{"id":53523,"date":"2016-11-12T08:52:24","date_gmt":"2016-11-12T11:52:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=53523"},"modified":"2016-11-12T08:55:23","modified_gmt":"2016-11-12T11:55:23","slug":"estudo-revela-o-dobro-de-aves-em-risco-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-revela-o-dobro-de-aves-em-risco-de-extincao\/","title":{"rendered":"Estudo revela o dobro de aves em risco de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"swiper-lazy swiper-lazy-loaded\" src=\"http:\/\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/3\/6\/1478711532963.jpg\" alt=\"Solit\u00e1rio negro\" width=\"638\" height=\"427\" \/><\/p>\n<p>Levantamento usou novas tecnologias de mapeamento geoespacial para investigar o risco a 586 esp\u00e9cies de \u00e1reas sens\u00edveis, como a Mata Atl\u00e2ntica; pela Lista Vermelha, 108 estavam em algum grau de risco, mas o trabalho classificou assim pelo menos 210. Veja fotos das aves<\/p>\n<div class=\"content\">\n<p>Tecnologias geoespaciais aplicadas para avaliar a degrada\u00e7\u00e3o de habitats e, consequentemente o risco de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, revelam que mais aves est\u00e3o amea\u00e7adas do que se considerava anteriormente pela Lista Vermelha de Esp\u00e9cies, elaborada pela Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza).<\/p>\n<div id=\"attachment_1630\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 650px;\">\n<p><a href=\"http:\/\/sustentabilidade.estadao.com.br\/blogs\/ambiente-se\/wp-content\/uploads\/sites\/92\/2016\/11\/Phaethornis-idaliae-Photo-Luiz-Freire-e1478803762744.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-1630\" src=\"http:\/\/sustentabilidade.estadao.com.br\/blogs\/ambiente-se\/wp-content\/uploads\/sites\/92\/2016\/11\/Phaethornis-idaliae-Photo-Luiz-Freire-e1478803762744.jpg\" alt=\"Rabo-branco-mirim (Phaethornis idaliae) \u00e9 uma das esp\u00e9cies avaliadas no estudo. Cr\u00e9dito: Luiz Freire\" width=\"640\" height=\"426\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Rabo-branco-mirim (Phaethornis idaliae) \u00e9 uma das esp\u00e9cies avaliadas no estudo. Cr\u00e9dito: Luiz Freire<\/p>\n<\/div>\n<p>O levantamento da IUCN \u00e9 hoje considerado a fonte de refer\u00eancia cient\u00edfica em todo o mundo sobre riscos \u00e0 biodiversidade e \u00e9 usado para embasar pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o, mas pode n\u00e3o estar mostrando o cen\u00e1rio mais atualizado das amea\u00e7as.<\/p>\n<p>\u00c9 o que pondera um grupo de pesquisadores da Universidade Duke, dos Estados Unidos, e do Instituto de Pesquisas Ecol\u00f3gicas (IP\u00ca), de Nazar\u00e9 Paulista (SP), que publicou nesta quinta-feira (10) um estudo na revista <em>Science Advances<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cInfelizmente, dados geoespaciais importante n\u00e3o entram explicitamente ou eficientemente neste processo\u201d, escrevem os autores na publica\u00e7\u00e3o. Foi isso que eles buscaram incorporar. Usando sensoriamento remoto de fina escala, os pesquisadores, liderados por Stuart Pimm, da Escola de Ambiente da Duke, conseguiram observar de modo mais sofisticado desmatamentos e mudan\u00e7as na cobertura do solo de \u00e1reas florestais.<\/p>\n<p>\u201cPor melhor que a Lista Vermelha seja, seu processo de avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de 25 anos e n\u00e3o faz uso dos avan\u00e7os nas tecnologias geoespaciais que colocaram ferramentas poderosas nas nossas m\u00e3os\u201d, comentou Pimm, em comunicado \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>Eles avaliaram 586 aves florestais end\u00eamicas de seis dos mais amea\u00e7ados e biodiversos locais do planeta: a Mata Atl\u00e2ntica no Brasil, a Am\u00e9rica Central, os Andes ocidentais da Col\u00f4mbia, Madagascar, Sumatra e Sudeste Asi\u00e1tico. Pela Lista Vermelha, 18% (ou 108) dessas esp\u00e9cies est\u00e3o amea\u00e7adas (sendo 15 criticamente em perigo, 29 em perigo e 64 s\u00e3o vulner\u00e1veis).<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia galeria loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;GALERIA&quot;,&quot;id&quot;:&quot;28311&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<div class=\"galeria-noticia de-fotos midia-noticia modulo-noticia\">\n<div class=\"topo\">\n<h3 class=\"cor-e\">Mais aves em risco de extin\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p><a class=\"ico-facebook\" title=\"Compartilhe pelo Facebook\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer\/sharer.php?u=http:\/\/fotos.estadao.com.br\/galerias\/sustentabilidade,mais-aves-em-risco-de-extincao,28311?idFotoAgile=658864\" target=\"_blank\" data-metric-event=\"Galeria Not\u00edcia|Ver Galeria|28311\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/9\/4\/1478711533549.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"426\" \/><\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"swiper-lazy swiper-lazy-loaded\" src=\"http:\/\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/5\/9\/1478711532995.jpg\" alt=\"Choca-de-sooretama\" width=\"639\" height=\"489\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"swiper-lazy swiper-lazy-loaded\" src=\"http:\/\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/1\/4\/1478711533041.jpg\" alt=\"Iridosornis porphyrocephalus\" width=\"638\" height=\"425\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"swiper-lazy swiper-lazy-loaded\" src=\"http:\/\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/2\/2\/1478711532922.jpg\" alt=\"Henicorhina negreti\" width=\"638\" height=\"513\" \/><\/p>\n<p>Com as imagens de sat\u00e9lite, o novo trabalho p\u00f4de calcular melhor a real \u00e1rea de ocorr\u00eancia das esp\u00e9cies, concluindo que pelo menos 210 delas deveriam estar em uma categoria de risco maior do que a IUCN as coloca porque seu habitat est\u00e1 menor do que se imaginava. Do total, 189 hoje s\u00e3o classificadas como simplesmente n\u00e3o amea\u00e7adas.<\/p>\n<p>O trabalho tamb\u00e9m avaliou a situa\u00e7\u00e3o de aves que deveriam estar se recuperando em \u00e1reas protegidas e concluiu que menos de 10% de seus habitats estavam realmente protegidos.<\/p>\n<p><strong>Mata Atl\u00e2ntica.<\/strong> Para a Mata Atl\u00e2ntica, a pesquisa identificamos 27 esp\u00e9cies de aves que potencialmente deveriam estar em uma categoria de amea\u00e7a maior do que elas est\u00e3o. Dessas 23 s\u00e3o atualmente listadas como n\u00e3o amea\u00e7adas, mas, de acordo com os pesquisadores, 18 delas deveriam ser classificadas como vulner\u00e1veis e 5 como em perigo.<\/p>\n<p>Eles destacam um passarinho conhecido como \u201csaudade de asa-cinza\u201d (T. condita), end\u00eamico do Estado. Hoje ele \u00e9 classificado como vulner\u00e1vel, mas, para os pesquisadores, deveria estar como criticamente amea\u00e7ado, por conta de seu habitat fragmentado, pequena popula\u00e7\u00e3o e vulnerabilidade \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201c\u00c9 uma das aves menos conhecidas e raramente observadas\u201d, escrevem.<\/p>\n<p>O pesquisador Clinton Jenkins, ligado ao IP\u00ca, citou tamb\u00e9m o choror\u00f3-cinzento (Cercomacra brasiliana). \u201c\u00c9 end\u00eamico da Mata Atl\u00e2ntica e tinha originalmente uma \u00e1rea de ocorr\u00eancia de 100 mil km\u00b2. Descobrimos que mais de 97% dessa \u00e1rea n\u00e3o tem florestas adequadas para a esp\u00e9cie. Ainda assim, ela n\u00e3o aparecia listada como em risco\u201d, disse ao <strong>Estado<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cNossa sugest\u00e3o \u00e9 que este estudo seja visto como uma forma de melhorar a Lista Vermelha para que possamos ter um entendimento mais acurado das amea\u00e7adas. N\u00e3o quer dizer que ela estivesse errada ou com falhas quando foi desenhada. Com certeza usou as melhores ferramentas e a ci\u00eancia dispon\u00edvel na \u00e9poca, mas n\u00e3o se atualizou nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas\u201d, completou.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento usou novas tecnologias de mapeamento geoespacial para investigar o risco a 586 esp\u00e9cies de<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Levantamento usou novas tecnologias de mapeamento geoespacial para investigar o risco a 586 esp\u00e9cies de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53523"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53523"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53523\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}