{"id":52719,"date":"2016-10-30T12:00:05","date_gmt":"2016-10-30T15:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=52719"},"modified":"2016-10-29T21:03:54","modified_gmt":"2016-10-30T00:03:54","slug":"uma-foto-nua-pode-leva-las-a-morte-como-a-internet-virou-um-campo-minado-para-mulheres-em-paises-conservadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/uma-foto-nua-pode-leva-las-a-morte-como-a-internet-virou-um-campo-minado-para-mulheres-em-paises-conservadores\/","title":{"rendered":"&#8216;Uma foto nua pode lev\u00e1-las \u00e0 morte&#8217;: como a internet virou um campo minado para mulheres"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=52720\" rel=\"attachment wp-att-52720\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-52720\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma investiga\u00e7\u00e3o da &#8220;BBC&#8221; revelou que milhares de jovens mulheres em sociedades conservadoras do norte da \u00c1frica, do Oriente M\u00e9dio e do sul da \u00c1sia est\u00e3o sendo humilhadas ou chantageadas com imagens privadas suas, \u00e0s vezes de conte\u00fado expl\u00edcito. Nesta reportagem, Daniel Silas Adamson investiga como os smartphones e as redes sociais est\u00e3o entrando em conflito com as no\u00e7\u00f5es tradicionais de vergonha e culpa nestes pa\u00edses.<\/p>\n<p>Em 2009, uma jovem eg\u00edpcia de 18 anos, Ghadeer Ahmed, mandou um v\u00eddeo para o namorado pelo celular. O clipe mostrava ela dan\u00e7ando na casa de uma amiga. N\u00e3o havia nada de pornogr\u00e1fico nele, mas ela estava usando um vestido de al\u00e7a e dan\u00e7ando sem qualquer inibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tr\u00eas anos depois, para se vingar do fim do relacionamento, seu agora ex-namorado publicou o v\u00eddeo no YouTube. Ghadeer entrou em p\u00e2nico. Ela sabia que toda a situa\u00e7\u00e3o &#8211; a dan\u00e7a, o vestido, o namorado &#8211; seriam totalmente inaceit\u00e1veis para seus pais e vizinhos e para uma sociedade que exige que mulheres cubram seus corpos e se comportem com mod\u00e9stia.<\/p>\n<p>Mas, nos anos ap\u00f3s ter enviado o v\u00eddeo, Ghadeer se envolveu na revolu\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia, deixando de cobrir o rosto com um <em>hijab <\/em>e defendendo os direitos das mulheres. Revoltada que um homem havia tentado humilh\u00e1-la publicamente, ela acionou a Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Apesar de conseguido condenar o ex-namorado por difama\u00e7\u00e3o, o v\u00eddeo permaneceu no ar no YouTube &#8211; e Ghadeer se viu atacada nas redes sociais por homens que a criticavam por seu ativismo e diziam que ela queria corromper os jovens.<\/p>\n<p>Em 2014, cansada desse tipo de abuso e de se preocupar com quem poderia ver as imagens, Ghadeer tomou a uma decis\u00e3o corajosa: publicou o clipe em seu perfil no Facebook. No post, dizia que estava na hora de parar de usar o corpo feminino para envergonhar ou silenciar mulheres. &#8220;Vejam o v\u00eddeo&#8221;, disse ela. &#8220;Sou uma boa dan\u00e7arina. N\u00e3o tenho motivo para sentir vergonha&#8221;.<\/p>\n<p>Ghadeer aprendeu a lidar bem com a situa\u00e7\u00e3o, mas casos assim n\u00e3o s\u00e3o incomuns. Uma investiga\u00e7\u00e3o da BBC descobriu que milhares de pessoas &#8211; a maioria delas garotas e mulheres &#8211; s\u00e3o amea\u00e7adas, chantageadas ou humilhadas com imagens digitais delas pr\u00f3prias, que v\u00e3o de flertes inocentes a cont\u00e9udos sexualmente expl\u00edcitos.<\/p>\n<p>Obtidas por homens &#8211; algumas vezes com consentimento, outras por meio de abuso sexual &#8211; as imagens s\u00e3o usadas para extorquir as v\u00edtimas, coagi-las a enviarem mais imagens expl\u00edcitas ou for\u00e7\u00e1-las a se submeterem a um abuso sexual.<\/p>\n<p>O porn\u00f4 de vingan\u00e7a \u00e9 um problema em qualquer pa\u00eds do mundo, mas a for\u00e7a de imagens sexuais como armas de intimida\u00e7\u00e3o deriva da sua capacidade de humilhar e envergonhar mulheres. E, em algumas destas sociedades, a vergonha \u00e9 um assunto grave.<\/p>\n<p>&#8220;No Ocidente, a cultura \u00e9 diferente&#8221;, diz Inam al-Asha, psic\u00f3loga e ativista feminista em Am\u00e3, na Jord\u00e2nia. &#8220;Uma foto nua pode humilhar uma garota ocidental. Mas, em nossa sociedade, uma foto nua pode levar uma mulher \u00e0 morte. E, mesmo que n\u00e3o deem cabo de sua vida fisicamente, ela est\u00e1 acabada social e profissionalmente. As pessoas se distanciam, e ela acaba no ostracismo, isolada.&#8221;<\/p>\n<p>Os casos, em sua maioria, n\u00e3o s\u00e3o denunciados porque as mesmas for\u00e7as que deixam as mulheres vulner\u00e1veis tamb\u00e9m trabalham para que elas permane\u00e7am em sil\u00eancio. Mas advogados, policiais e ativistas em uma dezena de pa\u00edses disseram \u00e0 BBC que a chegada de smartphones e redes sociais criou uma epidemia de chantagem e humilh\u00e7\u00e3o online.<\/p>\n<p>A advogada jordaniana Zahra Sharabati afirmou que, nos \u00faltimos dois ou tr\u00eas anos, cuidou de ao menos 50 casos envolvendo o uso de imagens digitais para amea\u00e7ar ou humilhar mulheres. &#8220;Mas acho que o n\u00famero \u00e9 ainda maior, acima de 1 mil, em todo o pa\u00eds. Mais de uma menina, acredito, morreu como resultado disso.&#8221;<\/p>\n<p>Louay Zreiqat, uma policial da Cisjord\u00e2nia, disse que, no ano passado, a unidade de cibercrime da pol\u00edcia palestina teve 502 casos de crimes, muitos dos quais envolviam fotos privadas de mulheres. Seu compatriota Kamal Mahmoud, que tem um site anti-extors\u00e3o, afirmou receber mais de 1 mil pedidos de ajuda por ano vindos de todo o mundo \u00e1rabe.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c0s vezes, as fotos n\u00e3o s\u00e3o sexuais&#8230; Uma foto de uma menina sem o <em>hijab<\/em> pode ser escandalosa. Um homem poderia us\u00e1-la para pressionar a garota a mandar mais fotos&#8221;, afirmou ele.<\/p>\n<p>&#8220;A chantagem ocorre em grande escala nos pa\u00edses do Golfo, especialmente com jovens da Ar\u00e1bia Saudita, dos Emirados \u00c1rabes, do Kuwait, do Catar e do Bahrein. Algumas delas dizem: &#8216;Se essas fotos forem a p\u00fablico, corro perigo de verdade&#8217;.&#8221;<\/p>\n<h3>Chantagem<\/h3>\n<p>Na Ar\u00e1bia Saudita, o problema \u00e9 t\u00e3o s\u00e9rio que a pol\u00edcia religiosa criou uma unidade especial para ir atr\u00e1s dos chantageadores e ajudar mulheres amea\u00e7adas. Em 2014, o ent\u00e3o chefe da pol\u00edcia religiosa do pa\u00eds, Abdul Latif al-Sheikh, disse a um jornal saudita: &#8220;Recebemos milhares de liga\u00e7\u00f5es todos os dias de mulheres sob chantagem&#8221;.<\/p>\n<p>Mais ao leste, Pavan Duggal, um dos principais especialistas em cibercrime da \u00cdndia e advogado autorizado a atuar na Suprema Corte do pa\u00eds, falou sobre a &#8220;avalanche&#8221; de casos envolvendo imagens digitais de mulheres. &#8220;Minha estimativa \u00e9 que h\u00e1 milhares de processos assim (na \u00cdndia) diariamente.&#8221;<\/p>\n<p>E, no vizinho Paquist\u00e3o, Nighat Dad, diretora de uma ONG dedicada a tornar a internet mais segura para mulheres, disse que de duas a tr\u00eas garotas e mulheres por dia &#8211; cerca de 900 por ano &#8211; entram em contato com sua organiza\u00e7\u00e3o por estarem sendo amea\u00e7adas.<\/p>\n<p>&#8220;Quando est\u00e3o em um relacionamento, as mulheres compartilham fotos e v\u00eddeos&#8221;, disse ela. &#8220;E, se o relacionamento n\u00e3o termina bem, a outra pessoa faz um mal uso disso para chantage\u00e1-las &#8211; n\u00e3o s\u00f3 para manter a rela\u00e7\u00e3o, mas para fazer uma s\u00e9rie de outras coisas bizarras.&#8221;<\/p>\n<h3>Cultura do estupro<\/h3>\n<p>Os casos v\u00e3o al\u00e9m da chantagem. Nighat Dad est\u00e1 come\u00e7ando a ver um elo perturbador entre smartphones e viol\u00eancia sexual. &#8220;No in\u00edcio, eram fotos \u00edntimas, mas, agora, h\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o grave com estupros&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>&#8220;Antes destas tecnologias, quando os criminosos estupravam, n\u00e3o tinham ideia de como podiam fazer a mulher ficar calada. Mas, agora, a tecnologia gera um aspecto novo da cultura do estupro. Para silenci\u00e1-las, o ato \u00e9 filmado, e elas depois s\u00e3o amea\u00e7adas. Se denunciarem, o v\u00eddeo ser\u00e1 publicado na internet.&#8221;<\/p>\n<p>Quanto mais devastadora a consequ\u00eancia da exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica, maior \u00e9 o poder do criminoso sobre a v\u00edtima.<\/p>\n<p>Amal, uma jovem do interior da Tun\u00edsia, contou \u00e0 BBC sua hist\u00f3ria enquanto estava presa na costa norte do pa\u00eds. Tudo come\u00e7ou quando ela foi estuprada e fotografada nua por um amigo de seu pai. As imagens a deixaram \u00e0 merc\u00ea do homem, que a sujeitou a meses de viol\u00eancia sexual enquanto tamb\u00e9m a extorquia.<\/p>\n<p>Mas, quando ele amea\u00e7ou estuprar sua irm\u00e3 mais nova, Amal chegou ao seu limite. A jovem convidou o amigo de seu pai \u00e0 sua casa e o matou a facadas. Ela agora cumpre uma pena de 25 anos.<\/p>\n<p>Outra jovem, v\u00edtima aos 16 anos de um estupro coletivo no Marrocos, ateou fogo em si mesma em julho passado, ap\u00f3s seus estupradores amea\u00e7arem compartilhar pela internet imagens do abuso. Logo ap\u00f3s o crime, os oito acusados tentaram intimidar a fam\u00edlia da garota para que fosse retirada a queixa. Mas o caso todo acabou em suic\u00eddio: ela sofreu queimaduras de terceiro grau e morreu no hospital.<\/p>\n<h3>V\u00eddeos de estupros<\/h3>\n<p>Mas \u00e9 na \u00cdndia e no Paquist\u00e3o que o uso de celulares para registrar estupros parece estar mais difundido.<\/p>\n<p>Em agosto de 2016, o jornal <em>Times of India<\/em> descobriu que centenas &#8211; talvez milhares &#8211; de v\u00eddeos de estupros estavam sendo vendidos diariamente em lojas do Estado de Uttar Pradesh, no norte do pa\u00eds. Um lojista da cidade de Agra disse: &#8220;Porn\u00f4 saiu de moda. Esses crimes reais \u00e9 que est\u00e3o em alta&#8221;. Outro lojista foi ouvido pela reportagem dizendo a clientes que a garota do v\u00eddeo &#8220;mais quente do momento&#8221; poderia ser uma conhecida sua.<\/p>\n<p>Em um exemplo investigado pela BBC, uma profissional da sa\u00fade de 40 anos se matou ap\u00f3s um v\u00eddeo em que era estuprada por um grupo come\u00e7ou a ser compartilhado entre moradores de seu vilarejo pelo aplicativo de mensagens WhastApp. A mulher pediu ajuda aos anci\u00e3os locais, mas, segundo um colega seu, n\u00e3o recebeu qualquer apoio da comunidade, para quem o v\u00eddeo a manchava socialmente &#8211; j\u00e1 que, na vis\u00e3o deles, ela era a culpada pelo ocorrido.<\/p>\n<p>Mas a for\u00e7a destas imagens em sociedades conservadoras pode ser uma faca de dois gumes.<\/p>\n<p>Algumas mulheres compreenderam que, se elas podem ser usadas para envergonhar mulheres, tamb\u00e9m poderm ser usadas como armas para atacar e desafiar uma cultura patriarcal.<\/p>\n<p>Quando Ghadeer Ahmed postou o v\u00eddeo em que aparecia dan\u00e7ando no Facebook, ela n\u00e3o s\u00f3 estava minando as tentativas de humilh\u00e1-la, mas rejeitando a no\u00e7\u00e3o de que o clipe era motivo de vergonha.<\/p>\n<p>&#8220;Um grupo de homens tentou me envergonhar ao compartilhar um v\u00eddeo privado em que dan\u00e7ava com amigos. Estou escrevendo isso para anunciar que, sim, era eu no v\u00eddeo, e, n\u00e3o, n\u00e3o tenho vergonha do meu corpo&#8221;, escreveu ela.<\/p>\n<p>Em 2011, outra jovem do norte da \u00c1frica, Amina Sboui, foi al\u00e9m e publicou fotos com os seios \u00e0 mostra no Facebook. Em seu peito nu, escreveu: &#8220;Meu corpo pertence a mim &#8211; n\u00e3o \u00e9 alvo da honra de ningu\u00e9m&#8221;. A imagem gerou uma grande controv\u00e9rsia em seu pa\u00eds, a Tun\u00edsia.<\/p>\n<p>Mais recentemente, Qandeel Baloch, originalmente de um vilarejo da regi\u00e3o de Punjab, no Paquist\u00e3o, usou as redes sociais para publicar selfies em poses sociais acabou ficando famosa. Conhecida como a &#8220;Kim Kardashian do Paquist\u00e3o&#8221;, em refer\u00eancia \u00e0 socialite e celebridade americana, ela desafiou as regras sociais do pa\u00eds ao adotar a cultura sexualizada da internet &#8211; at\u00e9 ser estrangulada por seu irm\u00e3o em julho passado. Segundo ele, ela levou vergonha \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n<p>O poder dos smartphones e das redes sociais parece n\u00e3o estar sendo ignorado pelas autoridades da Ar\u00e1bia Saudita, que est\u00e3o combatendo agressivamente o uso de imagens de mulheres por homens chantagistas e criminosos. Autoridades tamb\u00e9m est\u00e3o realizando campanhas para educar jovens sobre o perigo de compartilhar fotos online.<\/p>\n<p>Por um lado, \u00e9 uma medida importante para proteger as mulheres sauditas, mas a rapidez dessa rea\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m reflete um reconhecimento de que a tecnologia tem poder para mudar padr\u00f5es de comportamento e pensamento &#8211; e que j\u00e1 est\u00e1 criando um novo front da batalha sobre o que as mulheres podem ou n\u00e3o fazer com seus pr\u00f3prios corpos.<\/p>\n<p><em>Essa reportagem \u00e9 a primeira de uma s\u00e9rie da BBC que analisa como a tecnologia est\u00e1 entrando em rota de colis\u00e3o com no\u00e7\u00f5es tradicionais de honra e vergonha no norte da \u00c1frica, no Oriente M\u00e9dio e no sul da \u00c1sia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma investiga\u00e7\u00e3o da &#8220;BBC&#8221; revelou que milhares de jovens mulheres em sociedades conservadoras do norte<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":52720,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/foto_nua.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma investiga\u00e7\u00e3o da &#8220;BBC&#8221; revelou que milhares de jovens mulheres em sociedades conservadoras do norte","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52719"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52719"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52719\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52719"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52719"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52719"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}