano, pela incid\u00eancia de precipita\u00e7\u00f5es e natureza do solo, mas com as mesmas implica\u00e7\u00f5es de inabitabilidade\u2019.\u201d<\/p>\n<p>As ASDs no Brasil englobam hoje 1.488 munic\u00edpios (27% do total), afetando 31,6 milh\u00f5es de habitantes, ou 17% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, ou ainda 85% dos cidad\u00e3os considerados pobres. O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA) reconhece oficialmente quatro n\u00facleos de desertifica\u00e7\u00e3o no pa\u00eds,\u00ad isto \u00e9, onde ela j\u00e1 ocorre de fato. Todos se localizam no Semi\u00e1rido nordestino e somam 21,3 mil km2 (veja quadro na p\u00e1gina ao lado.)<\/p>\n<h3><strong>Gravidade ampliada<\/strong><\/h3>\n<p>Estudos recentes apontam, por\u00e9m, que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais s\u00e9ria do que indica a vers\u00e3o oficial. Pesquisadores do Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise e Processamento de Imagens de Sat\u00e9lites da Universidade Federal de Alagoas (Lapis) cruzaram dados sobre a vegeta\u00e7\u00e3o do Nordeste com \u00edndices de chuva nos \u00faltimos 25 anos, at\u00e9 abril de 2015. A pesquisa mostra que a desertifica\u00e7\u00e3o atinge hoje, de forma grave ou muito grave, 230 mil km2 de terras da regi\u00e3o, uma \u00e1rea maior do que a do Cear\u00e1.<\/p>\n<figure id=\"attachment_7455\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 648px;\"><figcaption class=\"wp-caption-text\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-7455 td-animation-stack-type0-2\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto3.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto3.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto3-150x100.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto3-768x512.jpg 768w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto3-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto3-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto3-630x420.jpg 630w\" alt=\"Sert\u00e3o do Serid\u00f3, um dos n\u00facleos de desertifica\u00e7\u00e3o do Brasil\" width=\"638\" height=\"425\" \/><\/a>Sert\u00e3o do Serid\u00f3, um dos n\u00facleos de desertifica\u00e7\u00e3o do Brasil<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com base no trabalho do Lapis, o Instituto Nacional do Semi\u00e1rido (Insa), do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia, adicionou dois n\u00facleos aos j\u00e1 conhecidos: Sert\u00e3o do S\u00e3o Francisco (BA) e Cariris Velhos (PB).<\/p>\n<p>Segundo Rita, a escassez de \u00e1gua e a perda ou redu\u00e7\u00e3o de solos e da diversidade biol\u00f3gica causadas pelo fen\u00f4meno levam \u00e0 improdutividade agr\u00edcola e ao abandono das terras pelas popula\u00e7\u00f5es afetadas, que, como consequ\u00eancia, t\u00eam sua qualidade de vida comprometida. \u201cO \u00eaxodo das \u00e1reas afetadas para as cidades desencadeia outros problemas sociais, associados a falta de emprego, moradia e estruturas educacionais e de sa\u00fade\u201d, observa.<\/p>\n<p>Para mitigar esses problemas, al\u00e9m de ter atendido \u00e0 exig\u00eancia da UNCCD de criar o Programa de A\u00e7\u00e3o Nacional de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o e Mitiga\u00e7\u00e3o dos Efeitos da Seca (PAN), o Brasil vem tomando outras iniciativas. Segundo Rita, o Inpe est\u00e1 construindo, em parceria com o MMA, o Sistema de Alerta Precoce contra Seca e Desertifica\u00e7\u00e3o (SAP). \u201cCabe ao minist\u00e9rio a responsabilidade formal de coordenar e implementar a\u00e7\u00f5es preventivas de controle e combate ao problema\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u201cNesse sentido, destacam-se os esfor\u00e7os da Comiss\u00e3o Nacional de Combate \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o (CNCD), que vem articulando a\u00e7\u00f5es de conviv\u00eancia sustent\u00e1vel com a semiaridez para promover a seguran\u00e7a alimentar, h\u00eddrica, energ\u00e9tica e da biodiversidade. Al\u00e9m disso, h\u00e1 o fortalecimento da pesquisa cient\u00edfica e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, com o objetivo de monitorar, avaliar e prevenir os processos de desertifica\u00e7\u00e3o e eventos extremos de seca.\u201d<\/p>\n<h3><strong>Reino da areia<\/strong><\/h3>\n<p>H\u00e1 um processo de degrada\u00e7\u00e3o do solo no Brasil, sobretudo no Rio Grande do Sul e no Centro-Oeste, semelhante \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o: a areniza\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a b\u00e1sica entre eles est\u00e1 no volume de chuva que cada local recebe. Enquanto os desertos est\u00e3o em regi\u00f5es \u00e1ridas, semi\u00e1ridas ou sub\u00famidas, os areais se formam em \u00e1reas de clima subtropical, com chuva m\u00e9dia anual de 1.400 mil\u00edmetros. Sua origem remonta a 200 milh\u00f5es de anos, quando a maior parte do centro-sul brasileiro era um imenso deserto. Hoje, o solo \u00e9 pobre, com muita areia em sua composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A ge\u00f3grafa Dirce Suertegaray, da Universidade Federal do Rio do Grande do Sul (UFRGS), estuda o problema h\u00e1 d\u00e9cadas e j\u00e1 publicou dois livros sobre o tema. Segundo ela, a \u00e1rea arenizada ga\u00facha \u00e9 quase a mesma nas \u00faltimas d\u00e9cadas. \u201cEm 1989 t\u00ednhamos o registro de 3.024,37 hectares de \u00e1reas em processo de areniza\u00e7\u00e3o, em um total de 1.497 areais (zonas de areia exposta sem cobertura vegetal, sujeitas \u00e0 a\u00e7\u00e3o do vento e das \u00e1guas de escoamento superficial\u201d, informa. \u201cNo \u00faltimo levantamento, em 2004-2005, foram encontrados 3.027,41 hectares e um total de 1.634 areais.\u201d Os maiores n\u00facleos est\u00e3o em Alegrete, Quara\u00ed e S\u00e3o Borja, na fronteira do Brasil com a Argentina e o Uruguai.<\/p>\n<p>De acordo com Dirce, o pequeno crescimento talvez se explique pela pol\u00edtica p\u00fablica adotada pelos recentes governos ga\u00fachos de estimular a silvicultura nessas \u00e1reas. Com o plantio de eucaliptos nos areais, n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel mape\u00e1-los com imagens de sat\u00e9lite, por exemplo. \u201cMas o problema persiste\u201d, afirma Dirce. \u201cA silvicultura apenas incentiva a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dessas \u00e1reas consideradas improdutivas pelo governo.\u201d\u00a0O problema \u00e9 mais antigo do que se imagina. \u201cPovos ca\u00e7adores-coletores j\u00e1 conviviam com ele h\u00e1 s\u00e9culos\u201d, afirma Dirce. \u201cMas isso foi agravado pelo uso inadequado do solo, sobretudo pelo cultivo da soja.\u201d \u00c9 a mesma causa da areniza\u00e7\u00e3o de algumas regi\u00f5es do cerrado, sobretudo em Goi\u00e1s.<\/p>\n<p><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-7456 aligncenter td-animation-stack-type0-2\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto4.jpg\" sizes=\"(max-width: 353px) 100vw, 353px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto4.jpg 550w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto4-62x150.jpg 62w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2016\/05\/9_pl519_deserto4-174x420.jpg 174w\" alt=\"9_PL519_Deserto4\" width=\"640\" height=\"1548\" \/><\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se o atual ritmo de desertifica\u00e7\u00e3o prosseguir, a ONU calcula que at\u00e9 2050 a Terra<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Se o atual ritmo de desertifica\u00e7\u00e3o prosseguir, a ONU calcula que at\u00e9 2050 a Terra","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57400"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57400"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57400\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57400"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57400"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57400"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}