{"id":5276,"date":"2014-08-23T00:00:28","date_gmt":"2014-08-23T00:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=5276"},"modified":"2014-08-21T12:17:47","modified_gmt":"2014-08-21T12:17:47","slug":"o-brasil-ainda-nao-e-um-dos-melhores-paises-para-o-clima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-brasil-ainda-nao-e-um-dos-melhores-paises-para-o-clima\/","title":{"rendered":"&#8220;O Brasil ainda n\u00e3o \u00e9 um dos melhores pa\u00edses para o clima&#8221;"},"content":{"rendered":"<div id=\"atualizacaoEAssinatura\">\n<div id=\"ass\"><strong class=\"fn\">POR ALEXANDRE MANSUR<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"materia-parsed-corpo\">\n<div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"May Boeve, diretora da campanha internacional 350.org (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/350.org)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/PAf9EcghtpsxbyUT4fRwudXim6M=\/620x300\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2014\/08\/20\/may_2.jpg\" alt=\"May Boeve, diretora da campanha internacional 350.org (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/350.org)\" width=\"620\" height=\"300\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><label class=\"foto-legenda\">May Boeve, diretora da campanha internacional 350.org (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/350.org)<\/label><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A campanha 350.org tem uma miss\u00e3o dif\u00edcil. Convencer a popula\u00e7\u00e3o a fazer ou apoiar a\u00e7\u00f5es que desacelerem as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em curso. A Terra est\u00e1 esquentando numa velocidade acelerada nos \u00faltimos 100 anos (mesmo descontando a estabilidade tempor\u00e1ria da \u00faltima d\u00e9cada). A principal causa disso, segundo os cientistas, s\u00e3o as emiss\u00f5es de gases derivados da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis e florestas. A meta da organiza\u00e7\u00e3o 350.org \u00e9 que a atmosfera da Terra volte a ficar com a concentra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico na faixa de 350 partes por milh\u00e3o (ppm). \u00c9 o limite considerado seguro pelos principais cientistas. Acima disso, segundo eles, a temperatura m\u00e9dia da Terra pode continuar subindo a ponto de gerar consequ\u00eancias catastr\u00f3ficas como rupturas nos padr\u00f5es conhecidos de chuvas e secas.<\/p>\n<p>Uma das dificuldades do percurso \u00e9 que a concentra\u00e7\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico na atmosfera j\u00e1 passou dos 350 ppm. Hoje, est\u00e1 em cerca de 400 ppm. E continua subindo.<\/p>\n<p>A campanha prepara uma s\u00e9rie de manifesta\u00e7\u00f5es para antecipar uma reuni\u00e3o da ONU sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas marcada para 23 de setembro, em Nova York. Uma das a\u00e7\u00f5es \u00e9 uma passeata em Nova York no dia 20. A 350.org tamb\u00e9m pretende fazer uma marcha no Rio de Janeiro. Uma delas \u00e9 o CausArte, iniciativa do coletivo Cl\u00edmax que fornecer\u00e1 material como spray e tinta para artistas de rua de estados brasileiro produzirem murais sobre elei\u00e7\u00f5es e meio ambiente.<\/p>\n<p>Em entrevista a \u00c9POCA, May Boeve, diretora do 350.org contou como pretende chamar aten\u00e7\u00e3o das pessoas para o clima da Terra.<\/p>\n<p><strong>\u00c9POCA: Como o 350.org vai chamar a aten\u00e7\u00e3o das pessoas para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/strong><\/p>\n<p>May Boeve: O foco da campanha \u00e9 mostrar a real contribui\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Brasil. Dados do Observat\u00f3rio do Clima (<em>uma coaliz\u00e3o de ONGs brasileiras<\/em>) mostram que atualmente o agroneg\u00f3cio \u00e9 o principal respons\u00e1vel pelas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa local (59%). Essa \u00e9 uma dura realidade j\u00e1 que parte relevante do PIB brasileiro \u00e9 baseado nesse modelo de neg\u00f3cio. A mesma situa\u00e7\u00e3o se reflete em outros pa\u00edses onde a 350 j\u00e1 atua a mais tempo. Temos consci\u00eancia que \u00e9 uma mudan\u00e7a que leva tempo e que culmina no voto do cidad\u00e3o &#8211; esse sim um poderoso fator de mudan\u00e7a social.<\/p>\n<p><strong>\u00c9POCA: Ainda \u00e9 poss\u00edvel sonhar com um n\u00edvel de carbono na atmosfera de 350 ppm?<\/strong><\/p>\n<p>May: O n\u00edvel seguro de carbono na atmosfera \u00e9 350 partes por milh\u00e3o. E a \u00fanica forma de se voltar a ele, \u00e9 a economia mundial rever o seu modelo de crescimento e desenvolvimento, fazendo a transi\u00e7\u00e3o imediata de ind\u00fastrias que contribuem mais para as emiss\u00f5es, como a de combust\u00edveis f\u00f3sseis e a do agroneg\u00f3cio. Ser\u00e1 preciso passar para a gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel descentralizada, efici\u00eancia energ\u00e9tica, pr\u00e1ticas agr\u00edcolas sustent\u00e1veis e para a agricultura familiar. E essa transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode mais ser postergada.<\/p>\n<p><strong>\u00c9POCA: Qual \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o brasileira nisso?<\/strong><\/p>\n<p>May: O Brasil ocupa a vergonhosa posi\u00e7\u00e3o de 5o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, e n\u00e3o pode seguir cedendo aos interesses de corpora\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas em detrimento do bem estar da popula\u00e7\u00e3o. Eles n\u00e3o produzem o alimento do brasileiro e s\u00e3o os grandes respons\u00e1veis pelas emiss\u00f5es que provocam as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O resultado quem sofre \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o com os chamados desastres clim\u00e1ticos: deslizamentos, enchentes, seca, falta de \u00e1gua. O primeiro passo da transi\u00e7\u00e3o para um Brasil de baixo carbono, \u00e9 paulatinamente remover os ruralistas do centro das\u00a0 tomadas de decis\u00e3o, abrindo espa\u00e7o assim para um novo modelo, focado na agricultura familiar, como a pr\u00f3pria ONU sugeriu em seu relat\u00f3rio que nomeia 2014 como o ano da agricultura familiar no mundo.<\/p>\n<p><strong>\u00c9POCA: Quais seriam as consequ\u00eancias de manter a concentra\u00e7\u00e3o de carbono em 400 ppm ou at\u00e9 acima disso?<\/strong><\/p>\n<p>May: A esta\u00e7\u00e3o de monitoramento de g\u00e1s carb\u00f4nico mais importante do mundo tem registrado ultimamente concentra\u00e7\u00f5es acima de 400 partes por milh\u00e3o, os n\u00edveis mais altos encontrados na Terra em milh\u00f5es de anos, e estamos acrescentando 2 ppm de carbono na atmosfera todos os anos. At\u00e9 agora j\u00e1 passamos por um aquecimento de 1 grau cent\u00edgrado na temperatura do planeta, e as consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas causadas pela concentra\u00e7\u00e3o acima de 400 ppm j\u00e1 est\u00e3o vis\u00edveis. O derretimento de geleiras amea\u00e7a a principal fonte de \u00e1gua pot\u00e1vel para milh\u00f5es de pessoas. Mosquitos, que apreciam uma temperatura mais quente, est\u00e3o se espalhando por novos locais, levando dengue e mal\u00e1ria lugares antes n\u00e3o afetados por estas doen\u00e7as. Secas tem ficado mais frequentes, dificultando cada vez a produ\u00e7\u00e3o de alimentos em muitos lugares. O n\u00edvel do mar j\u00e1 aumentou, e cientistas alertam que ele pode subir diversos metros ainda neste s\u00e9culo. Se isso acontecer, muitas cidades, pa\u00edses insulares e fazendas ficar\u00e3o debaixo d\u00b4\u00e1gua. Por todo o globo, estamos acumulando recordes de eventos clim\u00e1ticos extremos como furac\u00f5es, tuf\u00f5es, nevascas e secas, o que aumenta os conflitos e reduz a seguran\u00e7a alimentar e f\u00edsica em regi\u00f5es que j\u00e1 sofrem com escassez de recursos. Estes eventos s\u00e3o s\u00f3 um sinal amea\u00e7ador do que est\u00e1 por vir se seguirmos acima dos 400ppm.<\/p>\n<p><strong>\u00c9POCA: Se formos tentar evitar que as concentra\u00e7\u00f5es de carbono cheguem a n\u00edveis perigosos, as grandes empresas de petr\u00f3leo e g\u00e1s n\u00e3o poder\u00e3o explorar todas suas reservas. Como convencer as empresas e seus investidores a fazer isso? Qual seria o preju\u00edzo para as empresas e os investidores? Quem pagaria por isso?<\/strong><\/p>\n<p>May: Infelizmente do ponto de vista econ\u00f4mico n\u00e3o h\u00e1 um consenso sobre uma solu\u00e7\u00e3o completa para justificar \u00e0s exploradoras de combust\u00edveis f\u00f3sseis que parem com suas atividades e nem sobre quem vai pagar essa conta caso elas percam valor de mercado. J\u00e1 do ponto de vista ambiental essa resposta e mais f\u00e1cil. N\u00e3o podemos ir contra os fatos. As cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas est\u00e3o cada vez mais frequentes, mortes, dissemina\u00e7\u00e3o de epidemias. Sem levar em considera\u00e7\u00e3o a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas afetadas que custa caro. S\u00f3 os deslizamentos ocorridos na regi\u00e3o serrana do Rio de Janeiro em 2011, custaram, segundo o Banco Mundial, 900 vidas e R$ 4,78 bilh\u00f5es, e essa conta tem que ser feita tamb\u00e9m. Est\u00e1 claro que o modelo de desenvolvimento que escolhemos n\u00e3o est\u00e1 dando certo. Temos que ser realistas e mudar o curso dos fatos enquanto \u00e9 tempo. N\u00e3o tenho resposta para a quest\u00e3o econ\u00f4mica mas o que eu posso te dizer com seguran\u00e7a \u00e9 que do ponto de vista social e ambiental, n\u00e3o \u00e9 justo que a popula\u00e7\u00e3o mundial nem a natureza continuem pagando essa conta.<\/p>\n<p><strong>\u00c9POCA: O Brasil investe na explora\u00e7\u00e3o de suas reservas de petr\u00f3leo e g\u00e1s no pr\u00e9-sal. Para evitar lan\u00e7ar mais g\u00e1s carb\u00f4nico na atmosfera, o pa\u00eds deveria abrir m\u00e3o desse recurso? Qual seria o impacto de uma decis\u00e3o dessas para a economia e a sociedade brasileira?<\/strong><\/p>\n<p>May: O problema est\u00e1 nos danos ao meio ambiente e \u00e0 sociedade que a explora\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de todo esse petr\u00f3leo vai trazer. Agora \u00e9 o momento para se discutir como diminuir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e o petr\u00f3leo tem papel preponderante nesse cen\u00e1rio e n\u00e3o deveria ter sua participa\u00e7\u00e3o na matriz energ\u00e9tica brasileira aumentada. Relat\u00f3rio divulgado pelo Greenpeace aponta que, considerando os n\u00fameros totais estimados para as reservas do pr\u00e9-sal &#8211; 80 bilh\u00f5es de barris \u2013 a queima de todo o \u00f3leo ser\u00e1 respons\u00e1vel pela emiss\u00e3o de 35 bilh\u00f5es de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico durante um prazo de 40 anos. Mesmo que diminua o desmatamento na Amaz\u00f4nia e os impactos danosos no clima causado pelo\u00a0 agroneg\u00f3cio, o Brasil continuar\u00e1 a ocupar as primeiras posi\u00e7\u00f5es no ranking dos maiores emissores dos gases respons\u00e1veis pelo aumento da temperatura do planeta.<\/p>\n<p><strong>\u00c9POCA: Estamos passando por uma fase interessante da atmosfera. Nos \u00faltimos 10 anos, aparentemente grande parte do aquecimento adicional no planeta foi para o fundo dos oceanos. Por isso, as m\u00e9dias de temperatura da atmosfera n\u00e3o t\u00eam subido. Segundo os cientistas, isso \u00e9 um ciclo que vai passar. E quando ele passar, o oceano vai devolver a energia extra para a atmosfera, acelerando o aquecimento que sentimos. Enquanto isso n\u00e3o acontece, como fazer campanha por uma a\u00e7\u00e3o contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/strong><\/p>\n<p>May: Segundo a NASA, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, caso n\u00e3o sejam contidas, produzir\u00e3o no pr\u00f3ximo s\u00e9culo, s\u00f3 na Am\u00e9rica Latina, a substitui\u00e7\u00e3o de florestas tropicais por savana na Amaz\u00f4nia oriental, risco de significativa perda da biodiversidade pela extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies em diversas \u00e1reas tropicais e mudan\u00e7as significativas na disponibilidade de \u00e1gua para consumo humano, agricultura e gera\u00e7\u00e3o de energia. Uma das perguntas que campanhas devem fazer \u00e9: queremos pagar para ver? A mudan\u00e7a est\u00e1 a nosso alcance, e se a ind\u00fastria poluidora n\u00e3o for mudar, juntos podemos nos organizar para mudar o que podemos e pressionar para que mude o que n\u00e3o podemos agir diretamente.<\/p>\n<p><strong>\u00c9POCA: Dependendo do ponto de vista, o Brasil \u00e9 um dos melhores pa\u00edses para o clima. Nossa eletricidade \u00e9 produzida principalmente por hidrel\u00e9tricas. Nossos carros s\u00e3o movidos a etanol. Fizemos a maior contribui\u00e7\u00e3o global para a redu\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico, quando reduzimos o desmatamento na Amaz\u00f4nia. O que mais \u00e9 precisamos fazer?<\/strong><\/p>\n<p>May: Esta \u00e9 uma quest\u00e3o que est\u00e1 cada vez mais em discuss\u00e3o no meio cient\u00edfico. Hidreletricas n\u00e3o s\u00e3o mais consideradas energia limpa com antigamente. As grandes barragens, al\u00e9m de desastrosas para comunidades tradicionais e para a biodiversidade local, tamb\u00e9m causam mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Pesquisas recentes relatam impactos danosos das barragens por causa da decomposi\u00e7\u00e3o de material org\u00e2nico da \u00e1rea inundada &#8211; segundo estudos, por causa dos sedimentos, barragens podem emitir mais gases de efeito estufa que usinas termel\u00e9tricas a carv\u00e3o. Al\u00e9m disso as barragens que desviam \u00e1gua de rios podem drenar e secar \u00e1reas que eram de inunda\u00e7\u00e3o rio abaixo, que podem conter reservas de carbono no solo e que acabam indo para a atmosfera. Se antes o dano se refletia nas comunidades ribeirinhas, na fauna e na flora por causa das cheias, agora sabemos que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tamb\u00e9m s\u00e3o diretamente afetadas. E mesmo com o etanol &#8211; que \u00e9 uma boa op\u00e7\u00e3o se pensarmos no ponto de vista das emiss\u00f5es mas uma m\u00e1 escolha se pensarmos em condi\u00e7\u00f5es de trabalho &#8211; e com a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento, gra\u00e7as principalmente ao agroneg\u00f3cio &#8211; principal fonte de emiss\u00e3o &#8211; o Brasil \u00e9 o quinto maior emissor de gases de efeito estufa no mundo. Isso indica claramente que muito tem que mudar para o Brasil ser de fato considerado um dos melhores pa\u00edses para o clima.<\/p>\n<p>Fonte: \u00c9poca &#8211; Blog do Planeta<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR ALEXANDRE MANSUR May Boeve, diretora da campanha internacional 350.org (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/350.org) &nbsp; A campanha<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"POR ALEXANDRE MANSUR May Boeve, diretora da campanha internacional 350.org (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/350.org) &nbsp; A campanha","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5276"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5276"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5276\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}