{"id":546,"date":"2014-03-29T23:22:28","date_gmt":"2014-03-29T23:22:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/clientes\/espacoecologiconoar\/wordpress\/?p=546"},"modified":"2014-06-01T16:57:46","modified_gmt":"2014-06-01T16:57:46","slug":"o-mundo-depois-de-amanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-mundo-depois-de-amanha\/","title":{"rendered":"O mundo depois de amanh\u00e3"},"content":{"rendered":"<table class=\"contentpaneopen\" style=\"color: #1b6390;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"contentheading\" style=\"font-weight: bold; color: #143875;\" width=\"100%\"><\/td>\n<td class=\"buttonheading\" align=\"right\" width=\"100%\"><a style=\"color: #096ae2;\" title=\"PDF\" href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/index2.php?option=com_content&amp;do_pdf=1&amp;id=27698\" target=\"_blank\"><img src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/templates\/js_nova\/images\/pdf_button.png\" alt=\"PDF\" name=\"PDF\" align=\"middle\" border=\"0\" \/><\/a><\/td>\n<td class=\"buttonheading\" align=\"right\" width=\"100%\"><a style=\"color: #096ae2;\" title=\"Imprimir\" href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/index2.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=27698&amp;pop=1&amp;page=0&amp;Itemid=61\" target=\"_blank\"><img src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/templates\/js_nova\/images\/printButton.png\" alt=\"Imprimir\" name=\"Imprimir\" align=\"middle\" border=\"0\" \/><\/a><\/td>\n<td class=\"buttonheading\" align=\"right\" width=\"100%\"><a style=\"color: #096ae2;\" title=\"E-mail\" href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/index2.php?option=com_content&amp;task=emailform&amp;id=27698&amp;itemid=61\" target=\"_blank\"><img src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/templates\/js_nova\/images\/emailButton.png\" alt=\"E-mail\" name=\"E-mail\" align=\"middle\" border=\"0\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\"contentpaneopen\" style=\"color: #1b6390;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" valign=\"top\">\n<div align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.pagina22.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/tendencias.jpg\" alt=\" \" width=\"300\" height=\"349\" align=\"right\" \/>POR THA\u00cdS HERRERO<\/p>\n<p>Ao cruzar tr\u00eas estudos conceituados, P\u00c1GINA22 destaca cinco focos de aten\u00e7\u00e3o para este e os pr\u00f3ximos anos<\/p>\n<p>tendenciasPrever o futuro da humanidade n\u00e3o \u00e9 tarefa simples, tampouco exata, mas identificar tend\u00eancias \u00e9 absolutamente poss\u00edvel. P\u00c1GINA22 selecionou tr\u00eas estudos de institui\u00e7\u00f5es conceituadas, cruzou seus dados e destacou cinco assuntos quentes que constam nos tr\u00eas documentos.<\/p>\n<p>Um dos relat\u00f3rios escolhidos \u00e9 o Outlook on the Global Agenda 2014, elaborado pelo Conselho da Agenda Global do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial em parceria com a Sa\u00efd Business School da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e o think tank americano Pew Research Center. Foram ouvidos para o levantamento mais de 1.500 especialistas em neg\u00f3cios, de governos, universidades e sociedade civil de 112 pa\u00edses para saber quais eram os temas mais urgentes deste ano e seus impactos nos pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p>A Universidade de Oxford tamb\u00e9m est\u00e1 ligada a outro relat\u00f3rio consultado. Sua Comiss\u00e3o Oxford Martin para Futuras Gera\u00e7\u00f5es produziu o Now for the Long Term, que destaca o atual momento p\u00f3s-crise financeira de 2008 como hora de abandonar de vez o olhar de curto prazo. Por \u00faltimo, o Trend Compendium 2030, da consultoria Roland Berger Strategy, descreve sete megatend\u00eancias que moldar\u00e3o o mundo nos pr\u00f3ximos 20 anos e como viveremos at\u00e9 l\u00e1.<\/p>\n<p>As 303 p\u00e1ginas analisadas mostram claramente como todas essas quest\u00f5es s\u00e3o interdependentes e que a prosperidade no futuro depende da preocupa\u00e7\u00e3o com o longo prazo \u2013 ideia que parece \u00f3bvia, mas que a\u00e7\u00f5es de setores p\u00fablicos e privados nem sempre levam em considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>DEMOGRAFIA<\/strong><br \/>\n<strong>UM MUNDO MAIS VELHO E URBANO<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, havia na Terra 1,6 bilh\u00e3o de pessoas. Pouco mais de 100 anos depois, em 2011, chegamos a 7 bilh\u00f5es e, seguindo a proje\u00e7\u00e3o, em 2050 viveremos ao lado de outros 9 bilh\u00f5es. At\u00e9 l\u00e1, a popula\u00e7\u00e3o da terceira idade aumentar\u00e1 consideravelmente: uma em cada cinco pessoas ter\u00e1 60 anos ou mais. E as cidades crescer\u00e3o 7,8% mais do que nos \u00faltimos 20 anos.<\/p>\n<p>Com taxas de fertilidade em queda e a expectativa de vida em alta, a m\u00e9dia de idade da popula\u00e7\u00e3o tende a subir dos 29 anos atuais para 34 anos at\u00e9 2030. Nos pa\u00edses desenvolvidos, a maioria da popula\u00e7\u00e3o estar\u00e1 acima dos 60 anos. E a cidade de S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m dever\u00e1 seguir essa tend\u00eancia. Em janeiro, uma proje\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Sistema Estadual de An\u00e1lise de Dados (Seade) indicou que, em 20 anos, haver\u00e1 mais idosos (20,1% da popula\u00e7\u00e3o) do que jovens (13,18%) na capital.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio ocasionar\u00e1 uma press\u00e3o ainda mais alarmante que a existente hoje no sistema previdenci\u00e1rio, com o n\u00famero de trabalhadores menor que o de aposentados. Os sistemas de sa\u00fade tamb\u00e9m sentir\u00e3o um impacto com a maior incid\u00eancia de doen\u00e7as ligadas ao envelhecimento, como as degenerativas.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses em desenvolvimento crescer\u00e1 7 vezes mais rapidamente que a dos desenvolvidos<\/p>\n<p>A terceira idade ser\u00e1 bem diferente no decorrer do s\u00e9culo, aposta o Trend Compendium 2030. As pessoas ter\u00e3o melhor sa\u00fade e disposi\u00e7\u00e3o f\u00edsica e os padr\u00f5es de consumo ser\u00e3o outros. \u201cAlgu\u00e9m aos 70 anos estar\u00e1 planejando a compra do pr\u00f3ximo carro e outra de 60 estar\u00e1 pensando na compra da casa pr\u00f3pria\u201d, exemplifica o documento.<\/p>\n<p>Se a cidade de T\u00f3quio fosse considerada um pa\u00eds, em 2015 estaria na 31\u00aa posi\u00e7\u00e3o em n\u00famero de habitantes<\/p>\n<p>J\u00e1 o relat\u00f3rio Now for the Long Term destaca a import\u00e2ncia de lidar com essas mudan\u00e7as que requerem \u201cescolhas dif\u00edceis e p\u00f5em \u00e0 prova a capacidade governamental para fornecer cuidados b\u00e1sicos de assist\u00eancia m\u00e9dica e outros servi\u00e7os\u201d. Esse desafio de governos e do setor privado aumenta quando \u00e9 levado em conta o incha\u00e7o no n\u00famero de moradores.<\/p>\n<p>O movimento de urbaniza\u00e7\u00e3o, que hoje j\u00e1 \u00e9 intenso, chegar\u00e1 a n\u00edveis ainda maiores: em 2030, 59% das pessoas estar\u00e3o morando existir\u00e3o megacidades[1]. Atualmente registram-se 22. Muitos desses grandes centros urbanos estar\u00e3o nos pa\u00edses emergentes, fen\u00f4meno explicado a seguir no t\u00f3pico \u201cGeopol\u00edtica\u201d.<\/p>\n<p>[1] Aglomera\u00e7\u00e3o urbana com mais de 10 milh\u00f5es de habitantes e que, no geral, passou por r\u00e1pido processo de urbaniza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>GEOPOL\u00cdTICA<\/strong><br \/>\n<strong>NOVA ORDEM MUNDIAL<\/strong><\/p>\n<p>Nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, haver\u00e1 uma mudan\u00e7a significativa na geopol\u00edtica do mundo, em raz\u00e3o da ascens\u00e3o econ\u00f4mica de pa\u00edses emergentes, principalmente dos Brics \u2013 Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul \u2013, que ter\u00e3o grande crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), da participa\u00e7\u00e3o em exporta\u00e7\u00f5es e uma classe m\u00e9dia preponderante.<\/p>\n<p>Essas na\u00e7\u00f5es ganhar\u00e3o relev\u00e2ncia no cen\u00e1rio mundial, com destaque para a China, que ultrapassar\u00e1 os Estados Unidos na posi\u00e7\u00e3o de maior potencia econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>H\u00e1 outros pa\u00edses que chamam aten\u00e7\u00e3o em decorr\u00eancia da economia promissora, os denominados \u201cPr\u00f3ximos Onze\u201d: Bangladesh, Egito, Indon\u00e9sia, Ir\u00e3, M\u00e9xico, Nig\u00e9ria, Paquist\u00e3o, Filipinas, Coreia do Sul, Turquia e Vietn\u00e3. Segundo o banco de investimento Goldman Sachs, s\u00e3o na\u00e7\u00f5es com potencial para figurar entre as maiores economias do mundo, ao lado dos Brics.<\/p>\n<p>Para o Now for the Long Term, essa nova ordem mundial trar\u00e1 desafios in\u00e9ditos, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de governan\u00e7a global que \u201coperam em regime da geopol\u00edtica do s\u00e9culo XX\u201d, quando Europa e Estados Unidos eram as principais pot\u00eancias econ\u00f4micas. O futuro demanda uma participa\u00e7\u00e3o proporcional dos emergentes, por exemplo, no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU.<\/p>\n<p>Em 1990, Brasil, R\u00fassia, China e \u00cdndia movimentavam juntos 5,8% das exporta\u00e7\u00f5es mundiais e devem alcan\u00e7ar 23% em 2030. China e \u00cdndia se tornar\u00e3o os fornecedores de bens e servi\u00e7os dominantes. Essa nova configura\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es levar\u00e1 a uma economia mundial mais integrada, com mais trocas de produtos e servi\u00e7os, al\u00e9m de empresas com bases em diversas na\u00e7\u00f5es. Seremos um planeta ainda mais globalizado, apostam os pesquisadores<\/p>\n<p><strong>Classe m\u00e9dia em expans\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Nos emergentes, a base da pir\u00e2mide socioecon\u00f4mica se transformar\u00e1 em uma grande e potente classe m\u00e9dia[2]. Proje\u00e7\u00f5es indicam que os Brics e os Pr\u00f3ximos Onze dobrar\u00e3o sua participa\u00e7\u00e3o no consumo de bens e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>[2] Segundo a defini\u00e7\u00e3o do Goldman Sachs, \u00e9 composta pelos cidad\u00e3os com rendimento anual entre US$ 6 mil e US$ 30 mil<\/p>\n<p>De 2010 a 2030, os Brics ver\u00e3o sua classe m\u00e9dia crescer em 150% e os Pr\u00f3ximos Onze, em 120%. Na \u00cdndia, 850 milh\u00f5es de cidad\u00e3os estar\u00e3o nessa faixa socioecon\u00f4mica (57% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds). E o maior percentual dentro de uma na\u00e7\u00e3o estar\u00e1 no Egito: em 20 anos, 83% dos eg\u00edpcios pertencer\u00e3o a essa classe. J\u00e1 o aumento no Brasil deve ser mais sutil, de 47% de seus habitantes, como \u00e9 hoje, para 58% (127 milh\u00f5es de pessoas).<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, caber\u00e1 \u00e0s empresas suprir as necessidades desses novos consumidores e, tamb\u00e9m das classes mais baixas, que no cen\u00e1rio de prosperidade nacional, poder\u00e3o emergir \u00e0 classe m\u00e9dia, destaca o Outlook on the Global Agenda 2014.<\/p>\n<p>Um dos exemplos \u00e9 a Unilever, que se tornou l\u00edder no mercado de xampu na zona rural indiana com um produto que funciona melhor com \u00e1gua fria e \u00e9 vendido por pre\u00e7os mais acess\u00edveis em pacotes pequenos.<\/p>\n<p>O Now for the Long Term ressalta que essa nova classe socioecon\u00f4mica pode ser o impulso que faltava para um crescimento global mais equilibrado. O consumo aumentar\u00e1, mas tamb\u00e9m poder\u00e1 haver mais investimentos em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e energia renov\u00e1vel, com maior produtividade e as condi\u00e7\u00f5es para um desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>RECURSOS NATURAIS<\/strong><br \/>\n<strong>CONSUMO AUMENTAR\u00c1, GERANDO ESCASSEZ<\/strong><\/p>\n<p>O consumo de \u00e1gua, minerais e energia est\u00e1 aumentando de forma r\u00e1pida e constante e n\u00e3o h\u00e1 otimismo quanto aos estoques de recursos do planeta. O relat\u00f3rio Trend Compendium 2030 \u00e9 enf\u00e1tico: recursos naturais ser\u00e3o escassos e caros no fim da d\u00e9cada de 2020, o que requer solu\u00e7\u00f5es inteligentes e imediatas por parte dos governos e da iniciativa privada.<\/p>\n<p>At\u00e9 2030, a demanda mundial por energia prim\u00e1ria crescer\u00e1 26% e por \u00e1gua, 53%. Essa escassez impactar\u00e1 tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, que consome um ter\u00e7o da energia prim\u00e1ria [3] e 70% da \u00e1gua dispon\u00edvel globalmente. O aumento da produtividade e o fim do desperd\u00edcio, portanto, devem ser priorizados.<\/p>\n<p>[3]\u00c9 aquela obtida de forma direta de sua fonte natural, como o petr\u00f3leo, carv\u00e3o, o sol e os ventos<\/p>\n<p>O Now for the Long Term sugere que os setores p\u00fablico e privado compartilhem os conhecimentos que det\u00eam sobre tecnologias, redu\u00e7\u00e3o de desperd\u00edcio, produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e efici\u00eancia energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio previsto pelo Trend Compendium 2030, o petr\u00f3leo deve permanecer como o principal recurso, mas haver\u00e1 uma redistribui\u00e7\u00e3o entre as fontes na matriz energ\u00e9tica. Hoje, 35% da energia mundial (prim\u00e1ria) v\u00eam do petr\u00f3leo e 10%, das renov\u00e1veis. Para 2030, o petr\u00f3leo dever\u00e1 ter participa\u00e7\u00e3o um pouco menor, de 30%, enquanto as renov\u00e1veis ampliar\u00e3o sua fatia para 13%.<\/p>\n<p>Biocombust\u00edveis e g\u00e1s de folhelho (shale gas, em ingl\u00eas, erroneamente conhecido como g\u00e1s de xisto) s\u00e3o vistos como poss\u00edveis sa\u00eddas para atender ao aumento da demanda, mas ambos ainda enfrentam incertezas quanto \u00e0 sua viabilidade.<\/p>\n<p>O Global Outlook Agenda 2014 aponta o g\u00e1s de folhelho como um tema quente para este ano, com desdobramentos ao longo da d\u00e9cada. Nobuo Tanaka, membro do Conselho da Agenda Global (que elaborou o estudo) na \u00e1rea de Seguran\u00e7a Energ\u00e9tica, afirma que esse g\u00e1s \u201ctem o potencial de desencadear uma revolu\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio global de energia\u201d, por estar dispon\u00edvel em v\u00e1rias regi\u00f5es e acabar com a concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o em poucos pa\u00edses, como acontece com o petr\u00f3leo. Mas, antes disso, as tecnologias precisam ser aperfei\u00e7oadas para uma explora\u00e7\u00e3o realmente segura.<\/p>\n<p>Dois em cada tr\u00eas pa\u00edses estar\u00e3o sob estresse h\u00eddrico em 2025<\/p>\n<p>O Now for the Long Term calcula que o caminho para a energia de matrizes renov\u00e1veis, como o vento e o sol, demandar\u00e1 investimentos entre US$ 48 bilh\u00f5es e US$ 80 bilh\u00f5es por ano nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas. Enquanto isso, hoje, os subs\u00eddios ao petr\u00f3leo somam US$ 1,9 trilh\u00e3o ao ano em todo o mundo, segundo dados do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI).<\/p>\n<p>Demanda por energia e uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis crescer\u00e3o at\u00e9 50% em 2030<\/p>\n<p>Os autores do relat\u00f3rio ainda criticam a falta de uma vis\u00e3o sist\u00eamica dos formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas e de acad\u00eamicos que \u201ct\u00eam tratado \u00e1gua, energia e alimentos separadamente, com governan\u00e7a e pesquisas isoladas de forma in\u00fatil\u201d. E completam dizendo que a aus\u00eancia de uma coordena\u00e7\u00e3o entre pol\u00edticas que impactem na energia, \u00e1gua, uso da terra, oceanos, servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e biodiversidade \u00e9 uma barreira \u00e0 oferta segura desses recursos no futuro.<\/p>\n<p><strong>CLIMA<\/strong><br \/>\n<strong>AQUECIMENTO GLOBAL, O TIRO NO P\u00c9<\/strong><\/p>\n<p>A falta de a\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica est\u00e1 em quinto lugar na lista de dez tend\u00eancias que devem ser olhadas de perto, segundo o Outlook on the Global Agenda 2014. E foi a mais apontada pela sua pesquisa de opini\u00e3o como tema tratado com menos efic\u00e1cia (27% dos respondentes a apontaram).<\/p>\n<p>Segundo Christiana Figueres, secret\u00e1ria da Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a Mudan\u00e7a do Clima (UNFCCC, na sigla em ingl\u00eas), que escreve no relat\u00f3rio, as medidas s\u00e3o urgentes. \u201cSe n\u00e3o agirmos em tempo h\u00e1bil e na escala que precisamos, o aquecimento global tem potencial para acabar com o progresso dos \u00faltimos 20 anos no desenvolvimento econ\u00f4mico e social e na prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Com 2 graus a mais, at\u00e9 30% das esp\u00e9cies de animais e plantas estariam em risco de extin\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Em janeiro, o Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (IPCC) divulgou mais informa\u00e7\u00f5es sobre seu pr\u00f3ximo e quinto relat\u00f3rio. Os 15 anos daqui em diante ser\u00e3o cruciais para evitar um desastre causado pelo aumento de temperaturas. Nesse per\u00edodo, s\u00e3o necess\u00e1rios grandes investimentos em redu\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es, em energias limpas (estimam-se US$ 147 bilh\u00f5es por ano) e em solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para tirar o excesso de g\u00e1s carb\u00f4nico do planeta.<\/p>\n<p>As concentra\u00e7\u00f5es de CO2 na atmosfera hoje s\u00e3o 40% maiores do que na era pr\u00e9-industrial. Adiar a mitiga\u00e7\u00e3o at\u00e9 2030 aumentar\u00e1 os desafios e reduzir\u00e1 as op\u00e7\u00f5es, alerta o sum\u00e1rio do documento.<\/p>\n<p>O IPCC adverte ainda que as emiss\u00f5es anuais de carbono devem ser reduzidas entre 40% e 70% at\u00e9 2050 para que a temperatura na Terra suba no m\u00e1ximo 2 graus \u2013 o que para a ONU seria o teto que poder\u00edamos suportar com menos preju\u00edzos \u00e0 vida no planeta.<\/p>\n<p>Dados do Trend Compendium 2030 apontam, no entanto, que s\u00f3 as emiss\u00f5es vindas da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis (carv\u00e3o, petr\u00f3leo e g\u00e1s natural) aumentar\u00e3o em at\u00e9<br \/>\n16% anualmente.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio mais otimista tra\u00e7ado pelo IPCC, a Terra ficar\u00e1 1,7 grau mais quente at\u00e9 2100. Mas, mesmo que reduzamos as emiss\u00f5es, os gases-estufa j\u00e1 est\u00e3o em excesso na atmosfera e devem causar danos, como o aumento dos eventos extremos e no n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>Diante desse quadro, o Now for the Long Term prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es para a mitiga\u00e7\u00e3o imediata. Uma delas seria o \u201cinterc\u00e2mbio e colabora\u00e7\u00e3o internacional\u201d: incentivos de cr\u00e9dito e investimentos em infraestrutura de energia limpa para os pa\u00edses pobres e em desenvolvimento. A UNFCCC estima que, nos pr\u00f3ximos 15 anos, esses pa\u00edses precisar\u00e3o de at\u00e9 US$ 67 bilh\u00f5es para medidas de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>TECNOLOGIAS<\/strong><br \/>\n<strong>DISSEMINA\u00c7\u00c3O DOS APARELHOS E DA INTERNET<\/strong><\/p>\n<p>Ao andar em uma grande cidade, \u00e9 s\u00f3 olhar ao redor para ver como celulares est\u00e3o presentes. \u00c9 bem prov\u00e1vel que voc\u00ea veja muitas pessoas \u2013 se n\u00e3o a maioria \u2013 conversando, enviando mensagens ou navegando na web pelos aparelhos. A dissemina\u00e7\u00e3o das tecnologias e da internet em todo o mundo \u00e9 uma das tend\u00eancias com n\u00fameros que impressionam. E elas revolucionam cada vez mais a forma como conduzimos nossas vidas e como as sociedades s\u00e3o regidas.<\/p>\n<p>Em 2020, estima-se em 4 bilh\u00f5es o n\u00famero de usu\u00e1rios da web, conectados em 31 bilh\u00f5es de dispositivos. O desempenho de tecnologias tamb\u00e9m crescer\u00e1. A velocidade m\u00e9dia da banda larga partir\u00e1 do 1 megabyte por segundo que temos hoje para mais de 100 megabytes por segundo em 2030.<\/p>\n<p>Em 2030, ser\u00e3o trocados pela web 50 trilh\u00f5es de gigabytes de dados<\/p>\n<p>Para os pa\u00edses pobres e em desenvolvimento, os ganhos com o acesso a aparelhos e \u00e0 internet s\u00e3o essenciais para melhorar a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Tanto que, segundo declara\u00e7\u00e3o do vice-secret\u00e1rio-geral da ONU, Jan Eliasson, em mar\u00e7o de 2013, novas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o est\u00e3o atingindo os pa\u00edses pobres mais rapidamente do que comida e banheiros. Um relat\u00f3rio da ONU indicou que hoje 6 bilh\u00f5es de pessoas possuem celulares, enquanto apenas 4,5 bilh\u00f5es t\u00eam acesso a instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias adequadas.<\/p>\n<p>O documento Trend Compendium 2030 destaca que a propaga\u00e7\u00e3o das tecnologias relaciona-se intimamente com a renda financeira. \u201c\u00c0 medida que a economia mundial cresce e os pa\u00edses ficam mais ricos, a difus\u00e3o de tecnologias se acelera. Essa difus\u00e3o, por sua vez, provoca aumento de produtividade de um pa\u00eds, resultando em crescimento econ\u00f4mico mais forte\u201d, diz um dos trechos. Segundo o relat\u00f3rio, os celulares influenciam at\u00e9 mesmo o crescimento do PIB nacional, pois \u00e9 por meio dele que um cidad\u00e3o acessa mais pessoas, informa\u00e7\u00f5es e ganha facilidade nas atividades financeiras.<\/p>\n<p>Hoje, 1% da popula\u00e7\u00e3o mundial acessa a internet apenas pelo celular. Em 20 anos, o \u00edndice saltar\u00e1 para 60%<\/p>\n<p>O Now for the Long Term tamb\u00e9m sublinha que novas tecnologias oferecem potencial para aumentar as oportunidades de educa\u00e7\u00e3o, melhorar drasticamente os resultados de sa\u00fade, promover a liberdade de express\u00e3o e da democracia.<\/p>\n<p>Dos dez t\u00f3picos[4] do Outlook on the Global Agenda 2014, dois est\u00e3o ligados \u00e0s tecnologias, mas de modo mais c\u00e9tico: a intensifica\u00e7\u00e3o das amea\u00e7as cibern\u00e9ticas, como roubo de dados, e a forma como informa\u00e7\u00f5es erradas ou boatos se espalham rapidamente pela web.\u201d<\/p>\n<p>[4] Os outros s\u00e3o: aumento das tens\u00f5es sociais no Oriente M\u00e9dio e Norte da \u00c1frica; aumento da desigualdade de renda; persist\u00eancia do desemprego estrutural; ina\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao aquecimento global; diminui\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a em pol\u00edticas econ\u00f4micas; falta de valores na lideran\u00e7a; expans\u00e3o da classe m\u00e9dia na \u00c1sia; e aumento da import\u00e2ncia das megacidades<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.pagina22.com.br\/index.php\/2014\/02\/o-mundo-depois-de-amanha\/\" target=\"_blank\">P\u00e1gina 22<\/a><br \/>\n23.02.2014<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR THA\u00cdS HERRERO Ao cruzar tr\u00eas estudos conceituados, P\u00c1GINA22 destaca cinco focos de aten\u00e7\u00e3o para<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"sabrina","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/sabrina\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"POR THA\u00cdS HERRERO Ao cruzar tr\u00eas estudos conceituados, P\u00c1GINA22 destaca cinco focos de aten\u00e7\u00e3o para","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/546"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=546"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/546\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=546"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=546"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=546"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}