{"id":51653,"date":"2016-10-14T14:00:56","date_gmt":"2016-10-14T17:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=51653"},"modified":"2016-10-14T08:07:18","modified_gmt":"2016-10-14T11:07:18","slug":"impacto-de-cometa-pode-ter-provocado-aquecimento-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/impacto-de-cometa-pode-ter-provocado-aquecimento-na-terra\/","title":{"rendered":"Impacto de cometa pode ter provocado aquecimento na Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=51654\" rel=\"attachment wp-att-51654\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-51654\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um grupo de cientistas encontrou provas diretas de que <strong>um cometa colidiu com a Terra h\u00e1 55 milh\u00f5es de anos, o que teria provocado um per\u00edodo de aquecimento importante na temperatura do planeta.<\/strong><\/p>\n<p>As conclus\u00f5es, publicadas nesta quinta-feira (13) na revista americana <em>Science<\/em>, apoiam a teoria de que um impacto inesperado &#8211; e n\u00e3o uma erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica &#8211; pode ter causado uma fase de aquecimento conhecida como M\u00e1ximo T\u00e9rmico do Paleoceno-Eoceno (PETM, em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>&#8220;Este poderia ser o motivo. (A Terra) esquentou muito depressa. Isto sugere de onde veio&#8221;, explica o coautor do estudo, Dennis Kent, pesquisador do Observat\u00f3rio Lamont-Doherty, da Universidade de Columbia e da Universidade de Rutgers.<\/p>\n<p>Kent e outros cientistas encontraram pequenas got\u00edculas redondas de cristal, denominadas microtectitas, escavando no que hoje \u00e9 Nova Jersey, no leste dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Acredita-se que estas esferas do tamanho de um gr\u00e3o de areia se formam quando um objeto extraterrestre impacta a Terra, espalhando material vaporizado que se solidifica quando est\u00e1 no ar, segundo o estudo.<\/p>\n<p>&#8220;Tem que ser mais que uma coincid\u00eancia que se registrasse um impacto nesse momento&#8221;, destaca o autor principal do estudo, Morgan Schaller, geoqu\u00edmico do Instituto Polit\u00e9cnico Rensselaer.<\/p>\n<p>&#8220;Se o impacto est\u00e1 relacionado (com o aquecimento), isto sugere que a libera\u00e7\u00e3o de carbono foi r\u00e1pida&#8221;, explica o especialista.<\/p>\n<p>Os cientistas asseguram que a emana\u00e7\u00e3o de carbono ocorreu durante um per\u00edodo de 5.000 a 20.000 anos.<\/p>\n<p>Outras teorias indicam que uma \u00e9poca vulc\u00e2nica provocou um aquecimento do planeta, causando a libera\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias como o metano congelado no fundo do mar.<\/p>\n<p>Alguns pesquisadores consideram que as mudan\u00e7as que a \u00f3rbita terrestre sofreu ou a modifica\u00e7\u00e3o das correntes marinhas tiveram um papel importante no aumento da temperatura entre 5\u00ba C e 9\u00b0 C durante 200.000 anos.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as fizeram com que o gelo praticamente desaparecesse da Terra e o n\u00edvel do mar aumentou em n\u00edveis muito mais elevados do que os de hoje. Ainda assim, algumas esp\u00e9cies desapareceram e outras migraram para os polos.<\/p>\n<h3>Nenhuma cratera<\/h3>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\"><span class=\"credito\">Andy Wong\/AP<\/span><\/p>\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img loading=\"lazy\" class=\"pinit-img\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/2014\/11\/13\/13nov2014---usina-de-energia-movida-a-carvao-em-pequim-na-china-e-vista-nesta-quinta-feira-13-mesmo-dia-em-que-lideres-chineses-se-comprometeram-pela-primeira-vez-a-cortar-as-emissao-de-carbono-no-1415904038080_615x300.jpg\" width=\"640\" height=\"312\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Os especialistas dizem que as emiss\u00f5es de carbono &#8220;atualmente s\u00e3o muito mais importantes do que a que ocorreu durante o PETM&#8221;, segundo um comunicado da Universidade de Columbia.<\/p>\n<p>&#8220;As consequ\u00eancias podem ser mais dr\u00e1sticas, porque muitos tipos de vida n\u00e3o ter\u00e3o tempo de evoluir&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Outro estudo publicado no come\u00e7o de 2016 mostrou que as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono, principal g\u00e1s de efeito estufa, liberam dez vezes mais carbono na atmosfera, devido aos combust\u00edveis f\u00f3sseis que as for\u00e7as naturais que provocaram o aquecimento h\u00e1 55 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 teoria do cometa, os cientistas n\u00e3o encontraram nenhuma cratera que tenha sido causada por um impacto maci\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8220;Pode ser que ocorresse perto ou que ocorresse do outro lado do planeta&#8221;, destacou Schaller. Como as pequenas esferas se propagaram muito pouco, o impacto pode ser maior, por\u00e9m mais distante, ou relativamente perto.<\/p>\n<p>Segundo Charles Langmuir, um paleoclimatologista da Universidade de Harvard que n\u00e3o participou do estudo, a evid\u00eancia de um impacto durante o pr\u00f3ximo no come\u00e7o do PETM &#8220;\u00e9 muito forte&#8221;.<\/p>\n<p>Langmuir tamb\u00e9m destaca que o estudo n\u00e3o explica que causou a liberta\u00e7\u00e3o de carbono, nem quanto tempo durou, e tampouco assegura que as pequenas esferas provenham de um enorme impacto ocorrido h\u00e1 55 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Os pesquisadores n\u00e3o estabeleceram a idade das esferas, usando data\u00e7\u00e3o radiom\u00e9trica, deixando aberta a porta a que provenham de outro per\u00edodo, segundo Christian Koeberl, especialista da Universidade de Viena.<\/p>\n<p>Acredita-se que um objeto extraterrestre tenha ca\u00eddo na pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n (M\u00e9xico), 11 milh\u00f5es de anos provocou o desaparecimento dos dinossauros.<\/p>\n<p>Vinte milh\u00f5es de anos depois do per\u00edodo PETM foi registrado outro impacto na regi\u00e3o, criando a ba\u00eda de Chesapeake, em frente \u00e0 costa do estado de Maryland.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de cientistas encontrou provas diretas de que um cometa colidiu com a Terra<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":51654,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/cometa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um grupo de cientistas encontrou provas diretas de que um cometa colidiu com a Terra","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51653"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51653\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51654"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}