{"id":5299,"date":"2014-08-22T10:00:44","date_gmt":"2014-08-22T10:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=5299"},"modified":"2014-08-21T12:58:44","modified_gmt":"2014-08-21T12:58:44","slug":"depois-de-anos-de-queda-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-dao-sinais-de-voltar-a-subir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/depois-de-anos-de-queda-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-dao-sinais-de-voltar-a-subir\/","title":{"rendered":"Depois de anos de queda, emiss\u00f5es de gases de efeito estufa d\u00e3o sinais de voltar a subir"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/emissoes_brasil.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-5300\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/emissoes_brasil.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>O Observat\u00f3rio do Clima aponta para tend\u00eancia do Brasil reverter o cen\u00e1rio de queda nas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE), colocando em risco seu papel nas negocia\u00e7\u00f5es internacionais e no contexto p\u00f3s-2020, al\u00e9m de colocar em d\u00favida a competitividade econ\u00f4mica e a capacidade de resposta do pa\u00eds \u00e0 mudan\u00e7a do clima no futuro pr\u00f3ximo.<\/em><\/p>\n<p>O per\u00edodo de redu\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas nas emiss\u00f5es brasileiras de gases de efeito estufa (GEE) pode estar no fim, como apontam os documentos da An\u00e1lise do Panorama Atual de Emiss\u00f5es Brasileiras \u2013 Tend\u00eancias e Desafios, do Observat\u00f3rio do Clima, elaborados a partir de seu Sistema de Estimativa de Emiss\u00e3o de Gases de Efeito Estufa (SEEG). A queda de mais de 70% nas taxas de desmatamento na Amaz\u00f4nia, que ajudaram o Brasil a baixar sua participa\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es globais de 6,2% em 2004 para 2,9% em 2012, colocou o pa\u00eds em boa posi\u00e7\u00e3o para iniciar as discuss\u00f5es do novo acordo global de clima, que ir\u00e1 substituir o Protocolo de Quioto depois de 2020. Em 2012, as emiss\u00f5es globais aumentaram 7%. Mas as estimativas geradas pelo Observat\u00f3rio do Clima apontam uma clara tend\u00eancia de crescimento nas emiss\u00f5es de GEE dos setores de energia, transportes, agropecu\u00e1ria, ind\u00fastria e res\u00edduos s\u00f3lidos. E vale ressaltar que as estimativas do Observat\u00f3rio do Clima ainda n\u00e3o captam o aumento do desmatamento na Amaz\u00f4nia no ano passado. H\u00e1 portanto, uma forte indica\u00e7\u00e3o de que podemos chegar a 2020 com emiss\u00f5es em ascens\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil dever\u00e1 cumprir a meta volunt\u00e1ria de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es fixada em 2010 para 2020. Mas seguindo a trajet\u00f3ria atual, \u00e9 prov\u00e1vel que nos pr\u00f3ximos anos redu\u00e7\u00f5es adicionais do desmatamento sejam inferiores ao aumento de emiss\u00f5es nos demais setores, levando a um novo per\u00edodo de crescimento\u201d, alerta Tasso Azevedo, coordenador do SEEG.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da queda do desmatamento que se verificou durante alguns anos no Brasil, as taxas de crescimento econ\u00f4mico bem abaixo do projetado pelo governo federal nas pol\u00edticas de clima tamb\u00e9m v\u00e3o ajudar: \u201cAs metas brasileiras de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es foram definidas em 2010 com base em um crescimento m\u00e9dio anual da economia de 4% a 5%, bem distante da realidade de nossa matriz energ\u00e9tica\u201d, acrescentou Azevedo.<\/p>\n<p>Quando se excluem as emiss\u00f5es de Mudan\u00e7a de uso da Terra entre 1990 e 2012, s\u00f3 houve redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es no Brasil no ano de 2009, em consequ\u00eancia da crise econ\u00f4mica global, deflagrada no segundo semestre de 2008. J\u00e1 em 2010 as emiss\u00f5es voltaram a crescer um ritmo superior ao de 2008 e seguiram nesta tend\u00eancia at\u00e9 2012. E o desmatamento da Amaz\u00f4nia, que por anos foi a principal fonte de emiss\u00f5es brasileiras e representou cerca de 70% do total nos anos 90, caiu para 32% em 2012, se equiparando aos setores de energia e agropecu\u00e1ria, com 30% cada um.<\/p>\n<p>\u201cMesmo com a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es observada nos \u00faltimos anos, o Brasil est\u00e1 entre os maiores emissores mundiais e deve assumir sua responsabilidade para o enfrentamento do problema nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas\u201d, afirmou Carlos Rittl, Secret\u00e1rio Executivo do Observat\u00f3rio do Clima.<\/p>\n<p>No per\u00edodo p\u00f3s-2020, todos os grandes emissores ter\u00e3o que realizar cortes profundos em suas emiss\u00f5es para que seja poss\u00edvel limitar o aquecimento global a n\u00edveis seguros. Isto ir\u00e1 exigir um esfor\u00e7o muito maior dos pa\u00edses que mais emitem GEE: \u201c\u00c9 necess\u00e1rio planejar e investir em um modelo de desenvolvimento baseado em redu\u00e7\u00f5es progressivas de emiss\u00f5es. No Brasil, n\u00e3o temos ainda esta vis\u00e3o de longo prazo. O pa\u00eds est\u00e1 acomodado e ficando para tr\u00e1s em investimentos em uma economia de baixo carbono,\u201d acrescentou Rittl.<\/p>\n<p>Segundo dados do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em 2013, a China investiu US$ 54 bilh\u00f5es em energias renov\u00e1veis (exceto grandes hidrel\u00e9tricas). Os investimentos dos EUA somaram US$ 34 bilh\u00f5es. \u00cdndia e \u00c1frica do Sul investiram US$ 6 e US$ 5 bilh\u00f5es, respectivamente. J\u00e1 o Brasil reduziu seus investimentos no setor de US$12 bilh\u00f5es em 2008, para apenas US$ 3 bilh\u00f5es em 2013 \u2013 quase 75% de redu\u00e7\u00e3o no volume de investimentos nestas fontes de energia.<\/p>\n<p>O Observat\u00f3rio do Clima cobra do governo federal a aplica\u00e7\u00e3o do que determina a lei 12.187, de 2009, que estabeleceu a Pol\u00edtica Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima (PNMC), em seu par\u00e1grafo 11: que todos os princ\u00edpios, objetivos, diretrizes e instrumentos das pol\u00edticas p\u00fablicas e programas governamentais devem compatibilizar-se a PNMC.<\/p>\n<p>Em julho de 2014, o Observat\u00f3rio do Clima apresentou ao Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores sua vis\u00e3o sobre os princ\u00edpios e crit\u00e9rios que dever\u00e3o nortear a defini\u00e7\u00e3o da meta brasileira de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es para o per\u00edodo p\u00f3s-2020. \u201cAt\u00e9 2030, o Brasil ter\u00e1 que reduzir suas emiss\u00f5es a n\u00edveis muito inferiores aos atuais. Isto significa promover uma profunda transforma\u00e7\u00e3o em nossa economia. O pa\u00eds precisa enfrentar este desafio desde j\u00e1, preparando-se para um cen\u00e1rio em que ter\u00e1 que assumir compromissos significativos de corte de emiss\u00f5es junto \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima no p\u00f3s-2020\u2033, concluiu Rittl.<\/p>\n<p>O Observat\u00f3rio do Clima faz uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es para que o Brasil reduza as suas emiss\u00f5es de forma compat\u00edvel com o sua responsabilidade sobre o problema, sua capacidade e o que requer o IPCC para que limitemos o aquecimento global a 2\u00b0C, dentre elas: zerar as emiss\u00f5es por desmatamento, neutralizar as emiss\u00f5es na agropecu\u00e1ria, reverter a queda da participa\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis na matriz energ\u00e9tica brasileira, recuperar \u00e1reas degradadas e desmatadas para ampliar a captura de carbono e universalizar o tratamento biol\u00f3gico de res\u00edduos s\u00f3lidos e esgoto no Brasil com aproveitamento do biog\u00e1s e dos materiais recicl\u00e1veis.<\/p>\n<p>Confira abaixo as an\u00e1lises separadas por\u00a0setor:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.gvces.com.br\/arquivos\/306\/SEEG_Agropecuaria.pdf\" target=\"_blank\">Agropecu\u00e1ria<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.gvces.com.br\/arquivos\/304\/SEEG_Energia.pdf\" target=\"_blank\">Energia<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.gvces.com.br\/arquivos\/303\/SEEG_Industria.pdf\" target=\"_blank\">Ind\u00fastria<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.gvces.com.br\/arquivos\/302\/SEEG_Residuos.pdf\" target=\"_blank\">Res\u00edduos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.gvces.com.br\/arquivos\/305\/SEEG_UsoDaTerra.pdf\" target=\"_blank\">Mudan\u00e7as do Uso da Terra<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Observat\u00f3rio do Clima aponta para tend\u00eancia do Brasil reverter o cen\u00e1rio de queda nas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5300,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/emissoes_brasil.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/emissoes_brasil.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/emissoes_brasil.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/emissoes_brasil.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/emissoes_brasil.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/emissoes_brasil.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/emissoes_brasil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/emissoes_brasil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/emissoes_brasil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/emissoes_brasil.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Observat\u00f3rio do Clima aponta para tend\u00eancia do Brasil reverter o cen\u00e1rio de queda nas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5299"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5299"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5299\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5300"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5299"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5299"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5299"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}