{"id":5678,"date":"2014-08-28T16:35:35","date_gmt":"2014-08-28T16:35:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=5678"},"modified":"2014-08-28T16:35:35","modified_gmt":"2014-08-28T16:35:35","slug":"estudo-revela-que-90-das-100-maiores-cidades-reduzem-pouco-ou-nada-o-desperdicio-de-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-revela-que-90-das-100-maiores-cidades-reduzem-pouco-ou-nada-o-desperdicio-de-agua\/","title":{"rendered":"Estudo revela que 90 das 100 maiores cidades reduzem pouco ou nada o desperd\u00edcio de \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pirajucara.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-5679\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pirajucara.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Das 100 maiores cidades brasileiras, 90 n\u00e3o conseguiram reduzir as perdas de \u00e1gua decorrentes de vazamentos, erros de medi\u00e7\u00e3o, liga\u00e7\u00f5es clandestinas e outras irregularidades, entre os anos de 2011 e 2012. A constata\u00e7\u00e3o integra o ranking de saneamento b\u00e1sico divulgado nesta quarta-feira, 27 de agosto, pelo Instituto Trata Brasil.<\/p>\n<p>O levantamento, cujos dados s\u00e3o do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es sobre Saneamento (SNIS), do Minist\u00e9rio das Cidades, revela que nestas cidades, a redu\u00e7\u00e3o das perdas foi nula ou de at\u00e9 10%.<\/p>\n<p>O ranking considera perda aquela \u00e1gua que foi tratada e fornecida para consumo, mas que n\u00e3o foi cobrada porque se perdeu em vazamentos, foi roubada em liga\u00e7\u00f5es clandestinas ou teve erros na medi\u00e7\u00e3o. Sem o retorno do dinheiro gasto com energia e produtos qu\u00edmicos para tratar a \u00e1gua, as empresas investem menos na melhoria do sistema.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, em 62 das 100 cidades analisadas, se perdeu entre 30% e 60% da \u00e1gua tratada para consumo no ano de 2012. Em cidades como Porto Velho e Macap\u00e1, a cada 10 litros de \u00e1gua produzidos, 7 eram perdidos. Somente quatro munic\u00edpios conseguiram manter as perdas abaixo de 15%.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 preocupante vindo de cidades que t\u00eam poder econ\u00f4mico para resolver essas perdas e que deveriam impulsionar a melhora deste indicador, que tem uma influ\u00eancia grande na expans\u00e3o do sistema de saneamento b\u00e1sico\u201d, afirmou ao <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/brasil\/noticia\/2014\/08\/90-das-100-maiores-cidades-reduzem-pouco-ou-nada-o-desperdicio-de-agua.html\" target=\"_blank\"><em>G1<\/em><\/a> o presidente-executivo da Trata Brasil, \u00c9dison Carlos.<\/p>\n<p>Sobre as cidades com perdas acima de 70%, o presidente executivo do Trata Brasil ressaltou que o quadro \u00e9 de \u201cdescontrole total\u201d. \u201cN\u00e3o h\u00e1 controle de vaz\u00e3o, de press\u00e3o das linhas. As perdas s\u00e3o alt\u00edssimas\u201d.<\/p>\n<p><strong>O outro lado<\/strong><\/p>\n<p>A Companhia de \u00c1gua Esgoto do Amap\u00e1 (Caesa) contesta o dado do ranking e afirma que metade da \u00e1gua tratada e consumida pela popula\u00e7\u00e3o da capital \u00e9 perdida \u2013 o estudo afirma que as perdas s\u00e3o de 73,91%, o maior \u00edndice entre as 100 cidades avaliadas.<\/p>\n<p>A Caesa calcula que deixa de faturar R$ 2,5 milh\u00f5es mensais com as pessoas que n\u00e3o pagam tarifas e desperdi\u00e7am. Elas s\u00e3o, em sua maioria, moradores de \u00e1reas de periferia que n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 \u00e1gua encanada, segundo o diretor-presidente da autarquia, Ruy Smith.<\/p>\n<p>Em Porto Velho, a presidente da Companhia de \u00c1gua e Esgoto de Rond\u00f4nia (Caerd), Iacira Azamor, confirma que h\u00e1 perda de 70% da \u00e1gua tratada na capital. Segundo ela, um contrato para revitaliza\u00e7\u00e3o da rede de \u00e1gua visando reduzir as perdas ser\u00e1 feito em setembro. A previs\u00e3o \u00e9 de que a obra seja conclu\u00edda em um ano, reduzindo as perdas para 20%. \u201cHoje nosso grande problema s\u00e3o os furtos de \u00e1gua, o que tamb\u00e9m deve ser resolvido com esta obra\u201d, afirma Iacira.<\/p>\n<p>Desde 2009, o Instituto Trata Brasil elabora o ranking que avalia as condi\u00e7\u00f5es de saneamento b\u00e1sico em 100 cidades brasileiras com mais de 250 mil habitantes. S\u00e3o analisados crit\u00e9rios como rede de fornecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel, coleta e tratamento de esgoto, al\u00e9m das perdas de \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>Escassez<\/strong><\/p>\n<p>O presidente executivo do instituto explica que as perdas refletem diretamente no quadro de escassez, porque quanto mais \u00e1gua se perde, mais do recurso precisa ser retirado da natureza. \u201cEsse problema tem de ser o foco das empresas de saneamento\u201d, defendeu \u00c9dison Carlos.<\/p>\n<p>Cidade que atualmente enfrenta um longo per\u00edodo de seca, sendo abastecida pelo volume morto de reservat\u00f3rios, S\u00e3o Paulo teve perda de 36% da \u00e1gua \u2013 com nenhuma redu\u00e7\u00e3o das perdas, se comparado com 2011.<\/p>\n<p>Se foram classificados os 100 munic\u00edpios por ordem dos que mais perdem \u00e1gua, a capital paulista fica em 57\u00ba lugar.<\/p>\n<p>A Sabesp rebateu os dados afirmando que, se considerado apenas os vazamentos, a empresa tem \u00edndices melhores que o de pa\u00edses desenvolvidos. \u201cEsse indicador era de 20,3% no in\u00edcio de 2014 e j\u00e1 caiu para 19,8% em junho\/2014. Nos melhores sistemas do mundo, como Jap\u00e3o e Alemanha, as perdas f\u00edsicas est\u00e3o em torno de 8%. No Reino Unido s\u00e3o de 16%, na Filad\u00e9lfia (EUA) s\u00e3o 25,6%, na Fran\u00e7a, 26%, e na It\u00e1lia, 29%\u201d, informou a companhia em nota.<\/p>\n<p><strong>Ranking<\/strong><\/p>\n<p>Lideram o ranking do saneamento b\u00e1sico das 100 maiores cidades do pa\u00eds Franca (SP), Maring\u00e1 (PR), Limeira (SP), Santos (SP) e Jundia\u00ed (SP). A maioria das cidades que est\u00e3o nos 20 primeiros lugares no ranking j\u00e1 universalizaram o abastecimento de \u00e1gua, a coleta e o tratamento de esgoto.<\/p>\n<p>No outro extremo est\u00e3o Porto Velho (RO), Ananindeua (PA), Jaboat\u00e3o dos Guararapes (PE), Bel\u00e9m (PA) e Macap\u00e1 (AP), com os piores resultados.<\/p>\n<p>Das 20 cidades com melhor coloca\u00e7\u00e3o no ranking, 16 est\u00e3o no Sudeste. Apenas duas s\u00e3o capitais: Curitiba e Belo Horizonte. Entre as 20 piores h\u00e1 seis capitais: Porto Velho, Bel\u00e9m, Macap\u00e1, Teresina, Manaus e Natal. Veja o ranking completo aqui.<\/p>\n<div class=\"odd\"><strong>As 20 melhores e as 20 piores do ranking do saneamento<\/strong><\/div>\n<div class=\"odd\">1- Franca (SP)<br \/>\n2- Maring\u00e1 (PR)<br \/>\n3- Limeira (SP)<br \/>\n4- Santos (SP)<br \/>\n5- Jundia\u00ed (SP)<br \/>\n6- Uberl\u00e2ndia (MG)<br \/>\n7- S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP)<br \/>\n8- Sorocaba (SP)<br \/>\n9- Curitiba (PR)<br \/>\n10- Ribeir\u00e3o Preto (SP)<br \/>\n11- Ponta Grossa (PR)<br \/>\n12- Taubat\u00e9 (SP)<br \/>\n13- Londrina (PR)<br \/>\n14- Niter\u00f3i (RJ)<br \/>\n15- S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP)<br \/>\n16- Volta Redonda (RJ)<br \/>\n17- Praia Grande (SP)<br \/>\n18- Belo Horizonte (MG)<br \/>\n19- Uberaba (MG)<br \/>\n20- Piracicaba (SP)<\/div>\n<div class=\"odd\"><\/div>\n<div class=\"odd\">81- Natal (RN)<br \/>\n82- Manaus (AM)<br \/>\n83- V\u00e1rzea Grande (MT)<br \/>\n84- Cariacica (ES)<br \/>\n85- Aparecida de Goi\u00e2nia (GO)<br \/>\n86- Belford Roxo (RJ)<br \/>\n87- Canoas (RS)<br \/>\n88- Juazeiro do Norte (CE)<br \/>\n89- Teresina (PI)<br \/>\n90- S\u00e3o Gon\u00e7alo (RJ)<br \/>\n91- Santar\u00e9m (PA)<br \/>\n92- Gravata\u00ed (RS)<br \/>\n93- Duque de Caxias (RJ)<br \/>\n94- S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti (RJ)<br \/>\n95- Nova Igua\u00e7u (RJ)<br \/>\n96- Macap\u00e1 (AP)<br \/>\n97- Bel\u00e9m (PA)<br \/>\n98- Jaboat\u00e3o dos Guararapes (PE)<br \/>\n99- Ananindeua (PA)<br \/>\n100- Porto Velho (RO)<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Das 100 maiores cidades brasileiras, 90 n\u00e3o conseguiram reduzir as perdas de \u00e1gua decorrentes de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5679,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pirajucara.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pirajucara.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pirajucara.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pirajucara.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pirajucara.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pirajucara.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pirajucara.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pirajucara.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pirajucara.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/pirajucara.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Das 100 maiores cidades brasileiras, 90 n\u00e3o conseguiram reduzir as perdas de \u00e1gua decorrentes de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5678"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5678"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5678\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5679"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5678"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5678"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5678"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}