{"id":54661,"date":"2016-11-29T07:46:00","date_gmt":"2016-11-29T10:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=54661"},"modified":"2016-11-29T07:46:02","modified_gmt":"2016-11-29T10:46:02","slug":"tubaroes-e-raias-ameacados-de-extincao-sao-consumidos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tubaroes-e-raias-ameacados-de-extincao-sao-consumidos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Tubar\u00f5es e raias amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o s\u00e3o consumidos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tubaroes-e-raias-ameacados-de-extincao-sao-consumidos-no-brasil\/tubarao-12\/\" rel=\"attachment wp-att-54662\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-54662\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Tubar\u00f5es e raias<\/strong> que est\u00e3o sob amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o t\u00eam sido consumidos amplamente no mercado brasileiro. Comercializados pelo nome de <strong>ca\u00e7\u00e3o<\/strong>, mais de 16 esp\u00e9cies de tubar\u00f5es e raias foram encontradas em pontos de venda do Sul do pa\u00eds, regi\u00e3o que possui uma das maiores ind\u00fastrias pesqueiras do Brasil. Dentre elas, destaca-se a raia-viola (<em>Squatina occulta<\/em>), considerada criticamente amea\u00e7ada e o tubar\u00e3o-martelo-entalhado (<em>Sphyrna lewini<\/em>), classificado como vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>O alerta foi divulgado pelo pesquisador da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) Victor Hugo Valiati, cujo trabalho tem apoio da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza. Valiati afirma que a diversidade de esp\u00e9cies sob o nome de ca\u00e7\u00e3o superou a expectativa do estudo. Para chegar a esses dados foram visitados 15 pontos de venda em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, entre 2012 e 2013.<\/p>\n<p>Para a identifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies foi utilizada uma ferramenta denominada \u201cc\u00f3digo de barras de DNA\u201d que permite, a partir das informa\u00e7\u00f5es contidas no material gen\u00e9tico individual, afirmar de qual esp\u00e9cie se trata. Essa estrat\u00e9gia \u00e9 necess\u00e1ria porque alguns pescadores, para fugir da fiscaliza\u00e7\u00e3o, jogam fora as partes que identificam a esp\u00e9cies, como cabe\u00e7a e barbatanas, vendendo os \u201dpeixes\u201d j\u00e1 em fil\u00e9s. \u201cCom essa tecnologia em m\u00e3os \u00e9 poss\u00edvel, com apenas uma pequena amostra do animal, ou mesmo um fragmento do fil\u00e9 de pescado comercializado, identificar rapidamente de qual esp\u00e9cie se trata\u201d, comenta. A ferramenta tamb\u00e9m permite controlar a pesca de cada esp\u00e9cie individualmente.<\/p>\n<p>Em estado vulner\u00e1vel de amea\u00e7a, o tubar\u00e3o-martelo-entalhado \u00e9 considerado o mais pescado no Brasil. Na pesquisa ele ocupa o primeiro lugar, aparecendo em 23% das amostras. A segunda esp\u00e9cie mais presente \u00e9 o tubar\u00e3o-azul (Prionace glauca), com 13% de presen\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com a diretora executiva da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio, Malu Nunes, a iniciativa \u201cfaz com que os olhares se voltem para uma quest\u00e3o que pouco tem sido discutida, mas que poder\u00e1 ter grande impacto no equil\u00edbrio do ambiente marinho: a redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica das popula\u00e7\u00f5es de tubar\u00f5es e raias\u201d, afirma. Al\u00e9m disso, segundo a diretora, o projeto oferece ao consumidor informa\u00e7\u00f5es relevantes sobre o que ele est\u00e1 comprando.<\/p>\n<p><strong>Predadores sens\u00edveis<\/strong><\/p>\n<p>Os tubar\u00f5es s\u00e3o animais que est\u00e3o no topo da cadeia alimentar dos oceanos. Por serem predadores por excel\u00eancia, contribuem para o equil\u00edbrio das popula\u00e7\u00f5es das esp\u00e9cies que s\u00e3o suas presas. S\u00e3o animais de grande porte desde o nascimento, o que reduziu, ao longo da evolu\u00e7\u00e3o, sua preda\u00e7\u00e3o. Isso significa dizer que a pesca predat\u00f3ria, que retira milhares de toneladas ao ano de tubar\u00f5es, tem enorme impacto ambiental. \u201cRetir\u00e1-los do ecossistema marinho causar\u00e1 grande desequil\u00edbrio nos oceanos, gerando, por exemplo, a superpopula\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies comumente predadas que, por sua vez, pode impactar a vida das comunidades ribeirinhas e o com\u00e9rcio pesqueiro, por exemplo\u201d, destaca o pesquisador. \u201cN\u00e3o h\u00e1 como ter certeza do que acontece com a retirada de um predador de topo de cadeia, mas, com certeza, as consequ\u00eancias s\u00e3o catastr\u00f3ficas tanto em termos de biodiversidade como econ\u00f4micas, e \u00e9 melhor n\u00e3o pagar para ver.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 as raias correm risco ainda maior, pois t\u00eam sido facilmente capturadas pela pesca artesanal com arrast\u00e3o de praia e industrial. O decl\u00ednio populacional est\u00e1 associado \u00e0 elevada mortandade das f\u00eameas prenhes, facilmente capturadas nestes locais. Al\u00e9m disso, a pesca indiscriminada pode afetar o tamanho das f\u00eameas e, consequentemente, o n\u00famero de filhotes a cada gesta\u00e7\u00e3o. \u201cIsso tem interferido no tamanho e quanto menor elas forem, menos filhotes conseguem gestar de cada vez, afetando diretamente o n\u00famero de indiv\u00edduos das popula\u00e7\u00f5es\u201d, conclui Valiati.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tubar\u00f5es e raias que est\u00e3o sob amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o t\u00eam sido consumidos amplamente no mercado<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":54662,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/tubarao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Tubar\u00f5es e raias que est\u00e3o sob amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o t\u00eam sido consumidos amplamente no mercado","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54661"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54661"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54661\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54662"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}