{"id":52801,"date":"2016-10-31T13:55:58","date_gmt":"2016-10-31T16:55:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=52801"},"modified":"2016-10-31T13:55:58","modified_gmt":"2016-10-31T16:55:58","slug":"veneno-de-uma-das-cobras-mais-mortais-pode-servir-de-analgesico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/veneno-de-uma-das-cobras-mais-mortais-pode-servir-de-analgesico\/","title":{"rendered":"Veneno de uma das cobras mais mortais pode servir de analg\u00e9sico"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/veneno-de-uma-das-cobras-mais-mortais-pode-servir-de-analgesico\/cobra_coral_azul\/\" rel=\"attachment wp-att-52802\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-52802\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A <em>Calliophis bivirgata<\/em>, conhecida como cobra coral azul, \u00e9 uma das serpentes mais mortais do mundo. Ela possui um veneno \u00fanico, que envia um choque intenso ao sistema da v\u00edtima, provocando espasmos em todo o corpo por disparar todos os nervos de uma vez. A descoberta do modo de a\u00e7\u00e3o da toxina foi descrita pelo pesquisador Bryan Fry, da Universidade de Queenland, na Austr\u00e1lia. Dependendo da quantidade, o veneno pode matar um ser humano, mas, ironicamente, talvez possa ser usado como um poderoso analg\u00e9sico.<\/p>\n<p>Esse estilo de veneno, \u00fanico entre as serpentes, \u00e9 resultado de uma adapta\u00e7\u00e3o evolutiva. A coral azul, que habita alguns pa\u00edses do sudeste asi\u00e1tico, \u00e9 descrita por Fry como a \u201cmatadora das matadoras\u201d. Sua dieta preferida inclui outras cobras venenosas, ent\u00e3o toda ca\u00e7a \u00e9 um jogo de vida ou morte.<\/p>\n<p>\u2014 Elas s\u00e3o especializadas em ca\u00e7ar outras cobras venenosas, incluindo jovens cobras reais \u2014 disse Fry. \u2014 Com sua combina\u00e7\u00e3o de listras azuis e cabe\u00e7a e cauda vermelha, a coral azul \u00e9 sem d\u00favida uma das esp\u00e9cies mais marcantes de cobras. Ela tamb\u00e9m tem as maiores gl\u00e2ndulas de veneno do mundo, que se estendem por mais de um quarto do comprimento do corpo.<\/p>\n<p>O pesquisador explica que, normalmente, o veneno das cobras demora a agir. Mesmo entre as serpentes mais venenosas, pequenos roedores morrem alguns minutos ap\u00f3s a inje\u00e7\u00e3o das toxinas. A coral azul possui uma estrat\u00e9gia diferente. Ap\u00f3s a mordida, a presa fica viva, mas \u00e9 paralisada imediatamente. Segundo Fry, a a\u00e7\u00e3o da toxina \u00e9 similar ao de algumas esp\u00e9cies de escorpi\u00f5es e do molusco marinho <em>Conus<\/em>.<\/p>\n<p>\u2014 Alguns animais fazem com que os nervos da presa fritem, por causa de um choque intenso no sistema nervoso. O <em>Conus<\/em> paralisa instantaneamente um peixe, tensionando todos os m\u00fasculos num espasmo. Isso evita que o peixe fuja do caramujo im\u00f3vel \u2014 explicou Fry. \u2014 Agora n\u00f3s mostramos que existe uma cobra que mata da mesma forma.<\/p>\n<p>Apesar da r\u00e1pida a\u00e7\u00e3o, o veneno n\u00e3o mata imediatamente, diz o pesquisador. Em vez disso, ele liga todos os nervos da \u00e1gil presa ao mesmo tempo, resultando num estado de paralisia instant\u00e2neo. A toxina age de forma a prevenir que os nervos possam desligar seus canais de s\u00f3dio, fazendo com que eles fiquem ativos continuamente.<\/p>\n<p>\u2014 Esse veneno atinge um tipo de canal de s\u00f3dio particular que \u00e9 importante para o tratamento da dor em humanos \u2014 disse Fry. \u2014 Esta \u00e9 outra na longa lista de descobertas \u00fateis de venenos que podem beneficiar a sa\u00fade humana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Calliophis bivirgata, conhecida como cobra coral azul, \u00e9 uma das serpentes mais mortais do<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":52802,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cobra_coral_azul.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Calliophis bivirgata, conhecida como cobra coral azul, \u00e9 uma das serpentes mais mortais do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52801"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52801"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52801\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52802"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}