{"id":54614,"date":"2016-11-28T09:00:18","date_gmt":"2016-11-28T12:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=54614"},"modified":"2016-11-28T08:28:47","modified_gmt":"2016-11-28T11:28:47","slug":"saiba-como-garantir-a-sustentabilidade-na-producao-do-alentejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/saiba-como-garantir-a-sustentabilidade-na-producao-do-alentejo\/","title":{"rendered":"Sa\u00edba como garantir a sustentabilidade na  produ\u00e7\u00e3o do Alentejo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=54615\" rel=\"attachment wp-att-54615\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-54615\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cN\u00e3o existe algo assim em nenhum outro pa\u00eds da Europa\u201d, come\u00e7a por afirmar o presidente da Comiss\u00e3o Vitivin\u00edcola Regional Alentejana (CVRA), Francisco Mateus, com quem nos encontr\u00e1mos precisamente para conhecer este plano. \u201cSomos a primeira regi\u00e3o a ter um plano integrado\u201d, explica.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o do Alentejo \u00e9 hoje consumida maioritariamente em Portugal. Apenas 30% \u00e9 exportado, mas existe a clara consci\u00eancia de que \u201co mercado nacional n\u00e3o tem capacidade para crescer mais, pelo que temos de olhar l\u00e1 para fora\u201d.<br \/>\nA muito breve trecho, v\u00e1rios pa\u00edses importadores \u2013 sobretudo no Norte da Europa \u2013 ter\u00e3o normas apertadas para os vinhos que n\u00e3o cumpram regras de sustentabilidade. Proibindo, pura e simplesmente, como ser\u00e1 o caso do governo sueco j\u00e1 em 2020, ou taxando de tal forma que colocam em causa a viabilidade do neg\u00f3cio. \u00c9, por exemplo, o caso do Canad\u00e1. A ideia da CVRA \u00e9 colocar os seus produtores na dianteira desta nova realidade.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se da diferen\u00e7a entre a entrada no comboio na primeira carruagem ou \u00e0 pressa, na \u00faltima\u201d, acrescenta Jo\u00e3o Barroso, respons\u00e1vel pelo projeto na CVRA. At\u00e9 porque, apesar de n\u00e3o existir algo parecido na Europa, \u201cno novo mundo \u2013 EUA, Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia, Chile \u2013 \u00e9 quase pr\u00e1tica corrente. Estamos num mercado global e, se muitos dos concorrentes o fazem, parece-me l\u00f3gico que mais cedo ou mais tarde os outros pa\u00edses o fa\u00e7am tamb\u00e9m\u201d, refere.<br \/>\nMas o plano n\u00e3o se resume a uma vantagem competitiva. O \u00e2mbito \u00e9 maior porque as press\u00f5es ambientais s\u00e3o um problema real no Alentejo. Em \u00faltima an\u00e1lise, o fim ser\u00e1 \u201cgarantir condi\u00e7\u00f5es para que o Alentejo consiga produzir vinhos durante muitos e muitos anos. Uvas e vinhos de qualidade, economicamente vi\u00e1veis\u201d, aponta Francisco Mateus. De facto, neg\u00f3cio e prote\u00e7\u00e3o ambiental est\u00e3o intimamente ligadas: adotando as boas regras promove-se um consumo menor de recursos como \u00e1gua e energia.<\/p>\n<p><strong>Poupan\u00e7a de \u00e1gua<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o Barroso d\u00e1 o exemplo de um produtor que passou para um modelo de reutiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1guas \u201ce, com um investimento de mil euros, conseguiu poupar 30 milh\u00f5es de litros de \u00e1gua por ano. No Alentejo temos de tudo. Produtores gastam 14 litros de \u00e1gua para produzir um litro de vinho. Outros apenas litro e meio. N\u00e3o \u00e9 incomum gastarem-se oito, 10 litros. Muitas pessoas n\u00e3o t\u00eam ideia, mas a \u00e1gua \u00e9 um dos maiores custos no vinho.\u201d<br \/>\nE existem outros exemplos, como \u201cas casas de morcegos. N\u00e3o custam nada, s\u00e3o uma caixa de madeira com dimens\u00f5es adequadas a morcegos e basta uma para 50 hectares de vinha. Os morcegos comem os insetos e ajudam a prevenir as pragas. N\u00e3o se usam pesticidas, poupa-se dinheiro e n\u00e3o se prejudica o meio ambiente. Em Cortes de Cima, como t\u00eam muitas pragas de carac\u00f3is, combatem-nos com um bando de gansos que entram nas vinhas e os comem.\u201d Veja-se tamb\u00e9m o exemplo da Adega de Borba, que tem o maior telhado verde (relvado) da Europa. \u201cComo baixa a temperatura no interior, reduzem-se enormemente os custos energ\u00e9ticos.\u201d<\/p>\n<p>O plano est\u00e1 organizado em tr\u00eas setores \u2013 Viticultura, Adega e V&amp;A \u2013 para corresponder \u00e0 diversidade dos membros da Comiss\u00e3o que podem ser apenas produtores de uva, adegas ou ter o ciclo completo. Os crit\u00e9rios a cumprir s\u00e3o extensos e apertados. \u201cS\u00e3o 119 mas estamos j\u00e1 a acrescentar uma segunda leva para, em 2018\/19, termos tudo pronto para poder certificar os produtores.\u201d Essa certifica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 atribu\u00edda por uma entidade externa.<br \/>\n\u201cEstamos no terreno h\u00e1 um ano e meio, dois anos\u201d, confessa o presidente dos Vinhos do Alentejo. \u201cEm pouco tempo pass\u00e1mos para 90 membros e agora j\u00e1 contamos com 126. Nota-se uma boa aceita\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\nPoder\u00e1 parecer uma realidade reduzida, dado o universo de dois mil associados, mas representam \u201c20% da \u00e1rea de vinha e 43% da produ\u00e7\u00e3o.\u201d Trata-se das grandes refer\u00eancias, como as Adegas Cooperativas de Borba e Vidigueira, a Funda\u00e7\u00e3o Eug\u00e9nio de Almeida, Espor\u00e3o, Herdade do Peso, das Servas ou Cortes de Cima, entre muitos outros.<br \/>\n\u201cO que nos interessa \u00e9 chegarmos em breve a um ponto em que possamos dizer n\u00e3o que A ou B s\u00e3o sustent\u00e1veis, mas toda a regi\u00e3o. N\u00e3o se trata de greenwashing\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o existe algo assim em nenhum outro pa\u00eds da Europa\u201d, come\u00e7a por afirmar o presidente<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":54615,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/alentejo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u201cN\u00e3o existe algo assim em nenhum outro pa\u00eds da Europa\u201d, come\u00e7a por afirmar o presidente","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54614"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54614"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54614\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54615"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}