{"id":56466,"date":"2016-12-26T11:25:00","date_gmt":"2016-12-26T14:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=56466"},"modified":"2016-12-26T11:25:01","modified_gmt":"2016-12-26T14:25:01","slug":"carrapatos-sao-identificados-em-animais-silvestres-da-fauna-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/carrapatos-sao-identificados-em-animais-silvestres-da-fauna-brasileira\/","title":{"rendered":"Carrapatos s\u00e3o identificados em animais silvestres da fauna brasileira"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/carrapatos-sao-identificados-em-animais-silvestres-da-fauna-brasileira\/carrapato-3\/\" rel=\"attachment wp-att-56467\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-56467\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/carrapato-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/carrapato-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/carrapato.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma das grandes preocupa\u00e7\u00f5es dos zool\u00f3gicos ao receberem animais silvestres da natureza \u00e9 verificar a presen\u00e7a de carrapatos, realizando a\u00e7\u00f5es de inspe\u00e7\u00e3o e quarentena para evitar infesta\u00e7\u00e3o. Na Faculdade de Medicina Veterin\u00e1ria e Zootecnia (FMVZ), estudo realizado pelo m\u00e9dico veterin\u00e1rio Thiago Fernandes Martins quantificou a ocorr\u00eancia de carrapatos duros em animais silvestres recebidos e atendidos no Zool\u00f3gico de Sorocaba (interior de S\u00e3o Paulo), durante os exames cl\u00ednicos de rotina do Parque. O objetivo \u00e9 aumentar o conhecimento sobre os carrapatos que parasitam a fauna silvestre brasileira.<\/p>\n<p>A coleta dos carrapatos aconteceu no per\u00edodo entre setembro de 1999 a maio de 2015, e foi realizada em animais silvestres da regi\u00e3o de Sorocaba e de outros 20 munic\u00edpios do interior do estado de S\u00e3o Paulo, atendidos pelo Hospital Veterin\u00e1rio existente no Parque. Ao todo foram analisados dois r\u00e9pteis (cobra falsa coral e c\u00e1gado pesco\u00e7o de cobra), duas aves (sendo duas seriemas) e 99 mam\u00edferos. \u201cEntre eles est\u00e3o 4 lobos guar\u00e1, 2 on\u00e7as parda, 1 m\u00e3o pelada, 21 tamandu\u00e1s bandeira, 8 tamandu\u00e1s mirim, 4 pregui\u00e7as comum, 1 bugio ruivo, 12 ouri\u00e7os cacheiro, 1 anta, 17 veados catingueiro e 28 capivaras\u201d, conta o pesquisador. \u201cOs carrapatos foram coletados em todas as partes do corpo dos animais, inspecionados pelo doutor Rodrigo Teixeira, m\u00e9dico veterin\u00e1rio, e sua equipe no Setor Veterin\u00e1rio do Parque Zool\u00f3gico\u201d.<\/p>\n<p>Todas as esp\u00e9cies de carrapatos identificadas no estudo j\u00e1 eram conhecidas no Brasil. \u201cEntretanto, o estudo relata os primeiros registros (carrapato-hospedeiro) no territ\u00f3rio nacional de f\u00eameas de <em>Amblyomma rotundatum<\/em> parasitando cobra falsa coral e c\u00e1gado pesco\u00e7o de cobra\u201d, ressalta Martins, \u201cassim como ninfas de <em>Amblyomma dubitatum<\/em> e <em>Haemaphysalis juxtakochi<\/em> em lobo guar\u00e1, ninfas de <em>Amblyomma brasiliense<\/em> em tamandu\u00e1 bandeira e tamandu\u00e1 mirim, al\u00e9m de ninfas de <em>Amblyomma sculptum<\/em> em ouri\u00e7o cacheiro e no macaco bugio ruivo\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com Martins, devido aos h\u00e1bitos alimentares dos carrapatos, eles constituem o primeiro grupo em import\u00e2ncia de vetores de agentes infecciosos para animais. \u201cEntre os microrganismos transmitidos, incluem-se v\u00edrus, bact\u00e9rias, protozo\u00e1rios e helmintos\u201d, observa.<\/p>\n<p><strong>Inspe\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA coleta dos carrapatos foi realizada por inspe\u00e7\u00e3o. \u201cOs carrapatos fixados aos animais silvestres foram detectados na pele e cuidadosamente removidos manualmente, sendo armazenados vivos em frascos tipo coletor universal\u201d, aponta o pesquisador. \u201cOs carrapatos coletados foram identificados por esp\u00e9cie e contados de acordo com os est\u00e1gios de vida, larvas, ninfas e adultos \u2018machos e f\u00eameas\u2019, sendo 43 larvas, 637 ninfas e 1178 adultos, 631 machos e 547 f\u00eameas, totalizando 1.858 exemplares de 14 esp\u00e9cies distintas de carrapatos\u201d.<\/p>\n<div class=\"img alignleft size-full wp-image-228888\"><a href=\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/wp-content\/uploads\/agen20160415_w.jpg\"><img loading=\"lazy\" title=\"Carrapato Amblyomma longirostre parasitando a pele de ouri\u00e7o cacheiro \" src=\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/wp-content\/uploads\/agen20160415_w.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"130\" \/><\/a><\/p>\n<div>Carrapato Amblyomma longirostre parasitando a pele de ouri\u00e7o cacheiro<\/div>\n<\/div>\n<p>O controle de carrapatos \u00e9 feito habitualmente em zool\u00f3gicos por veterin\u00e1rios para permitir a manuten\u00e7\u00e3o dos animais em cativeiro. \u201cEm Sorocaba, por exemplo, o zool\u00f3gico recebe cerca de 30 animais por m\u00eas, devido a a\u00e7\u00e3o humana que destr\u00f3i seu habitat natural e provoca ferimentos e fraturas nas esp\u00e9cies\u201d, aponta Martins. \u201cOs animais s\u00e3o tratados e, sempre que poss\u00edvel, s\u00e3o reintroduzidos ao meio ambiente, ficando em cativeiro apenas os que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es para voltar a natureza\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, o estudo demostrou a necessidade da inspe\u00e7\u00e3o dos animais silvestres rec\u00e9m-chegados da natureza aos zool\u00f3gicos, assim como o per\u00edodo de quarentena. \u201cSe os carrapatos n\u00e3o s\u00e3o controlados antes dos animais silvestres serem postos em cativeiro, principalmente aqueles oriundos de vida livre, os mesmos podem colonizar os recintos em que estes animais ser\u00e3o mantidos\u201d, destaca, \u00a0\u201ce desta forma o controle de parasitas nestes locais pode se tornar \u00e1rduo e custoso\u201d.<\/p>\n<p>O trabalho de pesquisa, desenvolvido desde 1999 pelo professor Marcelo Bahia Labruna, da FMVZ, em parceria com Martins e o m\u00e9dico veterin\u00e1rio Rodrigo Teixeira, deu origem ao artigo <a href=\"http:\/\/www.revistas.usp.br\/bjvras\/issue\/view\/8243\">Ocorr\u00eancia de carrapatos em animais silvestres recebidos e atendidos pelo Parque Zool\u00f3gico Municipal Quinzinho de\u00a0Barros, Sorocaba, S\u00e3o Paulo, Brasil<\/a>, publicado no final do ano passado pelo Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science (BJVRAS).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das grandes preocupa\u00e7\u00f5es dos zool\u00f3gicos ao receberem animais silvestres da natureza \u00e9 verificar 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