{"id":56174,"date":"2016-12-22T10:37:31","date_gmt":"2016-12-22T13:37:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=56174"},"modified":"2016-12-22T10:38:59","modified_gmt":"2016-12-22T13:38:59","slug":"o-misterio-das-folhas-azuis-das-begonias-encontrada-em-florestas-tropicais-na-malasia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-misterio-das-folhas-azuis-das-begonias-encontrada-em-florestas-tropicais-na-malasia\/","title":{"rendered":"O mist\u00e9rio das folhas azuis das beg\u00f4nias encontrada em florestas tropicais na Mal\u00e1sia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-misterio-das-folhas-azuis-das-begonias-encontrada-em-florestas-tropicais-na-malasia\/begonia_azul\/\" rel=\"attachment wp-att-56176\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-56176\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>De acordo com um estudo publicado na revista <em>Nature Plants<\/em>, uma esp\u00e9cie de beg\u00f4nia \u2013 <em>Begonia pavonina<\/em>, encontrada em florestas tropicais na Mal\u00e1sia \u2013 mostrou ser capaz de se adaptar \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de sombra ou pouca luz de um ambiente.<\/p>\n<p>Ela apenas utilizou o brilho azul de suas folhas para conseguir manipular o processo de fotoss\u00edntese. O uso biol\u00f3gico por tr\u00e1s da colora\u00e7\u00e3o azul h\u00e1 d\u00e9cadas intrigava os cientistas. Tal descoberta representa um grande passo no desenvolvimento de dispositivos para ajudar nas colheitas, segundo informa\u00e7\u00f5es do <a href=\"http:\/\/www.dailymail.co.uk\/\" target=\"_blank\"><em>Daily Mail<\/em><\/a>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-16125\" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/folhas-azuis_02.jpg\" sizes=\"(max-width: 710px) 100vw, 710px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/folhas-azuis_02-225x300.jpg 225w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/folhas-azuis_02.jpg 634w\" alt=\"folhas-azuis_02\" width=\"639\" height=\"851\" \/>Existem mais de 1.500 esp\u00e9cies de beg\u00f4nias no mundo, no entanto, a fun\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica por tr\u00e1s do brilho azulado presente nas folhas ainda era um mist\u00e9rio. Basicamente, elas utilizam o m\u00e9todo incomum para poder aproveitar a luz de um ambiente pouco iluminado.\u00a0O estudo em quest\u00e3o, excluiu hip\u00f3teses anteriores que diziam que o fen\u00f4meno servia para deter predadores. De acordo com a pesquisadora Heather Whitney, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, o mecanismo funciona pela combina\u00e7\u00e3o de uma coleta de luz e estrutura fot\u00f4nica.<\/p>\n<p>\u201c<em>Descobrimos sob o microsc\u00f3pio, cloroplastos individuais nas folhas que refletem a luz azul brilhante, quase como um espelho<\/em>\u201d, disse o pesquisador Matt Jacobs, estudante de PhD na Universidade de Bristol. \u201c<em>Olhando mais detalhadamente, e usando uma t\u00e9cnica conhecida como microscopia eletr\u00f4nica, encontramos uma diferen\u00e7a marcante entre os \u2018cloroplastos azuis\u2019 das beg\u00f4nias, tamb\u00e9m conhecido como \u2018iridoplastos\u2019, devido \u00e0 sua colora\u00e7\u00e3o azul iridescente, e aqueles encontrados em outras plantas<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-16126\" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/folhas-azuis_03.jpg\" sizes=\"(max-width: 711px) 100vw, 711px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/folhas-azuis_03-300x195.jpg 300w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/folhas-azuis_03.jpg 634w\" alt=\"folhas-azuis_03\" width=\"640\" height=\"417\" \/>Os iridoplastos, presentes nas camadas mais superficiais da folha, cont\u00eam pilhas regularmente espa\u00e7adas de tr\u00eas a quatro tilacoides \u2013 que se assemelham a cristais f\u00f3ticos e remetem fortemente comprimentos de ondas de luz entre 430 e 560 nan\u00f4metros. Em resultado disso, h\u00e1 a colora\u00e7\u00e3o azulada. Estes tilacoides s\u00e3o semelhantes \u00e0s estruturas artificiais usadas para fazer lasers em miniatura e ajudam a controlar o feixe de luz.<\/p>\n<p>Os iridoplastos concentram comprimentos de onda mais espec\u00edficos no aparato fotossint\u00e9tico da planta, aumentando a efic\u00e1cia de sua fotoss\u00edntese em 5-10%. De acordo com os pesquisadores, a estrutura interna se arranja em camadas extremamente uniformes, de apenas 100 nan\u00f4metros de espessura \u2013 1000 vezes a largura do cabelo humano. Os cloroplastos, ent\u00e3o, colhem a luz solar para convert\u00ea-la em energia qu\u00edmica para a planta, com essa luz sendo inicialmente absorvida pelos tilacoides, que se amontoam em grandes pilhas.<\/p>\n<p>Um dos motivos para a popularidade das beg\u00f4nias \u00e9 que elas s\u00e3o capazes de sobreviver em ambientes fechados, sem a luz solar direta. Isso ocorre porque, quando em habitat natural, elas recebem pouca luz para sobreviver.\u00a0Os pesquisadores afirmam que essa capacidade de concentrar ondas espec\u00edficas no aparato fotossint\u00e9tico foi aperfei\u00e7oada conforme sua evolu\u00e7\u00e3o. Logo, o mesmo poderia ser usado para aumentar o rendimento das colheitas ou dispositivos artificiais. No entanto, mais pesquisas precisam ser realizadas, porque a beg\u00f4nia ainda esconde mais segredos, sendo especialmente diferente das plantas comuns que cultivamos em casa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com um estudo publicado na revista Nature Plants, uma esp\u00e9cie de beg\u00f4nia \u2013<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":56176,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/begonia_azul.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De acordo com um estudo publicado na revista Nature Plants, uma esp\u00e9cie de beg\u00f4nia \u2013","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56174"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56174"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56174\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56176"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}