{"id":548,"date":"2014-04-05T23:22:55","date_gmt":"2014-04-05T23:22:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/clientes\/espacoecologiconoar\/wordpress\/?p=548"},"modified":"2014-06-01T16:57:13","modified_gmt":"2014-06-01T16:57:13","slug":"licoes-de-um-verao-escaldante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/licoes-de-um-verao-escaldante\/","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00f5es de um ver\u00e3o escaldante"},"content":{"rendered":"<table class=\"contentpaneopen\" style=\"color: #1b6390;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"contentheading\" style=\"font-weight: bold; color: #143875;\" width=\"100%\"><\/td>\n<td class=\"buttonheading\" align=\"right\" width=\"100%\"><a style=\"color: #096ae2;\" title=\"PDF\" href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/index2.php?option=com_content&amp;do_pdf=1&amp;id=27759\" target=\"_blank\"><img src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/templates\/js_nova\/images\/pdf_button.png\" alt=\"PDF\" name=\"PDF\" align=\"middle\" border=\"0\" \/><\/a><\/td>\n<td class=\"buttonheading\" align=\"right\" width=\"100%\"><a style=\"color: #096ae2;\" title=\"Imprimir\" href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/index2.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=27759&amp;pop=1&amp;page=0&amp;Itemid=61\" target=\"_blank\"><img src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/templates\/js_nova\/images\/printButton.png\" alt=\"Imprimir\" name=\"Imprimir\" align=\"middle\" border=\"0\" \/><\/a><\/td>\n<td class=\"buttonheading\" align=\"right\" width=\"100%\"><a style=\"color: #096ae2;\" title=\"E-mail\" href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/index2.php?option=com_content&amp;task=emailform&amp;id=27759&amp;itemid=61\" target=\"_blank\"><img src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/templates\/js_nova\/images\/emailButton.png\" alt=\"E-mail\" name=\"E-mail\" align=\"middle\" border=\"0\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"contentpaneopen\" style=\"color: #1b6390;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\">\n<h3 align=\"justify\"><\/h3>\n<p align=\"justify\"><strong>Andr\u00e9 Trigueiro*<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.mercadoetico.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/sol_2501.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-85506\" src=\"http:\/\/www.mercadoetico.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/sol_2501.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"168\" align=\"left\" \/><\/a>Este ver\u00e3o ainda nem acabou, mas j\u00e1 marcou seu lugar na Hist\u00f3ria. N\u00e3o apenas por ser dos mais quentes, mas por revelar o quanto ainda precisamos fazer para lidar melhor com os chamados \u201ceventos extremos\u201d. Vejamos algumas situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p align=\"justify\">1) O ver\u00e3o mais quente das \u00faltimas d\u00e9cadas no Brasil (em S\u00e3o Paulo, foi o janeiro mais quente dos \u00faltimos 71 anos) e as ondas de frio recorde no hemisf\u00e9rio norte podem ser fen\u00f4menos clim\u00e1ticos mais frequentes e intensos daqui para frente. \u00c9 o que apontam os relat\u00f3rios recentes do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas da ONU). Conv\u00e9m conhecer melhor esses estudos e incorpor\u00e1-los ao planejamento estrat\u00e9gico dos pa\u00edses.<\/p>\n<p align=\"justify\">2) Segundo o Centro de Previs\u00e3o do Tempo e Estudos Clim\u00e1ticos (CPTEC), das 10 temperaturas mais quentes registradas no mundo no dia 31\/12\/2013 em todas as 4.232 esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas acessadas pelo INPE,\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/opiniao\/extremos-climaticos-mostram-que-futuro-ja-chegou-11527392\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>9 aconteceram aqui Brasil<\/strong><\/span><\/a>: Joinville (SC) apareceu no topo do ranking com sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica de 57\u00baC. O Rio de Janeiro ficou em segundo com 51\u00baC. Estamos efetivamente inseridos na geografia dos eventos extremos e essa n\u00e3o \u00e9 uma boa not\u00edcia. Importa fazer chegar essa informa\u00e7\u00e3o aos tomadores de decis\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">3) Desde 2009, todos os picos de consumo de energia no Brasil v\u00eam acontecendo na parte da tarde (entre 14h39 e 15h41) e n\u00e3o mais no in\u00edcio da noite. Essa mudan\u00e7a de padr\u00e3o \u00e9 atribu\u00edda ao uso intensivo de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores para enfrentar o calor no momento mais quente do dia. Como boa parte desses equipamentos desperdi\u00e7a energia, \u00e9 preciso exigir dos fabricantes padr\u00f5es mais elevados de efici\u00eancia desses e outros produtos, que precisam ser certificados de acordo com os mais rigorosos protocolos. N\u00e3o fazer isso significa premiar o desperd\u00edcio.<\/p>\n<p align=\"justify\">4) Ver\u00e3o de calor intenso combinado com falta de chuva amea\u00e7a o abastecimento de \u00e1gua nas cidades e a produ\u00e7\u00e3o de energia a partir das hidrel\u00e9tricas. Quando o n\u00edvel dos reservat\u00f3rios cai, as companhias de abastecimento oferecem descontos para quem economiza \u00e1gua e organizam racionamentos escalonados. \u00c9 o que se espera delas. J\u00e1 no setor el\u00e9trico, \u201ceconomia\u201d e \u201cracionamento\u201d de energia s\u00e3o palavr\u00f5es. Desde o apag\u00e3o de 2001, sucessivos governos se esmeram em garantir toda a energia de que a popula\u00e7\u00e3o necessita, sem qualquer orienta\u00e7\u00e3o em favor do consumo consciente ou da efici\u00eancia energ\u00e9tica. Fontes do governo me confirmaram que o entendimento prevalente \u00e9 o de que a\u00e7\u00f5es nesse sentido poderiam ser confundidas como sinais de fraqueza de quem n\u00e3o consegue eliminar por completo o risco de apag\u00f5es e que, por isso, \u201cpede ajuda \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d. Um absurdo completo.<\/p>\n<p align=\"justify\">5) Diversificar a matriz energ\u00e9tica \u00e9 algo importante e urgente. Mas o Brasil ainda derrapa na execu\u00e7\u00e3o de projetos. \u00c9 o que o acontece, por exemplo, com a energia do vento. O pa\u00eds j\u00e1 soma 144 parques e\u00f3licos prontos, mas 48 deles n\u00e3o est\u00e3o ainda interligados ao sistema por falta de linhas de transmiss\u00e3o. Seriam 1.265 megawatts a mais, o suficiente para abastecer Salvador durante um m\u00eas. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica, 12 destes parques entram em opera\u00e7\u00e3o este m\u00eas e outros 16 em mar\u00e7o. At\u00e9 l\u00e1, nos viramos com o que temos. Em rela\u00e7\u00e3o ao futuro, a pr\u00f3pria ANEEL admite que dos 42.750 MW de projetos outorgados de v\u00e1rias fontes (hidrel\u00e9tricas, t\u00e9rmicas, e\u00f3licas) para entrar em opera\u00e7\u00e3o entre 2014 e 2020, 6.455,1 MW (15% do total) simplesmente n\u00e3o t\u00eam previs\u00e3o para entrar em opera\u00e7\u00e3o por problemas diversos.\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/projetos-que-forneceriam-energia-para-258-milhoes-ficam-no-papel-11550072\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Esses projetos que ningu\u00e9m sabe dizer quando estar\u00e3o conclu\u00eddos produziriam energia para quase 26 milh\u00f5es de pessoas<\/strong><\/span><\/a>.<\/p>\n<p align=\"justify\">6) J\u00e1 se foi o tempo em que os reservat\u00f3rios cheios de \u00e1gua garantiam o consumo de energia do pa\u00eds por at\u00e9 tr\u00eas anos seguidos sem chuvas. Hoje isso n\u00e3o passa de 5 meses. Desde a d\u00e9cada de 1990 tem sido mais f\u00e1cil licenciar e construir hidrel\u00e9tricas sem barragens, com menos \u00e1reas alagadas e impactos ambientais. Entretanto, sem novos reservat\u00f3rios de grande porte, o Brasil perdeu a capacidade de estocar \u00e1gua da chuva como fazia antes. Ficamos mais vulner\u00e1veis e abrimos caminho para as fontes sujas, que s\u00e3o mais caras e poluentes. Neste ver\u00e3o sem chuvas, o ONS autorizou a compra de 11.500 MW de energia das termel\u00e9tricas, que \u00e9 quase o que produz uma Itaipu (14.000 MW). Pergunta-se: sujar desse jeito a matriz energ\u00e9tica seria a \u00fanica alternativa que temos para compensar a perda dos reservat\u00f3rios? N\u00e3o ter\u00edamos outras op\u00e7\u00f5es menos impactantes para o bolso e o meio ambiente?<\/p>\n<p align=\"justify\">7) No pa\u00eds campe\u00e3o mundial de \u00e1gua doce, a hidroeletricidade continua sendo uma vantagem estrat\u00e9gica. Mesmo n\u00e3o sendo mais poss\u00edvel construir usinas com grandes reservat\u00f3rios por conta dos impactos ambientais, o potencial estimado de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de 250 mil megawatts. Hoje exploramos apenas um ter\u00e7o disso (80 mil MW). O horizonte de investimentos aponta para as bacias hidrogr\u00e1ficas da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica. Um relat\u00f3rio da Coppe\/UFRJ financiado pelo Banco Mundial indica que as maiores usinas hidrel\u00e9tricas em constru\u00e7\u00e3o hoje no pa\u00eds (Jirau, Santo Ant\u00f4nio e Belo Monte) podem n\u00e3o produzir toda a energia prevista porque foram planejadas levando-se em conta a m\u00e9dia das chuvas das \u00faltimas d\u00e9cadas. S\u00f3 que o padr\u00e3o de chuvas est\u00e1 mudando. J\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 na hora dos tomadores de decis\u00e3o levarem mais a s\u00e9rio esses estudos que medem a mudan\u00e7a do ciclo das chuvas?<\/p>\n<p align=\"justify\">8 ) H\u00e1 quase dois anos o Brasil decidiu acertadamente regulamentar a microgera\u00e7\u00e3o de energia, ou seja, deu sinal verde para que qualquer cidad\u00e3o pudesse produzir energia em pequena escala, desde que de fonte limpa e renov\u00e1vel, interligado \u00e0 rede de distribui\u00e7\u00e3o. No final do m\u00eas, a conta de luz traria em valores monet\u00e1rios a diferen\u00e7a entre o que o cidad\u00e3o gerou para a rede e o que consumiu da rede. Dependendo do que for gerado, \u00e9 poss\u00edvel obter excelentes descontos ou at\u00e9 n\u00e3o pagar mais a tarifa de luz. A inten\u00e7\u00e3o da medida era estimular as pessoas a participarem ativamente da gera\u00e7\u00e3o de energia reduzindo os custos do governo com grandes usinas e linhas de transmiss\u00e3o. S\u00f3 que os Estados decidiram cobrar ICMS sobre essa energia gerada a partir do esfor\u00e7o de cada cidad\u00e3o. Apenas Minas Gerais e Tocantins abriram m\u00e3o desse imposto abusivo e imoral. Dependendo da distribuidora de energia, cobram-se ainda PIS e COFINS. \u00c9 assim que se mata uma boa ideia.<\/p>\n<p align=\"justify\">9) Precisamos incorporar ao planejamento urbano o conceito de \u201ccidade resiliente\u201d, ou seja, aquela que se protege de maneira inteligente das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u00c9 a agenda da \u201cadapta\u00e7\u00e3o\u201d. Se as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 est\u00e3o ocorrendo, \u00e9 preciso prevenir trag\u00e9dias e desastres com investimentos pontuais em setores estrat\u00e9gicos. O desconforto t\u00e9rmico causado por temperaturas elevadas pode ser atenuado com mais \u00e1reas verdes, menos \u201cilhas de calor\u201d, mais \u00e1reas dispon\u00edveis para o banho seguro com a despolui\u00e7\u00e3o de praias\/rios e lagoas e est\u00edmulos a constru\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis (greenbuilding) nais quais se explore ao m\u00e1ximo sistemas de ventila\u00e7\u00e3o cruzada, telhados verdes e outras t\u00e9cnicas que atenuam o desconforto t\u00e9rmico.<\/p>\n<p align=\"justify\">10) Eventos extremos como esse merecem respostas r\u00e1pidas das autoridades. \u00c9 preciso definir novos protocolos de emerg\u00eancia quando a temperatura subir muito, orientando a popula\u00e7\u00e3o a eventualmente n\u00e3o sair de casa em certos hor\u00e1rios ou mesmo dispensando a necessidade de seguir para o trabalho. A sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica de aproximadamente 50\u00baC levou a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de Santa Catarina a adiar o in\u00edcio das aulas nesta semana de fevereiro em v\u00e1rios munic\u00edpios. Diversos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos pelo Brasil j\u00e1 dispensaram o uso de palet\u00f3 e gravata de seus funcion\u00e1rios. No Rio de Janeiro, servidores municipais foram autorizados a usar bermudas at\u00e9 o joelho. O benef\u00edcio alcan\u00e7ou tamb\u00e9m os motoristas de t\u00e1xi. No caso dos motoristas de \u00f4nibus, a libera\u00e7\u00e3o depende de cada empresa. No futebol, a parada t\u00e9cnica para hidrata\u00e7\u00e3o dos jogadores \u00e9 respeitada em alguns campeonatos estaduais. No Rio, entretanto, isso n\u00e3o \u00e9 o suficiente para aplacar o desconforto dos jogadores que disputam partidas no est\u00e1dio de Mo\u00e7a Bonita, em Bangu (um dos lugares mais quentes do Brasil) \u00e0s 17h, hor\u00e1rio de ver\u00e3o. Como se v\u00ea, precisamos avan\u00e7ar muito na dire\u00e7\u00e3o de uma sociedade que responda com intelig\u00eancia aos chamados eventos extremos.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>*\u00a0Andr\u00e9 Trigueiro \u00e9 jornalista com P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o Ambiental pela COPPE\/UFRJ onde hoje leciona a disciplina\u00a0\u201cGeopol\u00edtica Ambiental\u201d, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC\/RJ, autor dos livros\u00a0<em>\u201cMundo Sustent\u00e1vel 2 \u2013 Novos Rumos para um Planeta em Crise\u201d<\/em>\u00a0(Ed.Globo, 2012);\u00a0<em>\u201cMundo Sustent\u00e1vel \u2013 Abrindo Espa\u00e7o na M\u00eddia para um Planeta em transforma\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>\u00a0(Ed.Globo, 2005) e\u00a0<em>\u201cEspiritismo e Ecologia\u201d<\/em>(Ed.FEB, 2009); Coordenador editorial e um dos autores do livro\u00a0<em>\u201cMeio Ambiente no s\u00e9culo XXI\u201d<\/em>\u00a0(Ed.Sextante, 2003). Durante 16 anos foi \u00e2ncora e rep\u00f3rter do Jornal das Dez da Globo News. Desde abril de 2012, vem atuando como rep\u00f3rter do Jornal Nacional e colunista do Jornal da Globo onde apresenta o quadro\u00a0<em>\u201cSustent\u00e1vel\u201d<\/em>, especialmente criado para ele na Rede Globo. \u00c9 editor-chefe do programa\u00a0Cidades e Solu\u00e7\u00f5es, da Globo News, comentarista da R\u00e1dio CBN e colaborador volunt\u00e1rio da R\u00e1dio Rio de Janeiro.<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Fonte:\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.mercadoetico.com.br\/arquivo\/licoes-de-um-verao-escaldante\/\" target=\"_blank\">Mercado \u00c9tico &#8211; Mundo Sustent\u00e1vel<\/a><br \/>\n01.03.2014<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andr\u00e9 Trigueiro* Este ver\u00e3o ainda nem acabou, mas j\u00e1 marcou seu lugar na Hist\u00f3ria. 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