{"id":53993,"date":"2016-11-19T10:52:49","date_gmt":"2016-11-19T13:52:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=53993"},"modified":"2016-11-19T10:52:50","modified_gmt":"2016-11-19T13:52:50","slug":"desenvolvimento-economico-preservacao-ambiental-e-qualidade-de-vida-estao-intimamente-ligados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desenvolvimento-economico-preservacao-ambiental-e-qualidade-de-vida-estao-intimamente-ligados\/","title":{"rendered":"Desenvolvimento econ\u00f4mico, preserva\u00e7\u00e3o ambiental e qualidade de vida est\u00e3o intimamente ligados"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desenvolvimento-economico-preservacao-ambiental-e-qualidade-de-vida-estao-intimamente-ligados\/natureza_licao\/\" rel=\"attachment wp-att-53995\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-53995\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quando Vit\u00f3ria da Riva comprou seus primeiros hectares de floresta amaz\u00f4nica, a quase 50 km da cidade de Alta Floresta (Mato Grosso), em 1990, n\u00e3o sabia como ia conservar a mata viva. Mas estava decidida a mant\u00ea-la em p\u00e9. Foi em um treinamento da Conservation Internacional (CI) \u2013 que ela mesma ajudou a trazer para o Brasil, quando o conceito de ecoturismo come\u00e7ou a ser disseminado no pa\u00eds \u2013 que Vit\u00f3ria descobriu como fazer a floresta dar frutos, com o hotel de selva Cristalino Lodge.<\/p>\n<p>Na mesma d\u00e9cada, quando o tema da sustentabilidade ainda era muito novo, em toda a ind\u00fastria, o chileno Pedro Iba\u00f1ez apostou em um modelo tur\u00edstico parecido no seu pa\u00eds. Desde sua funda\u00e7\u00e3o, o hotel explora (com \u201ce\u201d min\u00fasculo mesmo) Atacama, no Parque Nacional de Torres del Paine, foi baseado em pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, que quase n\u00e3o existiam no pa\u00eds, sob o lema \u201cpromover a explora\u00e7\u00e3o profunda de lugares remotos da Am\u00e9rica do Sul por meio do luxo do essencial\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6572\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 649px;\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6572  td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS2.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS2.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS2-150x100.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS2-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS2-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS2-630x420.jpg 630w\" alt=\"Luis Gomes\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">S\u00f3 depois de 18 anos de funda\u00e7\u00e3o do Cristalino Lodge, com a conquista de v\u00e1rios reconhecimentos, os fazendeiros vizinhos do empreendimento reconheceram o pioneirismo de vit\u00f3ria<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quase ao mesmo tempo, do outro lado do Atl\u00e2ntico, mais um neg\u00f3cio nascia para conservar os recursos naturais e as riquezas culturais do seu entorno. Colin Bell, sul-africano, e Chris MacIntyre, neo-zeland\u00eas, come\u00e7avam a levar amantes da natureza por \u00e1reas selvagens da Botsuana e do Zimb\u00e1bue com um utilit\u00e1rio 4\u00d74 e quase nenhuma estrutura, al\u00e9m de equipamento para acampar. Logo ganharam um refor\u00e7o, o tamb\u00e9m sul-africano Russel Friedman, e batizaram a empresa de Wilderness Safaris. O empreendimento levou um tempo para ser rent\u00e1vel, mas sempre se bancou.<\/p>\n<h3><strong>Vanguarda do turismo<\/strong><\/h3>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o de Vit\u00f3ria no Brasil foi mais lenta e custosa. Na \u00e9poca, a empres\u00e1ria ainda cuidava dos cinco filhos. Somente em 1997 ela criou um acampamento na sua propriedade para oferecer passeios pelo sul da Amaz\u00f4nia. N\u00e3o teve lucro por muito tempo e viu seu neg\u00f3cio ser rotulado como \u201cmarketing mission\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6574\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 650px;\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6574  td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS3.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS3.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS3-150x100.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS3-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS3-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS3-630x420.jpg 630w\" alt=\"Luis Gomes\" width=\"640\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Vista noturna do bangal\u00f4 Cristalino Lodge<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ela precisou abrir uma ag\u00eancia de turismo para negociar seus pr\u00f3prios pacotes de viagem, porque ningu\u00e9m queria trabalhar com o produto. \u201cProvavelmente por desacreditar no modelo ou por n\u00e3o ver p\u00fablico. Antes, os brasileiros n\u00e3o queriam ir, os avi\u00f5es\u00ad eram velhos e as instala\u00e7\u00f5es, simples.\u201d Formado de in\u00edcio por estruturas modestas de tendas, s\u00f3 em 2005 o Cristalino Lodge come\u00e7ou a ganhar a cara que tem hoje, com a constru\u00e7\u00e3o de bangal\u00f4s.<\/p>\n<p>O primeiro p\u00fablico do hotel foram os estrangeiros, sobretudo observadores de aves vindos dos Estados Unidos, pa\u00eds onde seus pacotes eram comercializados. \u201cQuando recebemos o ornit\u00f3logo Theodore Parker, descobriu-se que na regi\u00e3o era poss\u00edvel avistar 1\/3 de todas as esp\u00e9cies de aves do Brasil. As aves s\u00e3o um forte indicativo de biodiversidade\u201d, diz Vit\u00f3ria.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6575\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 649px;\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-6575 td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS4.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS4.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS4-150x100.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS4-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS4-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS4-630x420.jpg 630w\" alt=\"Samuel Melim\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagens do Cristalino Lodge, no sul da Amaz\u00f4nia: o hotel foi frequentado no in\u00edcio sobretudo por observadores de p\u00e1ssaros vindos dos EUA<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para os fazendeiros instalados na regi\u00e3o, o neg\u00f3cio do ecoturismo n\u00e3o caiu bem. \u201cFui hostilizada por muito tempo. Eles n\u00e3o gostavam porque eu chamava aten\u00e7\u00e3o para a \u00e1rea e ia contra essa cultura de que \u00e9 preciso destruir para desenvolver\u201d, conta Vit\u00f3ria. Depois de 2008, quando o hotel come\u00e7ou a receber v\u00e1rios reconhecimentos \u2013 pr\u00eamios de melhor e mais aut\u00eantico lodge do mundo \u2013 \u00e9 que um dos seus maiores cr\u00edticos deu a m\u00e3o \u00e0 palmat\u00f3ria. \u201cVoc\u00ea estava 20 anos \u00e0 nossa frente\u201d, lembra ela.<\/p>\n<p>Hoje com 71 anos, Vit\u00f3ria possui quase 11 mil hectares, 7 mil dos quais transformou em Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN) \u2013 o que significa uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o criada voluntariamente pelo propriet\u00e1rio. No seu curr\u00edculo, a empres\u00e1ria tem ainda a convers\u00e3o de alguns garimpeiros em guias locais e a catequiza\u00e7\u00e3o de muitos h\u00f3spedes sobre o que realmente significa ser ecol\u00f3gico, como indiv\u00edduo e como empresa.<\/p>\n<p>\u201cAgora, com o nosso reposicionamento \u2013 bangal\u00f4s e \u00e1reas sociais de alto n\u00edvel, com cozinha de primeira linha, voos melhores e outras comodidades \u2013, o Cris\u00adtalino Lodge est\u00e1 recebendo mais brasileiros\u201d, comemora a empreen\u00addedora.<\/p>\n<h3><strong>Inova\u00e7\u00f5es Ltda.<\/strong><\/h3>\n<p>Os tr\u00eas casos tratados aqui nasceram h\u00e1 mais de 20 anos e s\u00e3o exemplo do que deve ser um ecoturismo em sua ess\u00eancia. Hoje, com o tema da sustentabilidade j\u00e1 mais incorporado ao mercado, eles continuam a trabalhar na vanguarda e a mostrar que ainda existe muito a fazer para o setor de turismo ser sustent\u00e1vel, al\u00e9m das pr\u00e1ticas como reciclagem e manejo do consumo de \u00e1gua.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6576\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 649px;\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS5.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-6576 td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS5.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS5.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS5-150x100.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS5-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS5-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS5-630x420.jpg 630w\" alt=\"Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Paisagem agreste do Parque Nacional Torres del Paine, na Patag\u00f4nia chilena, onde a explora possui um de seus hot\u00e9is<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cNosso desafio \u00e9 inovar neste novo contexto\u201d, afirma Gonzalo Droppelmann, h\u00e1 dois anos gerente de sustentabilidade da explora. Como o foco da empresa \u00e9 promover a explora\u00e7\u00e3o profunda de lugares remotos da Am\u00e9rica do Sul, a empresa decidiu transferir o foco das suas a\u00e7\u00f5es para fora dos hot\u00e9is. A explora \u2013 que expandiu seus neg\u00f3cios para Ilha de P\u00e1scoa, norte do Chile e, em breve, Peru \u2013 otimiza cada vez mais os recursos de opera\u00e7\u00e3o tur\u00edstica para projetos de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos projetos, os gastos das pesquisas cient\u00edficas de campo com alojamento, alimenta\u00e7\u00e3o, log\u00edstica, transporte e guias profissionais para acompanhar os cientistas costumam ser proibitivos. \u201cSendo uma empresa de turismo, a explora p\u00f5e tudo isso \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o nas \u00e9pocas de baixa temporada. Ocupamos de forma inteligente recursos que estariam ociosos\u201d, afirma Droppelmann.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6577\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 649px;\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS6.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-6577 td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS6.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS6.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS6-150x100.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS6-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS6-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS6-630x420.jpg 630w\" alt=\"KATSUYOSHI TANAKA\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Um dos hot\u00e9is da explora no Parque Nacional Torres del Paine, na Patag\u00f4nia chilena<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os investimentos, ele n\u00e3o nega, t\u00eam um objetivo declaradamente comercial: valorizar ainda mais o destino que oferecem. \u201cSe n\u00e3o fiz\u00e9ssemos esse tipo de projeto, com os anos, as riquezas bioculturais das regi\u00f5es em que atuamos poderiam se perder e n\u00e3o faria mais sentido a explora trabalhar nesses lugares. Por isso, sentimos uma grande responsabilidade de cuidar, preservar e conservar essas \u00e1reas\u201d, argumenta o gerente.<\/p>\n<p>Entre os projetos desenvolvidos atualmente est\u00e3o o mapea\u00admento dos 8,5 mil hectares da Reserva Puritama, em S\u00e3o Pedro do Atacama, que vai virar livro em 2016. Na mesma \u00e1rea, o estudo do comportamento dos gatos andinos pretende evitar a extin\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie \u00fanica no mundo, ainda pouco documentada. O explora Rapa Nui, na Ilha de P\u00e1scoa, apoia trabalhos de arqueologia com crian\u00e7as e prepara jovens para trabalhar com energia sustent\u00e1vel. Atualmente, a eletricidade da ilha depende quase que totalmente de geradores a petr\u00f3leo.<\/p>\n<h3><strong>Lugar ao sol<\/strong><\/h3>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o de energia tamb\u00e9m est\u00e1 no centro da estrat\u00e9gia da rede Wilderness Safaris, que atual\u00admente opera em nove pa\u00edses: Botsuana, Congo, Qu\u00eania, Mal\u00e1ui, Nam\u00edbia, ilhas Seicheles, \u00c1frica do Sul, Z\u00e2mbia e Zimb\u00e1bue. \u201cEstamos trocando os geradores \u00e0 base de combust\u00edveis f\u00f3sseis por energia solar, reduzimos nossas emiss\u00f5es em 25% nos \u00faltimos quatro anos e, dessa forma, evitamos riscos de vazamento do diesel para o ambiente\u201d, ressalta Brett Wallington, gerente de sustentabilidade da empresa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6578\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 649px;\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS7.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-6578 td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS7.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS7.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS7-150x100.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS7-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS7-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS7-630x420.jpg 630w\" alt=\"Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Instala\u00e7\u00f5es do hotel explora Rapa Nui, na Ilha de P\u00e1scoa, que investe no conhecimento da popula\u00e7\u00e3o local<\/figcaption><\/figure>\n<p>Sete dos camps (hot\u00e9is de selva) da Wilderness Safaris j\u00e1 operam totalmente com energia solar e quase todos os outros possuem modelos h\u00edbridos. O resultado desse esfor\u00e7o \u00e9 uma economia de cerca de 650 mil litros de diesel por ano, que evita a emiss\u00e3o de 1.731 toneladas de gases de efeito estufa no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Mas a empresa sabe que as pessoas n\u00e3o vivem de sol. Entre os cerca de 70 projetos conservacionistas, sociais e cient\u00edficos que ela mant\u00e9m simultaneamente, hoje um estuda o impacto dos empregos oferecidos. \u201cNa Nam\u00edbia, em m\u00e9dia dez pes\u00adsoas dependem do sal\u00e1rio de cada funcion\u00e1rio nosso. Em Botsuana, s\u00e3o seis ou sete pessoas. Isso \u00e9 importante para entendermos os povos com que estamos trabalhando.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_6579\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 649px;\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS8.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-6579 td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS8.jpg\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS8.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS8-150x100.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS8-696x464.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS8-1068x712.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS8-630x420.jpg 630w\" alt=\"AMLOPEZ\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Vista interna do hotel explora Rapa Nui, na Ilha de P\u00e1scoa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Desde sua cria\u00e7\u00e3o, a Wilderness Safaris procura canalizar os benef\u00edcios financeiros do aut\u00eantico ecoturismo de saf\u00e1ri para os moradores das regi\u00f5es em que atua, por acreditar que isso \u00e9 fundamental para garantir a conserva\u00e7\u00e3o da vida selvagem do entorno.\u00a0O caso mais ilustrativo est\u00e1 na Nam\u00edbia. Quando a Wilderness se instalou nesse pa\u00eds, a comunidade local se sustentava basicamente de ca\u00e7a e agricultura.<\/p>\n<p>\u201cProcuramos mostrar que os animais valiam mais vivos. Depois de dez anos operando ali, come\u00e7amos a dar 20% dos lucros para a comunidade, por meio de um fundo. Eles t\u00eam autonomia integral para administr\u00e1-lo\u201d, conta Wallington. O que decidiram fazer com isso? Criaram seu pr\u00f3prio camp de saf\u00e1ri. E dessa maneira a li\u00e7\u00e3o vai se disseminando: desenvolvimento econ\u00f4mico, preserva\u00e7\u00e3o ambiental e qualidade de vida das co\u00admunidades locais est\u00e3o intimamente ligados.<\/p>\n<p><a class=\"td-modal-image\" href=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS9.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6580 aligncenter td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS9.jpg\" sizes=\"(max-width: 471px) 100vw, 471px\" srcset=\"http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS9.jpg 1200w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS9-150x82.jpg 150w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS9-696x379.jpg 696w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS9-1068x581.jpg 1068w, http:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2015\/11\/13PL515_HOTEIS9-772x420.jpg 772w\" alt=\"13PL515_HOTEIS9\" width=\"639\" height=\"348\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando Vit\u00f3ria da Riva comprou seus primeiros hectares de floresta amaz\u00f4nica, a quase 50 km<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":53995,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/natureza_licao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando Vit\u00f3ria da Riva comprou seus primeiros hectares de floresta amaz\u00f4nica, a quase 50 km","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53993"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53993"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53993\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53995"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}