{"id":52243,"date":"2016-10-23T14:30:40","date_gmt":"2016-10-23T17:30:40","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=52243"},"modified":"2016-10-23T12:44:37","modified_gmt":"2016-10-23T15:44:37","slug":"revisao-da-lista-de-ameacados-de-extincao-indica-300-especies-pela-caca-excessiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/revisao-da-lista-de-ameacados-de-extincao-indica-300-especies-pela-caca-excessiva\/","title":{"rendered":"Revis\u00e3o da lista de amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o indica 300 esp\u00e9cies pela ca\u00e7a excessiva"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/revisao-da-lista-de-ameacados-de-extincao-indica-300-especies-pela-caca-excessiva\/gorilas-2\/\" rel=\"attachment wp-att-52244\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-52244\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um grupo de pesquisadores, entre eles os brasileiros Carlos Peres, da Universidade de East Anglia, Inglaterra, e Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), faz um alerta para o risco de faltar comida para popula\u00e7\u00f5es que se alimentam de ca\u00e7a na Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica e \u00c1sia. A raz\u00e3o: falta de controle sobre o abate de animais selvagens, que est\u00e1 levando mais de 300 esp\u00e9cies a um decl\u00ednio cont\u00ednuo.<\/p>\n<p>Eles revisaram as informa\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o de 1169 esp\u00e9cies de mam\u00edferos terrestres, listados como amea\u00e7ados pela Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN, em Ingl\u00eas), e conclu\u00edram que uma grande parte deles est\u00e1 desaparecendo sob a mira de armas ou em armadilhas. O estudo foi publicado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da revista da Royal Society Open Science.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa an\u00e1lise \u00e9 conservadora&#8221;, afirma o autor principal do estudo, William J. Ripple, da Universidade do Estado do Oregon, Estados Unidos. &#8220;Essas 301 esp\u00e9cies s\u00e3o os piores casos de decl\u00ednio das popula\u00e7\u00f5es de mam\u00edferos para os quais a ca\u00e7a e captura s\u00e3o claramente identificadas como uma grande amea\u00e7a. Se os dados para uma esp\u00e9cie estavam faltando ou inconclusivo, n\u00e3o inclu\u00edmos\u201d, completa.<\/p>\n<p>A amea\u00e7a atinge desde grandes animais, como koupreys (um parente do boi domesticado, que pode atingir quase uma tonelada), at\u00e9 pequenos como morcegos e l\u00eamures. Os primatas foram o grupo com maior n\u00famero de esp\u00e9cies listadas. Entre gorilas-da-plan\u00edcie, chimpanz\u00e9, bonobo e outros, s\u00e3o 126 esp\u00e9cies ca\u00e7adas que podem desaparecer, nos tr\u00eas continentes.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, sai da Amaz\u00f4nia brasileira um total estimado de 89 mil toneladas de carne por ano, que equivalem a U$ 200 milh\u00f5es (ou cerca de R$ 640 milh\u00f5es). N\u00famero significativo, mas ainda menor do que as taxas de explora\u00e7\u00e3o na bacia do Congo, que chegam a ser cinco vezes maiores, segundo os pesquisadores. A perda destes mam\u00edferos pode afetar a subsist\u00eancia de milh\u00f5es de pessoas e causar tamb\u00e9m problemas ecol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>A subsist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica motiva\u00e7\u00e3o para a ca\u00e7a de animais selvagens. Os pesquisadores relatam a exist\u00eancia de um mercado clandestino de carnes de ca\u00e7a, que chega inclusive \u00e0 Europa. Eles lembram a apreens\u00e3o de 5 toneladas de carne contrabandeada, no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, em 2010.<\/p>\n<p>Apesar de representarem apenas uma pequena porcentagem dos mam\u00edferos listados, grandes carn\u00edvoros e herb\u00edvoros (com mais de 10 quilos) tendem a ser afetados mais severamente pela ca\u00e7a excessiva. A longo prazo, a perda destas grandes esp\u00e9cies pode causar mudan\u00e7as ecol\u00f3gicos, como superpopula\u00e7\u00f5es de antigas presas, riscos mais elevados de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>O estudo aponta que 57 grandes artiod\u00e1ctilos (como hipop\u00f3tamos, yaks, camelos e veados-do-pant\u00e2no) est\u00e3o amea\u00e7ados pelo abate. Animais menores, que s\u00e3o importantes ecologicamente pelo papel crucial que desempenham na dispers\u00e3o de sementes, poliniza\u00e7\u00e3o e controle de insetos, tamb\u00e9m est\u00e3o listados. Entre os pequenos, os morcegos est\u00e3o em maior n\u00famero, s\u00e3o 27 esp\u00e9cies.<\/p>\n<p><strong>Medidas mitigadoras<\/strong><\/p>\n<p>Os autores do estudo apontam tamb\u00e9m caminhos para reduzir o impacto da ca\u00e7a sobre esses animais. Eles pedem penalidades mais severas para a ca\u00e7a ilegal e tr\u00e1fico de animais e expans\u00e3o de \u00e1reas protegidas para mam\u00edferos amea\u00e7ados; direito de propriedade para popula\u00e7\u00f5es que se beneficiam da presen\u00e7a da vida selvagem; alternativas para a alimenta\u00e7\u00e3o, como esp\u00e9cies mais sustent\u00e1veis ou plantas ricas em prote\u00ednas; educa\u00e7\u00e3o para os consumidores de carne de ca\u00e7a compreenderem as amea\u00e7as sofridas pelos mam\u00edferos; e planejamento familiar em regi\u00f5es onde mulheres desejam retardar ou evitar a gravidez.<\/p>\n<p>Artigo dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/rsos.royalsocietypublishing.org\/\" target=\"_blank\">http:\/\/rsos.royalsocietypublishing.org\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de pesquisadores, entre eles os brasileiros Carlos Peres, da Universidade de East Anglia,<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":52244,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/gorilas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":5,"uagb_excerpt":"Um grupo de pesquisadores, entre eles os brasileiros Carlos Peres, da Universidade de East Anglia,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52243"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52243"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52243\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52244"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52243"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52243"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52243"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}