{"id":56778,"date":"2016-12-31T13:00:32","date_gmt":"2016-12-31T16:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=56778"},"modified":"2016-12-31T11:45:16","modified_gmt":"2016-12-31T14:45:16","slug":"cientistas-descobrem-tubarao-misterioso-parente-do-antigo-megalodon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-descobrem-tubarao-misterioso-parente-do-antigo-megalodon\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem tubar\u00e3o misterioso parente do antigo megalodon"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=56781\" rel=\"attachment wp-att-56781\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-56781\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores descobriram restos mortais de um tubar\u00e3o misterioso, aproximadamente do tamanho de um carro, que nadou nas regi\u00f5es costeiras dos oceanos Atl\u00e2ntico e Pac\u00edfico em torno de 20 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie rec\u00e9m-descoberta foi considerada parente do chamado <em>Carcharodon megalodon<\/em> (tamb\u00e9m conhecido como megalodonte), o maior que j\u00e1 existiu, podendo chegar a mais de 18 metros de comprimento, e considerado ancestral dos atuais tubar\u00f5es brancos.\u00a0No entanto, os cientistas argumentaram que h\u00e1 uma lacuna de 45 milh\u00f5es de anos entre o registro f\u00f3ssil e o aparecimento da nova esp\u00e9cie, o que deixou uma s\u00e9rie de perguntas sem respostas sobre como o tubar\u00e3o evoluiu e quanto tempo sobreviveu, segundo informa\u00e7\u00f5es da <em>Science Alert<\/em>.<\/p>\n<p>O nome da esp\u00e9cie foi definido como <em>Megalolamna paradoxodon<\/em>, referindo-se ao fato de que o tubar\u00e3o surgiu de repente no registro geol\u00f3gico, depois de ter se separado de seu parente mais pr\u00f3ximo, <em>Otodus obliquus<\/em>, cerca de 45 milh\u00f5es de anos antes.\u00a0At\u00e9 o momento, apenas cinco exemplares foram encontrados, na Calif\u00f3rnia, Carolina do Norte, Jap\u00e3o e Peru (abrangendo as costas dos oceanos Pac\u00edfico e Atl\u00e2ntico). Com base nestes f\u00f3sseis, os pesquisadores acreditam que o predador possa ter crescido cerca de 3,7 metros de comprimento, sendo significantemente menor que seu parente megalodonte, que pode ter atingido cerca de 18 metros de comprimento e vivido entre 23 e 2,6 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Uma das principais caracter\u00edsticas que diferencia a esp\u00e9cie s\u00e3o seus dentes estranhos, semelhantes aos dos tubar\u00f5es modernos (pertencentes ao g\u00eanero Lamna), bem como algumas diferen\u00e7as fundamentais.\u00a0De acordo como o pesquisador-chefe, Kenshu Shimada, da Universidade DePaul, em Chicago, \u201c<em>\u00e0 primeira vista os f\u00f3sseis do Megalolamna paradoxodon s\u00e3o parecidos com os do g\u00eanero Lamna, que inclui os modernos tubar\u00e3o-sardo e tubar\u00e3o-salm\u00e3o. No entanto, os dentes s\u00e3o muito mais robustos, o que mostra um mosaico de caracter\u00edsticas dent\u00e1rias remanescentes do g\u00eanero Otodus. Assim, foi determinado que ele era uma nova esp\u00e9cie, pertencente \u00e0 fam\u00edlia Otodontidae e sem rela\u00e7\u00f5es diretas com Lamna<\/em>\u201d, disse.<\/p>\n<p>O impacto da descoberta, segundo ele, \u00e9 uma maior compreens\u00e3o da \u00e1rvore geneal\u00f3gica dos tubar\u00f5es. No passado, o megalodonte tinha sido classificado (de um modo um tanto controverso) como pertencente do g\u00eanero Carcharocles, membro da extinta fam\u00edlia Otodontidae.\u00a0No entanto, ao ver como o megalodonte e o M. paradoxodon est\u00e3o intimamente relacionados, os pesquisadores argumentaram que o gigante dos mares deveria ter sido classificado no g\u00eanero Otodus. Apesar de n\u00e3o ser uma sugest\u00e3o nova, o estudo \u00e9 o primeiro a demonstrar a preposi\u00e7\u00e3o taxon\u00f4mica.<\/p>\n<p>Mais pesquisas ainda s\u00e3o necess\u00e1rias para confirmar esta nova classifica\u00e7\u00e3o do megalodonte e fornecer mais informa\u00e7\u00f5es sobre o <em>M. paradoxodon<\/em>, incluindo quando e como desapareceu. Os resultados prim\u00e1rios foram publicados na revista <em>Historical Biology<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores descobriram restos mortais de um tubar\u00e3o misterioso, aproximadamente do tamanho de um carro, que<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":56781,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/tubarao-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores descobriram restos mortais de um tubar\u00e3o misterioso, aproximadamente do tamanho de um carro, que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56778"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56778"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56778\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56781"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56778"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56778"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56778"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}