{"id":56774,"date":"2016-12-31T11:40:01","date_gmt":"2016-12-31T14:40:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=56774"},"modified":"2016-12-31T11:40:02","modified_gmt":"2016-12-31T14:40:02","slug":"a-evolucao-poderia-ser-revertida-biologos-consideram-isso-impossivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-evolucao-poderia-ser-revertida-biologos-consideram-isso-impossivel\/","title":{"rendered":"A evolu\u00e7\u00e3o poderia ser revertida? Bi\u00f3logos consideram isso imposs\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-evolucao-poderia-ser-revertida-biologos-consideram-isso-impossivel\/involucao\/\" rel=\"attachment wp-att-56775\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-56775\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/involucao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/involucao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/involucao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 muito que bi\u00f3logos evolucionistas se perguntam se a hist\u00f3ria poderia correr para tr\u00e1s. Seria poss\u00edvel para as prote\u00ednas de nosso corpo retornarem \u00e0s formas e afazeres que tinham h\u00e1 milh\u00f5es de anos?<\/p>\n<p>Basicamente, n\u00e3o. Ao examinar a evolu\u00e7\u00e3o de uma prote\u00edna, uma equipe de cientistas declarou que as muta\u00e7\u00f5es praticamente tornaram uma \u201c<em>evolu\u00e7\u00e3o invertida<\/em>\u201d imposs\u00edvel. Segundo Joseph W. Thornton, professor de biologia na Universidade de Oregon e coautor de um estudo sobre o tema publicado na revista <em>Nature<\/em>, \u00e9 como se a pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o durrubasse as pontes que cruzou, inviabilizando qualquer chance de retorno.<\/p>\n<p><strong>A lei de Dollo<\/strong><\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es da <em>New York Times<\/em>, a ideia de evolu\u00e7\u00e3o inversa foi proposta pela primeira vez em 1905, pelo bi\u00f3logo belga Louis Dollo. \u201c<em>Um organismo nunca retorna a um estado anterior<\/em>\u201d, disse ele em um comunicado que logo foi apelidado lei de Dollo.<\/p>\n<p>Para verificar se ele estava realmente certo, bi\u00f3logos reconstru\u00edram a hist\u00f3ria evolutiva. Em 2003, por exemplo, uma equipe de cientistas que estudava as asas de bichos-pau descobriu que ancestrais comuns dos insetos tinham asas, enquanto outros descendentes as perderam. Mais tarde, alguns destes \u00faltimos passaram a ter asas novamente.<\/p>\n<p>O estudo, no entanto, n\u00e3o necessariamente conseguiu refutar a lei de Dollo. Os bichos-pau podem at\u00e9 ter evolu\u00eddo para desenvolverem novos conjuntos de asas, mas n\u00e3o ficou claro se essa mudan\u00e7a ocorreu pela evolu\u00e7\u00e3o reversa a n\u00edvel molecular. Logo, a quest\u00e3o a ser considerada era: ser\u00e1 que os insetos voltaram \u00e0 sua bioqu\u00edmica original exata para a reconstru\u00e7\u00e3o de asas, ou encontraram uma nova rota, essencialmente evoluindo novas prote\u00ednas?<\/p>\n<p>Com isso em mente, Dr. Thornton e seus colegas lan\u00e7aram um olhar mais atento sobre a possibilidade de evolu\u00e7\u00e3o reversa a n\u00edvel molecular. Eles estudaram uma prote\u00edna chamada \u201creceptor glicocorticoide\u201d, que essencialmente ajuda os seres humanos e outros vertebrados a lidarem como o estresse a partir de um horm\u00f4nio conhecido como cortisol.<\/p>\n<p>Comparando o receptor a prote\u00ednas relacionadas, os cientistas conseguiram reconstruir sua hist\u00f3ria. Assim, cerca de 450 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, ele come\u00e7ou de uma forma diferente, que lhe permitia se agarrar com firmeza n\u00e3o somente ao cortisol, mas tamb\u00e9m a outros horm\u00f4nios. Seguidos os pr\u00f3ximos 40 milh\u00f5es de anos, o receptor mudou de forma, e se tornou especialmente sens\u00edvel ao cortisol, sendo incapaz de se unir a outros horm\u00f4nios.<\/p>\n<p>De acordo com Dr. Thornton, neste espa\u00e7o de 40 milh\u00f5es de anos, o receptor mudou em 37 pontos, sendo que apenas dois o tornaram sens\u00edvel ao cortisol. Outros cinco pontos permitiram que ele n\u00e3o fosse mais capaz de se unir a outros horm\u00f4nios, enquanto que sete fizeram com que se comportasse como um novo receptor de glicocorticoide.<\/p>\n<p><strong>Poss\u00edvel, mas in\u00fatil <\/strong><\/p>\n<p>O cientista ainda argumentou que, se realizasse uma opera\u00e7\u00e3o inversa, ele poderia transformar o receptor em um \u00fanico ancestral. Assim, ele inverteu essas muta\u00e7\u00f5es-chave para retorn\u00e1-lo a antiga forma. Contudo, para a surpresa de todos, o experimento falhou. \u201c<em>Tudo o que tivemos foi um receptor completamente morto<\/em>\u201d, disse.<\/p>\n<p>A fim de descobrir o porqu\u00ea de poderem ir para frente e n\u00e3o para tr\u00e1s, o cientista e seus colegas analisaram novamente e mais de perto os antigos e novos modelos. Eles descobriam cinco muta\u00e7\u00f5es adicionais, consideradas cruciais para a transi\u00e7\u00e3o, que quando invertidas faziam o receptor se comportar como sua vers\u00e3o antiga.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com base nestas conclus\u00f5es, os pesquisadores descobriram que a evolu\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o ocorreu em dois cap\u00edtulos. No primeiro, o receptor adquiriu sete muta\u00e7\u00f5es, que o tornaram sens\u00edvel ao cortisol, mas n\u00e3o aos outros horm\u00f4nios. No segundo, ele adquiriu as cinco extras, chamadas de muta\u00e7\u00f5es \u201crestritivas\u201d. Esta \u00faltima pode ter adaptado a forma como conseguiu se agarrar ao cortisol.<\/p>\n<p>Em ambos os casos, as cinco muta\u00e7\u00f5es adicionais formaram novos elementos no receptor, de modo que, quando tentaram retorn\u00e1-lo ao formato original, foram impedidos pelas mesmas. De acordo com Dr. Thornton, uma vez que a evolu\u00e7\u00e3o ocorreu, tornou-se praticamente imposs\u00edvel para que fosse invertida. Se isso ocorresse, o receptor se tornaria in\u00fatil.<\/p>\n<p><strong>Uma quest\u00e3o ainda em aberto<\/strong><\/p>\n<p>A conclus\u00e3o para eles foi de que, de nenhuma maneira, a sele\u00e7\u00e3o natural poderia ter favorecido indiv\u00edduos com muta\u00e7\u00f5es reversas. No entanto, eles consideram que essa ainda \u00e9 uma quest\u00e3o em aberto.<\/p>\n<p>Thornton ressalta que a evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 \u201c<em>completamente irrevers\u00edvel<\/em>\u201d, mas que acredita que ela s\u00f3 pode ir para tr\u00e1s quando se trata de um tra\u00e7o simples, como quando uma \u00fanica muta\u00e7\u00e3o est\u00e1 envolvida. No entanto, quando novos tra\u00e7os s\u00e3o produzidos por diversas muta\u00e7\u00f5es, influenciando uns aos outros, a complexidade acaba com a possibilidade de evolu\u00e7\u00e3o inversa. E \u201c<em>n\u00f3s sabemos que tipo complexo \u00e9 muito comum<\/em>\u201d, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muito que bi\u00f3logos evolucionistas se perguntam se a hist\u00f3ria poderia correr para tr\u00e1s. 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