{"id":54593,"date":"2016-11-27T10:06:59","date_gmt":"2016-11-27T13:06:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=54593"},"modified":"2016-11-27T10:07:00","modified_gmt":"2016-11-27T13:07:00","slug":"nuvem-de-gas-colidira-com-a-via-lactea-e-choque-deve-criar-novas-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nuvem-de-gas-colidira-com-a-via-lactea-e-choque-deve-criar-novas-estrelas\/","title":{"rendered":"Nuvem de g\u00e1s colidir\u00e1 com a Via L\u00e1ctea e choque deve criar novas estrelas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nuvem-de-gas-colidira-com-a-via-lactea-e-choque-deve-criar-novas-estrelas\/via_lactea-5\/\" rel=\"attachment wp-att-54594\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-54594\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/via_lactea-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/via_lactea-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/via_lactea.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Existem diversas nuvens de g\u00e1s orbitando a Via L\u00e1ctea. Uma das primeiras a ser observada foi a Nuvem Smith, descoberta por Gail Smith em 1963. Essa nuvem surpreendeu os astr\u00f4nomos nos anos 2000 devido a uma assustadora conclus\u00e3o: ela est\u00e1 em rota de colis\u00e3o com a Via L\u00e1ctea. Agora, uma pesquisa da Nasa traz novas descobertas. A Nuvem Smith est\u00e1, na realidade, voltando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Via L\u00e1ctea, ap\u00f3s ter sido catapultada no espa\u00e7o pela nossa pr\u00f3pria gal\u00e1xia.<\/p>\n<p>Ela &#8220;cai&#8221; r\u00e1pido. A nuvem, que possui quantidade de hidrog\u00eanio suficiente para criar 2 milh\u00f5es de estrelas do tamanho do nosso Sol, se move pelo espa\u00e7o a cerca de 300 km\/s. <strong>No momento do impacto com um dos bra\u00e7os de nossa gal\u00e1xia, uma explos\u00e3o brilhante poder\u00e1 levar \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de novas estrelas<\/strong>. Mas, calma!\u00a0O choque ocorrer\u00e1 apenas daqui a 30 milh\u00f5es de anos e provocar\u00e1 no m\u00e1ximo um leve &#8220;arranh\u00e3o&#8221;\u00a0na Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>A Nuvem de Smith \u00e9 min\u00fascula em compara\u00e7\u00e3o com a espiral de estrelas gigante que comp\u00f5e a nossa gal\u00e1xia. O fato de estarmos caminhando para uma colis\u00e3o estrelar nas vizinhan\u00e7as do Sistema Solar desperta interesse nos cientistas muito mais pelos enigmas do fen\u00f4meno do que pela dimens\u00e3o de suas consequ\u00eancias. A pesquisa mais recente ajuda a entender a origem da Nuvem Smith.<\/p>\n<p>&#8220;Havia duas principais teorias. Uma delas era a de que a Nuvem Smith foi ejetada da Via L\u00e1ctea, talvez por uma s\u00e9rie de explos\u00f5es de supernovas. A outra era de que a nuvem Smith \u00e9 um objeto extragal\u00e1ctico que foi capturado pela Via L\u00e1ctea&#8221;, diz Andrew Fox, do Instituto de Ci\u00eancia do Telesc\u00f3pio Espacial, da Nasa (Ag\u00eancia Espacial dos EUA).<\/p>\n<p>Para investigar essas teorias, Fox e seus colegas examinaram a nuvem com aux\u00edlio do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble em busca de pistas. Ao perceberem a luz ultravioleta de tr\u00eas gal\u00e1xias distantes ser absorvida pela nuvem, eles constataram que um dos elementos presentes na nuvem \u00e9 o enxofre. Analisando a quantidade de luz que a nuvem Smith absorve, os astr\u00f4nomos conseguiram medir a abund\u00e2ncia de enxofre que ela possui.<\/p>\n<p>Tais dados levaram os pesquisadores a considerarem que a teoria da familiaridade entre a nuvem Smith e a Via L\u00e1ctea \u00e9 a mais plaus\u00edvel. &#8220;A abund\u00e2ncia de enxofre na nuvem Smith \u00e9 semelhante \u00e0 abund\u00e2ncia de enxofre no disco externo da pr\u00f3pria Via L\u00e1ctea&#8221;, diz Fox.<\/p>\n<p>Para o cientista, a nuvem teria sido ejetada da Via L\u00e1ctea h\u00e1 70 milh\u00f5es de anos e estaria voltando ao lugar de onde saiu. Enquanto realiza a viagem &#8220;para tr\u00e1s&#8221;, a Nuvem Smith vai se fragmentando e evaporando. &#8220;Est\u00e1 basicamente caindo aos peda\u00e7os&#8221;, diz Fox. &#8220;Isso significa que nem todo o material da nuvem Smith sobreviver\u00e1 para formar novas estrelas ao colidir com a Via L\u00e1ctea&#8221;.<\/p>\n<p>Agora, os cientistas querem esclarecer outros mist\u00e9rios. Que evento calamitoso teria catapultado a nuvem da Via L\u00e1ctea? E como a nossa gal\u00e1xia permaneceu intacta? Ainda temos 30 milh\u00f5es de anos para pensar nessa nuvem de d\u00favidas que cai sobre nossa casa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem diversas nuvens de g\u00e1s orbitando a Via L\u00e1ctea. 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