{"id":51584,"date":"2016-10-13T08:15:19","date_gmt":"2016-10-13T11:15:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=51584"},"modified":"2016-10-13T08:15:21","modified_gmt":"2016-10-13T11:15:21","slug":"estudo-associa-suplementos-de-calcio-ao-risco-de-placas-nas-arterias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-associa-suplementos-de-calcio-ao-risco-de-placas-nas-arterias\/","title":{"rendered":"Estudo associa suplementos de c\u00e1lcio ao risco de placas nas art\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-associa-suplementos-de-calcio-ao-risco-de-placas-nas-arterias\/suplemento-2\/\" rel=\"attachment wp-att-51585\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-51585\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em um novo estudo que alerta para a grande diferen\u00e7a entre obter nutrientes naturalmente ou atrav\u00e9s de p\u00edlulas, pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, EUA, descobriram que dietas ricas em c\u00e1lcio podem ser ben\u00e9ficas para o cora\u00e7\u00e3o, mas a ingest\u00e3o exagerada do mineral por meio de suplementos eleva o risco de ac\u00famulo de placas nas art\u00e9rias (aterosclerose) e danos ao \u00f3rg\u00e3o. Segundo os cientistas, uma das principais motiva\u00e7\u00f5es da investiga\u00e7\u00e3o foram justamente pesquisas anteriores indicando que o c\u00e1lcio dos suplementos n\u00e3o chegava aos ossos nem era totalmente excretado na urina dos consumidores, o que implica que ele deveria se acumular em alguma parte do corpo.<\/p>\n<p>Assim, a distin\u00e7\u00e3o entre a absor\u00e7\u00e3o e os efeitos na sa\u00fade dos nutrientes dependendo de sua fonte ganha ainda mais import\u00e2ncia diante de levantamento recente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Alimentos Para Fins Especiais e Cong\u00eaneres (Abiad). Ele revelou que 54% dos lares brasileiros abrigam ao menos um indiv\u00edduo que toma algum tipo de suplemento. E embora as vitaminas liderem a lista, com 48% do consumo, os minerais, como o c\u00e1lcio, ficam em segundo lugar no consumo, com 22%, \u00e0 frente de subst\u00e2ncias extra\u00eddas de plantas, com 19%. J\u00e1 nos EUA, o Instituto Nacional de Sa\u00fade estima que 43% da popula\u00e7\u00e3o adulta toma suplementos com c\u00e1lcio, inclusive mais da metade das mulheres acima de 60 anos, a maioria sem orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, por acreditar que assim podem se prevenir da osteoporose.<\/p>\n<p>\u2014 Quando o assunto \u00e9 o uso de suplementos de vitaminas e minerais, particularmente de c\u00e1lcio para a sa\u00fade dos ossos, muitos americanos acham que quanto mais \u00e9 sempre melhor \u2014 resume Erin Michos, vice-diretora de cardiologia preventiva e professora da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, uma das autoras do estudo, publicado esta semana no peri\u00f3dico \u201cJournal of the American Heart Association\u201d. \u2014 Mas nosso estudo oferece evid\u00eancias de que o excesso de c\u00e1lcio na forma de suplementos pode prejudicar o cora\u00e7\u00e3o e o sistema vascular.<\/p>\n<p><strong>ALIMENTOS S\u00c3O A FONTE MAIS SEGURA<\/strong><\/p>\n<p>Na pesquisa, os cientistas acompanharam 2,7 mil dos cerca de 6,8 mil volunt\u00e1rios do Estudo Multi\u00e9tnico da Aterosclerose (Mesa, na sigla em ingl\u00eas), projeto de longo prazo financiado pelo governo americano para investigar este que \u00e9 um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doen\u00e7as card\u00edacas. Com idades que variavam de 45 a 84 anos quando do in\u00edcio do estudo, em 2000, os participantes responderam na \u00e9poca um extenso question\u00e1rio sobre seus h\u00e1bitos alimentares, o que permitiu avaliar quanto c\u00e1lcio ingeriam a partir do consumo de alimentos como latic\u00ednios, verduras e outros alimentos ricos ou enriquecidos com o mineral, como cereais matinais.<\/p>\n<p>Separadamente, os pesquisadores tamb\u00e9m fizeram um invent\u00e1rio dos rem\u00e9dios e suplementos que cada um dos volunt\u00e1rios tomava diariamente. Por fim, eles foram submetidos a exames de tomografia computadorizada para medir sua taxa de c\u00e1lcio nas art\u00e9rias coron\u00e1rias, um marcador de risco de desenvolvimento de doen\u00e7as no cora\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio do estudo, 1.175 dos participantes apresentavam alguma forma\u00e7\u00e3o de placas nas suas art\u00e9rias coron\u00e1rias nos exames. Estes foram repetidos em todos os participantes dez anos depois, para avaliar se as placas haviam aumentado, diminu\u00eddo ou aparecido nos que estavam livres delas.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise, os pesquisadores inicialmente dividiram os volunt\u00e1rios em cinco grupos baseados no total de c\u00e1lcio que ingeriam, seja por meio da dieta ou atrav\u00e9s de suplementos. Depois de ajustarem os dados de acordo com a idade, sexo, etnia, pr\u00e1tica de exerc\u00edcios, tabagismo, educa\u00e7\u00e3o, peso, uso de \u00e1lcool, press\u00e3o sangu\u00ednea, glicemia e hist\u00f3rico m\u00e9dico familiar dos participantes, os cientistas separaram os 20% deles com maior consumo total de c\u00e1lcio, acima de 1,4 grama por dia. Os c\u00e1lculos mostraram ent\u00e3o que este subgrupo tinha 27% menos chances de desenvolver problemas no cora\u00e7\u00e3o indicados pelo marcador de c\u00e1lcio nas art\u00e9rias coron\u00e1rias do que os 20% dos volunt\u00e1rios com menor ingest\u00e3o do mineral, abaixo de 400 miligramas di\u00e1rios.<\/p>\n<p>A seguir, no entanto, os pesquisadores decidiram se focar nas diferen\u00e7as entre aqueles cujo c\u00e1lcio vinha apenas da dieta daqueles que obt\u00eam o mineral por meio dos suplementos, consumidos por 46% dos integrantes do estudo. Novamente levando em conta as mesmas diferen\u00e7as demogr\u00e1ficas e de estilo de vida que tamb\u00e9m podem influenciar no desenvolvimento de problemas card\u00edacos, como na an\u00e1lise anterior, os cientistas descobriram que os usu\u00e1rios dos suplementos tinham uma chance 22% maior de verem suas taxas de c\u00e1lcio nas art\u00e9rias coron\u00e1rias subirem ao longo da d\u00e9cada.<\/p>\n<p>\u2014 H\u00e1 claramente algo diferente em como o corpo usa e responde aos suplementos frente \u00e0 ingest\u00e3o pela dieta que os torna (os suplementos) mais perigosos \u2014 comenta John Anderson, professor em\u00e9rito de nutri\u00e7\u00e3o da Universidade da Carolina do Norte e coautor do estudo. \u2014 Pode ser porque os suplementos cont\u00eam sais de c\u00e1lcio, ou pode ser que isso aconte\u00e7a por se tomar uma grande dose de uma vez que o corpo n\u00e3o seja capaz de processar.<\/p>\n<p><strong>CIENTISTAS RECOMENDAM CAUTELA<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 entre os participantes que tinham a maior ingest\u00e3o de c\u00e1lcio exclusivamente por meio da dieta, com mais de 1.022 miligramas por dia, os pesquisadores n\u00e3o observaram nenhum aumento na taxa de c\u00e1lcio nas art\u00e9rias coron\u00e1rias, e consequentemente do risco de desenvolver problemas card\u00edacos de acordo com este marcador, nos dez anos do estudo.<\/p>\n<p>\u2014 Baseados nestas evid\u00eancias, podemos dizer a nossos pacientes que n\u00e3o parece haver qualquer risco em ter uma dieta saud\u00e1vel para o cora\u00e7\u00e3o que inclua alimentos ricos em c\u00e1lcio, e que talvez isso at\u00e9 seja ben\u00e9fico para o cora\u00e7\u00e3o \u2014 conclui Erin. \u2014 Mas os pacientes devem realmente discutir com seus m\u00e9dicos planos de tomar suplementos de c\u00e1lcio para definir qual seria a melhor dosagem ou mesmo se realmente precisam deles.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um novo estudo que alerta para a grande diferen\u00e7a entre obter nutrientes naturalmente ou<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":51585,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/suplemento.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em um novo estudo que alerta para a grande diferen\u00e7a entre obter nutrientes naturalmente ou","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51584"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51584"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51584\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51585"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}