{"id":55882,"date":"2016-12-17T18:40:18","date_gmt":"2016-12-17T21:40:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=55882"},"modified":"2016-12-17T18:40:18","modified_gmt":"2016-12-17T21:40:18","slug":"leishmaniose-visceral-canina-perigo-para-caes-e-donos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/leishmaniose-visceral-canina-perigo-para-caes-e-donos\/","title":{"rendered":"Leishmaniose Visceral Canina: perigo para c\u00e3es e donos"},"content":{"rendered":"<p><img class=\"photo alignleft\" src=\"http:\/\/www.itu.com.br\/img\/conteudo\/30754.jpg\" alt=\"Foto\" \/>Doen\u00e7a \u00e9 causada por um protozo\u00e1rio, atrav\u00e9s da picada de um inseto<\/p>\n<p><em>Por J\u00e9ssica Ferrari <\/em><\/p>\n<p>Apatia, les\u00f5es de pele, quedas de pelos, emagrecimento, lacrimejamento e crescimento anormal das unhas s\u00e3o sintomas preocupantes para qualquer dono de animal. Mas quando juntos, exibem as principais caracter\u00edsticas de uma doen\u00e7a parasit\u00e1ria grave do c\u00e3o: a Leishmaniose Visceral Canina (LVC).<\/p>\n<p>Popularmente conhecida como &#8220;Calazar&#8221;, a LVC \u00e9 comum na Am\u00e9rica Latina e nos pa\u00edses mediterr\u00e2neos, como Portugal, Espanha, Fran\u00e7a e It\u00e1lia. A transmiss\u00e3o do protozo\u00e1rio (parasita microsc\u00f3pico) que causa a enfermidade &#8211; Leishmania chagasi &#8211; \u00e9 feita por um fleb\u00f3tomo, um inseto muito parecido com um mosquito, mas em tamanho menor, conhecido como \u201cmosquito palha\u201d.<\/p>\n<p>O primeiro sinal cl\u00ednico costuma ser a perda de pelo, principalmente ao redor dos olhos, nariz, boca e orelhas. \u201c\u00c0 medida que a doen\u00e7a avan\u00e7a, o c\u00e3o perde peso\u201d, explica o m\u00e9dico veterin\u00e1rio, D\u00eddimo Luiz Tancl\u00e9r Gagliardi, propriet\u00e1rio da <a href=\"http:\/\/www.itu.com.br\/hotsite\/default.asp?id=198\">Cl\u00ednica Padre Bento<\/a>.<\/p>\n<p>Com o tempo \u00e9 comum ocorrer o aparecimento de uma dermatite ulcerativa (ferida) no c\u00e3o, que pode se disseminar por toda a superf\u00edcie corporal, principalmente nas regi\u00f5es do corpo do animal que t\u00eam maior contato com o ch\u00e3o &#8211; quando sentado ou deitado. \u201cQuando em fase mais avan\u00e7ada \u00e9 poss\u00edvel observar ainda sinais relacionados com a insufici\u00eancia renal cr\u00f4nica\u201d, conta o profissional.<\/p>\n<p>Se o c\u00e3o n\u00e3o receber prote\u00e7\u00e3o o risco de contagio \u00e9 alto, especialmente se a \u00e1rea na qual ele se encontra \u00e9 end\u00eamica. Segundo Gagliardi, o risco \u00e9 maior se os fatores clim\u00e1ticos forem favor\u00e1veis (alta temperatura, umidade, presen\u00e7a de mat\u00e9ria org\u00e2nica, ente outros) ou se o animal permanecer fora de casa desde o entardecer at\u00e9 o amanhecer.<\/p>\n<p>\u201cApesar de pouco conhecida pelos propriet\u00e1rios de c\u00e3es, ela [a doen\u00e7a] vem se expandindo por todo Brasil\u201d, afirma o m\u00e9dico veterin\u00e1rio. O profissional alerta ainda que a Leishmaniose Visceral (LV) \u00e9 uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem.<\/p>\n<p>De 2000 a 2009 foram registrados 34.583 casos de LV no pa\u00eds, com m\u00e9dia anual de 3.458 casos confirmados. Nesse mesmo per\u00edodo, ocorreram 1.771 \u00f3bitos pela doen\u00e7a, representado por uma letalidade de 5,1%, segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>O contagio humano<\/strong><\/p>\n<p>A Leishmaniose Visceral Canina tamb\u00e9m pode ser transmitida ao homem pela picada de insetos infectados. As chances de contrair a doen\u00e7a s\u00e3o maiores para crian\u00e7as, idosos e adultos com imunidade prejudicada.<\/p>\n<p><u><em>Cuidado com \u00e1reas de potencial cont\u00e1gio: <\/em><\/u><\/p>\n<p>Os propriet\u00e1rios de c\u00e3es devem tomar alguns cuidados com as \u00e1reas \u00famidas ou de decomposi\u00e7\u00e3o de lixo. Para evitar o inseto transmissor \u00e9 preciso:<\/p>\n<p>&#8211; Evitar ac\u00famulos de lixo no quintal e descartar o lixo adequadamente: \u00e9 uma maneira de contribuir para a sa\u00fade do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a prolifera\u00e7\u00e3o dos mosquitos;<\/p>\n<p>&#8211; Manter o ambiente do c\u00e3o, o quintal ou a varanda sempre limpos, livre de fezes e ac\u00famulo de restos de alimentos e folhagens;<\/p>\n<p>&#8211; Manter a grama e o mato sempre cortados, com retirada de entulhos e lixo, evitando a forma\u00e7\u00e3o de uma fonte de umidade e de mat\u00e9ria org\u00e2nica em decomposi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; Utilizar spray repelentes ou inseticidas ou cultivar plantas com a\u00e7\u00e3o repelente, como a citronela ou neem, no ambiente.<\/p>\n<p>A Leishmaniose n\u00e3o \u00e9 transmitida atrav\u00e9s de lambidas, mordidas ou afagos. O cont\u00e1gio ocorre somente atrav\u00e9s da picada da f\u00eamea infectada do inseto!<\/p>\n<p><strong>Tratamento <\/strong><\/p>\n<p><u><em>Humanos:<\/em><\/u><br \/>\nSegundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o tratamento espec\u00edfico para a doen\u00e7a em humanos \u00e9 oferecido gratuitamente pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) no Brasil. Ele \u00e9 feito com uso de medicamentos espec\u00edficos a base de antim\u00f4nio, repouso e uma boa alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><u><em>C\u00e3es: <\/em><\/u><br \/>\nOs c\u00e3es s\u00e3o considerados os principais reservat\u00f3rios da doen\u00e7a na \u00e1rea urbana, uma vez que o inseto transmissor ao sugar o sangue do animal infectado pode transmitir a enfermidade para outros indiv\u00edduos. Por\u00e9m, os animais silvestres e os pr\u00f3prios humanos tamb\u00e9m atuam como tal.<\/p>\n<p>O tratamento da LVC em animais existe, no entanto n\u00e3o permite uma cura completa da doen\u00e7a. \u201cGeralmente consegue-se a remiss\u00e3o dos sinais cl\u00ednicos, no entanto, o animal pode continuar portador do parasita, situa\u00e7\u00e3o que chamamos de reservat\u00f3rio da doen\u00e7a\u201d, explica Gagliardi. Por esse motivo, no Brasil o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade pro\u00edbe o tratamento e recomenda a eutan\u00e1sia dos c\u00e3es infectados.<\/p>\n<p><strong>Cuidados com os animais <\/strong><\/p>\n<p>Para evitar a contamina\u00e7\u00e3o todo cuidado \u00e9 pouco, especialmente nos per\u00edodos da primavera e do ver\u00e3o, quando a incid\u00eancia do mosquito transmissor \u00e9 maior. Segundo Gagliardi, se houver desconfian\u00e7a de infec\u00e7\u00e3o, o correto \u00e9 conduzir o animal a um m\u00e9dico veterin\u00e1rio, para que sejam realizados exames minuciosos.<\/p>\n<p>Vale lembrar ainda que os animais n\u00e3o s\u00e3o os culpados pela doen\u00e7a, e por isso n\u00e3o devem ser desamparados, exclu\u00eddos ou esquecidos. A principal arma contra essa enfermidade mortal \u00e9 o cuidado e a aten\u00e7\u00e3o com a higiene do ambiente, e do c\u00e3o. Assim, a rela\u00e7\u00e3o entre animais e humanos poder\u00e1 ser ben\u00e9fica para ambos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen\u00e7a \u00e9 causada por um protozo\u00e1rio, atrav\u00e9s da picada de um inseto Por J\u00e9ssica Ferrari<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Doen\u00e7a \u00e9 causada por um protozo\u00e1rio, atrav\u00e9s da picada de um inseto Por J\u00e9ssica Ferrari","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55882"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55882"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55882\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}