{"id":56226,"date":"2016-12-23T11:00:02","date_gmt":"2016-12-23T14:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=56226"},"modified":"2016-12-23T10:35:22","modified_gmt":"2016-12-23T13:35:22","slug":"descoberto-rio-de-ferro-derretido-ao-redor-do-polo-norte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/descoberto-rio-de-ferro-derretido-ao-redor-do-polo-norte\/","title":{"rendered":"Descoberto rio de ferro derretido ao redor do Polo Norte, nas profundezas da Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=56227\" rel=\"attachment wp-att-56227\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-56227\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O <a href=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/noticia.php?artigo=escudo-magnetico-terra&amp;id=020175131125\" target=\"_blank\">trio de sat\u00e9lites SWARM<\/a>, da ESA, que voa em forma\u00e7\u00e3o para estudar o campo magn\u00e9tico da Terra, fez uma descoberta surpreendente.<\/p>\n<p>Nas profundezas da Terra, perto do n\u00facleo do planeta, um enorme rio de ferro fundido est\u00e1 correndo cada vez mais r\u00e1pido em torno da regi\u00e3o \u00c1rtica, da Sib\u00e9ria ao Alasca.<\/p>\n<p>O rio, quase t\u00e3o quente quanto a superf\u00edcie do Sol, mede cerca de 420 quil\u00f4metros de largura e vem ganhando velocidade.<\/p>\n<p>Atualmente ele circula a uma velocidade entre 40 e 45 quil\u00f4metros por ano &#8211; isso \u00e9 tr\u00eas vezes mais r\u00e1pido do que as velocidades t\u00edpicas do n\u00facleo externo e centenas de milhares de vezes mais r\u00e1pido do que o movimento das placas tect\u00f4nicas da Terra.<\/p>\n<div class=\"imgMeioD\">\n<p><img src=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/imagens\/010125161222-rio-ferro-fundido.jpg\" alt=\"Descoberto rio de ferro derretido ao redor do Polo Norte\" \/><\/p>\n<div class=\"menor\">O campo magn\u00e9tico \u00e9 um dos poucos instrumentos de que dispomos para estudar o n\u00facleo da Terra. [Imagem: ESA\/AOES]<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Corrente no n\u00facleo exterior<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Gra\u00e7as \u00e0 miss\u00e3o, obtivemos novos conhecimentos sobre a din\u00e2mica do n\u00facleo da Terra e \u00e9 a primeira vez que essa corrente foi vista e n\u00e3o s\u00f3 &#8211; tamb\u00e9m entendemos por que ela est\u00e1 l\u00e1,&#8221; disse Phil Livermore, da Universidade de Leeds, no Reino Unido.<\/p>\n<p>O rio de metal fundido surgiu dos dados na forma de um padr\u00e3o de &#8220;fragmentos de fluxo&#8221; estampados no padr\u00e3o magn\u00e9tico do hemisf\u00e9rio norte, formando um c\u00edrculo que vai do Alasca \u00e0 Sib\u00e9ria.<\/p>\n<p>&#8220;Estes fragmentos de fluxo de alta latitude s\u00e3o como pontos brilhantes no campo magn\u00e9tico e tornam mais f\u00e1cil ver as mudan\u00e7as no campo,&#8221; explicou Livermore. &#8220;Podemos explicar [o rio de ferro fundido] como a acelera\u00e7\u00e3o numa faixa de n\u00facleo fluido circundando o polo, como o fluxo de correntes na atmosfera.&#8221;<\/p>\n<p>O rio surge conforme a corrente flui ao longo de uma &#8220;fronteira&#8221; entre duas regi\u00f5es diferentes no n\u00facleo. Quando o material no n\u00facleo l\u00edquido se move para este limite a partir de ambos os lados, o l\u00edquido convergente \u00e9 espremido e for\u00e7ado na perpendicular, formando o fluxo.<\/p>\n<p>&#8220;Claro que \u00e9 necess\u00e1ria uma for\u00e7a para mover o fluido para essa fronteira,&#8221; comentou Rainer Hollerbach, outro membro da equipe. &#8220;Ela poderia ser fornecida pela flutuabilidade, ou talvez, mais provavelmente, pelas mudan\u00e7as no campo magn\u00e9tico dentro do n\u00facleo.&#8221;<\/p>\n<div class=\"imgMeioC\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/imagens\/010125161222-missao-swarm.jpg\" alt=\"Descoberto rio de ferro derretido ao redor do Polo Norte\" width=\"638\" height=\"731\" \/><\/p>\n<div class=\"menor\">Os tr\u00eas sat\u00e9lites da miss\u00e3o Swarm (enxame ou cardume) voam em forma\u00e7\u00e3o para estudar o campo magn\u00e9tico terrestre. [Imagem: ESA\/AOES]<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Como estudar o n\u00facleo da Terra<\/strong><\/p>\n<p>O trio de sat\u00e9lites foi projetado para medir os diferentes campos magn\u00e9ticos que derivam do n\u00facleo, manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera terrestres &#8211; juntos, esses sinais formam o campo magn\u00e9tico que nos protege da radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica e das part\u00edculas dos ventos solares.<\/p>\n<p>Como <a href=\"http:\/\/www.inovacaotecnologica.com.br\/noticias\/noticia.php?artigo=buraco-mais-fundo-da-terra&amp;id=010125120710\" target=\"_blank\">n\u00e3o conseguimos perfurar muito fundo na crosta<\/a>, esses campos magn\u00e9ticos s\u00e3o praticamente o \u00fanico instrumento de que dispomos para estudar as profundezas da Terra. &#8220;Sabemos mais sobre o Sol do que sobre o n\u00facleo da Terra porque o Sol n\u00e3o se esconde de n\u00f3s por 3.000 km de rocha,&#8221; explicou Chris Finlay, da Universidade T\u00e9cnica da Dinamarca, membro da equipe.<\/p>\n<p>Acredita-se que o campo magn\u00e9tico terrestre existe devido a um oceano de ferro l\u00edquido superaquecido e em constante movimento, compondo o que se conhece como n\u00facleo exterior. O movimento desse metal derretido cria correntes el\u00e9tricas que, por sua vez, geram o nosso campo magn\u00e9tico.<\/p>\n<p>Assim, como o ferro no n\u00facleo se move, o campo magn\u00e9tico da Terra est\u00e1 mudando constantemente &#8211; e estudar essas mudan\u00e7as no campo magn\u00e9tico permite inferir como o ferro se move no n\u00facleo. A precis\u00e3o das medi\u00e7\u00f5es pela constela\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites Swarm permite separar as diferentes fontes de magnetismo, tornando a contribui\u00e7\u00e3o do n\u00facleo muito mais clara.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trio de sat\u00e9lites SWARM, da ESA, que voa em forma\u00e7\u00e3o para estudar o campo<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":56227,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/rio_quente.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O trio de sat\u00e9lites SWARM, da ESA, que voa em forma\u00e7\u00e3o para estudar o campo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56226"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56226"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56226\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56227"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56226"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56226"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56226"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}