{"id":57272,"date":"2017-01-07T17:35:02","date_gmt":"2017-01-07T20:35:02","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=57272"},"modified":"2017-01-07T17:35:04","modified_gmt":"2017-01-07T20:35:04","slug":"carne-bem-passada-pode-aumentar-o-risco-de-cancer-diz-pesquisa-da-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/carne-bem-passada-pode-aumentar-o-risco-de-cancer-diz-pesquisa-da-usp\/","title":{"rendered":"Carne bem passada pode aumentar o risco de c\u00e2ncer, diz pesquisa da USP"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/carne-bem-passada-pode-aumentar-o-risco-de-cancer-diz-pesquisa-da-usp\/carne_processada-2\/\" rel=\"attachment wp-att-57273\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-57273\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma nova pesquisa da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) traz m\u00e1s not\u00edcias para os amantes de churrasco: o consumo das crostas escuras presentes na carne vermelha bem passada est\u00e1 relacionado ao desenvolvimento de c\u00e2ncer. O estudo afirma que, durante o preparo a altas temperaturas, s\u00e3o formados nessas partes do alimento compostos que podem induzir muta\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis pelo aparecimento de c\u00e9lulas cancer\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cEsperamos que os resultados do estudo possam contribuir para a compreens\u00e3o do desenvolvimento do c\u00e2ncer e descobrir novas maneiras de preveni-lo\u201d, afirmou ao site de VEJA a nutricionista Aline Martins de Carvalho, respons\u00e1vel pelo novo estudo, apresentado em sua <a href=\"http:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/6\/6138\/tde-04012017-104250\/pt-br.php\" target=\"_blank\">tese de doutorado<\/a> na Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da USP.<\/p>\n<h3>Carne bem passada e c\u00e2ncer<\/h3>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre as partes escuras da carne e o desenvolvimento de c\u00e2ncer j\u00e1 era bem estabelecida em pesquisas com modelos animais, mas os efeitos do consumo desses alimentos no corpo humano ainda n\u00e3o eram completamente compreendidos. Uma pesquisa realizada pela Universidade da Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos, em 2011, j\u00e1 havia confirmado as implica\u00e7\u00f5es do consumo de carne bem passada no <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/saude\/carne-bem-passada-eleva-riscos-de-tumor-de-prostata\/\">desenvolvimento de tumor de pr\u00f3stata<\/a>.<\/p>\n<p>Com a nova pesquisa, o objetivo de Aline era estudar a rela\u00e7\u00e3o entre o consumo de carne vermelha e o surgimento do c\u00e2ncer em humanos. Para isso, a pesquisadora utilizou dados de um inqu\u00e9rito de sa\u00fade com amostras de 560 adultos e idosos de S\u00e3o Paulo e coletou informa\u00e7\u00f5es sobre os h\u00e1bitos de consumo dos participantes a partir de di\u00e1rios e question\u00e1rios de frequ\u00eancia alimentar. Em seguida, extraiu amostras do sangue das pessoas avaliadas e realizou an\u00e1lises no DNA para estimar a exposi\u00e7\u00e3o ao c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Os resultados revelaram que, entre os indiv\u00edduos, o principal risco para o desenvolvimento de tumores estava no consumo de carne vermelha muito bem passada \u2013 quando preparada a altas temperaturas, a carne forma compostos carcinog\u00eanicos nas partes em que esquenta at\u00e9 quase queimar. Essas subst\u00e2ncias s\u00e3o compostos org\u00e2nicos nitrogenados chamados aminas heteroc\u00edclicas.<\/p>\n<p>No corpo, a metaboliza\u00e7\u00e3o dessas mol\u00e9culas \u00e9 feita pelo f\u00edgado, produzindo esp\u00e9cies reativas conhecidas como radicais livres. O excesso dos radicais livres no organismo pode levar a um processo chamado\u00a0estresse oxidativo, que ocorre quando a quantidade dos radicais livres no organismo \u00e9 maior do que a capacidade f\u00edsica de neutraliz\u00e1-los. Assim, as mol\u00e9culas excedentes podem gerar danos a prote\u00ednas, lip\u00eddios e at\u00e9 ao DNA, levando ao aparecimento de doen\u00e7as, como pode acontecer com o c\u00e2ncer.<\/p>\n<h3>Como evitar<\/h3>\n<p>A boa not\u00edcia a todos os amantes de carne bem passada \u00e9 que, apesar dos danos que as deliciosas partes crocantes das extremidades podem causar ao organismo, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio cort\u00e1-las completamente da dieta. Uma dica da pesquisadora \u00e9 marinar a carne no lim\u00e3o, alho e cebola, para neutralizar os efeitos danosos.<\/p>\n<p>\u201cEsses temperos possuem compostos bioativos que s\u00e3o capazes de evitar a forma\u00e7\u00e3o das subst\u00e2ncias prejudiciais \u00e0 sa\u00fade\u201d, afirma Aline. Tamb\u00e9m \u00e9 aconselh\u00e1vel aquecer a carne por tr\u00eas minutos no micro-ondas antes de coloc\u00e1-la na churrasqueira ou na chapa. Dessa forma, ela ficar\u00e1 menos tempo exposta ao fogo.<\/p>\n<p>A pesquisadora ressalta, no entanto, que apesar da rela\u00e7\u00e3o confirmada entre os compostos presentes na crosta escura da carne e o aumento dos n\u00edveis de estresse oxidativo e consequentes danos ao DNA \u2013 fatores que podem levar ao aparecimento de tumores \u2013 uma rela\u00e7\u00e3o direta com o c\u00e2ncer n\u00e3o foi confirmada. Os resultados indicam apenas a liga\u00e7\u00e3o entre o consumo de partes escuras da carne bem passada e o desenvolvimento de muta\u00e7\u00f5es que podem levar \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova pesquisa da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) traz m\u00e1s not\u00edcias para os amantes<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":57273,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/carne_processada.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma nova pesquisa da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) traz m\u00e1s not\u00edcias para os amantes","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57272"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57272"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57272\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57273"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57272"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57272"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}