{"id":5162,"date":"2014-08-20T10:00:13","date_gmt":"2014-08-20T10:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=5162"},"modified":"2014-08-19T22:44:29","modified_gmt":"2014-08-19T22:44:29","slug":"a-cada-segundo-15-animais-silvestres-morrem-atropelados-nas-rodovias-que-cortam-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-cada-segundo-15-animais-silvestres-morrem-atropelados-nas-rodovias-que-cortam-o-brasil\/","title":{"rendered":"A cada segundo 15 animais silvestres morrem atropelados nas rodovias que cortam o Brasil"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/animais_pistas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-5164\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/animais_pistas.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a><\/h4>\n<p>A cada segundo 15 animais silvestres morrem atropelados nas rodovias que cortam o Brasil, n\u00famero que corresponde a 475 milh\u00f5es de mortes por ano ou a 1,3 milh\u00e3o por dia. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) da Universidade Federal de Lavras (MG), que desenvolveu um m\u00e9todo para conscientizar sociedade e Estado sobre o assunto. O centro acaba de fechar uma parceria com o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) propondo solu\u00e7\u00f5es ao problema.<\/p>\n<p>O CBEE \u00e9 respons\u00e1vel pelo Projeto Malha, que tem por objetivo reunir, sistematizar e disponibilizar informa\u00e7\u00f5es sobre a mortalidade da fauna selvagem nas rodovias e ferrovias brasileiras. Com isso, os atropelamentos passam a ser registrados no Banco de Dados Brasileiro de Atropelamento de Fauna Selvagem (BAFS) e as informa\u00e7\u00f5es coletadas pelo Sistema Urubu, um aplicativo que pode ser usado em smartphones e tablets. &#8220;Integramos esse projeto e, neste momento, trabalhamos na assinatura de um termo de reciprocidade com a Universidade Federal de Lavras (UFL) formalizando esta parceria que, at\u00e9 o momento, tem sido informal&#8221;, destacou Ivan Salzo, coordenador substituto de Apoio \u00e0 Pesquisa do ICMBio.<\/p>\n<p>Os documentos devem ser assinados no pr\u00f3ximo Semin\u00e1rio de Pesquisa e Encontro de Iniciaza\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, a ser realizado na sede do ICMBio, em Bras\u00edlia, entre os dias 16 e 18 de setembro. Na ocasi\u00e3o, o professor e coordenador do CBEE, Alex Bager, vai expor materiais para divulgar o projeto. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) federais que tenham estradas ou rodovias comecem a usar a metodologia. &#8220;O projeto come\u00e7ou em 2013 e agora estamos em processo de evolu\u00e7\u00e3o. Nesse um ano e meio coletamos muitas informa\u00e7\u00f5es importantes e agora queremos come\u00e7ar a fazer pol\u00edticas p\u00fablicas, em termos nacionais, com os \u00f3rg\u00e3os competentes&#8221;, afirmou Bager.<\/p>\n<p>J\u00e1 integram o Projeto Malha a Floresta Nacional de Silvania, o Parque Nacional da Chapada dos Guimar\u00e3es, a Reserva Biol\u00f3gica Uni\u00e3o, a Floresta Nacional de Pira\u00ed do Sul, a Reserva Biol\u00f3gica Guaribas e o Parque Nacional Serra dos \u00d3rg\u00e3os. &#8220;Eles compartilham a metodologia de coleta de dados e t\u00eam uma melhor base para comparar as informa\u00e7\u00f5es&#8221;, disse Salzo. Al\u00e9m dessas unidades, o Parque Nacional da Serra, o Parque Nacional do Igua\u00e7u e a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Taim tamb\u00e9m monitoram os atropelamentos, mas sob m\u00e9todos diferentes. A expectativa \u00e9 que at\u00e9 2015 pelo menos 20, das 313 UCs federais administradas pelo ICMBio, fa\u00e7am parte do projeto.<\/p>\n<p><b>Animais que mais morrem<\/b><\/p>\n<p>A maior parte dos animais selvagens mortos por atropelamentos s\u00e3o pequenos vertebrados, como sapos, aves e cobras. Todos os anos, cerca de 430 milh\u00f5es dessas pequenas esp\u00e9cies morrem atropeladas no Brasil. Outros 43 milh\u00f5es s\u00e3o representados pelo animais de m\u00e9dio porte, como gamb\u00e1s, lebres e macacos. A menor parte, correspondente a dois milh\u00f5es de mortes, est\u00e1 relacionada aos animais de grande porte, como on\u00e7as, lobos e capivaras.<\/p>\n<p><b>Monitoramento da fauna atropelada na BR-471<\/b><\/p>\n<p>A Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Taim (RS) lan\u00e7ou em 2011 o projeto &#8220;Atropelamentos da Fauna Silvestre: impacto da BR-471&#8221; para minimizar os danos \u00e0 biodiversidade que a rodovia provoca na Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o (UC). Durante um ano, a administra\u00e7\u00e3o da unidade fez levantamentos quinzenais de esp\u00e9cies e animais mortos na estrada, assim como monitoramento do tamanho e locais dos atropelamentos. A partir de agora, tamb\u00e9m ser\u00e1 feita a contagem de ve\u00edculos que passam pela BR e o controle dos 19 t\u00faneis constru\u00eddos sob a rodovia para que os animais atravessem de um lado para o outro sem a necessidade de cruzar a pista.<\/p>\n<p><b>Uma alternativa<\/b><\/p>\n<p>Como uma medida alternativa para reduzir o n\u00famero de morte por atropelamento dos animais silvestres, o Parque Nacional do Igua\u00e7u (PR) conta com aparelhos de &#8220;GPS rastreador&#8221; do tamanho de uma caixa de f\u00f3sforo. O equipamento \u00e9 instalado em todos os carros que entram na UC e envia informa\u00e7\u00f5es importantes, como a velocidade do ve\u00edculo, para uma central monitorada pelos servidores do Parque. &#8220;O aparelho estimula a conscientiza\u00e7\u00e3o do visitante. Desde que foi implantado, no in\u00edcio do m\u00eas de julho, n\u00e3o houve mais atropelamento no parque&#8221;, contou o chefe substituto da UC, Apol\u00f4nio Rodrigues.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada segundo 15 animais silvestres morrem atropelados nas rodovias que cortam o Brasil, n\u00famero<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5164,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/animais_pistas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/animais_pistas.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/animais_pistas.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/animais_pistas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/animais_pistas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/animais_pistas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/animais_pistas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/animais_pistas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/animais_pistas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/animais_pistas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A cada segundo 15 animais silvestres morrem atropelados nas rodovias que cortam o Brasil, n\u00famero","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5162"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5162"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5162\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5164"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5162"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}