{"id":52695,"date":"2016-10-30T08:00:39","date_gmt":"2016-10-30T11:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=52695"},"modified":"2016-10-29T20:43:55","modified_gmt":"2016-10-29T23:43:55","slug":"agencia-da-onu-apoia-criacao-de-rede-para-proteger-amazonia-e-levar-assistencia-a-povos-da-floresta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/agencia-da-onu-apoia-criacao-de-rede-para-proteger-amazonia-e-levar-assistencia-a-povos-da-floresta\/","title":{"rendered":"Ag\u00eancia da ONU apoia cria\u00e7\u00e3o de rede para proteger Amaz\u00f4nia e levar assist\u00eancia a povos da floresta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=52696\" rel=\"attachment wp-att-52696\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-52696\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com territ\u00f3rios atravessados pelo bioma amaz\u00f4nico, Brasil, Equador, Col\u00f4mbia, Bol\u00edvia e Guiana decidiram criar uma rede para fortalecer a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e a prote\u00e7\u00e3o social de popula\u00e7\u00f5es que vivem da floresta. Iniciativa, que conta com o apoio da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ilo.org\/brasilia\/noticias\/WCMS_533417\/lang--pt\/index.htm\">Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho<\/a> (OIT), busca ampliar pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para a gest\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos naturais.<\/p>\n<p>A Rede Panamaz\u00f4nica de Prote\u00e7\u00e3o Socioambiental foi estabelecida em setembro, durante semin\u00e1rio que reuniu, dos dias 19 a 21 de setembro, cerca de 40 representantes dos cinco pa\u00edses em Bras\u00edlia. P\u00fablico participante incluiu gestores e benefici\u00e1rios de programas que combinam conserva\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o de emprego entre povos ribeirinhos e extrativistas.<\/p>\n<p>\u201cHoje, quem vive da explora\u00e7\u00e3o de produtos n\u00e3o madeireiros no bioma tem uma renda muito baixa. Apesar de ter uma grande riqueza natural, a Amaz\u00f4nia \u00e9 uma das regi\u00f5es mais pobres do Brasil\u201d, alertou o diretor da OIT no Brasil, Peter Poschen, na abertura do encontro, que foi considerado o primeiro da nova rede.<\/p>\n<p>O dirigente explicou que o uso sustent\u00e1vel da floresta e dos recursos pesqueiros pode ser fonte de desenvolvimento social e econ\u00f4mico, mas s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas adequadas.<\/p>\n<p>\u201cA pesca nos rios amaz\u00f4nicos, por exemplo, \u00e9 respons\u00e1vel por 200 mil empregos. O problema \u00e9 como aumentar a renda e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Poschen lembrou do programa brasileiro do seguro-defeso, que permite que pescadores acessem o aux\u00edlio desemprego na \u00e9poca da reprodu\u00e7\u00e3o dos peixes. \u201cDessa maneira, temos o uso de um mecanismo de prote\u00e7\u00e3o social do mercado de trabalho para garantir diretamente a prote\u00e7\u00e3o de um recurso natural\u201d, elogiou.<\/p>\n<p>Segundo o representante da OIT, pa\u00edses amaz\u00f4nicos ter\u00e3o que buscar solu\u00e7\u00f5es que respondam aos tr\u00eas \u201cEs\u201d: devem ser eficientes \u2014 proteger o recurso natural, mantendo um custo-benef\u00edcio razo\u00e1vel \u2014, eficazes \u2014 no sentido de ter cobertura real da \u00e1rea da Amaz\u00f4nia, que \u00e9 gigantesca \u2014 e garantir equidade \u2014 em termos de pa\u00edses Norte-Sul, mas tamb\u00e9m local, isto \u00e9, distribui\u00e7\u00e3o equitativa dos frutos da conserva\u00e7\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Ao longo dos tr\u00eas dias de semin\u00e1rio, foram debatidas iniciativas de transfer\u00eancia de renda condicionada como o programa brasileiro Bolsa Verde \u2014 que concede a cada tr\u00eas meses um valor de 300 reais por fam\u00edlia vivendo em mis\u00e9ria extrema em reservas extrativistas, florestas nacionais, reservas de desenvolvimento sustent\u00e1vel federais e assentamentos ambientalmente diferenciados da reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m podem ser inclu\u00eddos grupos ind\u00edgenas, quilombolas, outras comunidades tradicionais e outras \u00e1reas rurais que s\u00e3o delimitados por ato do poder executivo.<\/p>\n<p>Os benefici\u00e1rios recebem assist\u00eancia somente se cumprirem crit\u00e9rios que definem padr\u00f5es de sustentabilidade para as atividades produtivas e de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>Durante o semin\u00e1rio \u2014 organizado pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, a OIT apresentou aos participantes sua metodologia para promover desenvolvimento local em \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o ambiental. O material foi elaborado em 2015 a partir de informa\u00e7\u00f5es sobre o Bolsa Verde.<\/p>\n<h3>Visita a reserva<\/h3>\n<p>O evento incluiu uma visita \u00e0 reserva extrativista do M\u00e9dio Juru\u00e1, localizada no munic\u00edpio de Carauari, Amazonas, onde as delega\u00e7\u00f5es puderam ver de perto experi\u00eancias brasileiras que levam desenvolvimento para partes do bioma amaz\u00f4nico sem destruir a riqueza natural.<\/p>\n<p>O grupo conheceu uma \u00e1rea de manejo de tartarugas e duas regi\u00f5es extrativistas, onde integrantes das pr\u00f3prias comunidades explicaram como funcionam os projetos de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>A cargo da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), que fomenta h\u00e1 25 anos o crescimento econ\u00f4mico do munic\u00edpio, as iniciativas atendem mais de 400 fam\u00edlias em 43 comunidades ribeirinhas na calha do M\u00e9dio Juru\u00e1. As delega\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m visitaram uma \u00e1rea onde s\u00e3o realizadas a extra\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de \u00f3leos, como murumuru, e tamb\u00e9m a extra\u00e7\u00e3o do a\u00e7a\u00ed.<\/p>\n<p>Criada em 2007 e ampliada em 2014, a reserva \u00e9 habitada por descendentes de fam\u00edlias nordestinas que migraram para a Amaz\u00f4nia no in\u00edcio do s\u00e9culo para trabalhar na extra\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex, mat\u00e9ria-prima da borracha. Com o decl\u00ednio da atividade seringueira, a popula\u00e7\u00e3o se fixou no M\u00e9dio Juru\u00e1 e fez da fabrica\u00e7\u00e3o de farinha sua principal atividade.<\/p>\n<p>O semin\u00e1rio que deu origem \u00e0 Rede Panamaz\u00f4nica foi uma das atividades do\u00a0projeto \u201cCoopera\u00e7\u00e3o Sul-Sul para a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento sustent\u00e1vel por meio do trabalho decente e da prote\u00e7\u00e3o social\u201d, da OIT em parceria com a pasta do meio ambiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com territ\u00f3rios atravessados pelo bioma amaz\u00f4nico, Brasil, Equador, Col\u00f4mbia, Bol\u00edvia e Guiana decidiram criar uma<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":52696,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/oit.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com territ\u00f3rios atravessados pelo bioma amaz\u00f4nico, Brasil, Equador, Col\u00f4mbia, Bol\u00edvia e Guiana decidiram criar uma","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52695"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52695"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52695\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52696"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}