{"id":5707,"date":"2014-08-29T15:00:41","date_gmt":"2014-08-29T15:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=5707"},"modified":"2014-08-28T23:12:19","modified_gmt":"2014-08-28T23:12:19","slug":"com-001-do-pib-brasil-conserguiria-preservar-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/com-001-do-pib-brasil-conserguiria-preservar-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Com 0,01% do PIB, Brasil conserguiria preservar Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/marmosa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-5708\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/marmosa.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>O Brasil conseguiria preservar a Mata Atl\u00e2ntica investindo apenas 0,01% do seu PIB (Produto Interno Bruto), garante um estudo feito por cientistas e relatado \u00e0 <a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/content\/345\/6200\/1041\">revista Science<\/a> nesta quinta-feira (28). Os pesquisadores afirmam que US$ 198 milh\u00f5es por ano (o equivalente a cerca de R$ 443 milh\u00f5es) seriam suficientes para conservar a maioria das esp\u00e9cies e preservar muitos dos benef\u00edcios que v\u00eam do ecossistema da floresta, tais como controle de pragas e poliniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A quantia equivale a apenas 6,5% do que o Brasil j\u00e1 investe em subs\u00eddios agr\u00edcolas e menos de 0,01% PIB anual do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 um dos mais importantes e amea\u00e7ados ecossistemas do mundo, contendo mais de 1.000 esp\u00e9cies de plantas e mais exemplares de aves que toda a Europa. Situada ao longo da costa atl\u00e2ntica do Brasil, j\u00e1 cobriu uma \u00e1rea de aproximadamente 1,5 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados. Devido ao desmatamento, hoje tem apenas 160 mil quil\u00f4metros quadrados.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora Cristina Banks-Leite, do Departamento de Ci\u00eancias da Vida da Imperial College London (Reino Unido), uma das l\u00edderes da pesquisa, a Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 menor e muito mais degradada do que a floresta amaz\u00f4nica, e cont\u00e9m uma rica diversidade biol\u00f3gica, sendo o habitat de mais da metade das esp\u00e9cies animais amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no Brasil. &#8220;Cerca de 90% da Mata Atl\u00e2ntica tem menos de 30% de cobertura florestal remanescente. Isso n\u00e3o \u00e9 suficiente para garantir a sobreviv\u00eancia das esp\u00e9cies e a manuten\u00e7\u00e3o de um ecossistema pr\u00f3spero&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\"><span class=\"credito\">Thomas P\u00fcttker\/Eureka\/EFE<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\"><img src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/2014\/08\/28\/28ago2014---o-brachycephalus-crispus-e-uma-das-1000-especies-existentes-na-mata-atlantica-brasileira-um-estudo-publicado-na-revista-science-nesta-quinta-feira-28-afirmou-que-o-pais-poderia-preservar-1409263443431_615x300.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p><span class=\"legenda pg-color10\">Brachycephalus crispus vive nos 160 mil km quadrados de \u00e1rea que resta da floresta<\/span><\/div>\n<p>Para calcular os custos, os pesquisadores primeiro tiveram que registrar quais e quantas esp\u00e9cies vivem atualmente nas \u00e1reas intocadas e degradadas da Mata Atl\u00e2ntica. Ao longo de nove anos, uma equipe de mais de 100 pesquisadores liderada pelas doutoras Renata Pardini, Marianna Dixo e pelo professor Jean Paul Metzger, da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo), coletaram dados sobre aves, mam\u00edferos e anf\u00edbios que vivem na floresta.<\/p>\n<p>Usando redes ornitol\u00f3gicas para capturar aves e armadilhas para apanhar mam\u00edferos e anf\u00edbios, os pesquisadores registraram a exist\u00eancia de mais de 25 mil animais, divididos em 140 esp\u00e9cies de aves, 43 de mam\u00edferos e 29 de anf\u00edbios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\"><span class=\"credito\">Thomas P\u00fcttker\/Eureka\/EFE<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\"><img src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/2014\/08\/28\/28ago2014---o-saira-sete-cores-tangara-seledon-e-uma-das-1000-especies-existentes-na-mata-atlantica-brasileira-um-estudo-publicado-na-revista-science-nesta-quinta-feira-28-afirmou-que-o-pais-1409263356536_615x300.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p><span class=\"legenda pg-color10\">O sa\u00edra-sete-cores \u00e9 uma 140 das esp\u00e9cies de aves que tem a Mata Atl\u00e2ntica como lar<\/span><\/div>\n<p>Eles coletaram dados em 79 regi\u00f5es diferentes da floresta, em 150 km, e estimaram \u00e9 necess\u00e1rio preservar o m\u00ednimo de 30% do habitat natural para manter um n\u00edvel semelhante de fun\u00e7\u00f5es da biodiversidade e dos ecossistemas que se encontram em \u00e1reas protegidas, como parques nacionais.<\/p>\n<p>Para avaliar os custos gerais de manuten\u00e7\u00e3o desse m\u00ednimo, os cientistas combinaram as estimativas atuais de cobertura florestal com custos m\u00e9dios pagos aos propriet\u00e1rios particulares de terras pela desapropria\u00e7\u00e3o das \u00e1reas e descobriram que a preserva\u00e7\u00e3o da floresta \u00e9 vi\u00e1vel e de baixo custo.<\/p>\n<p>J\u00e1 existem alguns programas no Brasil para desapropriar terra para a conserva\u00e7\u00e3o da floresta, preserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e manuten\u00e7\u00e3o dos ecossistemas saud\u00e1veis, mas essa tem sido uma iniciativa em escala local, com pouco impacto na manuten\u00e7\u00e3o e melhoria das condi\u00e7\u00f5es da floresta como um todo, segundo o estudo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil conseguiria preservar a Mata Atl\u00e2ntica investindo apenas 0,01% do seu PIB (Produto Interno<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5708,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/marmosa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/marmosa.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/marmosa.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/marmosa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/marmosa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/marmosa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/marmosa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/marmosa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/marmosa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/marmosa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O 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