{"id":53235,"date":"2016-11-07T09:51:38","date_gmt":"2016-11-07T12:51:38","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=53235"},"modified":"2016-11-07T09:51:39","modified_gmt":"2016-11-07T12:51:39","slug":"importante-sitio-arqueologico-e-descoberto-por-homem-que-parou-para-urinar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/importante-sitio-arqueologico-e-descoberto-por-homem-que-parou-para-urinar\/","title":{"rendered":"Importante s\u00edtio arqueol\u00f3gico \u00e9 descoberto por homem que parou para urinar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/importante-sitio-arqueologico-e-descoberto-por-homem-que-parou-para-urinar\/sitio_arqueologico-3\/\" rel=\"attachment wp-att-53236\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-53236\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um artigo publicado na revista \u201cNature\u201d na semana passada mostra que regi\u00f5es do interior da Austr\u00e1lia j\u00e1 eram habitadas por povos por abor\u00edgenes h\u00e1 49 mil anos, cerca de 10 mil anos antes do que se imaginava. Pesquisadores da Universidade La Trobe encontraram uma caverna que serviu como abrigo para essas popula\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o montanhosa de Flinders Ranges, a cerca de 550 quil\u00f4metros de Adelaide, capital do estado da Austr\u00e1lia do Sul. O que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que a descoberta, considerada uma das mais importantes da pr\u00e9-hist\u00f3ria australiana, aconteceu por acaso, gra\u00e7as a uma necessidade fisiol\u00f3gica.<\/p>\n<p>\u2014 A natureza chamou e o guia caminhou at\u00e9 o desfiladeiro no leito de um rio para urinar e encontrou este local surpreendente cercado por pinturas rupestres \u2014 contou Giles Hamm, estudante de doutorado na Universidade La Trobe, em entrevista \u00e0 emissora ABC. \u2014 Um homem saindo do carro para ir ao banheiro levou \u00e0 descoberta de um dos locais mais importantes da pr\u00e9-hist\u00f3ria australiana.<\/p>\n<p>O s\u00edtio arqueol\u00f3gico foi batizado como Warratyi. Nele, os pesquisadores encontraram ferramentas de ossos, machados de pedra e o uso de ocre, os mais antigos j\u00e1 encontrados na Austr\u00e1lia. Segundo Hamm, quando eles avistaram o abrigo, notaram o teto enegrecido.<\/p>\n<p>\u2014 Imediatamente quando vimos aquilo, pensamos: \u201cuau, s\u00e3o pessoas acendendo fogueiras dentro do abrigo de pedra, \u00e9 atividade humana\u201d \u2014 recordou o arque\u00f3logo.<\/p>\n<p>Naquele momento, a dupla n\u00e3o fazia ideia da import\u00e2ncia da descoberta. Eles imaginavam que o abrigo seria datado em cerca de 5 mil anos. O local foi encontrado h\u00e1 cerca de nove anos e, desde ent\u00e3o, Hamm tem trabalhado com colegas e habitantes da regi\u00e3o nas escava\u00e7\u00f5es. Eles j\u00e1 encontraram cerca de 4.300 artefatos e 200 fragmentos de ossos de 16 mam\u00edferos e um r\u00e9ptil.<\/p>\n<p>A data\u00e7\u00e3o desses materiais indica que humanos habitaram o local entre 46 mil e 49 mil anos atr\u00e1s. At\u00e9 ent\u00e3o se acreditava que o local mais antigo habitado por abor\u00edgenes na regi\u00e3o interior da Austr\u00e1lia tinha cerca de 38 mil anos.<\/p>\n<p>\u2014 Essas descoberta coloca as pessoas se movendo em dire\u00e7\u00e3o ao sul da parte mais ao norte do continente muito anos do que pens\u00e1vamos \u2014 disse Hamm, destacando que, naquela \u00e9poca, o clima era diferente. \u2014 Eles chegaram aqui antes de se tornar realmente \u00e1rido. De certa forma, eles ficaram aprisionados no Flinders Ranges porque como o clima mudou, era muito arriscado deixar essa regi\u00e3o bem abastecida por \u00e1gua que tinha nascentes permanentes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos artefatos, os cientistas descobriram ind\u00edcios de intera\u00e7\u00e3o das antigas popula\u00e7\u00f5es com esp\u00e9cies j\u00e1 extintas da megafauna, o que levanta o debate sobre o impacto da a\u00e7\u00e3o humana nesses animais. O professor Gavin Prideaux, que tamb\u00e9m participou dos estudos, apontou a descoberta de ossos do extinto Diprotodon optatum e ovos de um antigo p\u00e1ssaro gigante.<\/p>\n<p>\u2014 A \u00fanica forma dos ossos e das cascas terem chegado l\u00e1 \u00e9 porque pessoas levaram \u2014 disse Prideaux. \u2014 Em termos da megafauna, \u00e9 uma descoberta realmente importante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um artigo publicado na revista \u201cNature\u201d na semana passada mostra que regi\u00f5es do interior da<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":53236,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/sitio_arqueologico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um artigo publicado na revista \u201cNature\u201d na semana passada mostra que regi\u00f5es do interior da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53235"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53235"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53235\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53236"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}