{"id":57039,"date":"2017-01-04T08:00:38","date_gmt":"2017-01-04T11:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=57039"},"modified":"2017-01-03T21:22:39","modified_gmt":"2017-01-04T00:22:39","slug":"o-que-a-morte-da-orca-mais-velha-do-mundo-pode-nos-ensinar-sobre-a-menopausa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-que-a-morte-da-orca-mais-velha-do-mundo-pode-nos-ensinar-sobre-a-menopausa\/","title":{"rendered":"O que a morte da orca mais velha do mundo pode nos ensinar sobre a menopausa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=57040\" rel=\"attachment wp-att-57040\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-57040\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores divulgaram nesta ter\u00e7a-feira (3) que <strong>a orca mais velha do mundo desapareceu e provavelmente est\u00e1 morta.<\/strong><\/p>\n<p>Granny (vov\u00f3), como era conhecida, tinha mais de 100 anos e foi fundamental para pesquisas que estudaram quest\u00f5es ligadas \u00e0 influ\u00eancia da menopausa na evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Isso porque as orcas s\u00e3o uma das \u00fanicas esp\u00e9cies de mam\u00edferos que entram na menopausa <\/strong>&#8211; juntamente com outro tipo de cet\u00e1ceo (a baleia-piloto-de-aleta-curta), al\u00e9m das mulheres. At\u00e9 mesmo esp\u00e9cies consideradas nossos &#8220;primos&#8221;, como os chimpanz\u00e9s, n\u00e3o passam por essa experi\u00eancia.<\/p>\n<p>O objetivo das pesquisas era entender por que esses animais deixam de ter beb\u00eas aos 30 ou 40 anos, mesmo podendo viver por ainda muito tempo.<img src=\"http:\/\/t.dynad.net\/pc\/?dc=5550001892;ord=1483488281540\" \/><img src=\"https:\/\/t.dynad.net\/pc\/?dc=5550001577;ord=1483488290060\" \/><\/p>\n<p>Assim, acompanhar a vida de Granny e de outras orcas f\u00eameas mostrou aos pesquisadores o papel fundamental que elas t\u00eam no grupo familiar, justamente nesse per\u00edodo p\u00f3s-reprodutivo.<\/p>\n<p>&#8220;Ela vinha ajudando seu grupo familiar a sobreviver ao compartilhar seu conhecimento sobre quando e onde encontrar alimentos&#8221;, explica o professor de biologia da Universidade de Exeter Darren Croft, que coordena a pesquisa. Orcas mais velhas tamb\u00e9m seriam respons\u00e1veis por cuidar dos filhotes do grupo.<\/p>\n<p>Com essas a\u00e7\u00f5es em mente, Croft e seus colegas investigam se as orcas na menopausa aumentam as possibilidades de sobreviv\u00eancia do restante de suas fam\u00edlias e, portanto, de seus pr\u00f3prios genes.<\/p>\n<h3>Vov\u00f3s trabalhadoras<\/h3>\n<p>A pesquisa coleta estat\u00edsticas vitais &#8211; como taxa de nascimento, de mortalidade e probabilidade de sobreviv\u00eancia &#8211; e as estuda de acordo com uma calculadora darwiniana para checar se a menopausa das orcas traz benef\u00edcios aos netos.<\/p>\n<p>&#8220;Notamos que as velhas guiam o grupo para encontrar alimentos. Todos confiam em sua experi\u00eancia e em seu conhecimento ecol\u00f3gico&#8221;, afirmou Croft.<\/p>\n<p>Mas apesar das vantagens de se ter av\u00f3s trabalhadoras, esses benef\u00edcios talvez n\u00e3o superem o &#8220;custo&#8221; &#8211; ou a interrup\u00e7\u00e3o &#8211; da reprodu\u00e7\u00e3o, segundo os pesquisadores.<\/p>\n<p>Croft acredita que pode haver outro fator impulsionando a evolu\u00e7\u00e3o da menopausa. O professor pesquisa se ela ajuda as orcas a sobreviver, reduzindo as possibilidades de que as m\u00e3es e as filhas tenham beb\u00eas ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>A pesquisa vai continuar, mas agora sem a orca mais estudada do planeta, Granny.<\/p>\n<p>Ela vivia na zona costeira do Pac\u00edfico norte, pr\u00f3ximo a Vancouver (Canad\u00e1) e Seattle (Estados Unidos), mais especificamente no chamado mar de Salish.<\/p>\n<p>A orca integrava um cl\u00e3 de 78 cet\u00e1ceos que se divide em tr\u00eas grupos distintos e que regressavam a Salish todos os ver\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores divulgaram nesta ter\u00e7a-feira (3) que a orca mais velha do mundo desapareceu e provavelmente<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":57040,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/orca.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores divulgaram nesta ter\u00e7a-feira (3) que a orca mais velha do mundo desapareceu e provavelmente","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57039"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57039"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57039\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57040"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}