{"id":54781,"date":"2016-12-01T07:49:41","date_gmt":"2016-12-01T10:49:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=54781"},"modified":"2016-12-01T07:49:42","modified_gmt":"2016-12-01T10:49:42","slug":"desmatamento-sobe-29-e-chega-ao-maior-nivel-em-oito-anos-7989-km%c2%b2-foram-devastados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desmatamento-sobe-29-e-chega-ao-maior-nivel-em-oito-anos-7989-km%c2%b2-foram-devastados\/","title":{"rendered":"Desmatamento sobe 29% e chega ao maior n\u00edvel em oito anos. 7989 km\u00b2 foram devastados"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desmatamento-sobe-29-e-chega-ao-maior-nivel-em-oito-anos-7989-km%c2%b2-foram-devastados\/desmatamento-43\/\" rel=\"attachment wp-att-54782\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-54782\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O desmatamento na Amaz\u00f4nia subiu pelo segundo ano consecutivo em 2016. A taxa de devasta\u00e7\u00e3o foi de 7.989 quil\u00f4metros quadrados (km\u00b2), 29% superior \u00e0 de 2015 \u2013 que, por sua vez, j\u00e1 havia sido 24% maior que no ano anterior.<\/p>\n<p>\u00c9 o maior aumento na velocidade do desmatamento desde 2008, ano em que um pico de devasta\u00e7\u00e3o fez o governo endurecer a vigil\u00e2ncia e cortar cr\u00e9dito de fazendeiros nos munic\u00edpios mais cr\u00edticos. \u00c9 tamb\u00e9m o maior aumento percentual desde 2001, empatado com 2013. A \u00e1rea perdida equivale a 5,3 vezes a cidade de S\u00e3o Paulo. No acumulado, somente nesta d\u00e9cada a Amaz\u00f4nia perdeu o equivalente a meio Panam\u00e1.<\/p>\n<p>A estimativa anual do Prodes, o sistema de monitoramento por sat\u00e9lite que calcula a taxa oficial, foi\u00a0<a href=\"http:\/\/www.inpe.br\/noticias\/noticia.php?Cod_Noticia=4344\">postada no site do Inpe<\/a> (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) no fim do dia 29 de novembro. Diferentemente dos anos anteriores, n\u00e3o houve an\u00fancio formal em entrevista coletiva. Pela manh\u00e3, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV-MA) chegou a anunciar que divulgaria o n\u00famero, mas recuou na sequ\u00eancia, limitando-se depois a dizer a jornalistas que aguardassem a publica\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es pelo Inpe.<\/p>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ecycle.com.br\/images\/eDicas\/meioambiente\/desmatamento-brasil-525-2.jpg\" alt=\"S\u00e9rie hist\u00f3rica dos dados de desmatamento, com os \u00faltimos dois anos de subida\" width=\"639\" height=\"325\" \/><br \/>\nS\u00e9rie hist\u00f3rica dos dados de desmatamento, com os \u00faltimos dois anos de subida<\/div>\n<p>Segundo o <i>Observat\u00f3rio do Clima<\/i> apurou, o n\u00famero estava na mesa do ministro Gilberto Kassab (Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es) desde pelo menos a confer\u00eancia do clima de Marraquexe. Embora o aumento viesse sendo antecipado h\u00e1 meses pelos t\u00e9cnicos do governo, a estimativa final da taxa levantou sobrancelhas em Bras\u00edlia \u2013 as apostas giravam em torno de sete mil km\u00b2, e o dado final chegou a quase oito mil km\u00b2.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>O Par\u00e1 respondeu sozinho por quase 40% da \u00e1rea de floresta perdida no bioma Amaz\u00f4nia entre agosto de 2015 e julho de 2016 (o \u201cano fiscal\u201d do desmatamento \u00e9 medido nos 12 meses de agosto a julho seguinte): foram 3.015 quil\u00f4metros quadrados, ou duas cidades de S\u00e3o Paulo. Mato Grosso ficou em segundo, como de praxe, com 1.508 quil\u00f4metros quadrados \u2013 uma queda de 6% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. O maior salto na devasta\u00e7\u00e3o ocorreu no estado do Amazonas: 54% de aumento, deixando o estado em quarto lugar entre os campe\u00f5es da motosserra em 2016.<\/p>\n<p>O novo pico no corte raso na Amaz\u00f4nia ter\u00e1 implica\u00e7\u00f5es diretas sobre as metas brasileiras contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Segundo Tasso Azevedo, coordenador do Sistema de Estimativa de Emiss\u00e3o de Gases de Efeito Estufa do Observat\u00f3rio do Clima (Seeg), o desmatamento deste ano acrescenta 130 milh\u00f5es de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico equivalente \u00e0s emiss\u00f5es do Brasil. \u201c\u00c9 o mesmo que o estado de S\u00e3o Paulo, o mais populoso do pa\u00eds, emitiu em todo o ano de 2015, ou duas vezes a emiss\u00e3o anual de Portugal\u201d, compara Azevedo.<\/p>\n<p>Em 2009, o Brasil lan\u00e7ou o compromisso internacional de reduzir o desmatamento na Amaz\u00f4nia em 80% at\u00e9 2020. As duas altas consecutivas desviam o pa\u00eds da trajet\u00f3ria. \u201cO n\u00famero deste ano \u00e9 duas vezes maior que a meta assumida para 2020, que \u00e9 de 3.925 quil\u00f4metros quadrados\u201d, prossegue o coordenador do Seeg.<\/p>\n<p>\u201cO n\u00famero \u00e9 a colheita do que se plantou nas pol\u00edticas nos \u00faltimos anos: anistia a desmatadores no C\u00f3digo Florestal, abandono da cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas e demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas e o passa-vergonha da meta para florestas do Brasil na ONU\u201d, disse Marcio Astrini, coordenador de Pol\u00edticas P\u00fablicas do Greenpeace. A meta \u00e0 qual ele se refere \u00e9 a NDC, de 2015, que prev\u00ea eliminar apenas o desmatamento ilegal \u2013 e apenas at\u00e9 2030.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>Segundo Sarney Filho, \u201cuma s\u00e9rie de elementos\u201d colaborou para a eleva\u00e7\u00e3o: \u201cTivemos problemas de gest\u00e3o, uma transi\u00e7\u00e3o de governo e a repercuss\u00e3o de tr\u00eas anos de mudan\u00e7a no C\u00f3digo Florestal\u201d, afirmou. \u00c9 a primeira vez que um ministro reputa ao c\u00f3digo, enfraquecido por press\u00e3o da bancada ruralista durante o governo Dilma, a eleva\u00e7\u00e3o na velocidade de destrui\u00e7\u00e3o da maior floresta tropical do mundo.<\/p>\n<p>Para tentar conter a sangria, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente anunciou nesta ter\u00e7a-feira uma medida que deve aumentar ainda mais a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/blog\/blog-do-ppds\/ruralistas-pedem-cabeca-de-sarney-filho-para-fragilizar-licenciamento\">f\u00faria dos ruralistas contra Sarney<\/a>: a interface p\u00fablica do Cadastro Ambiental Rural (CAR), instrumento criado justamente pelo C\u00f3digo Florestal para permitir o monitoramento das \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em propriedades particulares (leia mais\u00a0<a href=\"http:\/\/www.observatoriodoclima.eco.br\/publico-podera-monitorar-imoveis-rurais\/\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p>O cadastro \u00e9 pr\u00e9-requisito para a anistia de multas para quem desmatou de forma irregular antes de 2008. Tamb\u00e9m s\u00f3 com ele \u00e9 poss\u00edvel aderir aos programas de regulariza\u00e7\u00e3o ambiental (PRA), por meio dos quais a multa \u00e9 convertida em recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas devastadas ilegalmente.<\/p>\n<p>Pela plataforma do CAR anunciada, qualquer cidad\u00e3o com acesso \u00e0 internet em casa poder\u00e1 saber como o desmatamento evolui em mais de tr\u00eas milh\u00f5es de propriedades rurais do pa\u00eds inteiro. No caso do Par\u00e1, hoje j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel saber at\u00e9 mesmo o CPF do propriet\u00e1rio. \u201cAl\u00e9m de um instrumento de desenvolvimento, o CAR \u00e9 um instrumento de monitoramento. Vai servir muito bem para o controle social do desmatamento\u201d, disse o ministro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desmatamento na Amaz\u00f4nia subiu pelo segundo ano consecutivo em 2016. A taxa de devasta\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":54782,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/desmatamento.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O desmatamento na Amaz\u00f4nia subiu pelo segundo ano consecutivo em 2016. A taxa de devasta\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54781"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54781"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54781\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}