{"id":52215,"date":"2016-10-22T17:30:16","date_gmt":"2016-10-22T20:30:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=52215"},"modified":"2016-10-22T17:30:17","modified_gmt":"2016-10-22T20:30:17","slug":"clima-extremo-ameaca-a-asia-meridional-se-for-mantida-a-atual-elevacao-de-temperatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/clima-extremo-ameaca-a-asia-meridional-se-for-mantida-a-atual-elevacao-de-temperatura\/","title":{"rendered":"Clima extremo amea\u00e7a a \u00c1sia meridional se for mantida a atual eleva\u00e7\u00e3o de temperatura"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/clima-extremo-ameaca-a-asia-meridional-se-for-mantida-a-atual-elevacao-de-temperatura\/clima_extremo\/\" rel=\"attachment wp-att-52216\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-52216\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/clima_extremo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/clima_extremo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/clima_extremo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Sri Lanka est\u00e1 cozinhando, literalmente. Na primeira semana deste m\u00eas, o Departamento de Meteorologia registrou temperatura m\u00e1xima entre dois e cinco graus acima da m\u00e9dia em algumas zonas do pa\u00eds. Na prov\u00edncia Central do Norte, uma regi\u00e3o vital para o cultivo de arroz,chegou a 38,3 graus Celsius. A seca prolongada j\u00e1 afetou cerca de 500 mil pessoas, o que levou numerosas ag\u00eancias governamentais e o ex\u00e9rcito a distribuir \u00e1gua pot\u00e1vel em algumas \u00e1reas.<\/p>\n<p>No entanto, quando a ajuda n\u00e3o \u00e9 suficiente ou demora, as comunidades dependem de fornecedores privados que cobram de US$ 0,03 a US$ 0,07por cada garrafa de um litro.\u201cEssa situa\u00e7\u00e3o se mant\u00e9m h\u00e1 tr\u00eas meses\u201d, afirmou o agricultor Ranjith Jayarathne. E a situa\u00e7\u00e3o acaba sendo ir\u00f4nica, porque h\u00e1 tr\u00eas meses a regi\u00e3o sofria inunda\u00e7\u00f5es.No come\u00e7o de maio as fortes chuvas associadas ao ciclone Roanu deixaram vastas partes do pa\u00eds debaixo de \u00e1gua, o que causou deslizamentos de terra, deixando meio milh\u00e3o de pessoas desamparadas e mais de 150 mortas ou desaparecidas.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o Sri Lanka que sofre as severas consequ\u00eancias da variabilidade clim\u00e1tica.Um estudo do Banco de Desenvolvimento Asi\u00e1tico (BDA) concluiu que toda a regi\u00e3o da \u00c1sia meridional poder\u00e1 perder 1,3% do produto interno bruto (PIB) anual combinado at\u00e9 2050, mesmo se a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura global for mantida em dois graus. Depois dessa data, as perdas poder\u00e3o disparar at\u00e9 cerca de 2,5% do PIB.<\/p>\n<p>Se a temperatura global aumentar acima de dois graus, as perdas chegar\u00e3o a 1,8% do PIB at\u00e9 2050, e a arrepiantes 8,8% at\u00e9 2100, segundo o estudo do BDA. Enfrentar essa realidade n\u00e3o sair\u00e1 barato. A \u00c1sia meridional necessita de aproximadamente US$ 73 bilh\u00f5es ao ano, de agora at\u00e9 2100, para adaptar-se ao impacto negativo da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, se for mantida a atual eleva\u00e7\u00e3o de temperatura.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) disse que as chuvas de mon\u00e7\u00e3o foram mais copiosas do que o habitual este ano, o que somado a uma s\u00e9rie de tuf\u00f5es e tempestades tropicais, entre junho e come\u00e7o de agosto, causaram graves inunda\u00e7\u00f5es localizadas em v\u00e1rios pa\u00edses e diversas regi\u00f5es, que deixaram centenas de mortos, milh\u00f5es de deslocados e enormes preju\u00edzos para a agricultura e a infraestrutura.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram registradas perdas na pecu\u00e1ria, de alimentos armazenados e de outros bens. Os pa\u00edses mais afetados s\u00e3o Birm\u00e2nia (Myanmar), Bangladesh, But\u00e3o, China, \u00cdndia, Nepal, Paquist\u00e3o e Sri Lanka.Se o clima atual se mantiver, pa\u00edses como Bangladesh e Sri Lanka sofrer\u00e3o graves consequ\u00eancias. O estudo do BDA diz que as perdas econ\u00f4micas no primeiro chegar\u00e3o a 2% do PIB anual at\u00e9 2050, as quais tamb\u00e9m poder\u00e3o disparar para 8,8% at\u00e9 2100.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a produ\u00e7\u00e3o anual de arroz poder\u00e1 cair 23% at\u00e9 2080 nesse pa\u00eds, onde a agricultura emprega metade da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa, o que afetaria cerca de 60 milh\u00f5es de pessoas.Inclusive, Daca poderia perder 14% de seu territ\u00f3rio para as aguas se o n\u00edvel do mar aumentar um metro, podendo ser pior para a regi\u00e3o de Khulna e para o delicado ecossistema costeiro de mangues de Sundarbans, destaca o documento.<\/p>\n<div id=\"attachment_215188\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-215188\" src=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/srilanka2.jpg\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" srcset=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/srilanka2.jpg 640w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/srilanka2-300x199.jpg 300w, http:\/\/www.envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/srilanka2-272x182.jpg 272w\" alt=\"No leste de Bangladesh, v\u00e1rias mulheres esperam pela entrega de \u00e1gua pot\u00e1vel na aldeia de Chenchuri, a 300 quil\u00f4metros da capital Daca. Foto: Amantha Perera\/IPS\" width=\"340\" height=\"226\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">No leste de Bangladesh, v\u00e1rias mulheres esperam pela entrega de \u00e1gua pot\u00e1vel na aldeia de Chenchuri, a 300 quil\u00f4metros da capital Daca. Foto: Amantha Perera\/IPS<\/p>\n<\/div>\n<p>Os vizinhos de Bangladesh tamb\u00e9m correm cada vez mais riscos, de acordo com a avalia\u00e7\u00e3o do BDA. O Nepal poder\u00e1 perder at\u00e9 10% do PIB at\u00e9 2100,por causa do derretimento das geleiras e outros eventos clim\u00e1ticos extremos, enquanto na vizinha \u00cdndia a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola poderia cair 14,5% at\u00e9 2050, diz o informe.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os oito mil quil\u00f4metros de costa da \u00cdndia tamb\u00e9m est\u00e3o em perigo pelo aumento do n\u00edvel do mar. Atualmente, 85% das necessidades h\u00eddricas do setor agr\u00edcola s\u00e3o cobertos com m\u00e9todos de irriga\u00e7\u00e3o, e estas poderiam crescer com o aumento da temperatura, pois as reservas subterr\u00e2neas poder\u00e3o se esgotar.<\/p>\n<p>Por sua vez, o Sri Lanka j\u00e1 sofreu flutua\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o de arroz e outros cultivos nos \u00faltimos anos pelas varia\u00e7\u00f5es das mon\u00e7\u00f5es. O BDA alerta para a possibilidade de a fundamental produ\u00e7\u00e3o de ch\u00e1 cair pela metade at\u00e9 2080.O Programa Mundial de Alimentos (PMA) diz que o r\u00e1pido desenvolvimento que o pa\u00edshavia registrado j\u00e1 acusou o golpe desferido pela extrema variabilidade clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>OSri Lanka figura entre os pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia rendas desde 2010, mas \u201cas melhoras no desenvolvimento humano e na situa\u00e7\u00e3o nutricional de meninas e meninos, adolescentes e mulheres permanecem paralisadas. O aumento da frequ\u00eancia dos desastres naturais, como secas e inunda\u00e7\u00f5es repentinas, aumentam a inseguran\u00e7a alimentar e nutricional\u201d, diz o PMA.<\/p>\n<p>Cerca de 4,7 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o subalimentadas, aproximadamente 23% da popula\u00e7\u00e3o, segundo o documento Estado da Inseguran\u00e7a Alimentar no Mundo de 2015. Al\u00e9m disso, quase uma em cada quatro crian\u00e7as tem baixo peso e anemia. E, segundo uma an\u00e1lise do PMA sobre o custo da dieta, 6,8 milh\u00f5es de pessoas, ou 33% dos mais de 20 milh\u00f5es de habitantes do Sri Lanka, n\u00e3o podem arcar com o custo m\u00ednimo de uma dieta nutritiva.<\/p>\n<p>Os especialistas dizem que esse pa\u00eds ainda tem li\u00e7\u00f5es a aprender sobre as perdas c\u00edclicas de colheitas que sofreu na \u00faltima d\u00e9cada pela irregularidade do clima.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas ainda devem compreender o alcance dos eventos clim\u00e1ticos extremos\u201d, pontuou \u00e0 IPS Kusum Athukorala, uma das presidentes do Grupo Assessor de G\u00eanero para o Desenvolvimento dos Recursos H\u00eddricos do PMA. O Sri Lanka precisa de um plano de gest\u00e3o que vincule todos os atores e um programa s\u00f3lido para criar consci\u00eancia sobre a import\u00e2ncia da \u00e1gua, acrescentou.<\/p>\n<p>Em um claro exemplo de m\u00e1 coordena\u00e7\u00e3o, o Departamento de Irriga\u00e7\u00e3o se mostra contr\u00e1rio a ceder \u00e1gua para irrigar os arrozais nas \u00e1reas afetadas pela seca. Os funcion\u00e1rios desse \u00f3rg\u00e3o argumentam que n\u00e3o podem se arriscar a uma escassez h\u00eddrica. Athukorala tamb\u00e9m destacou a necessidade de uma gest\u00e3o h\u00eddrica em escala local. \u201cAs solu\u00e7\u00f5es devem vir de todos os setores\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>Especialistas como Athukorala afirmam que, com uma boa coordena\u00e7\u00e3o entre as ag\u00eancias nacionais, n\u00e3o haveria essas desconex\u00f5es. Funcion\u00e1rios governamentais da \u00c1sia meridional compreendem a gravidade da situa\u00e7\u00e3o, mas dizem que seus governos est\u00e3o diante de um delicado equil\u00edbrio, entre desenvolvimento e resili\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, a prioridade \u00e9 fornecer alimentos a cerca de 160 milh\u00f5es de pessoas\u201d (em Bangladesh), declarou Kamal Uddin Ahmed, secret\u00e1rio do Minist\u00e9rio de Florestas e Ambiente. \u201cPrecisamos garantir que temos pol\u00edticas clim\u00e1ticas corretas e que n\u00e3o se reduza o crescimento\u201d, explicou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Sri Lanka est\u00e1 cozinhando, literalmente. 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