{"id":51791,"date":"2016-10-16T09:00:06","date_gmt":"2016-10-16T12:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=51791"},"modified":"2016-10-15T20:54:08","modified_gmt":"2016-10-15T23:54:08","slug":"relatorio-da-onu-chama-atencao-para-mortes-causadas-por-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/relatorio-da-onu-chama-atencao-para-mortes-causadas-por-aquecimento-global\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio da ONU chama aten\u00e7\u00e3o para mortes causadas por aquecimento global"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=51792\" rel=\"attachment wp-att-51792\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-51792\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com o objetivo de tentar aumentar o investimento em esfor\u00e7os para reduzir o impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a ONU acaba de lan\u00e7ar um <a href=\"http:\/\/www.preventionweb.net\/files\/50589_creddisastermortalityallfinalpdf.pdf\">relat\u00f3rio<\/a> que deveria ser de leitura obrigat\u00f3ria para aqueles que fazem pol\u00edticas p\u00fablicas em tempos de crise do clima como os que estamos vivendo. Chama-se \u201cPoverty and Death: Disaster Mortality 1996-2015\u201d (\u201cPobreza e Morte: Mortalidade por desastres de 1996 a 2015\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o literal) e foi lan\u00e7ado nesta quinta-feira (13), Dia Internacional de Redu\u00e7\u00e3o de Desastres. Traz informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o deixar\u00e3o os mais sens\u00edveis quietos em suas cadeiras. Como, por exemplo, o fato de que em 15 dos \u00faltimos 20 anos os desastres relacionados com o clima mataram mais pessoas do que terremotos. E mais: no ano passado houve mais mortes causadas por ondas de calor do que o terremoto que estremeceu o <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2015\/04\/forte-terremoto-atinge-o-nepal.html\">Nepal <\/a>em abril.<\/p>\n<p>Na solenidade que antecedeu a divulga\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, o secret\u00e1rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas, Ban ki-Moon, fez um apelo a todos os governantes para trabalharem junto ao setor privado e \u00e0 sociedade um foco em tentar diminuir essas cat\u00e1strofes.<\/p>\n<p>\u201cVamos passar de uma cultura de rea\u00e7\u00e3o para uma cultura de preven\u00e7\u00e3o de acidentes\u201d, disse ele.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o governo brasileiro est\u00e1 menosprezando o pedido de Moon. Em not\u00edcia divulgada ontem pelo jornal \u201cValor Econ\u00f4mico\u201d, sabe-se que o presidente Temer, obedecendo \u00e0s regras do mercado e \u00e0s leis que regem o desenvolvimento a qualquer custo, anunciou que vai dar prioridade \u00e0 concess\u00e3o de rodovias na pr\u00f3xima rodada do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Construir mais estradas significa dar espa\u00e7o aos autom\u00f3veis, que precisam de combust\u00edveis f\u00f3sseis. \u00c9 tudo o que os l\u00edderes que ratificaram o Acordo de Paris, entre eles o Brasil, se comprometem a tentar evitar daqui por diante para manter o aquecimento global do jeito que <a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/sustentabilidade\/brasil-ratifica-acordo-de-paris-para-reduzir-emissoes-de-gases-estufa-20093780\">est\u00e1. <\/a>E, como se percebe, do jeito que est\u00e1 j\u00e1 \u00e9 bastante ruim para muitos.V\u00ea-se que, neste caso, promessa n\u00e3o \u00e9 d\u00edvida para o novo governo brasileiro.<\/p>\n<p>Voltando ao relat\u00f3rio lan\u00e7ado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas. D\u00e1 para perceber, mesmo em leitura r\u00e1pida, que o tom subiu bastante e a den\u00fancia contra a desigualdade social passou a ser assumida sem retoques pela ONU.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 f\u00e1cil esquecer esses megadesastres que mataram 100 mil pessoas nos \u00faltimos 20 anos, mas eles s\u00e3o arautosde eventos extremos que ainda n\u00e3o aconteceram e que ir\u00e3o acontecer se o mundo n\u00e3o se esfor\u00e7ar para erradicar a pobreza e alcan\u00e7ar os demais Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) definidos na agenda de desenvolvimento para 2030\u201d, disse Moon.<\/p>\n<p>Um megadesastre \u00e9 aquele que mata mais de cem mil pessoas. Os tr\u00eas desse tipo que marcaram os \u00faltimos 20 anos \u2013 o <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/mundo\/noticia\/2011\/03\/saiba-mais-como-foi-o-tsunami-de-2004-no-oceano-indico.html\">Tsunami <\/a>do Oceano \u00cdndico, o Ciclone <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/Noticias\/Mundo\/0,,MUL457425-5602,00-CICLONE+EM+MIANMAR+JA+MATOU+MIL+APONTA+BALANCO+DO+EXERCITO.html\">Nargis<\/a> e o terremoto recente que devastou o <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/10\/06\/internacional\/1475746470_475357.html\">Haiti, <\/a>pa\u00eds que tentava se reerguer de outra desgra\u00e7a \u2013 determinam a import\u00e2ncia de o mundo dos pa\u00edses emergentes se prepararem para situa\u00e7\u00f5es ainda piores. Ali\u00e1s, o Haiti segura um nada honroso primeiro lugar por ser o pa\u00eds que mais perdeu pessoas em desastres causados por tempestades e furac\u00f5es e terremotos nos \u00faltimos 20 anos. Quase 230 mil haitianos morreram v\u00edtimas desses fen\u00f4menos entre 1996 e 2015. Baseando-se na m\u00e9dia populacional de 2006, isso \u00e9 o equivalente a 2.460 mortes por cem mil habitantes. Muita coisa.<\/p>\n<p>\u201cA evid\u00eancia demonstra que tais eventos s\u00e3o previs\u00edveis, e requerem uma pol\u00edtica contra riscos de desastres forte, tanto em n\u00edvel local quanto regional ou global\u201d, diz o relat\u00f3rio apresentado pela ONU.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que, no sum\u00e1rio do trabalho, j\u00e1 fica muito claro que \u00e9 preciso ter mais foco para aliviar o impacto sobre a mudan\u00e7a clim\u00e1ticaem pa\u00edses que contribuem menos com a emiss\u00e3o de gases poluentes. Mas que, assim mesmo, s\u00e3o as maiores v\u00edtimas, aqueles que sofrem perdas desproporcionais de vida em cada evento extremo exacerbado pelo aumento do n\u00edvel do mar e por causa do aquecimento da terra e dos oceanos.<\/p>\n<p>\u201cA m\u00e9dia de mortes para todos os tipos de desastres naturais aumentou para 69.800 por ano na d\u00e9cada de 2006 a 2015. Entre 1996 e 2005 esta m\u00e9dia era de 64.900\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p>No total, China teve 554 desastres entre 1996 e 2015 e est\u00e1 entre os dez pa\u00edses que mais tiveram mortes causadas pelos eventos extremos. \u00cdndia tamb\u00e9m teve aumento de tempestades, e 90 desses eventos tiraram a vida de 15.860 pessoas entre 2006 e 2015.<\/p>\n<p>Aqui na Am\u00e9rica do Sul, o estudo mostrou que a incid\u00eancia de tempestades \u00e9 frequente na Venezuela. Houve 66 mortes por tempestades no per\u00edodo compreendido entre 2006 e 2015, mas quando se analisa outra d\u00e9cada, de 1996 a 2005, esse n\u00famero sobe para 30.100, segundo o estudo. \u00c9 que muitas vidas se perderam num \u00fanico evento, acontecido em 1999 no estado de Vargas.<\/p>\n<p>Outro estudo apresentado pela ONU dentro desse mesmo relat\u00f3rio sobre pobreza e desastres naturais, mostra que, em termos relativos, pa\u00edses menores podem perder uma propor\u00e7\u00e3o maior de seus recursos econ\u00f4micos quando s\u00e3o atingidos por furac\u00f5es, ciclones tropicais e outras tempestades. Esse n\u00edvel alto de perda se aplica tamb\u00e9m a vidas humanas. Mas \u00e9 preciso observar que ainda assim, em termos absolutos, tempestades causaram mais mortes em na\u00e7\u00f5es maiores nos \u00faltimos 20 anos.<\/p>\n<p>O estudo n\u00e3o detalha o tipo de a\u00e7\u00e3o que deve ser tomada para evitar que os pa\u00edses pequenos sejam t\u00e3o vulner\u00e1veis tamb\u00e9m aos eventos causados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, al\u00e9m de estarem tamb\u00e9m fora do sistema econ\u00f4mico. Mas a ONU relembra, no <a href=\"http:\/\/www.unisdr.org\/\">site <\/a>da United Nations Office for Disaster Risk Reduction, escrit\u00f3rio criado com o fim de chamar a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de reduzir os riscos de desastres, a\u00a0campanha \u201cSendai Sete: Sete alvos, sete anos,&#8221; que foi adotada pelos Estados-Membros das Na\u00e7\u00f5es Unidas em mar\u00e7o <a href=\"http:\/\/www.unisdr.org\/we\/coordinate\/sendai-framework\">passado.<\/a><\/p>\n<p>\u201cTrata-se de uma oportunidade para que os governos de todos os n\u00edveis, grupos comunit\u00e1rios, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, setor privado, organiza\u00e7\u00f5es internacionais e Na\u00e7\u00f5es Unidas promovam e partilhem as melhores pr\u00e1ticas em todos os n\u00edveis e em todos os setores, a fim de reduzir o risco de desastres e perdas\u201d.<\/p>\n<p>A cren\u00e7a \u00e9 que essa uni\u00e3o possa gerar boas ideias. Vamos apostar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o objetivo de tentar aumentar o investimento em esfor\u00e7os para reduzir o impacto das<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":51792,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/relatorio_onu.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com o objetivo de tentar aumentar o investimento em esfor\u00e7os para reduzir o impacto das","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51791"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51791"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51791\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51792"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}