{"id":57054,"date":"2017-01-04T11:00:41","date_gmt":"2017-01-04T14:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=57054"},"modified":"2017-01-03T21:32:42","modified_gmt":"2017-01-04T00:32:42","slug":"usp-desenvolve-mapa-colaborativo-para-medir-terremotos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/usp-desenvolve-mapa-colaborativo-para-medir-terremotos-no-brasil\/","title":{"rendered":"USP desenvolve mapa colaborativo para medir terremotos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=57055\" rel=\"attachment wp-att-57055\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-57055\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa_terremoto-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa_terremoto-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/mapa_terremoto.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>2017 come\u00e7ou com um terremoto. Um tremor que marcava 4.6 na escala Richter teve seu epicentro pr\u00f3ximo da cidade de Bel\u00e1gua, no Maranh\u00e3o. O tremor foi suficientemente forte n\u00e3o s\u00f3 para ser sentido na capital do estado, que fica h\u00e1 90 km dali, como tamb\u00e9m a de um estado vizinho, mesmo com Teresina estando a quase 240 km de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>N\u00e3o demorou para o assunto tomar a internet (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/search?q=Teresina&amp;src=tren&amp;data_id=tweet%3A816289038671876097\" target=\"_blank\">Teresina<\/a> e <a href=\"https:\/\/twitter.com\/hashtag\/therremoto?src=tren&amp;data_id=tweet%3A816313947229863937\" target=\"_blank\">Therremoto<\/a> viraram, quase que instantaneamente, alguns dos assuntos mais comentados do Twitter) \u2013 e \u00e9 justamente usando a web que pesquisadores est\u00e3o tentando entender a extens\u00e3o desse tremor. O Centro de Sismologia da Universidade de S\u00e3o Paulo est\u00e1 usando um mapa colaborativo para tra\u00e7ar o impacto do terremoto.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.moho.iag.usp.br\/eq\/dyfi\" target=\"_blank\">A plataforma, apelidado de <em>Sentiu a\u00ed?<\/em><\/a>\u00a0est\u00e1 no ar desde abril do ano passado, e vem sendo usada para complementar a base de dados brasileira de tremores. \u201cHoje <a href=\"http:\/\/rsbr.gov.br\/\" target=\"_blank\">temos uma rede sismogr\u00e1fica<\/a> no Brasil. S\u00e3o 80 esta\u00e7\u00f5es atreladas a\u00a0centros como a USP, o Observat\u00f3rio Nacional e a UnB, mas h\u00e1 locais em que a cobertura n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande. Ent\u00e3o, esse tipo de ferramenta ajuda a cobrir esses buracos\u201d, afirma Jackson Calhau, analista no Centro de Sismologia da USP.<\/p>\n<div id=\"attachment_169753\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 648px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-169753 \" title=\"zoom_teresina_2\" src=\"https:\/\/abrilsuperinteressante.files.wordpress.com\/2017\/01\/zoom_teresina_2.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;strip=all\" sizes=\"(max-width: 920px) 100vw, 920px\" srcset=\"https:\/\/abrilsuperinteressante.files.wordpress.com\/2017\/01\/zoom_teresina_2.jpg 920w, https:\/\/abrilsuperinteressante.files.wordpress.com\/2017\/01\/zoom_teresina_2.jpg?quality=70&amp;strip=all 150w, https:\/\/abrilsuperinteressante.files.wordpress.com\/2017\/01\/zoom_teresina_2.jpg?quality=70&amp;strip=all 300w, https:\/\/abrilsuperinteressante.files.wordpress.com\/2017\/01\/zoom_teresina_2.jpg?quality=70&amp;strip=all 768w\" alt=\"zoom_teresina_2\" width=\"638\" height=\"432\" border=\"0\" data-attachment-id=\"169753\" data-permalink=\"http:\/\/super.abril.com.br\/tecnologia\/usp-desenvolve-mapa-colaborativo-para-medir-terremotos-no-brasil\/attachment\/zoom_teresina_2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/abrilsuperinteressante.files.wordpress.com\/2017\/01\/zoom_teresina_2.jpg?quality=70&amp;strip=all\" data-orig-size=\"920,623\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"zoom_teresina_2\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/abrilsuperinteressante.files.wordpress.com\/2017\/01\/zoom_teresina_2.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;w=300\" data-large-file=\"https:\/\/abrilsuperinteressante.files.wordpress.com\/2017\/01\/zoom_teresina_2.jpg?quality=70&amp;strip=all&amp;w=920\" data-restrict=\"false\" \/><\/div>\n<p>Neste caso espec\u00edfico, a ferramenta foi ainda mais importante. A esta\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima do tremor, que fica em Ros\u00e1rio, h\u00e1 cerca de 100 km de Bel\u00e1gua, estava offline na hora do terremoto. E os primeiros dados chegaram justamente por causa\u00a0dos moradores. \u201cEssa esta\u00e7\u00e3o funciona via sat\u00e9lite e por algum motivo, talvez por uma nuvem que passava na hora, ela parou de retransmitir por alguns minutos. Agora j\u00e1 conseguimos recuperar todos os dados, mas enquanto isso n\u00e3o acontecia, o mapa colaborativo nos ajudou a calcular onde era o epicentro do tremor. E agora, ele nos ajuda a refinar ainda mais os n\u00fameros\u201d, conta Jackson.<\/p>\n<p>A ferramenta funciona de maneira simples. <a href=\"http:\/\/www.moho.iag.usp.br\/eq\/dyfi\" target=\"_blank\">No site<\/a>, a pessoa que sentir um tremor pede para reportar o evento. Depois disso uma s\u00e9rie de quest\u00f5es simples s\u00e3o feitas: \u201cOnde voc\u00ea estava?\u201d, \u201cEm que hor\u00e1rio?\u201d, \u201cVoc\u00ea estava dormindo?\u201d, \u201cMais algu\u00e9m perto de voc\u00ea percebeu?\u201d, \u201cTe deu tontura?\u201d, \u201cDava pra ficar de p\u00e9?\u201d etc. O objetivo aqui \u00e9 tentar mensurar a for\u00e7a do tremor. Como ningu\u00e9m tem um medidor de escala Richter na c\u00f4moda, os levantamentos ajudam os pesquisadores a saber em que \u00e1reas o impacto foi maior ou menor, calculando uma m\u00e9dia das repostas de regi\u00f5es pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o adianta nem tentar fazer uma gra\u00e7a e reportar terremotos falsos. A ideia \u00e9 auxiliar o sistema principal, e n\u00e3o se guiar por ele. Dessa forma, as informa\u00e7\u00f5es mentirosas s\u00e3o rapidamente percebidas. \u201cA gente tem alguns par\u00e2metros que j\u00e1 s\u00e3o bem conhecidos. Um sismo com magnitude 2 n\u00e3o vai chegar a 400 km de dist\u00e2ncia, ent\u00e3o a gente sabe que, se houver\u00a0algum tipo de notifica\u00e7\u00e3o desse tipo, foi outra coisa ou n\u00e3o foi nada\u201d, afirma Jackson.<\/p>\n<p>O sistema ainda nos ajuda a lembrar que, na verdade, o Brasil n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o imune assim a tremores. S\u00f3 em 2016 tivemos 203 terremotos em terras tupiniquins, poucos t\u00e3o fortes quanto o desta ter\u00e7a-feira. O Brasil est\u00e1 no centro de uma placa tect\u00f4nica, mas isso n\u00e3o elimina os tremores por aqui. \u201c\u00c0s vezes, a tens\u00e3o das laterais da placa s\u00e3o liberadas no centro. \u00c9 justamente este o caso agora\u201d, explica o analista.<\/p>\n<p>Os pesquisadores precisam das informa\u00e7\u00f5es fornecidas pela\u00a0popula\u00e7\u00e3o entender melhor nosso territ\u00f3rio, garantindo mais seguran\u00e7a para os pr\u00f3ximos eventos. \u201cA gente j\u00e1 \u00e9 capaz\u00a0de fazer um mapa sismol\u00f3gico brasileiro. Esse levantamento nos aponta, por exemplo, que se uma regi\u00e3o tem muitos tremores, talvez n\u00e3o seja uma boa ideia fazer uma barragem por ali\u201d, explica. \u201c\u00c9 uma troca, uma informa\u00e7\u00e3o social importante para o brasileiro\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2017 come\u00e7ou com um terremoto. 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