{"id":55112,"date":"2016-12-06T11:00:07","date_gmt":"2016-12-06T14:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=55112"},"modified":"2016-12-05T20:02:25","modified_gmt":"2016-12-05T23:02:25","slug":"brasileiros-avancam-na-producao-de-celulas-solares-inovadoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasileiros-avancam-na-producao-de-celulas-solares-inovadoras\/","title":{"rendered":"Brasileiros avan\u00e7am na produ\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas solares inovadoras"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=55113\" rel=\"attachment wp-att-55113\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-55113\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 poucos meses, pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apresentaram os primeiros prot\u00f3tipos de c\u00e9lulas solares de perovskitas feitas no Brasil, um dos materiais mais promissores e mais pesquisados atualmente em todo o mundo. Agora foi a vez de uma equipe da Unesp (Universidade Estadual Paulista) dar um passo adicional, alcan\u00e7ando uma efici\u00eancia de 15% na convers\u00e3o de energia solar em eletricidade.<\/p>\n<p>Atualmente, as c\u00e9lulas solares mais comuns s\u00e3o feitas de sil\u00edcio, que apresentam uma efici\u00eancia de convers\u00e3o de energia na faixa de 20%. Mas elas parecem ter chegado ao limite porque, nos \u00faltimos 15 anos, n\u00e3o foram observados progressos com as c\u00e9lulas de sil\u00edcio e sua efici\u00eancia permanece estagnada.<\/p>\n<p>A nova tecnologia fotovoltaica, usando cristais de perovskitas, foi descoberta em 2009. &#8220;Inicialmente, a efici\u00eancia de convers\u00e3o de energia das c\u00e9lulas solares de perovskita era de apenas 3%. Hoje, j\u00e1 temos efici\u00eancias t\u00e3o altas quanto 22%. Esse r\u00e1pido avan\u00e7o colocou as c\u00e9lulas solares de perovskitas em competi\u00e7\u00e3o com as c\u00e9lulas de sil\u00edcio comerciais e essa tecnologia j\u00e1 \u00e9 considerada promissora para a aplica\u00e7\u00e3o em larga escala,&#8221; detalhou a pesquisadora S\u00edlvia Let\u00edcia Fernandes, respons\u00e1vel pelos novos aprimoramentos.<\/p>\n<p>A inova\u00e7\u00e3o no trabalho de S\u00edlvia foi a introdu\u00e7\u00e3o de \u00f3xido de ni\u00f3bio como parte da c\u00e9lula solar, a fim de melhorar seu desempenho: &#8220;Conseguimos bons resultados quando inserimos o \u00f3xido de ni\u00f3bio nas c\u00e9lulas, inclusive um ganho na estabilidade do dispositivo. Vale ressaltar que o uso do ni\u00f3bio \u00e9 de grande interesse para o nosso pa\u00eds, visto que mais de 90% das reservas desse mineral est\u00e3o localizadas no Brasil.&#8221;<\/p>\n<div class=\"olho\">Mas ainda existem desafios a vencer para que as c\u00e9lulas de perovskitas saiam dos laborat\u00f3rios e cheguem aos telhados das casas<\/div>\n<p><strong>Perovskitas<\/strong><br \/>\nPerovskita \u00e9 um termo geral usado para designar a estrutura do material &#8211; CH3NH3PbI3 \u00e9 o material mais utilizado &#8211; respons\u00e1vel por absorver a luz do sol e gerar corrente el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rias vantagens que as c\u00e9lulas de perovskitas apresentam sobre as de sil\u00edcio tradicionais.<\/p>\n<p>&#8220;Enquanto o di\u00f3xido de sil\u00edcio (SiO2) \u00e9 abundante na forma de areia de praia, separar as mol\u00e9culas de oxig\u00eanio ligadas ao sil\u00edcio requer uma quantidade gigantesca de energia. O di\u00f3xido de sil\u00edcio funde a altas temperaturas, acima de 1500 \u00b0C, o que paradoxalmente libera mais emiss\u00e3o de di\u00f3xido de carbono na atmosfera e tamb\u00e9m cria um limite fundamental sobre o custo de produ\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas solares de sil\u00edcio. Outra complica\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas fotovoltaicas de sil\u00edcio \u00e9 que elas s\u00e3o pesadas e r\u00edgidas. Estes pain\u00e9is pesados contribuem para os altos custos de montagem das matrizes e m\u00f3dulos fotovoltaicos de sil\u00edcio,&#8221; comenta a pesquisadora.<\/p>\n<p>Como s\u00e3o feitas de filmes finos &#8211; as perovskitas s\u00e3o consideradas um material bidimensional, como as folhas de grafeno &#8211; elas s\u00e3o muito mais flex\u00edveis e t\u00eam potencial para serem mais baratas.<\/p>\n<p><strong>Desafios a vencer<\/strong><br \/>\nEnquanto as c\u00e9lulas solares de sil\u00edcio s\u00e3o consideradas uma tecnologia madura, o progresso das c\u00e9lulas de perovskitas continua a florescer. Em sete anos, sua efici\u00eancia aumentou cinco vezes, tendo duplicado apenas nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<p>Mas ainda existem desafios a vencer para que as c\u00e9lulas de perovskitas saiam dos laborat\u00f3rios e cheguem aos telhados das casas.<\/p>\n<p>&#8220;C\u00e9lulas de sil\u00edcio s\u00e3o extremamente resistentes, o que n\u00e3o \u00e9 o caso das de perovskitas. Estas permanecem suscet\u00edveis \u00e0 \u00e1gua, ao ar e \u00e0 luz. Al\u00e9m disso, a quest\u00e3o de como produzir c\u00e9lulas solares de perovskita em grande escala de forma competitiva com a tecnologia de sil\u00edcio \u00e9 ainda um ponto de interroga\u00e7\u00e3o. Mas, com o aumento exponencial da efici\u00eancia de convers\u00e3o de energia, baixos custos de produ\u00e7\u00e3o e m\u00e9todos f\u00e1ceis de fabrica\u00e7\u00e3o que s\u00e3o ambientalmente amig\u00e1veis, o potencial das c\u00e9lulas solares de perovskitas \u00e9 promissor e brilhante,&#8221; prev\u00ea S\u00edlvia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 poucos meses, pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apresentaram os primeiros prot\u00f3tipos de<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":55113,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_solares.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"H\u00e1 poucos meses, pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apresentaram os primeiros prot\u00f3tipos de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55112"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55112"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55112\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55113"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}