{"id":5204,"date":"2014-08-20T17:33:22","date_gmt":"2014-08-20T17:33:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=5204"},"modified":"2014-08-20T17:33:22","modified_gmt":"2014-08-20T17:33:22","slug":"cientistas-desvendam-misterio-da-estranha-minhoca-marciana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-desvendam-misterio-da-estranha-minhoca-marciana\/","title":{"rendered":"Cientistas desvendam mist\u00e9rio da estranha &#8216;minhoca marciana&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/minhoca.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-5205\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/minhoca.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Uma minhoca com pernas e espinhos encontrou, finalmente, seu espa\u00e7o na cadeia evolutiva.<\/p>\n<p>Por anos, os f\u00f3sseis deste animal pr\u00e9-hist\u00f3rico inquietavam cientistas, que n\u00e3o conseguiam encontrar nenhuma evid\u00eancia para explicar a rela\u00e7\u00e3o do seu processo evolutivo com o de com qualquer outro animal de sua \u00e9poca &#8211; 500 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s &#8211; ou da era moderna.<\/p>\n<p>Sua apar\u00eancia parece ser produto de uma alucina\u00e7\u00e3o, o que explica o seu nome cient\u00edfico: Hallucigenia sparsa.<\/p>\n<p>O animal se assemelha a um verme, mas tem pernas, espinhos e uma cabe\u00e7a dif\u00edcil de distinguir da cauda. Uma fileira de espinhos duros nas costas e sete ou oito pares de pernas, cada uma com suas garras.<\/p>\n<p>Tudo isso em um animal de 5 a 35 mm, que vivia no fundo do oceano. Por tudo isso, havia sido considerado como uma esp\u00e9cie &#8220;marciana&#8221;.<\/p>\n<p>Seus restos fossilizados foram identificados no final da d\u00e9cada de 1970. Agora, pela primeira vez, cientistas confirmaram sua liga\u00e7\u00e3o com um grupo de animais modernos.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Gr\u00e3-Bretanha, descobriram um s\u00f3lido parentesco com vermes que vivem em florestas tropicais (Onychophora), descreveram eles em pesquisa publicada na revista Nature.<\/p>\n<p>A pista estava num detalhe: as pequenas garras. &#8220;As peculiares garras do Hallucigenia s\u00e3o a evid\u00eancia que resolveu um longo e intenso debate no campo da biologia evolutiva&#8221;, disse Martin Smith, um dos autores do estudo.<\/p>\n<p>Pernas ou espinhos?<\/p>\n<p>O paleont\u00f3logo Simon Conway Morris identificou o estranho animal em 1977 entre f\u00f3sseis encontrados nas Montanhas Rochosas do Canad\u00e1, segundo a revista cient\u00edfica New Scientist.<\/p>\n<p>Ali, na forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica dos Xistos de Burgess, encontra-se um dos maiores dep\u00f3sitos de f\u00f3sseis do per\u00edodo da explos\u00e3o cambriana, quando apareceram pela primeira vez muitos dos principais grupos de animais do planeta, segundo registros f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>Inicialmente, pensou-se que os espinhos do animal eram pernas; as pernas, tent\u00e1culos; e a cabe\u00e7a, a cauda.<\/p>\n<p>&#8220;Pensa-se frequentemente que o grupo de animais modernos surgiu completamente formado durante a explos\u00e3o cambriana&#8221;, disse Smith. &#8220;Mas a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo gradual: a anatomia complexa de hoje surgiu passo a passo.&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e1 se suspeitava que os vermes Onychophora pudessem estar relacionados com o extravagante Hallucigenia, mas at\u00e9 agora evid\u00eancias n\u00e3o haviam sido encontradas.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo de Smith, as pequenas garras deram a pista. Na Hallucigenia, capas de cut\u00edculas (semelhantes \u00e0 subst\u00e2ncia dura das unhas) s\u00e3o empilhadas uma dentro da outra. A mesma estrutura pode ser encontrada nas mand\u00edbulas dos Onychophora, que s\u00e3o patas modificadas para mastigar.<\/p>\n<p>Segundo os cientistas, esta descoberta abre um novo caminho de conhecimento sobre os artr\u00f3podes, grupo que inclui aranhas, insetos e crust\u00e1ceos.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos dos estudos com base gen\u00e9tica sugerem que os artr\u00f3podes e os vermes Onychophora est\u00e3o intimamente ligados&#8221;, disse Javier Ortega Hern\u00e1ndez, co-autor do trabalho.<\/p>\n<p>&#8220;No entanto, nossos resultados indicam que os artr\u00f3podes est\u00e3o cada vez mais perto dos tardigrades, grupo de animais microsc\u00f3picos mais conhecidos por serem capazes de sobreviver no v\u00e1cuo do espa\u00e7o e em temperaturas abaixo de zero, o que deixa o Onychophora como primos distantes&#8221;.<\/p>\n<p>Ao examinar os f\u00f3sseis da explos\u00e3o cambriana e organismos vivos, dizem os especialistas, ser\u00e1 poss\u00edvel descobrir mais sobre a origem dos animais complexos e a evolu\u00e7\u00e3o enigm\u00e1tica destes seres primitivos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma minhoca com pernas e espinhos encontrou, finalmente, seu espa\u00e7o na cadeia evolutiva. 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