{"id":55388,"date":"2016-12-10T12:43:07","date_gmt":"2016-12-10T15:43:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=55388"},"modified":"2016-12-10T12:43:07","modified_gmt":"2016-12-10T15:43:07","slug":"monte-saint-michel-se-transforma-em-ilha-na-mare-cheia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/monte-saint-michel-se-transforma-em-ilha-na-mare-cheia\/","title":{"rendered":"Monte Saint-Michel se transforma em ilha na mar\u00e9 cheia"},"content":{"rendered":"<div class=\"materia-titulo\">\n<h2><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/FKC4WV4ddtUajFdyYqmt5kh85o8=\/1200x630\/filters:max_age(3600)\/s03.video.glbimg.com\/deo\/vi\/90\/44\/5504490\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"336\" \/>Fen\u00f4meno acontece cerca de 24 vezes por ano, geralmente quando a lua est\u00e1 cheia ou nova. Monte tem no alto uma abadia com mais de mil anos.<\/h2>\n<p>Um monte sagrado, imponente. Ou seria uma ilha? Na verdade, as duas coisas, e de um jeito \u00fanico: trata-se do impactante Monte Saint-Michel. No alto, uma abadia com mais de mil anos, que os franceses apelidaram de &#8220;la merveille&#8221;, a maravilha.<\/p>\n<p>No topo, o pr\u00edncipe guerreiro Saint-Michel, ou S\u00e3o Miguel Arcanjo, como o chamamos no Brasil.\u00a0 A equipe do Globo Rep\u00f3rter chegou na mar\u00e9 baixa, que \u00e9 t\u00e3o baixa que parece at\u00e9 a aus\u00eancia total de mar. Nem parece que o mar cobre aquelas terras. As ovelhas adoram. O capim j\u00e1 brota temperado pela \u00e1gua salgada. Por isso, a carne e o leite desses animais ganham um sabor todo especial, conhecido como pr\u00e9-sal\u00e9 ou pr\u00e9-salgado.<\/p>\n<p>Os aventureiros aproveitam para explorar a p\u00e9 o imenso areal. Parece dif\u00edcil acreditar, mas em poucas horas aquela paisagem vai mudar completamente.<\/p>\n<p>Faltam dez minutos para as 17h. Um vento absurdo e um frio de cortar. A mar\u00e9 come\u00e7a a subir e em algumas horas tudo vai estar alagado, e o Monte Saint-Michel vai virar uma ilha.<\/p>\n<p>Quando a equipe do Globo Rep\u00f3rter tentou volta ao lugar onde antes tudo estava seco, teve uma surpresa. Por causa da for\u00e7a do vento, a mar\u00e9 subiu muito mais depressa do que se esperava. Al\u00e9m do vento e do frio, a chuva. \u00c0s 19h25, a mar\u00e9 praticamente cobriu tudo.<\/p>\n<p>O movimento das \u00e1guas, a dan\u00e7a das mar\u00e9s. Um capricho com efeitos especiais da natureza.<\/p>\n<p>&#8220;Na verdade, \u00e9 simplesmente a atra\u00e7\u00e3o da lua e a atra\u00e7\u00e3o do sol sobre a massa de \u00e1gua que est\u00e1 sobre a terra e que vai provocar esse fen\u00f4meno\u201d, explica o bi\u00f3logo Patrick Desgu\u00e9.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno acontece cerca de 24 vezes por ano, geralmente quando a lua est\u00e1 cheia ou nova.<\/p>\n<p>Ver o Monte Saint-Michel \u00e0 noite \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o para n\u00e3o se esquecer. Parece uma joia. J\u00e1 \u00e0 luz do dia, a cidadela medieval nos transporta para um tempo perdido.<\/p>\n<p>As casas de pedra, com seus telhados de xisto, abrigam quase dez s\u00e9culos de hist\u00f3ria. Mas se antigamente as ruelas eram percorridas pelos peregrinos, hoje s\u00e3o os turistas que chegam aos milhares. S\u00e3o 2,5 milh\u00f5es de visitantes por ano.<\/p>\n<p>Na hora da fome, \u00e9 quase imposs\u00edvel resistir a um prato tradicional, feito bem \u00e0 vista do fregu\u00eas. \u00c9 o omelete sufl\u00e9, cozido diretamente num forno aberto. A receita, eles garantem, \u00e9 a mesma que matava a fome dos romeiros.<\/p>\n<p>O mau tempo faz o percurso at\u00e9 a abadia ganhar um ar mais misterioso e penoso. Mais ou menos meia hora de subida. Com chuva, um pouco pior. Ao contr\u00e1rio de muitos monumentos que hoje t\u00eam escada rolante ou elevador, esse n\u00e3o tem. \u00c9 como quando foi construido, em 708.<\/p>\n<p>&#8220;A vida aqui \u00e9 ritmada pelos visitantes. \u00c9 uma vida muito singular. N\u00e3o \u00e9 comparavel a nenhuma outra. No Monte Saint-Michel n\u00e3o tem padaria, n\u00e3o tem a\u00e7ougue, n\u00e3o tem escola. N\u00f3s vivemos como se estiv\u00e9ssemos numa ilha&#8221;, conta Xavier Bailly, administrador da abadia.<\/p>\n<p>O lugar, a m\u00fasica. Mesmo para quem n\u00e3o \u00e9 religioso, h\u00e1 uma emo\u00e7\u00e3o no ar, dif\u00edcil de definir.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Castelo de Saint-Michel, na Bretanha, se transforma em ilha na mar\u00e9 cheia (Grep) (Foto: Globo Rep\u00f3rter)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/HRbUHvzQ_w_TlBgOgzpe6deGoY4=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/12\/09\/4_MCpsxmv.jpg\" alt=\"Castelo de Saint-Michel, na Bretanha, se transforma em ilha na mar\u00e9 cheia (Grep) (Foto: Globo Rep\u00f3rter)\" width=\"640\" height=\"480\" \/><strong>Monte Saint-Michel tem abadia com mais de mil anos<\/strong><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fen\u00f4meno acontece cerca de 24 vezes por ano, geralmente quando a lua est\u00e1 cheia ou<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Fen\u00f4meno acontece cerca de 24 vezes por ano, geralmente quando a lua est\u00e1 cheia ou","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55388"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55388"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55388\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}