{"id":55299,"date":"2016-12-09T14:30:13","date_gmt":"2016-12-09T17:30:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=55299"},"modified":"2016-12-09T07:42:43","modified_gmt":"2016-12-09T10:42:43","slug":"reatores-de-fusao-podem-mudar-o-mundo-e-nos-levar-a-producao-de-energia-ilimitada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/reatores-de-fusao-podem-mudar-o-mundo-e-nos-levar-a-producao-de-energia-ilimitada\/","title":{"rendered":"Reatores de fus\u00e3o podem mudar o mundo e nos levar \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia ilimitada"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=55300\" rel=\"attachment wp-att-55300\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-55300\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Durante s\u00e9culos, os seres humanos sonharam em aproveitar o poder do Sol para energizar toda sua vida na Terra. Agora, e indo muito mais al\u00e9m do que isso, a ideia \u00e9 que um dia sejamos capazes de criar, mesmo que em uma vers\u00e3o reduzida, nosso pr\u00f3prio Sol.<\/p>\n<p>No entanto, isso s\u00f3 seria poss\u00edvel por meio da chamada energia de fus\u00e3o, considerada uma fonte de energia verde, segura e ilimitada, de acordo com informa\u00e7\u00f5es de um artigo publicado pela <em>The Conversation<\/em> e escrito por Stewart Prager, professor de Ci\u00eancia Astrof\u00edsica, e Michael Zarnstorff diretor adjunto de Pesquisa, ambos do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica de Plasma da Universidade de Princeton.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-13098\" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/reatores-de-fus%C3%A3o_01.jpg\" sizes=\"(max-width: 710px) 100vw, 710px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/reatores-de-fus\u00e3o_01-300x268.jpg 300w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/reatores-de-fus\u00e3o_01.jpg 710w\" alt=\"reatores-de-fusao_01\" width=\"639\" height=\"571\" \/>Conforme informado por ambos os especialistas, apenas um quilograma di\u00e1rio de deut\u00e9rio extra\u00eddo da \u00e1gua poderia vir a ser o suficiente para alimentar centenas de milhares de casas eletricamente.<\/p>\n<p>Desde a d\u00e9cada de 1950, pesquisas nos t\u00eam mostrado um enorme progresso no sentido de podermos for\u00e7ar \u00e1tomos de hidrog\u00eanio a se fundirem em uma rea\u00e7\u00e3o autossustent\u00e1vel \u2013 bem como uma pequena, mas demonstr\u00e1vel, quantidade de energia de fus\u00e3o. Enquanto isso, os mais c\u00e9ticos levantaram dois desafios a serem considerados: como manter as rea\u00e7\u00f5es durante longos per\u00edodos e como conceber uma estrutura material para aproveitar a energia de fus\u00e3o da eletricidade.<\/p>\n<p>Assim, os pesquisadores no Laborat\u00f3rio de Princeton disseram saber que, realisticamente, a primeira usina de fus\u00e3o comercial ainda precisar\u00e1 de mais 25 anos para ser produzida. No entanto, o potencial para seus grandes benef\u00edcios pode chegar at\u00e9 a segunda metade deste s\u00e9culo significava que o trabalho deveria continuar.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de outras formas de gera\u00e7\u00e3o de energia (solar, g\u00e1s natural e fiss\u00e3o nuclear, por exemplo), a fus\u00e3o n\u00e3o pode ser desenvolvida em miniatura para depois ser ampliada. As etapas experimentais que envolvem o processo de produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o grandes e levam tempo para serem constru\u00eddas.<\/p>\n<p><strong>Como a energia de fus\u00e3o funciona? <\/strong><\/p>\n<p>Para a fus\u00e3o, dois n\u00facleos do \u00e1tomo de hidrog\u00eanio (deut\u00e9rio e is\u00f3topos de tr\u00edtio) se fundem -algo que \u00e9 considerado relativamente dif\u00edcil de ser feito, uma vez que ambos os n\u00facleos s\u00e3o carregados positivamente e, por isso, repelem-se. Basicamente, a fus\u00e3o envolve colocar os \u00e1tomos de hidrog\u00eanio sob alta temperatura e press\u00e3o at\u00e9 que se fundam em \u00e1tomos de h\u00e9lio. Para isso, primeiramente, os n\u00facleos de deut\u00e9rio e tr\u00edtio se fundem, at\u00e9 que finalmente formem um novo n\u00facleo de h\u00e9lio, juntamente com um n\u00eautron e muita energia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-13099\" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/reatores-de-fus%C3%A3o_02.jpg\" sizes=\"(max-width: 710px) 100vw, 710px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/reatores-de-fus\u00e3o_02-300x191.jpg 300w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/reatores-de-fus\u00e3o_02.jpg 710w\" alt=\"reatores-de-fusao_02\" width=\"639\" height=\"407\" \/>Isso \u00e9 feito pelo aquecimento do combust\u00edvel a temperaturas superiores a 150 milh\u00f5es de graus Celsius, formando um plasma quente. Assim, campos magn\u00e9ticos s\u00e3o utilizados para manter esse plasma longe das paredes do gerador, de modo que n\u00e3o esfrie ou perca seu potencial energ\u00e9tico. Essa energia \u00e9 produzida por bobinas supercondutoras que rodeiam o recipiente e funcionam por meio de uma corrente el\u00e9trica conduzida atrav\u00e9s do plasma.<\/p>\n<p>Conforme ocorre, a fus\u00e3o tem o potencial de gerar energia suficiente para manter seu pr\u00f3prio calor, permitindo-nos retirar o excesso deste para transformarmos em eletricidade utiliz\u00e1vel. Ainda, h\u00e1 de se considerar que o combust\u00edvel utilizado \u00e9 abundante na natureza \u2013 o deut\u00e9rio \u00e9 encontrado na \u00e1gua enquanto o tr\u00edtio est\u00e1 dispon\u00edvel para todas as na\u00e7\u00f5es, independente dos recursos naturais locais.<\/p>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m tiveram que desenvolver um novo ramo da F\u00edsica \u2013 a F\u00edsica do Plasma \u2013 para criar m\u00e9todos para confinar o plasma em campos magn\u00e9ticos fortes, desenvolver habilidades para aquec\u00ea-lo, estabiliz\u00e1-lo, controlar sua turbul\u00eancia e medir suas propriedades.<\/p>\n<p><strong>Reator Termonuclear Experimental Internacional<\/strong><\/p>\n<p>Agora, a comunidade cient\u00edfica internacional est\u00e1 trabalhando em conjunto para construir uma enorme instala\u00e7\u00e3o de pesquisa de fus\u00e3o na Fran\u00e7a. Conhecido como ITER, quando estiver completo em 2019, ser\u00e1 o maior reator de fus\u00e3o nuclear Tokamak do mundo. O processo de constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo realizado por 35 na\u00e7\u00f5es, incluindo EUA, China, Uni\u00e3o Europeia, Jap\u00e3o e R\u00fassia, e servir\u00e1 para demonstrar a viabilidade do poder de fus\u00e3o.<\/p>\n<p>Estima-se que ele ser\u00e1 capaz de gerar cerca de 500 megawatts de energia de fus\u00e3o t\u00e9rmica dentro de apenas oito minutos. Se esse poder fosse convertido em eletricidade, poderia alimentar cerca de 150 mil resid\u00eancias. Ainda, ele permitir\u00e1 testar quest\u00f5es chaves da Ci\u00eancia sobre modelos comerciais de usinas de fus\u00e3o que funcionar\u00e3o continuamente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13100\" class=\"wp-caption aligncenter\"><\/figure>\n<figure id=\"attachment_13100\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 649px;\"><figcaption class=\"wp-caption-text\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-13100 \" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/reatores-de-fus%C3%A3o_03.jpg\" sizes=\"(max-width: 710px) 100vw, 710px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/reatores-de-fus\u00e3o_03-300x268.jpg 300w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/reatores-de-fus\u00e3o_03.jpg 710w\" alt=\"reatores-de-fusao_03\" width=\"639\" height=\"571\" \/>O ITER emprega um sistema conhecido como \u201cTokamak\u201d, que se traduz para c\u00e2mara toroidal magn\u00e9tica, e envolve a utiliza\u00e7\u00e3o de um plasma em forma de rosca, confinado a um campo magn\u00e9tico muito forte, parcialmente criado pela corrente el\u00e9trica que flui no pr\u00f3prio corpo desse plasma.<\/figcaption><\/figure>\n<p>No entanto, os pesquisadores assumem que, para seguir com o projeto de fus\u00e3o, o sistema deve ser melhor estudado, e isso incluiu encontrar uma forma de manter o plasma de forma est\u00e1vel por mais tempo, bem como o desenvolvimento de materiais que possam suportar o intenso calor envolvido no processo por longos per\u00edodos.<\/p>\n<p>Ainda, eles consideram que s\u00e3o necess\u00e1rias ideias para melhorar a atratividade da fus\u00e3o. As quatro mais importantes envolvem: a otimiza\u00e7\u00e3o de projetos de reatores de fus\u00e3o dentro das normas da F\u00edsica e Engenharia; o desenvolvimento de novos \u00edm\u00e3s supercondutores e de alta temperatura; o uso de metais l\u00edquidos mais s\u00f3lidos que plasma, que ofereceria uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o para o desafio de como um material pode ser comportar quando entra em contato com o plasma; e a cria\u00e7\u00e3o de sistemas de constru\u00e7\u00e3o que n\u00e3o envolvam plasmas em forma de rosca, mas sim esfera.<\/p>\n<p>Tais abordagens tamb\u00e9m oferecem a possibilidade de uma redu\u00e7\u00e3o de tamanho e custo. Atualmente, programas de pesquisas patrocinados por governos em todo o mundo trabalham para desenvolver esses elementos, que resultar\u00e3o em descobertas que beneficiar\u00e3o todas as abordagens de energia de fus\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda, nos \u00faltimos 10 e 15 anos, empresas de financiamento privado tamb\u00e9m se juntaram \u00e0 causa. Basicamente, conforme apontado pelos pesquisadores de Princeton e autores do artigo, o progresso est\u00e1 chegando e com ele uma energia abundante, limpa e segura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante s\u00e9culos, os seres humanos sonharam em aproveitar o poder do Sol para energizar toda<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":55300,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/energia_fusao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Durante s\u00e9culos, os seres humanos sonharam em aproveitar o poder do Sol para energizar toda","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55299"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55299"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55299\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55300"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55299"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55299"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55299"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}