{"id":51475,"date":"2016-10-11T09:00:42","date_gmt":"2016-10-11T12:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=51475"},"modified":"2016-10-10T19:16:44","modified_gmt":"2016-10-10T22:16:44","slug":"pesquisador-alerta-para-riscos-ambientais-da-colheita-indiscriminada-de-sempre-vivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisador-alerta-para-riscos-ambientais-da-colheita-indiscriminada-de-sempre-vivas\/","title":{"rendered":"Pesquisador alerta para riscos ambientais da colheita indiscriminada de sempre-vivas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=51476\" rel=\"attachment wp-att-51476\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-51476\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Novos tra\u00e7os sobre a discuss\u00e3o sobre poss\u00edveis <strong>direitos de comunidades quilombolas<\/strong> em \u00e1reas do <a href=\"http:\/\/www.wikiparques.org\/wiki\/Parque_Nacional_das_Sempre_Vivas\" target=\"_blank\">Parque Nacional das Sempre-Vivas<\/a> e do <a href=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/materia.php?id=1&amp;secao=11&amp;mat=8\" target=\"_blank\">Parque Estadual do Rio Preto<\/a>, localizados na regi\u00e3o de Diamantina (MG), foram acrescentados pelo bi\u00f3logo e pesquisador L\u00facio Bed\u00ea, em palestra realizada por solicita\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o de Defesa do Ambiente ( Amda). O assunto gira em torno de coleta de sempre-vivas nas duas unidades de conserva\u00e7\u00e3o. O promotor federal, Helder Magno da Silva, e o professor da Universidade Federal de Diamantina, Claudenir F\u00e1vero, conhecido como Paran\u00e1, alegam que a coleta \u00e9 atividade de subsist\u00eancia e pleiteiam retirada de 4.400 hectares do parque estadual e grande parte do nacional para serem entregues a estas comunidades.<\/p>\n<p>Na palestra, L\u00facio Bed\u00ea, cuja tese de doutorado foi sobre efeitos do manejo extrativista sobre uma das esp\u00e9cies de sempre-vivas ocorrentes no Parque do Rio Preto e que recentemente desenvolveu pesquisas no Parque Nacional das Sempre-Vivas, esclareceu que a viabilidade econ\u00f4mica do extrativismo de sempre-vivas n\u00e3o quer dizer necessariamente sustentabilidade econ\u00f4mica e ambiental, e muito frequentemente, ocorre o oposto.<\/p>\n<p>&#8220;Viabilidade econ\u00f4mica do <strong>extrativismo de sempre-vivas<\/strong> \u00a0(<em>e.g., Comanthera spp<\/em>) em ambientes silvestres depende fortemente da rela\u00e7\u00e3o entre o tamanho das popula\u00e7\u00f5es das plantas &#8211; o que \u00e9, primariamente, uma fun\u00e7\u00e3o da extens\u00e3o territorial dispon\u00edvel &#8211; e do n\u00famero de extrativistas. Ali\u00e1s, isso n\u00e3o \u00e9 exclusivo das sempre-vivas. H\u00e1 in\u00fameros exemplos na literatura cient\u00edfica sobre o extrativismo de plantas e animais que apontam para o mesmo fato&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Para ele, \u00e9 justo reconhecer que a maioria dos coletores conhece profundamente o comportamento das plantas e entende os limites necess\u00e1rios do manejo para um extrativismo mais sustent\u00e1vel, nas que na pr\u00e1tica esses cuidados n\u00e3o ocorrem, ou ocorrem muito aqu\u00e9m da medida necess\u00e1ria. Ele explica que as\u00a0raz\u00f5es para isso s\u00e3o v\u00e1rias, mas \u00e9 f\u00e1cil entender a dificuldade de manejo ambientalmente sustent\u00e1vel quando se considera que se trata de um recurso disperso sobre amplas \u00e1reas; que os coletores frequentemente n\u00e3o tem dom\u00ednio formal ou governan\u00e7a sobre o recurso, que \u00e9 temporalmente limitado, e na forma mais difundida do seu uso n\u00e3o tem qualquer valor agregado (vende-se a flor &#8216;in natura&#8217;), o que induz \u00e0 coleta de grandes volumes para valer a pena o esfor\u00e7o. Lembra ainda que os coletores s\u00e3o eficientes e naturalmente buscam maximizar seus ganhos, colhendo o m\u00e1ximo volume no menor tempo poss\u00edvel. Estes fatores acirram a competi\u00e7\u00e3o pelo recurso, dificultando a ado\u00e7\u00e3o, individual ou coletivamente, de medidas destinadas \u00e0 sustentabilidade do extrativismo.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo lembra ainda que o cultivo dessas plantas \u00e9 vi\u00e1vel e simples, e rende mais, por metro quadrado, que o extrativismo em \u00e1reas silvestres. &#8220;O <strong>plantio de sempre-vivas<\/strong> merece ser incentivado como alternativa \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es silvestres, adotando-se, \u00e9 claro, as devidas precau\u00e7\u00f5es de ordem ambiental&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Para Dalce Ricas, as informa\u00e7\u00f5es do bi\u00f3logo refor\u00e7am a postura da Amda no sentido de que o assunto seja rigorosamente estudado. &#8220;Neste contexto h\u00e1 duas coisas certas: diminuir a \u00e1rea dos parques n\u00e3o necessariamente resolver\u00e1 problemas sociais das comunidades e estes n\u00e3o podem ser ignorados pelo poder p\u00fablico e pela sociedade. Mas certamente h\u00e1 alternativas que podem solucion\u00e1-los&#8221;, diz.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.amda.org.br\/?string=interna-informacoes-ambientais&amp;cod=60\" target=\"_blank\">Acesse aqui o documento na \u00edntegra.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novos tra\u00e7os sobre a discuss\u00e3o sobre poss\u00edveis direitos de comunidades quilombolas em \u00e1reas do Parque<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":51476,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/sempre_vivas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Novos tra\u00e7os sobre a discuss\u00e3o sobre poss\u00edveis direitos de comunidades quilombolas em \u00e1reas do Parque","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51475"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51475"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51475\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51476"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}