{"id":54582,"date":"2016-11-27T14:00:29","date_gmt":"2016-11-27T17:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=54582"},"modified":"2016-11-27T09:46:31","modified_gmt":"2016-11-27T12:46:31","slug":"minusculas-diversas-e-extremamente-ameacadas-salamandras-correm-o-risco-de-desaparecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/minusculas-diversas-e-extremamente-ameacadas-salamandras-correm-o-risco-de-desaparecer\/","title":{"rendered":"Min\u00fasculas, diversas e extremamente amea\u00e7adas, salamandras correm o risco de desaparecer"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=54583\" rel=\"attachment wp-att-54583\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-54583\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Tr\u00eas novas esp\u00e9cies das min\u00fasculas salamandras do g\u00eanero Thorius, os menores vertebrados terrestres com cauda do mundo, foram descobertas nas altas montanhas de Oaxaca, M\u00e9xico. Assim como outras do mesmo grupo, s\u00e3o surpreendentemente pequenas, com aproximadamente dois cent\u00edmetros de comprimento e com diferen\u00e7as muito sutis entre elas, que levaram d\u00e9cadas de estudos para serem identificadas.<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o da <em>T. pinicola<\/em>, da <em>T. longicaudus <\/em>e da <em>T. tlaxiacus <\/em>foi publicada na edi\u00e7\u00e3o de 15 de novembro da revista cient\u00edfica Peer J. Para diferenci\u00e1-las, foi necess\u00e1ria uma combina\u00e7\u00e3o de sofisticadas an\u00e1lises moleculares, que incluem o sequenciamento gen\u00e9tico, tomografia computadorizada e estudos da anatomia interna e externa dos bichos. Agora, o n\u00famero conhecido de esp\u00e9cies do g\u00eanero chega a 29, quase todas elas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o devido a perda de habitat.<\/p>\n<p>Essas salamandras pigmeias do g\u00eanero Thorius foram descritas pela primeira vez no s\u00e9culo XIX. Por 75 anos acreditou-se que se tratava de uma \u00fanica esp\u00e9cie, at\u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o de nove esp\u00e9cies diferentes entre as d\u00e9cadas de 1940 e 1960. Nos anos 1970s, os bi\u00f3logos descobriram que o g\u00eanero tinha uma diversidade ainda maior, embora todas muito parecidas, o que dificultava a identifica\u00e7\u00e3o. As caracter\u00edsticas de cada uma foram reveladas gra\u00e7as a t\u00e9cnicas moleculares, que levaram ent\u00e3o a descobertas de pequenas diferen\u00e7as na anatomia tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>End\u00eamicas do M\u00e9xico, elas eram muito abundantes, mas enfrentaram um r\u00e1pido decl\u00ednio das \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas e meia. Hoje \u00e9 dif\u00edcil de encontrar uma na natureza, n\u00e3o por serem pequenas, mas por terem se tornadas raras. O g\u00eanero \u00e9 considerado o mais amea\u00e7ado entre os anf\u00edbios do mundo, segundo os autores do estudo. O reconhecimento da diversidade ao mesmo tempo em que aumenta o risco de extin\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tend\u00eancia global entre os anf\u00edbios.<\/p>\n<p>O n\u00famero de esp\u00e9cies de salamandras, anuros e cobras-cegas conhecidos tem aumentado num ritmo de 3% ao ano nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas. Em 1985, eram conhecidas aproximadamente 4 mil esp\u00e9cies, hoje s\u00e3o mais de 7,5 mil, com novas sendo acrescidas \u00e0 lista quase todos os dias. Infelizmente, a revela\u00e7\u00e3o desta diversidade coincide com um r\u00e1pido decl\u00ednio global desses animais. Os autores do estudo alertam que existe um risco real do g\u00eanero Thorius desaparecer nos pr\u00f3ximos 50 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas novas esp\u00e9cies das min\u00fasculas salamandras do g\u00eanero Thorius, os menores vertebrados terrestres com cauda<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":54583,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/salamandra.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Tr\u00eas novas esp\u00e9cies das min\u00fasculas salamandras do g\u00eanero Thorius, os menores vertebrados terrestres com cauda","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54582"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54582"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54582\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}