{"id":54459,"date":"2016-11-25T14:00:23","date_gmt":"2016-11-25T17:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=54459"},"modified":"2016-11-24T20:41:51","modified_gmt":"2016-11-24T23:41:51","slug":"cacadores-de-rios-perdidos-tentam-salvar-as-nascentes-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cacadores-de-rios-perdidos-tentam-salvar-as-nascentes-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Ca\u00e7adores de rios perdidos tentam salvar as nascentes de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=54460\" rel=\"attachment wp-att-54460\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-54460\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Sentada no banco de uma pra\u00e7a na Pompeia, zona oeste de <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sao_paulo\/a\">S\u00e3o Paulo<\/a>, dona Virg\u00ednia Telles recorda um desses <em>causos<\/em> que constituem a verdadeira hist\u00f3ria das ruas. Diz ela que anos atr\u00e1s era o c\u00e9u pretejar, carregado pelas nuvens de chuva, que a vizinha Orn\u00e9lia saia para a rua, meio desvairada, e come\u00e7ava a catar tudo que encontrasse no ch\u00e3o. O medo da mo\u00e7a era que o <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/basura\/a\">lixo<\/a> entupisse os bueiros e a \u00e1gua tomasse todas as casas do entorno \u2013 do mesmo jeito que aconteceu quando, ainda nova, ela perdeu a tia em uma enchente. H\u00e1 anos, dona Telles n\u00e3o sabe do paradeiro de Orn\u00e9lia, mas com a lembran\u00e7a quer mostrar que, naquele peda\u00e7o, chuva sempre foi sin\u00f4nimo de alagamento. Acontece que sob a pra\u00e7a, batizada com o sugestivo nome de Rio dos Campos, passa veloz o c\u00f3rrego \u00c1gua Preta.<\/p>\n<p>Em uma cidade com, estima-se, mais de 300 cursos d\u2019\u00e1gua \u2013 a maior parte canalizado de forma subterr\u00e2nea na \u00e1rea central \u2013 os alagamentos do \u00c1gua Preta n\u00e3o s\u00e3o exce\u00e7\u00e3o. Assim como nesse caso, muitas vezes as canaliza\u00e7\u00f5es n\u00e3o respeitaram as v\u00e1rzeas \u2013 \u00e1reas de alagamento naturais dos rios \u2013 e, por isso, as enchentes foram e ainda s\u00e3o certas. O caso do c\u00f3rrego, contudo, \u00e9 exemplar de dois movimentos da cidade: um hist\u00f3rico e outro contempor\u00e2neo. O primeiro, reflete <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/10\/12\/politica\/1476225198_867642.html\">o modo como se deu a urbaniza\u00e7\u00e3o da capital paulista, em que os rios sempre foram vistos como entraves para a moderniza\u00e7\u00e3o<\/a>. O segundo, retrata o trabalho de pessoas que, de forma algo quixotesca, t\u00eam perseguido a tarefa de mapear rios, preservar nascentes e intervir em espa\u00e7os p\u00fablicos para que a \u00e1gua, sempre oculta debaixo das ruas, seja, enfim, percebida.<\/p>\n<p>Hoje, a Pra\u00e7a da Nascente (antiga Homero Silva), ber\u00e7o do \u00c1gua Preta, \u00e9 um dos \u00fanicos locais em que \u00e9 poss\u00edvel ter contato direto com as \u00e1guas do c\u00f3rrego. Nem sempre foi assim. S\u00f3 em 2013, depois de um longo per\u00edodo de abandono, um grupo de conhecidos, agora representado pelo coletivo <a href=\"http:\/\/www.ocupeeabrace.com.br\/\" target=\"_blank\">Ocupe &amp; Abrace<\/a>, reuniu-se para dar vida nova \u00e0 pra\u00e7a e resgatar as nascentes formadoras do c\u00f3rrego. Brotando abundante em diferentes locais do terreno, atrav\u00e9s de um sistema de escoa\u00e7\u00e3o com telhas e canos, a <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/agua\/a\">\u00e1gua<\/a> foi direcionada para uma pequena lagoa que agora abriga peixes, girinos e plantas aqu\u00e1ticas. A \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 pr\u00f3pria para consumo, mas foi respons\u00e1vel por criar um clima mais ameno e refrescante na pra\u00e7a, al\u00e9m de acabar virando um ambiente simb\u00f3lico do bairro e da presen\u00e7a do c\u00f3rrego.<\/p>\n<p>Em uma manh\u00e3 quente de primavera, por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel topar com um grupo de quatro colegas, que, de cal\u00e7a e camisa social, v\u00e3o l\u00e1 relaxar um pouco antes do expediente. Um gari da Prefeitura esfarelando peda\u00e7os de p\u00e3o para alimentar os peixes. Uma m\u00e3e passeando com o carrinho de beb\u00ea. Recentemente, contudo, uma disputa entre o Ocupe &amp; Abrace e a Exto Incorpora\u00e7\u00e3o e Constru\u00e7\u00e3o se mostrou bem reveladora dessa nova forma de se olhar para os cursos d\u2019\u00e1gua da cidade e a forma hist\u00f3rica com que os bairros foram erigidos. H\u00e1 coisa de meses, a incorporadora demoliu sete casas em um terreno cont\u00edguo \u00e0 Pra\u00e7a. A ideia, de acordo com um requerimento de uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo protocolado junto \u00e0 Prefeitura em maio deste ano, \u00e9 construir no lote um pr\u00e9dio de 22 andares.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/imagenes\/2016\/11\/22\/politica\/1479840613_351185_1479843114_sumario_grande.jpg\" width=\"636\" height=\"424\" \/><\/p>\n<p>\u201cNossa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que a constru\u00e7\u00e3o da torre rebaixe o len\u00e7ol fre\u00e1tico da \u00e1rea e acabe secando as nascentes da pra\u00e7a, afetando, inclusive o percurso do \u00c1gua Preta\u201d, comenta Roberta Soares, ativista do Ocupe &amp; Abrace. O coletivo tem um laudo do Instituto Geogr\u00e1fico do Estado de S\u00e3o Paulo que comprova a exist\u00eancia de 13 nascentes na \u00e1rea, duas dela, inclusive, dentro do terreno da construtora. A Secretaria Municipal de Licenciamento da <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/fernando_haddad\/a\">Prefeitura<\/a> diz que a licen\u00e7a para que as obras sejam iniciadas ainda n\u00e3o foi dada e que \u201cquando constatada a exist\u00eancia de nascentes, o propriet\u00e1rio deve informar a Prefeitura e tomar medidas de prote\u00e7\u00e3o\u201d, sem especificar, contudo, quais medidas s\u00e3o essas. \u201cImpedir a constru\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio seria bom, mas o melhor mesmo seria expandir a pra\u00e7a para a \u00e1rea do terreno. Isso abriria um precedente muito bom para a cidade\u201d, diz Soares.<\/p>\n<p>Em nota, a Exto Incorpora\u00e7\u00e3o diz que nenhuma constru\u00e7\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 sem o licenciamento e que a compra dos terrenos \u00e9 feita seguindo aspectos jur\u00eddicos e legais. Al\u00e9m disso, afirma que o projeto prev\u00ea o estacionamento no n\u00edvel da rua, sem que haja necessidade de subsolo. Ressalta tamb\u00e9m que no mesmo lugar em que o Ocupe &amp; Abrace aponta a exist\u00eancia de nascentes, j\u00e1 haviam sobrados de moradia. Os ativistas, por sua vez, defendem que apenas os alicerces dos pr\u00e9dios, maiores do que os de uma casa, j\u00e1 seriam prejudiciais o suficiente para as nascentes da pra\u00e7a. Uma coisa \u00e9 fato: em uma cidade com tanta \u00e1gua, a expans\u00e3o da mancha urbana teria sido invi\u00e1vel. Mas o momento, segundo o ge\u00f3grafo Luiz de Campos Jr., da iniciativa <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/rioseruas\/\" target=\"_blank\">Rios e Ruas<\/a>, que faz um mapeamento dos rios da capital paulista, \u00e9 realmente de mudan\u00e7as de paradigmas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que a exist\u00eancia de nascentes em terrenos mobiliza a popula\u00e7\u00e3o contra constru\u00e7\u00f5es. <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/11\/15\/politica\/1416069221_448626.html\">O Parque dos B\u00fafalos, nas margens da represa Billings, zona sul da cidade, \u00e9 palco de uma disputa entre ambientalistas e a Prefeitura<\/a> que tem um plano habitacional do Minha Casa Minha Vida para a \u00e1rea. Atualmente, a constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 em andamento, mas ainda existem a\u00e7\u00f5es judiciais que tentam impedir o prosseguimento das obras. \u201cS\u00e3o Paulo est\u00e1 dentro de uma bacia sedimentar, no alto do planalto atl\u00e2ntico, muito pr\u00f3ximo do litoral. Aqui h\u00e1 muita \u00e1gua, mas a urbaniza\u00e7\u00e3o da cidade escondeu os rios, a coisa come\u00e7a a mudar agora\u201d, diz Campos Jr.<\/p>\n<p>Nas universidades, grupos de estudo tamb\u00e9m se dedicam \u00e0 quest\u00e3o dos rios h\u00e1 muitos anos. O Grupo Metr\u00f3pole Fluvial, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da USP, \u00e9 um dos principais exemplos. Um dos projetos do grupo, que circula nos gabinetes do Governo do Estado de S\u00e3o Paulo, \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um anel hidrovi\u00e1rio de transporte de carga e passageiros que abriria canais e ligaria os dois principais rios da cidade \u2013 Tiet\u00ea e Pinheiros \u2013 a algumas das represas. Historicamente, a vis\u00e3o entre aproveitar os rios na urbaniza\u00e7\u00e3o, ou canaliza-los, \u00e9 representada pelo embate entre Prestes Maia, prefeito que construiu as principais avenidas da cidade, e Saturnino de Brito, urbanista e sanitarista, respons\u00e1vel, por exemplo, por projetos como o dos canais fluviais da cidade de Santos.<\/p>\n<h3>Uma janela para o \u00c1gua Preta<\/h3>\n<p>Seguindo o percurso do \u00c1gua Preta, que serpenteia o bairro da Pompeia at\u00e9 desaguar no Rio Tiet\u00ea \u2013 numa linha reta de cerca de quatro quil\u00f4metros \u2013 \u00e9 poss\u00edvel sentir a presen\u00e7a do c\u00f3rrego, seja no som que emana das galerias pluviais, seja atrav\u00e9s de interven\u00e7\u00f5es urbanas. A pr\u00f3pria pra\u00e7a Rio dos Campos, onde Orn\u00e9lia, a vizinha de dona Telles, atarantava-se para tentar impedir alagamentos em dias de chuva, \u00e9 o local de partida do <a href=\"https:\/\/pt-br.facebook.com\/blocodoaguapreta\" target=\"_blank\">Bloco do \u00c1gua Preta<\/a>, que sai todo carnaval em mem\u00f3ria do c\u00f3rrego. \u201cOs mais antigos diziam que no local tamb\u00e9m havia uma pequena lagoa, onde a vizinhan\u00e7a pescava\u201d, comenta Adriano Sampaio, verdadeiro ca\u00e7ador de rios, do <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/existeaguaemsp\/\" target=\"_blank\">Existe \u00c1gua em SP<\/a>. Dona Telles, h\u00e1 50 anos na regi\u00e3o, n\u00e3o chegou no bairro a tempo de ver a pescaria, mas garante que a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 ver\u00eddica.<\/p>\n<p>Pelas esquinas do bairro tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel encontrar um mesmo est\u00eancil com os dizeres: \u201cAqui passa o \u00c1gua Preta\u201d. \u201cImagina se em ao menos um desses lugares houvesse um parque linear com o c\u00f3rrego exposto? Isso mudaria a percep\u00e7\u00e3o das pessoas da cidade\u201d, comenta Sampaio. Na travessa Roque Ad\u00f3glio, o artista Flavio Barollo, do grupo <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/securahumana\/?fref=ts\" target=\"_blank\">(se)cura humana<\/a>, construiu um po\u00e7o na sa\u00edda de um ralo do c\u00f3rrego canalizado. Do parapeito, \u00e9 poss\u00edvel ver o c\u00f3rrego veloz passando canalizado e, encimando o po\u00e7o, no lugar em que ficaria pendurado um balde, ele colocou uma privada com plantas.<\/p>\n<p>\u00c1gua e urbaniza\u00e7\u00e3o s\u00e3o uma preocupa\u00e7\u00e3o constante nos trabalhos de Barollo. Ainda durante uma das <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/crisis_hidrica\/a\">fases mais cr\u00edticas da crise h\u00eddrica em S\u00e3o Paulo<\/a>, que secou reservat\u00f3rios e amea\u00e7ou o abastecimento de \u00e1gua da cidade, o artista entrou no rio Tiet\u00ea usando apenas um traje de prote\u00e7\u00e3o. \u201cNo espelho achado no fundo das \u00e1guas, refletimos a n\u00f3s mesmos: o grande fracasso da sociedade, a fal\u00eancia do homem e o gargalo do sistema capitalista\u201d, escreveu Barollo em um <a href=\"http:\/\/alias.estadao.com.br\/noticias\/geral,o-bagre-sou-eu,10000000091\" target=\"_blank\">relato da performance ao jornal<\/a> <em>O Estado de S. Paulo<\/em>, em 2015. A ideia do po\u00e7o, assim como a do mergulho no Tiet\u00ea, \u00e9 tamb\u00e9m provocar uma reflex\u00e3o sobre o processo de urbaniza\u00e7\u00e3o da cidade. O po\u00e7o inspirou outros artistas e interessados que montaram uma biblioteca circulante na travessa, al\u00e9m de outras instala\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.<\/p>\n<p>\u201cGaranto que n\u00e3o falta \u00e1gua em S\u00e3o Paulo, \u00e9 s\u00f3 aprendermos a olh\u00e1-la de modo diverso\u201d, comenta Sampaio. Perto do po\u00e7o, chega-se \u00e0 pra\u00e7a das cabritas, outro ponto de nascente do \u00c1gua Preta, onde um coletivo de nome sugestivo, <a href=\"https:\/\/hezbolago.wordpress.com\/\" target=\"_blank\">Hezbolago<\/a>, construiu duas pequenas lagoas semelhantes \u00e0 da Pra\u00e7a da Nascente. \u201cQuando as pessoas veem essa \u00e1gua j\u00e1 logo v\u00e3o falando que \u00e9 criadouro de <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/dengue\/a\">dengue<\/a>, mas n\u00e3o \u00e9 verdade, a \u00e1gua est\u00e1 em constante circula\u00e7\u00e3o e, al\u00e9m disso, os peixes guar\u00fa comem os poss\u00edveis ovos dos Aedes Aegypit\u201d, defende Sampaio. Para ele, existe um v\u00edcio de tratar determinados problemas sempre com as mesmas ferramentas, quando h\u00e1 outras solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. Algo que, de certa forma, resume a situa\u00e7\u00e3o dos rios paulistanos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Sistema de calhas e canos escoa \u00e1gua para a lagoa da Pra\u00e7a da Nascente\" src=\"http:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2016\/11\/22\/politica\/1479840613_351185_1479912382_sumario_normal.jpg\" srcset=\"      http:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2016\/11\/22\/politica\/1479840613_351185_1479912382_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w,   http:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2016\/11\/22\/politica\/1479840613_351185_1479912382_sumario_normal_recorte2.jpg 720w  , http:\/\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2016\/11\/22\/politica\/1479840613_351185_1479912382_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Sistema de calhas e canos escoa \u00e1gua para a lagoa da Pra\u00e7a da Nascente\" width=\"639\" height=\"358\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sentada no banco de uma pra\u00e7a na Pompeia, zona oeste de S\u00e3o Paulo, dona Virg\u00ednia<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":54460,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/urbanismo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Sentada no banco de uma pra\u00e7a na Pompeia, zona oeste de S\u00e3o Paulo, dona Virg\u00ednia","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54459"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54459"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54459\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54460"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54459"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54459"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54459"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}