{"id":5418,"date":"2014-08-23T23:20:31","date_gmt":"2014-08-23T23:20:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=5418"},"modified":"2014-08-23T23:21:19","modified_gmt":"2014-08-23T23:21:19","slug":"sustentabilidade-vira-caso-de-amor-para-consumidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sustentabilidade-vira-caso-de-amor-para-consumidores\/","title":{"rendered":"Sustentabilidade vira caso de amor para consumidores"},"content":{"rendered":"<h4>\u00c9 o que aponta pesquisa on-line da Nielsen com 30 mil pessoas de 60 pa\u00edses. Dois ter\u00e7os delas escolhem produtos de fontes sustent\u00e1veis.<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Autor: Jorge Abrah\u00e3o*<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" style=\"width: 280px; height: 187px;\" title=\"Consumo_leitura-de-rotulo\" src=\"http:\/\/www3.ethos.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Consumo_leitura-de-rotulo1.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"187\" align=\"right\" hspace=\"9\" vspace=\"9\" \/>Uma nova pesquisa global on-line da Nielsen revela que um n\u00famero crescentemente maior de consumidores deseja pagar mais por produtos e servi\u00e7os de empresas comprometidas com a responsabilidade corporativa e com a sustentabilidade. O estudo foi feito com 30 mil consumidores de 60 pa\u00edses. Embora tenha tido um alcance enorme, ela registrou apenas a perspectiva e os h\u00e1bitos daqueles que t\u00eam acesso \u00e0 internet.<\/p>\n<p>No geral, 55% demonstraram disposi\u00e7\u00e3o para pagar mais por produtos e servi\u00e7os que tenham o que eles chamaram de \u201cprop\u00f3sito social\u201d. E mais:<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 52% disseram ter comprado ao menos um produto ou servi\u00e7o de empresa socialmente respons\u00e1vel nos \u00faltimos seis meses;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os participantes da Am\u00e9rica Latina foram os que mais afirmaram ter comprado (65%), seguidos daqueles da \u00c1sia-Pac\u00edfico e do Oriente M\u00e9dio\/\u00c1frica (ambos com 59%);<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na Europa e na Am\u00e9rica do Norte, 40% afirmaram ter feito pelo menos uma compra sustent\u00e1vel nos \u00faltimos seis meses.<\/p>\n<p><b>O que leva o consumidor a escolher determinado produto?<\/b><\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, s\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es contidas no r\u00f3tulo. Antes de se decidir pela compra, 52% dos pesquisados informaram que leem o r\u00f3tulo para conhecer melhor a empresa; querem saber, sobretudo, a respeito dos compromissos socioambientais. A leitura da embalagem influencia a compra de 63% dos consumidores da \u00c1sia-Pac\u00edfico e de 62% da Am\u00e9rica Latina e do Oriente M\u00e9dio-\u00c1frica. Na Europa, 36% se importam com as informa\u00e7\u00f5es do r\u00f3tulo e, na Am\u00e9rica do Norte, 32%.<\/p>\n<p><b>Essas porcentagens indicam que as atitudes dos consumidores est\u00e3o mudando?<\/b><\/p>\n<p>Para responder essa pergunta, a Nielsen pediu ajuda a um parceiro especializado em marketing, o Natural Marketing Institute. Ele conduziu um estudo em nove pa\u00edses para compreender se as atitudes e comportamentos dos consumidores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sustentabilidade est\u00e3o mudando. E o resultado mostrou que sim.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, os pesquisadores conclu\u00edram que dois ter\u00e7os dos consumidores pesquisados possuem \u201ctend\u00eancia para a sustentabilidade\u201d, isto \u00e9, escolhem produtos de fontes sustent\u00e1veis, em vez de convencionais. Tudo precisa vir de origem conhecida ou rastre\u00e1vel. O mais interessante \u00e9 que esses consumidores mudaram o pr\u00f3prio comportamento para minimizar o impacto de sua pegada sobre o planeta. Al\u00e9m disso, eles t\u00eam maior probabilidade de comprar produtos repetidamente de determinada empresa se souberem que ela \u00e9 cuidadosa quanto aos impactos sobre o ambiente e sociedade.<\/p>\n<p><b>Gera\u00e7\u00e3o do mil\u00eanio<\/b><\/p>\n<p>Entre os 30 mil participantes da pesquisa Nielsen, metade \u2013 15 mil \u2013 s\u00e3o da chamada \u201cgera\u00e7\u00e3o do mil\u00eanio\u201d, com idades entre 21 e 34 anos. Essa gera\u00e7\u00e3o representa 51% dos que leem a embalagem e dos que est\u00e3o dispostos a pagar mais por produtos sustent\u00e1veis. Eles s\u00e3o tr\u00eas vezes mais propensos a essa atitude do que a gera\u00e7\u00e3o X (entre 35 e 49 anos) e doze vezes mais do que a gera\u00e7\u00e3o dos baby boomers (de 50 a 64 anos).<\/p>\n<p>Esses resultados corrobaram, em parte e em n\u00edvel global, os achados da Pesquisa Akatu de Percep\u00e7\u00e3o da RSE Rumo \u00e0 Sociedade do Bem-Estar, lan\u00e7ada em 2013. Focada no consumidor brasileiro, ela afirmava que pr\u00e1ticas de sustentabilidade eram muito valorizadas, mas careciam de credibilidade.<br \/>\n<b><br \/>\nPr\u00e1ticas valorizadas<\/b><\/p>\n<p>A pesquisa Akatu ressaltou que os consumidores brasileiros valorizam seis pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis: condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho (a pr\u00e1tica mais valorizada pelos consumidores); diversidade e igualdade de oportunidades na empresa; remunera\u00e7\u00e3o justa, que garanta n\u00edvel decente de vida, sem diferencia\u00e7\u00e3o de idade, g\u00eanero ou cor; bem-estar (medidas que a empresa adota para minimizar impactos de suas atividades na sa\u00fade, no meio ambiente e na seguran\u00e7a da cidadania, seja ou n\u00e3o consumidora do produto ou servi\u00e7o); isonomia em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho terceirizado (proporcionar aos trabalhadores terceirizados os mesmos cuidados de sa\u00fade, alimenta\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a que dispensa aos contratados; e efici\u00eancia no uso da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Por outro lado, pelo menos duas pr\u00e1ticas t\u00eam impacto negativo na hora da compra: produtos que causam dano \u00e0 sa\u00fade ou seguran\u00e7a da cidadania; e propaganda enganosa.<\/p>\n<p><b>Ceticismo<\/b><\/p>\n<p>A dificuldade que as empresas que atuam no pa\u00eds enfrentam \u00e9 a de convencer os consumidores brasileiros de que falam a verdade, seja nos r\u00f3tulos, seja na propaganda. \u00c9 alto o ceticismo em rela\u00e7\u00e3o ao que as companhias divulgam de bom a respeito de si mesmas.<\/p>\n<p>Na verdade, os consumidores est\u00e3o \u201ccobrando\u201d maior transpar\u00eancia na rela\u00e7\u00e3o das empresas com as partes interessadas, tanto na presta\u00e7\u00e3o de contas e no enfrentamento de dilemas como nos valores que abra\u00e7a.<\/p>\n<p>Credibilidade \u00e9 um processo que se constr\u00f3i e se compartilha em conjunto. Depende de di\u00e1logo com as partes interessadas, o cerne da gest\u00e3o respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que as empresas que afirmam ter boas pr\u00e1ticas, mas n\u00e3o dialogam com seus p\u00fablicos, est\u00e3o no caminho da sustentabilidade?<\/p>\n<p>Bem, essa \u00e9 outra hist\u00f3ria que fica para outro coment\u00e1rio.<br \/>\n<i><br \/>\n* Jorge Abrah\u00e3o \u00e9 diretor-presidente do Instituto Ethos. <\/i><\/p>\n<p>Fonte: Instituto Ethos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 o que aponta pesquisa on-line da Nielsen com 30 mil pessoas de 60 pa\u00edses.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u00c9 o que aponta pesquisa on-line da Nielsen com 30 mil pessoas de 60 pa\u00edses.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5418"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5418"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5418\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}