{"id":52969,"date":"2016-11-03T12:30:59","date_gmt":"2016-11-03T15:30:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=52969"},"modified":"2016-11-02T21:11:16","modified_gmt":"2016-11-03T00:11:16","slug":"fapesp-e-bbsrc-aplicam-r-19-milhoes-em-pesquisas-sobre-biocombustiveis-avancados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fapesp-e-bbsrc-aplicam-r-19-milhoes-em-pesquisas-sobre-biocombustiveis-avancados\/","title":{"rendered":"FAPESP e BBSRC aplicam R$ 19 milh\u00f5es em pesquisas sobre biocombust\u00edveis avan\u00e7ados"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=52970\" rel=\"attachment wp-att-52970\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-52970\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A FAPESP e o Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC), do Reino Unido, aplicar\u00e3o conjuntamente \u00a3 5 milh\u00f5es (equivalente a cerca de R$ 19 milh\u00f5es) para apoiar dois projetos de pesquisa voltados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis avan\u00e7ados \u2013 obtidos de mat\u00e9rias-primas n\u00e3o convencionais, como baga\u00e7o e palha da cana-de-a\u00e7\u00facar \u2013 e produtos qu\u00edmicos de alto valor.<\/p>\n<p>Os projetos, selecionados em uma <a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/en\/9759\" target=\"_blank\"><b>chamada de propostas<\/b><\/a> lan\u00e7ada em conjunto pelas duas institui\u00e7\u00f5es, ser\u00e3o realizados nos pr\u00f3ximos quatro a cinco anos por pesquisadores vinculados a universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo em colabora\u00e7\u00e3o com parceiros no Reino Unido.<\/p>\n<p>A FAPESP conceder\u00e1 o equivalente a \u00a3 1,5 milh\u00e3o (cerca de R$ 5,7 milh\u00f5es) e, em contrapartida, o BBSRC destinar\u00e1 \u00a3 3,5 milh\u00f5es (aproximadamente R$ 13,3 milh\u00f5es) para financiar os dois projetos colaborativos de pesquisa que envolvem diferentes abordagens em biorrefinaria \u2013 como s\u00e3o chamados os complexos industriais que produzem combust\u00edvel, eletricidade e produtos qu\u00edmicos a partir de biomassa.<\/p>\n<p>O valor investido nos dois projetos representa um dos maiores volumes de recursos j\u00e1 aplicados pela FAPESP em uma chamada conjunta de propostas e \u00e9 justificado pelos desafios cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos envolvidos.<\/p>\n<p>Entre eles est\u00e3o o desenho e o desenvolvimento de enzimas e novos microrganismos fermentativos, a otimiza\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas da biomassa de plantas que t\u00eam sido avaliadas para produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis avan\u00e7ados e produtos qu\u00edmicos, al\u00e9m da explora\u00e7\u00e3o de novas rotas tecnol\u00f3gicas e a avalia\u00e7\u00e3o de sua viabilidade industrial e comercial.<\/p>\n<p>Um dos projetos selecionados, liderado por Telma Teixeira Franco, coordenadora do N\u00facleo Interdisciplinar de Planejamento Estrat\u00e9gico (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas, e David Leak, professor da University of Bath, da Inglaterra, pretende explorar novas t\u00e9cnicas de convers\u00e3o de hidratos de carbono complexos presentes na biomassa de plantas, como a celulose e a hemicelulose, para produzir biocombust\u00edveis de segunda gera\u00e7\u00e3o e produtos qu\u00edmicos de alto valor usando menos recursos e energia.<\/p>\n<p>Principais elementos estruturais da parede celular de plantas, a celulose e a hemicelulose s\u00e3o unidas pela lignina \u2013 uma mol\u00e9cula respons\u00e1vel pela rigidez, impermeabilidade e resist\u00eancia dos tecidos vegetais.<\/p>\n<p>A fim de poder convert\u00ea-las em a\u00e7\u00facar, que \u00e9 fermentado e, a partir desse processo, obter o bioetanol, a lignina precisa ser extra\u00edda dos res\u00edduos agr\u00edcolas, como baga\u00e7o e palha de cana-de-a\u00e7\u00facar e de sorgo sacarino, cascas, gram\u00edneas e res\u00edduos florestais.<\/p>\n<p>Os processos utilizados hoje para essa finalidade \u2013 como a deslignifica\u00e7\u00e3o com a separa\u00e7\u00e3o das fra\u00e7\u00f5es de celulose e hemicelulose (chamada de pr\u00e9-tratamento) e hidr\u00f3lises \u00e1cida e enzim\u00e1tica \u2013 s\u00e3o complexos, apresentam baixo rendimento na convers\u00e3o, balan\u00e7o energ\u00e9tico negativo e custo de produ\u00e7\u00e3o elevada.<\/p>\n<p>Durante o projeto, os pesquisadores brasileiros e do Reino Unido pretendem avaliar novas tecnologias, como a de quebra da celulose, em que a estrutura molecular do baga\u00e7o e da palha da cana-de-a\u00e7\u00facar e do sorgo sacarino, al\u00e9m de res\u00edduos de eucalipto, \u00e9 quebrada em a\u00e7\u00facares mais simples e sol\u00faveis, que s\u00e3o transformados em combust\u00edveis de segunda gera\u00e7\u00e3o pela a\u00e7\u00e3o de microrganismos.<\/p>\n<p>\u201cQueremos avaliar um processo de pr\u00e9-tratamento que desenvolvemos muito diferente do que tem sido feito hoje e que permite evitar a contamina\u00e7\u00e3o por bact\u00e9rias durante a fase de fermenta\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar para obter n\u00e3o s\u00f3 etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m outros biocombust\u00edveis avan\u00e7ados, como biodiesel e bioquerosene para avia\u00e7\u00e3o\u201d, disse Franco \u00e0 <b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b>.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m pretendem desenvolver durante o projeto um novo processo de fermenta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de novas linhagens de microrganismos fermentativos e enzimas espec\u00edficas para o tratamento da palha e do baga\u00e7o da cana-de-a\u00e7\u00facar, do sorgo sacarino e de res\u00edduos de eucalipto.<\/p>\n<p>O projeto ser\u00e1 realizado em colabora\u00e7\u00e3o com pesquisadores da Aberystwyth University, do Pa\u00eds de Gales, e do Imperial College London, da Inglaterra.<\/p>\n<p>\u201cMontamos uma equipe excelente de pesquisadores do Reino Unido e do Brasil que atende os requisitos e est\u00e1 muito bem preparada para enfrentar os desafios cient\u00edficos envolvidos nesse projeto\u201d, declarou Leak em <i>release<\/i> divulgado pela University of Bath. \u201cEstamos ansiosos para come\u00e7ar e muito animados com as possibilidades que essa parceria deve resultar\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>O segundo projeto de pesquisa selecionado na chamada de propostas ser\u00e1 coordenado por F\u00e1bio Squina, pesquisador do Laborat\u00f3rio Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), e por Timothy David Howard Bugg, professor da University of Warwick, da Inglaterra, e visa desenvolver novas rotas biotecnol\u00f3gicas para valorizar a lignina.<\/p>\n<p>O segundo pol\u00edmero mais abundante no planeta, depois da celulose, a lignina \u00e9 utilizada hoje primordialmente para queima e fornecimento de energia para processos biotecnol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Por meio do projeto, os pesquisadores do CTBE e da University of Warwick, em colabora\u00e7\u00e3o com colegas da University of Manchester e da University College London, da Inglaterra, pretendem desenvolver novas rotas de valoriza\u00e7\u00e3o da lignina utilizando microrganismos, desenvolvidos por engenharia metab\u00f3lica, em produtos qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>\u201cNosso objetivo \u00e9 desenvolver novos m\u00e9todos para valorizar a lignina usando \u00e1cido fer\u00falico como intermedi\u00e1rio e que esse composto antioxidante, encontrado nas folhas e sementes de plantas, como farelo de milho, arroz, trigo e aveia e usado pelas ind\u00fastrias de cosm\u00e9ticos, possa ser convertido em outros compostos, como fragr\u00e2ncias, princ\u00edpios farmacol\u00f3gicos e aromas\u201d, explicou Squina.<\/p>\n<p>Durante o projeto, os pesquisadores tamb\u00e9m pretendem integrar os processos biotecnol\u00f3gicos para valoriza\u00e7\u00e3o da lignina com a produ\u00e7\u00e3o de etanol celul\u00f3sico.<\/p>\n<p>\u201cEssa integra\u00e7\u00e3o dos processos biotecnol\u00f3gicos pode ajudar a viabilizar biorrefinarias de material celul\u00f3sico\u201d, avaliou Squina.<\/p>\n<p><b>Parceria prof\u00edcua<\/b><\/p>\n<p>A FAPESP mant\u00e9m desde 2009 uma parceria com o BBSRC, que \u00e9 um dos sete Conselhos de Pesquisa (<i>Research Council<\/i>) do Reino Unido \u2013 RCUK, na sigla em ingl\u00eas.<\/p>\n<p>Ao longo desses anos, as duas institui\u00e7\u00f5es lan\u00e7aram em conjunto com o Conselho Nacional das Funda\u00e7\u00f5es Estaduais de Amparo \u00e0 Pesquisa (Confap) uma chamada de propostas, no \u00e2mbito do Newton Fund, voltada a selecionar centros virtuais de pesquisa em nitrog\u00eanio para a agricultura.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, mant\u00eam uma chamada de propostas de fluxo cont\u00ednuo \u2013 em que pesquisadores do Reino Unido podem submeter ao BBSRC propostas de pesquisa conjuntas com pesquisadores vinculados a universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa no Estado de S\u00e3o Paulo a qualquer momento \u2013 e outra voltada a promover colabora\u00e7\u00f5es cient\u00edficas de curto prazo.<\/p>\n<p>\u201cEssa chamada de propostas conjunta para apoiar projetos voltados \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis avan\u00e7ados, liderada pela FAPESP, demonstra a for\u00e7a da parceria e baseia-se em colabora\u00e7\u00f5es de longa data entre cientistas do Reino Unido e brasileiros\u201d, disse Steve Visscher, diretor executivo do BBSRC, em um comunicado publicado pela institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEsse investimento demonstra o compromisso cont\u00ednuo do BBSRC em estabelecer a bioenergia como uma das nossas prioridades estrat\u00e9gicas e os benef\u00edcios de trabalhar com parceiros globais para enfrentar os desafios de pesquisa nessa \u00e1rea\u201d, disse Visscher.<\/p>\n<p>A chamada de propostas foi a primeira lan\u00e7ada em conjunto pela FAPESP com um dos Conselhos de Pesquisa do Reino Unido em que todo o processo de an\u00e1lise do m\u00e9rito cient\u00edfico foi conduzido pela Funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cientifico da FAPESP, os projetos aprovados buscam enfrentar um dos desafios mais significativos para a produ\u00e7\u00e3o de bioenergia hoje no mundo.<\/p>\n<p>\u201cA chamada FAPESP-BBSRC mobiliza colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para estudar um tema extremamente relevante para o Brasil, que \u00e9 a bioenergia. Os dois projetos selecionados, cada um liderado por um par de destacados cientistas de S\u00e3o Paulo e do Reino Unido, enfrentam um dos desafios mais importantes em bioenergia hoje: a utiliza\u00e7\u00e3o de material lignocelul\u00f3sico para produzir insumos qu\u00edmicos valiosos e combust\u00edveis l\u00edquidos\u201d, disse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A FAPESP e o Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC), do Reino Unido, aplicar\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":52970,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/biocombustivel.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A FAPESP e o Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC), do Reino Unido, aplicar\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52969"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52969"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52969\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52970"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}