{"id":53427,"date":"2016-11-10T12:30:17","date_gmt":"2016-11-10T15:30:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=53427"},"modified":"2016-11-10T08:50:35","modified_gmt":"2016-11-10T11:50:35","slug":"sos-mata-atlantica-refaz-expedicao-rio-doce-um-ano-depois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sos-mata-atlantica-refaz-expedicao-rio-doce-um-ano-depois\/","title":{"rendered":"SOS Mata Atl\u00e2ntica refaz expedi\u00e7\u00e3o Rio Doce um ano depois de contamina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=53428\" rel=\"attachment wp-att-53428\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-53428\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um ano ap\u00f3s o rompimento da barragem na cidade de Mariana (MG), uma segunda expedi\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica para avaliar a qualidade da \u00e1gua na bacia do Rio Doce constatou que 14 pontos de coleta permanecem sem condi\u00e7\u00f5es de uso, sendo que 13 continuam sem vida. Outros tr\u00eas se recuperaram. A an\u00e1lise foi realizada de 19 a 28 de outubro e o relat\u00f3rio completo pode ser conferido no link http:\/\/bit.ly\/2fx0ziP<\/p>\n<p>Ao todo, foram 18 pontos de coleta, por\u00e9m num deles n\u00e3o foi poss\u00edvel realizar qualquer verifica\u00e7\u00e3o, pois est\u00e1 soterrado. Nove trechos apresentaram IQA (\u00cdndice de Qualidade da \u00c1gua) p\u00e9ssimo, quatro estavam ruins, tr\u00eas regulares e um \u00f3timo. Na primeira expedi\u00e7\u00e3o, realizada entre 6 e 12 de dezembro de 2015, o IQA foi p\u00e9ssimo em 16 localidades e em duas a avalia\u00e7\u00e3o foi de regular.<\/p>\n<div id=\"attachment_215956\" class=\"wp-caption alignright\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/malu_ribeiro_291x388.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-215956 size-medium\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/malu_ribeiro_291x388-225x300.jpg\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/malu_ribeiro_291x388-225x300.jpg 225w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/malu_ribeiro_291x388.jpg 291w\" alt=\"malu_ribeiro_291x388\" width=\"225\" height=\"300\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">\n<\/div>\n<p>\u201cO mais grave desse retorno \u00e0 bacia do Rio Doce foi constatar que, em primeiro lugar, a contamina\u00e7\u00e3o n\u00e3o cessou. Al\u00e9m disso, passados 12 meses ainda h\u00e1 arrasto de sedimentos por toda a bacia\u201d, afirma Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das \u00c1guas da ONG. \u201cE notamos como a presen\u00e7a de vegeta\u00e7\u00e3o nativa protege a \u00e1gua, pois nos trechos onde existe remanescente de Mata Atl\u00e2ntica, nas \u00e1reas protegidas que n\u00e3o foram arrastadas pela lama, tr\u00eas pontos se recuperaram\u201d, acrescenta ela.<\/p>\n<p>Desses tr\u00eas pontos, Malu conta que dois est\u00e3o com o IQA regular e um com avalia\u00e7\u00e3o \u00f3tima. Neles, foram encontrados flora e fauna. At\u00e9 uma fam\u00edlia de antas foi avistada pela equipe da SOS Mata Atl\u00e2ntica. No entanto, ela ressalta que caso o n\u00edvel de chuvas aumente na regi\u00e3o e a vaz\u00e3o de \u00e1gua da bacia do Rio Doce aumente, h\u00e1 risco desses trechos receberem sedimentos novamente, se n\u00e3o houver a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cComo passou um ano e nada praticamente mudou, se as a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o come\u00e7arem, levaremos mais de uma d\u00e9cada para que esses rejeitos de min\u00e9rios, que n\u00e3o decantam, deixem de ter impacto na bacia do Rio Doce\u201d, diz Malu.<\/p>\n<p>O \u00edndice de turbidez (redu\u00e7\u00e3o da transpar\u00eancia da \u00e1gua devido \u00e0 presen\u00e7a de res\u00edduos em suspens\u00e3o) apresentou n\u00edveis muito superiores ao permitido pela legisla\u00e7\u00e3o (at\u00e9 100 NTU). Os pontos mais cr\u00edticos foram verificados em Barra Longa do Rio Doce (4.990 NTU), Rio Doce \u2013 Carmo x Patinga (3.820 NTU) e S\u00e3o Jos\u00e9 do Goiabal (2014.1 NTU).<\/p>\n<p>Os n\u00edveis de mangan\u00eas em \u00e1gua pot\u00e1vel (0,1mg\/L) tamb\u00e9m foram muito maiores do que o permitido. Os pontos com maiores \u00edndices foram em Ipatinga (Rio Doce x Rio Piracicaba) com 2,76 mg\/L; em Barra Longa \u2013 Rio Doce com 1,97 mg\/L e em Perp\u00e9tuo Socorro \u2013 balsa Rio Doce com 1,28 mg\/L.<\/p>\n<p>\u201cAs fontes de contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas da bacia do Rio Doce n\u00e3o cessaram e o despejo cont\u00ednuo de rejeitos de min\u00e9rio na regi\u00e3o de cabeceira da bacia hidrogr\u00e1fica mant\u00e9m os rios mortos e sem condi\u00e7\u00f5es de usos, apresentando riscos \u00e0 sa\u00fade das comunidades ribeirinhas, aos animais e ecossistemas\u201d, informa o relat\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>De acordo com a an\u00e1lise, as obras at\u00e9 o momento s\u00e3o no sentido de evitar novos danos decorrentes do rompimento da barragem de Mariana e o seu consequente arrasto de lama. No entanto, essas medidas n\u00e3o t\u00eam como objetivo recuperar a bacia do Rio Doce.<\/p>\n<p>Os dados obtidos ser\u00e3o entregues aos Minist\u00e9rios P\u00fablicos Federal e dos Estados, para o Ibama\/Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, para a Frente Parlamentar Ambientalista e comit\u00eas de bacia.<\/p>\n<p>A Yp\u00ea \u2013 Qu\u00edmica Amparo, que patrocina o projeto Observando os Rios, viabilizou a realiza\u00e7\u00e3o da expedi\u00e7\u00e3o. O Projeto \u00cdndice de Poluentes H\u00eddricos (IPH), da Universidade Municipal de S\u00e3o Caetano do Sul (USCS) e a Policontrol foram parceiros da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica na expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>RESUMO DA EXPEDI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Quil\u00f4metros de Rios 650 km<br \/>\nPontos de monitoramento 18 pontos<br \/>\nMunic\u00edpios Percorridos 29 munic\u00edpios\/distritos<br \/>\nPer\u00edodo De 19 a 28\/10\/2016<br \/>\nIQA \u2013 \u00cdndice de Qualidade da \u00c1gua Geral<br \/>\n\u00d3timo\u00a01 ponto<br \/>\nBom 0\u00a0pontos<br \/>\nRegular 3 pontos<br \/>\nRuim 4 pontos<br \/>\nP\u00e9ssimo 9 pontos<\/p>\n<p><strong>Sobre a metodologia do estudo<\/strong><\/p>\n<p>Os Indicadores de Qualidade da \u00c1gua e as an\u00e1lises de metais pesados e microbiol\u00f3gicas reunidas neste relat\u00f3rio foram elaborados com base na legisla\u00e7\u00e3o vigente e respectivos protocolos.<\/p>\n<p>O IQA, adaptado do \u00edndice desenvolvido pela National Sanitation Foundation dos Estados Unidos, foi introduzido no Brasil para apontar a condi\u00e7\u00e3o ambiental das \u00e1guas doces superficiais em 1974, por iniciativa da Cestesb (Companhia Ambiental do Estado de S\u00e3o Paulo). Nas d\u00e9cadas seguintes, outros Estados brasileiros adotaram o IQA, que hoje \u00e9 o principal \u00edndice de qualidade da \u00e1gua utilizado no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os par\u00e2metros do IQA foram escolhidos por especialistas e t\u00e9cnicos como sendo os mais relevantes para serem inclu\u00eddos na avalia\u00e7\u00e3o das \u00e1guas doces brutas, destinadas ao abastecimento p\u00fablico e aos usos m\u00faltiplos. A totaliza\u00e7\u00e3o dos indicadores resulta na classifica\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua, em uma escala que varia entre: \u00f3tima, boa, regular, ruim e p\u00e9ssima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ano ap\u00f3s o rompimento da barragem na cidade de Mariana (MG), uma segunda expedi\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":53428,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/rio_doce.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um ano ap\u00f3s o rompimento da barragem na cidade de Mariana (MG), uma segunda expedi\u00e7\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53427"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53427"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53427\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53428"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53427"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53427"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53427"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}