{"id":53378,"date":"2016-11-09T13:46:18","date_gmt":"2016-11-09T16:46:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=53378"},"modified":"2016-11-09T13:47:12","modified_gmt":"2016-11-09T16:47:12","slug":"mercado-de-carbono-da-licenca-aos-mais-ricos-para-poluir-afirmam-ambientalistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mercado-de-carbono-da-licenca-aos-mais-ricos-para-poluir-afirmam-ambientalistas\/","title":{"rendered":"Mercado de carbono d\u00e1 licen\u00e7a aos mais ricos para poluir, afirmam ambientalistas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mercado-de-carbono-da-licenca-aos-mais-ricos-para-poluir-afirmam-ambientalistas\/poluicao-29\/\" rel=\"attachment wp-att-53379\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-53379\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um dos temas centrais da 22\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP22), que come\u00e7a hoje (7) em Marrakesh (Marrocos), o mercado de carbono tornou-se pilar dos esfor\u00e7os internacionais para incentivar redu\u00e7\u00f5es de gases de CO\u00b2. Um grupo de acad\u00eamicos, ambientalistas e ativistas sociais vem questionando a supervaloriza\u00e7\u00e3o que lideran\u00e7as mundiais d\u00e3o \u00e0 precifica\u00e7\u00e3o do carbono como solu\u00e7\u00e3o para os problemas do aquecimento global.<\/p>\n<p>No Brasil, representantes de comunidades localizadas em regi\u00f5es ricas em recursos naturais relatam sofrer com o ass\u00e9dio de empresas voltadas para atividades econ\u00f4micas florestais.<\/p>\n<p>O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santar\u00e9m (PA), Manuel Edvaldo Santos Matos, contou que as redes de comunidades ind\u00edgenas, camponeses e popula\u00e7\u00f5es tradicionais t\u00eam resistido \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de projetos de comercializa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de carbono florestal na Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o Tapaj\u00f3s-Arapiuns, de mais de 640 mil hectares de floresta. Um projeto que estava sendo articulado pelo Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e organiza\u00e7\u00f5es internacionais de gest\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de florestas e de financiamento de neg\u00f3cios sustent\u00e1veis foi suspenso depois que ind\u00edgenas ocuparam a sede do instituto em Santar\u00e9m, em agosto de 2015.<\/p>\n<p>\u201cTentaram impor um projeto que impede a popula\u00e7\u00e3o de exercer as atividades produtivas no territ\u00f3rio de forma sustent\u00e1vel. Al\u00e9m disso, muitos ali s\u00e3o n\u00f4mades, a floresta para eles n\u00e3o tem fronteiras e precisa da terra para sobreviver\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o projeto j\u00e1 contava com investimento inicial de R$ 385 mil da iniciativa privada, disse Matos. \u201cO dinheiro n\u00e3o iria diretamente para as comunidades, mas para os cofres do governo. E de l\u00e1 n\u00e3o ter\u00edamos o controle desse destino. Mas ainda n\u00e3o acabou. Est\u00e3o retornando com essa discuss\u00e3o\u201d, lamentou. \u201cAs comunidades temem ser proibidas de exercer as atividades produtivas de manejo dos recursos naturais, plantar mandioca, milho e outras culturas de subsist\u00eancia. Precisamos \u00e9 de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria para acabar com os conflitos de terra, ter acesso \u00e0 sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 assist\u00eancia t\u00e9cnica e pol\u00edtica para a gente poder viver da nossa produ\u00e7\u00e3o\u201d, declarou.<\/p>\n<p>O ICMBio informou que \u201cnunca existiu qualquer projeto de gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de carbono. Apenas foi iniciada uma discuss\u00e3o com as comunidades sobre o tema, que n\u00e3o avan\u00e7ou por motivos diversos\u201d.<\/p>\n<p>Para a raizeira de Turmalina (MG) Lourdes Cardozo Laureano, a biodiversidade e o conhecimento n\u00e3o podem ser precificados. \u201cVemos que h\u00e1 uma disputa pela biodiversidade do Cerrado, que \u00e9 muito rica, como tamb\u00e9m o nosso conhecimento, muito ligado ao patrim\u00f4nio gen\u00e9tico. Vemos com desconfian\u00e7a essa economia verde, que prioriza o dinheiro, o valor de mercado\u201d, declarou. \u201cTratamos da sa\u00fade da comunidade usando as plantas e ra\u00edzes do cerrado. Conhecemos o perfil de sa\u00fade e doen\u00e7a das fam\u00edlias, a mulher que teve parto dif\u00edcil, a que o marido passou doen\u00e7a para ela, a fam\u00edlia que tem dificuldade com seguran\u00e7a alimentar. Esse conhecimento e o uso sustent\u00e1vel da natureza n\u00e3o t\u00eam pre\u00e7o, mas \u00e9 muito valioso\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Financeiriza\u00e7\u00e3o da Economia<\/strong><\/p>\n<p>A valora\u00e7\u00e3o do meio ambiente com mecanismos tradicionais de mercado foi tema de palestra promovida pela Funda\u00e7\u00e3o alem\u00e3 Heinrich B\u00f6ll Brasil, no Rio de Janeiro, no fim de outubro. Os conferencistas defenderam que a l\u00f3gica da economia verde, baseada na m\u00e9trica do carbono, causa mais danos do que benef\u00edcios ao meio ambiente e aos cidad\u00e3os do planeta.<\/p>\n<p>Coautor do livro<em> Cr\u00edtica \u00e0 economia verde<\/em>, o pesquisador alem\u00e3o Thomas Fatheuer declarou no encontro que os m\u00e9todos utilizados at\u00e9 o momento de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es n\u00e3o lograram frear a devasta\u00e7\u00e3o das florestas nem a polui\u00e7\u00e3o. \u201cE ainda est\u00e3o impulsionando o uso de tecnologias arriscadas e prejudiciais, como a energia nuclear, sob a alega\u00e7\u00e3o de que emitem menos carbono. Um estudo recente aponta que mais de 60% da produ\u00e7\u00e3o mundial de \u00f3leo de palma est\u00e3o sendo queimados para servir de combust\u00edvel, florestas sendo queimadas na Indon\u00e9sia para diminuir as emiss\u00f5es na Europa\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>\u201cOs caminhos para diminuir as emiss\u00f5es de CO\u00b2 est\u00e3o sendo tra\u00e7ados pelo mercado e n\u00e3o pelos cidad\u00e3os. Essa \u00e9 a grande falha da economia verde\u201d, afirmou Fatheuer. Uma das sa\u00eddas para o problema, defendeu, \u00e9 a abertura de espa\u00e7os pol\u00edticos para cidad\u00e3os evitarem viola\u00e7\u00f5es e distor\u00e7\u00f5es ocasionadas pela gan\u00e2ncia das empresas e a maior democratiza\u00e7\u00e3o das riquezas, para que a economia volte a servir ao ser humano, e n\u00e3o ao contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>A pesquisadora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Camila Moreno, coautora do livro <em>A M\u00e9trica do Carbono: Abstra\u00e7\u00f5es Globais e Epistemic\u00eddio Ecol\u00f3gico<\/em>, ressaltou que, ao longo dos anos, foi constru\u00eddo um discurso que acabou por justificar e naturalizar a m\u00e9trica do carbono no mundo.<\/p>\n<p>\u201cA m\u00e9trica do carbono \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o simplificadora e despolitizante. Nega as diferentes formas de saber que d\u00e3o sentido \u00e0 exist\u00eancia de povos e de culturas no mundo. A racionalidade cient\u00edfica isola as contradi\u00e7\u00f5es nas v\u00e1rias partes do mundo, dos ecossistemas, das cadeias alimentares, das rela\u00e7\u00f5es sociais e de poder, religiosas, isola tudo isso em um ambiente ass\u00e9ptico, criando unidade no mundo\u201d, declarou ela, ao defender que a ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 livre de ideologias.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel no <em>site<\/em> da empresa a\u00e9rea pagar um pouco mais para neutralizar a ida para a Europa. N\u00e3o se questiona a sociedade do consumo, dos privil\u00e9gios. Precisamos problematizar esse simplismo da teoria que enxerga a natureza como m\u00e1quina. Sabemos como a ci\u00eancia \u00e9 produzida, financiada e controversa. A ci\u00eancia \u00e9 o v\u00e9rtice a partir do qual hoje se exerce o real poder na sociedade\u201d, completou.<\/p>\n<p><strong>Monoculturas<\/strong><\/p>\n<p>Outro aspecto negativo desse mercado, segundo os grupos cr\u00edticos \u00e0 economia verde, \u00e9 a expans\u00e3o de monoculturas. O agr\u00f4nomo Luiz Zarref, da coordena\u00e7\u00e3o do Movimento dos Sem Terra (MST), lamentou a quantidade de terra ocupada por \u00e1rvores de crescimento r\u00e1pido, como o eucalipto geneticamente modificado, que acaba por destruir milhares de hectares de terra, devido \u00e0 grande quantidade de \u00e1gua que retiram do solo.<\/p>\n<p>De acordo com Zarref, os principais movimentos sociais do campo entendem que a agroecologia &#8211; agricultura a partir da perspectiva de um ecossistema sustent\u00e1vel &#8211; \u00e9 a \u00fanica possibilidade de reprodu\u00e7\u00e3o do campesinato e de produ\u00e7\u00e3o de alimento em larga escala. \u201cPrecisamos garantir a soberania alimentar, o que queremos produzir, onde e quando. Precisamos de reforma agr\u00e1ria e alimento saud\u00e1vel para as cidades\u201d.<\/p>\n<p>O plantio de \u00e1rvores ex\u00f3ticas, como o eucalipto, segundo o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, sequestra di\u00f3xido de carbono da atmosfera e fornecer fonte de carv\u00e3o vegetal renov\u00e1vel e neutro em carbono. O secret\u00e1rio de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Qualidade Ambiental do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, Everton Lucero, informou que o governo quer incentivar essa atividade econ\u00f4mica no pa\u00eds. \u201c\u00c9 um setor que valoriza os recursos naturais e a floresta e tem grande potencial de contribui\u00e7\u00e3o para atingirmos as metas de redu\u00e7\u00e3o de carbono at\u00e9 2025 e at\u00e9 2030\u201d, disse ele. \u201cAs empresas que trabalham nessa \u00e1rea est\u00e3o estruturadas com ciclo de cultivo longo e estruturam o plantio considerando as \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o, corredores ecol\u00f3gicos e a manuten\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa\u201d.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o do secret\u00e1rio, o modelo de desenvolvimento deve mudar, mas uma economia de baixo carbono s\u00f3 ser\u00e1 alcan\u00e7ada no longo prazo. \u201cPor isso, precisamos de uma estrat\u00e9gia que valorize os recursos ambientais e estimule a utiliza\u00e7\u00e3o de energias renov\u00e1veis em substitui\u00e7\u00e3o aos combust\u00edveis f\u00f3sseis\u201d, disse ele.<\/p>\n<p><strong>Forma x conte\u00fado<\/strong><\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio executivo do Observat\u00f3rio do Clima, Carlos Hittl, a m\u00e9trica do carbono tem sido muito \u00fatil como indicador e diagn\u00f3stico do problema. \u201cA gente analisa a concentra\u00e7\u00e3o dos gases de efeito estufa na atmosfera a partir da m\u00e9trica do carbono. Assim como amostras de gelo na Ant\u00e1rtica nos permitem percorrer a hist\u00f3ria de centenas de milhares de anos da concentra\u00e7\u00e3o desses gases na massa de gelo. A m\u00e9trica do carbono nos permite dizer que em pelo menos 4 milh\u00f5es de anos nunca houve tanta concentra\u00e7\u00e3o de carbono na atmosfera como hoje\u201d, lembrou.<\/p>\n<p>\u201cOs padr\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e consumo atuais precisam ser modificados. Infelizmente, n\u00e3o vamos mudar as bases do capitalismo com todos os seus efeitos perversos a tempo de solucionar o problema das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Temos seis anos e dois ter\u00e7os de chance de limitar o aquecimento global a 1,5\u00ba. Precisamos mudar drasticamente essa trajet\u00f3ria\u201d, afirmou Hittl.<\/p>\n<p>O diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam), Andr\u00e9 Guimar\u00e3es, argumentou que o fato de haver projetos ruins n\u00e3o inviabiliza a ideia original da comercializa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de carbono. \u201cPrecisamos separar a forma do conte\u00fado. A forma realmente deve ser aprimorada, transparente, n\u00e3o deve ser um projeto imposto de cima para baixo\u201d, disse. \u201cPrecisamos combater o mau uso do dinheiro, a apropria\u00e7\u00e3o de direitos das popula\u00e7\u00f5es tradicionais, mas preservar a floresta e o desenvolvimento sustent\u00e1vel custa dinheiro. Se a forma est\u00e1 errada, melhoremos a forma, mas n\u00e3o deixemos de investir\u201d.<\/p>\n<p>A presidente do Painel Brasileiro de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (PBMC), Suzana Kahn, acredita que o mercado de carbono pode ser muito \u00fatil se n\u00e3o priorizar apenas a redu\u00e7\u00e3o de carbono. \u201c\u00c9 interessante encarecer o processo produtivo que utilize carbono. Mas \u00e9 preciso criar uma s\u00e9rie de condicionantes, determinando os projetos eleg\u00edveis para entrar no mercado e mecanismos de controle eficazes\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>O \u00fanico consenso aparente \u00e9 de que justi\u00e7a social e democracia forte s\u00e3o os caminhos mais seguros para o desenvolvimento sustent\u00e1vel. \u201cSe n\u00e3o melhorarmos nossa democracia, com reforma pol\u00edtica abrangente, vamos continuar discutindo, debatendo, e todos v\u00e3o perder. E aqueles que sempre ganharam com a explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria dos recursos naturais v\u00e3o continuar ganhando\u201d, observou Carlos Hittl.<\/p>\n<div class=\"node-info\">Edi\u00e7\u00e3o: <strong>Gra\u00e7a Adjuto<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos temas centrais da 22\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) sobre Mudan\u00e7as<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":53379,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/poluicao-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um dos temas centrais da 22\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) sobre Mudan\u00e7as","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53378"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53378"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53378\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53378"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53378"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}